sexta-feira, 6 de julho de 2012

BOM BOM BOM BOM JÁ JÁ JÁ JÁ

Tantos anos a estudar para acabar desempregado
Ou num emprego da treta, mal pago
E receber uma gorjeta que chamam salário
Eu não tirei o Curso Superior de Otário
...não é por falta de empenho
(...)
Alguém me arranje emprego
Bom bom bom bom
Já já já já



Os jovens da geração à rasca ainda não foram ouvidos. Miguel Relvas já já já já.





Aviso à navegação: BOSS AC atua hoje no Largo do Intendente, em Lisboa.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

EL DJAZAIR

Naquela quinta-feira, 5 de julho de 1962, a Argélia tornava-se independente. Depois de quase oito anos de sangrenta luta anticolonial nascia um novo país no norte de África. A extraordinária fotografia que se vê abaixo simboliza essa mistura de alegria e de juventude. A alegria desvaneceu-se bastante a partir do momento em que a generosidade da luta deu lugar a outras tentações. Tudo piorou na década de 90. A Argélia mantém-se, contudo, jovem e com um enorme potencial.

A Argélia faz hoje 50 anos. E Cabo Verde 37.

TABERNAS DE GRÂNDOLA

Não é um trabalho acabado, mas o tema tem potencial. O trabalho de investigação iniciado por João Melo Rodrigues sobre as tabernas de Grândola, apresentado na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, lança pistas, que espero que possam agora vir a ser desenvolvidas.

É um estudo ainda necessariamente incompleto - pouco mais de seis meses para concluir um trabalho de projeto é pouco (salvo para Miguel Relvas, bem entendido) - mas há ideias que podem e devem merecer aprofundamento. Antes que as tabernas desapareçam de vez ou se tornem, apenas e só, uma curiosidade antropológica para um público urbano à procura de emoções vínicas. Ou que passem a bar à vins, daqueles onde se paga 5 euros por copo, onde o televisor passa ópera em vez de corridas de touros e onde parece mal falar alto.

Fotografia: José Manuel Rodrigues

quarta-feira, 4 de julho de 2012

FARGO

"Ternura" não é a palavra que me ocorra quando me lembro deste filme dos irmãos Coen. Fargo fica no Dakota do Norte e quase só vemos a brancura da neve durante todo o filme. Pelo menos é isso que recordo. Tal como não esqueço os constantes "ya", que remetem para a origem norte-europeia de muitos habitantes daquele estado.

Fargo é a história de um crime falhado. Foi classificado como comédia, mas a estupidez dos personagens é tanta que o riso é sempre amargo.

William Macy e Steve Buscemi representam, como sempre, os desastrados e os falhados. Não sei porquê mas o papel assenta-lhes como uma luva. Fargo tem várias cenas inesquecíveis. Escolhi esta, que não é tão forte como a da máquina de cortar madeira... 

terça-feira, 3 de julho de 2012

MAIS UM CANDIDATO A SCIENCES-PO

Miguel Relvas terá feito a sua licenciatura num ano. Pela conhecida escala académica José Sócrates temos mais um candidato a uma das grandes écoles. HEC, Sciences-Po, ENA, é só escolher.

Bugatti Veyron. Rápido? Sim, mas não tanto como Miguel Relvas...

NICOLAU TOLENTINO

Chaves na mão, melena desgrenhada

Chaves na mão, melena desgrenhada,
Batendo o pé na casa, a mãe ordena
Que o furtado colchão, fofo e de pena,
A filha o ponha ali ou a criada.

A filha, moça esbelta e aperaltada,
Lhe diz co'a doce voz que o ar serena:
– «Sumiu-se-lhe um colchão? É forte pena;
Olhe não fique a casa arruinada...»

– «Tu respondes assim? Tu zombas disto?
Tu cuidas que, por ter pai embarcado,
Já a mãe não tem mãos?» E, dizendo isto,

Arremete-lhe à cara e ao penteado.
Eis senão quando (caso nunca visto!)
Sai-lhe o colchão de dentro do toucado!...



Nicolau Tolentino (1740-1811)




Post que vai, em especial, para os colegas do Liceu de Queluz (1977/78) e da Faculdade de Letras de Lisboa (1981/85)

O episódio passou-se em finais de 1977. Tinha acabado de chegar da Escola Gama Barros. Depois de uma breve incursão de dois meses pelo Cacém regressava ao Liceu Nacional de Queluz. A turma do 9º ano que me calhou em sorte tinha alguns colegas conhecidos. Uma delas avisou-me que o professor de História era "uma fera". Tinha dado 13 valores à Lúcia Novais. Ninguém se recordava de a Lúcia ter notas abaixo de 17. Um 13 nela era igual a uma negativa, o que fazia prever uma razia a História. A colega que me passou a informação acrescentou: "em todo o caso, hoje é a última aula dele, porque vai para leitor de português em Dacar". O professor tinha um ar extravagante e um discurso que me pareceu estratosférico. A meio dessa última aula resolveu despedir-se de nós lendo poemas. Recordo-me de um, que me fez rir, e que transcrevi mais acima.

