Post mourense.
Foi aberto ao público o núcleo de armaria da torre de menagem do castelo de Moura. Concluiu-se um processo com 24 anos. Passou também a poder visitar-se a alcáçova do castelo, até ontem vedada ao público.
Alcáçova do castelo de Moura - 1993
Alcáçova do castelo de Moura -2012
Claro que uma ocasião destas deu origem a faits-divers. Tinha de dar, fatalmente. O mais significativo ocorreu durante a breve intervenção que fiz. Recordei a história do projeto e afirmei que um processo destes não iria parar nem voltaria para trás. Nem na parte de investigação ligada à arqueologia diz respeito nem no que se refere à reabilitação patrimonial. Isso bastou para que alguém soltasse a seguinte bojarda, ouvida por pessoa amiga, que ma relatou: "vamos ver se ele daqui a um ano e meio não volta para trás".
Há, como se pode ver, atitudes da mais crassa e absoluta estupidez. Mas não deixa de ser curioso que a 16 meses das eleições autárquicas já se preparem limpezas e se engendrem perseguições. Mesmo sem saberem quais os resultados eleitorais. Por isso, aqui ficam, desde já, três afirmações que são, também, desafios:
1. O tempo não volta para trás, por muito que se queira;
2. Se a pessoa em causa se referia ao projeto de reabilitação patrimonial do castelo considero de uma invulgar burrice o desejo ou a intenção de o fazer voltar para trás. Fica por perceber como. E, sobretudo, porquê. Repare-se nas fotografias...
3. Se a referência me era dirigida (eventualidade mais provável) é melhor que se desengane(m). Não abandonarei a direção do projeto de investigação arqueológica do castelo de Moura. É melhor não irem por aí...