Nunca, até há poucos dias, tinha ouvido falar deste filme. "Caí" nele, por acaso, ao procurar planos sequência. Vi, depois, que o Yo soy Cuba, realizado em 1964 pelo soviético Mikhail Kalatazov (1903-1973), ganhara reconhecimento depois de ter sido redescoberto, no início da década do 90, por Martins Scorsese e por Francis Ford Coppola.
Yo soy Cuba tem um argumento esquemático e primário. Mas o que impressiona é a sofisticação da filmagem, a colagem de planos sequência arrojados e a luz (meu Deus!, a luz lida por Sergey Urusevsky).
Vale mesmo a pena ver, em tempos em que somos submergidos por lixo televisivo (e mesmo se aquele hábito russo de duplicar os diálogos se torna irritante...):
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