Quatro anos mais tarde, na Faculdade de Letras de Lisboa, os meus colegas do 1º ano de História comentavam o sentimento de pânico que lhes causava o Dr. Hamilton Costa, jovem assistente de Teoria das Fontes e Problemática do Saber Histórico (um lindo e portuguesíssimo nome para uma cadeira). Cujo discurso tinham dificuldade em seguir. Quando o vi no bar, percebi que o professor de uma aula só do meus dias de liceu e o terrorífico assistente eram uma e a mesma pessoa. Vim a descobrir depois uma pessoa muito pouco terrorífica, de grande cultura e com imenso sentido de humor.

PISÕES

Leio no blogue Beja y Arrabaldes (v. aqui) que o sítio arqueológico de Pisões vai fechar temporariamente:

«A Direcção Regional de Cultura do Alentejo (DRCA) decidiu encerrar temporariamente as ruínas da villa romana de Pisões, no concelho de Beja, por motivos de "reorganização", fruto da reforma da única funcionária que trabalhava no local.
   De momento, a DRCA e a Câmara de Beja estão a desenvolver esforços no sentido de encontrar pessoas para garantir a reabertura do núcleo arqueológico ao público.
   Paralelamente, os serviços da DRCA vão elaborar um diagnóstico sobre o estado de conservação do local, onde serão elencadas as medidas a adoptar no sentido de requalificar o espaço e identificar possíveis alternativas de financiamento".
   "A Câmara de Beja espera que este processo seja resolvido pelas entidades competentes o mais brevemente possível, assim como espera que a DRCA e o Governo assumam as suas responsabilidades nomeadamente no domínio da salvaguarda do património, disponibilizando-se esta autarquia para, dentro das suas possibilidades, continuar a ser um parceiro activo", vinca fonte do executivo da edilidade bejense ao "CA", acrescentando que a "curto prazo", a autarquia e a Direcção Regional "irão fazer alguns melhoramentos no equipamento, a fim de minimizar o avançado estado de degradação em que o mesmo se encontra".»

Em tempos que já lá vão anunciou-se um protocolo. Esteve em vigor? Está em vigor? É que aquele palavreado da DRCAelaborar um diagnóstico / serão elencadas as medidas / requalificar o espaço / identificar possíveis alternativas de financiamento - não é tranquilizador.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

LANCES DE CAPOTE - 5: PORTAGAYOLA


Lance em que o matador recebe o touro de joelhos, em frente aos curros. É uma sorte de grande espetáculo. Na imagem está Morante de la Puebla. Escolhi-o depois de uma longa conversa tida, na noite da passada quinta-feira, com um cético. Não das corridas, mas de Morante. Por causa do seu estilo peculiar e que o leva a "desligar" da lide. O meu interlocutor é um conhecedor profundo. E tem tido tanto azar como eu. Nunca vi Morante. Ver de ver mesmo, quero eu dizer...

domingo, 1 de julho de 2012

FUTEBOL

No dia em que estamos exatamente a meio do ano a Espanha acaba de ganhar à Itália., sagrando-se bi-campeã europeia. A maior ironia no meio de tudo isto é o facto de Vicente del Bosque ser campeão do Mundo e campeão da Europa depois de, em tempos, ter sido substituído no Real Madrid por Carlos Queirós.

O jogo não foi muito bom. Mas, em todo o caso, os meus genes andaluzes ficaram contentes.

Fußballspieler, de  1963, é uma obra pop
do artista plástico alemão Konrad Lueg (1939-1996)

SEM EMPREGO, MAS COM CAPACIDADE DE LUTA


Ontem houve manifs. Várias manifs. Retido em Mértola a escrever um livro estive com o MSE só em espírito. Coisa pouca, bem sei. Também me diverti a ler blogs de direita. Que acham que quem anda a armar banzé é só o PCP e os sindicalistas profissionais e que o ministro-call-me-Álvaro foi sequestrado (!) blablabla. Um elogio ao PCP, afinal. Que peca por excesso, mas que é simpático.

A verdade é uma coisa simples: a vida não é formatável pela troika. A esperança também não. A vontade de viver também não.

Há uma outra coisa, igualmente simples, que os financeiros e os especialistas no cash-flow e nos mercados ainda não se deram conta: a malta nova (muito em especial essa) está a ficar farta disto. Os desempregados também. Os que são explorados com salários indignos também.

sábado, 30 de junho de 2012

DE ELVAS A TOMBUCTU


Mais para sul, já não há muros brancos do catálogo típico das ruas do mar do meio. São cidades onde não chegaram os ecos do mundo antigo e não há arqueologia para ver, nem monumentos de um passado remoto para visitar. Entre as águas do Níger e a terra de tom pardacento ficam os ecos do Mediterrâneo, que um dia chegaram até Gao e até Tombuctu. Por lá ficaram presos aos muros das mesquitas e à placidez dos que não cuidam do passado porque também lhes foge o futuro.
.
As maravilhas de Tombuctu pereceram por entre o peso da decadência, e as cúpulas douradas de que falavam os viajantes parecem um delírio saído das raízes do sonho. Os relatos dos aventureiros são a nossa máquina do tempo.
(excerto do livrinho intitulado Mar do meio, editado pela Câmara de Mértola, em 2009)

Hoje, as excecionais fortificações de Elvas passaram a integrar a lista de Património da Humanidade. Uma decisão que se saúda. Hoje, a cidade de Tombuctu é ameaçada pela barbárie da al-Qaeda.  O raciocínio dos radicais é linear e básico: se é isto que o Ocidente gosta e classifica é isto que nós rejeitamos. Já o tinham feito com os budas de Bamiyan. A tragédia repete-se agora com os mausoléus da cidade do ouro.


Desenho de René Caillié, o primeiro europeu a regressar vivo de Tombuctu, em 1828

PATRÍCIA MAMONA

Patrícia Mamona

Do site do Partido Nacional Renovador:
Somos europeus e partilhamos com os demais povos da Europa os mesmos laços de sangue, de cultura, de civilização e a mesma matriz. (...)
A desvalorização total daquilo que é nosso e nos identifica, face ao que vem de fora e nos descaracteriza, é vergonhosa. (...) Com sinal contrário a esta ordem estabelecida, defendemos vigorosamente a preservação e valorização da nossa unidade étnico-cultural.

Faz sentido citar o site de um partido neo-fascista e racista no momento em que uma compatriota se distingue nos campeonatos europeus? A meu ver faz. Não tanto porque a medalha de Patrícia Mamona vem no seguimento de feitos desportivos de outros portugueses com origens fora da Europa (Naide Gomes, Francis Obikwelu, Nuno Delgado, Nelson Évora, Carla Sacramento etc.). Mas sobretudo porque me parece  importante sublinhar, a cada momento, o caráter plural da nossa sociedade. É um tópico que ainda não está na ordem do dia, mas virá a estar, no futuro. E as "boas almas" que não se fiem nos nossos brandos costumes. É um mito, que vai a par do da nossa tolerância.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

O OVO DE COLOMBO

Arte no Centro Comercial Colombo, numa iniciativa promovida pelo Museu Nacional de Arte Antiga. E não é uma arte qualquer, mas sim algumas das peças mais significativas do Portugal Medieval. Conheço bem duas delas, que selecionámos para a exposição "Portugal Islâmico: últimos sinais do Mediterrâneo" (Museu Nacional de Arqueologia - 1998).

Pode considerar-se discutível a ideia de levar peças desta dimensão para um centro comercial. O que não se pode questionar é o número de pessoas que nunca tinham tido contacto com elas e que as viram pela primeira vez. Tenho a certeza que uma parte desses visitantes ocasionais vai, mais dia menos dia, passar pelas Janelas Verdes.

Já lá vai o tempo em que isto dos museus era um mundo fechado, apenas disponível para a aristocracia europeia.

A Arte está no Colombro até 1 de julho.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

NATUREZA MORTA Nº 10

Encerra-se esta série de naturezas mortas com um bodegón de Juan van der Hamen y Gómez de León (1596-1631).

As razões da escolha são puramente arqueológicas e este post vai direitinho para os meus colegas da escavação de Moura. Há, no quadro, uma peça que é uma fotocópia de uma que encontrámos na alcáçova (campanha de 2004, salvo erro).

Juan van der Hamen y Gómez de León foi um reputado pintor de naturezas mortas, tendo trabalhado junto da corte filipina. Ou de Habsburgo, como preferirem.



CERÂMICA

Os cacos da vida, colados, formam uma estranha xícara.
Sem uso,
ela nos espia do aparador.

Poema de 1967. Autor: Carlos Drummond de Andrade. Terá havido tema sobre o qual Drummond de Andrade não tenha escrito? Haverá tema sobre o qual não tenha escrito bem?

quarta-feira, 27 de junho de 2012

VITÓRIA

Gostava que a vitória tivesse sido, também, a outra.

Mas esta vitória é a de Santo Amador, no concelho de Moura. A Escola Primária já não fecha. Os miúdos podem continuar na sua aldeia. Uma vitória da Junta de Freguesia, da Câmara de Moura mas, sobretudo, dos santo-amadorenses. E do bom senso.

VLADIMIR HERZOG

Momento de evocar o combatente da liberdade Vladimir Herzog, que faria hoje 75 anos. Nasceu em Osijek, na atual Croácia, mas foi no Brasil que sempre viveu. Militante do Partido Comunista Brasileiro foi assassinado pelos militares durante um interrogatório, tendo sido depois encenado um suicídio.

Vladimir Herzog é o nome dado a um prémio jornalístico de amnistia e direitos humanos. Ver mais em http://www.vladimirherzog.org/

TRIP MUSEOGRÁFICA

Recordei, há semanas, o estilo um pouco Haight-Ashbury das casas de subúrbio nos anos 70. Ao visitar, há semanas, um conhecido museu dei com esta paleta nas paredes: escarlate, azul ferrete e verde água. Uma verdadeira trip.

terça-feira, 26 de junho de 2012

1 %

Fim de tarde no Largo Gen. Humberto Delgado, em Moura. Ação de apoio ao manifesto em defesa da cultura, do qual sou um dos subscritores. Intervieram Jorge Feliciano (encenador e autor), Joaquim Simões (professor de música), Pedro Penilo (artista plástico), José Valente (arqueólogo) e o autor do blogue. A apresentação coube a Vítor Alegria. Diversidade de perspetivas na convergência de preocupações em torno do financiamento das atividades culturais.

O público? Entre 25 e 30 pessoas, francamente bom para um final de tarde de calor forte.

ANTONIN PANENKA

A imagem é quase banal. Guarda-redes para um lado, bola para outro. Nesta, em concreto, o grande Sepp Maier já está sentada no chão e a bola vai entrar. Pretexto para evocar Panenka, agora que tanto se fala dele, depois de Pirlo ter feito o que fez.

Parece tudo normal, mas este momento pertence à História do Futebol.  Foi perto das 23 horas do dia 20 de junho de 1976. Checoslováquia e RFA tinham empatado na final do Campeonato da Europa. O prolongamento não deu nada e já se ía na segunda série de grandes penalidades. Se Antonin Panenka, médio do Bohemians de Praga, marcasse a Checoslováquia seria campeã europeia.

E a verdade é que Panenka fez tudo menos o que se esperaria. Arrancou para a bola e quando se pensava que ía chutar forte deu um toque leve no esférico, fazendo-o descrever uma parábola e entrar no centro da baliza, devagarinho. Uma verdadeira insolência (v. o filme aqui).

Panenka deu o nome a este toque habilidoso e de desplante, tal como Dick Fosbury o deu ao salto. Mas um panenka tem mais mérito e implica risco e coragem. E um pouco de poesia, também. Um panenka é algo que está quase à altura de uma chicuelina ou de uma manoletina.


GOL
Ferreira Gullar

A esfera desce
do espaço
veloz
ele a apara
no peito
e a para
no ar
depois
como o joelho
a dispõe à meia altura
onde
iluminada
a esfera
espera
o chute que
num relâmpago
a dispara
na direção
do nosso
coração.

O golo de Ferreira Gullar não é, pela descrição, um panenka. É um bonito gol, em todo o caso. A verdade é que, que eu saiba, só os poetas brasileiros têm a desinibição de poetar sobre futebol. Na Europa isso não se faz. Parece mal.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

O TEMPO NÃO VOLTA PARA TRÁS

Post mourense.

 

Foi aberto ao público o núcleo de armaria da torre de menagem do castelo de Moura. Concluiu-se um processo com 24 anos. Passou também a poder visitar-se a alcáçova do castelo, até ontem vedada ao público.
  
Alcáçova do castelo de Moura - 1993

Alcáçova do castelo de Moura -2012

Claro que uma ocasião destas deu origem a faits-divers. Tinha de dar, fatalmente. O mais significativo ocorreu durante a breve intervenção que fiz. Recordei a história do projeto e afirmei que um processo destes não iria parar nem voltaria para trás. Nem na parte de investigação ligada à arqueologia diz respeito nem no que se refere à reabilitação patrimonial. Isso bastou para que alguém soltasse a seguinte bojarda, ouvida por pessoa amiga, que ma relatou: "vamos ver se ele daqui a um ano e meio não volta para trás".

Há, como se pode ver, atitudes da mais crassa e absoluta estupidez. Mas não deixa de ser curioso que a 16 meses das eleições autárquicas já se preparem limpezas e se engendrem perseguições. Mesmo sem saberem quais os resultados eleitorais. Por isso, aqui ficam, desde já, três afirmações que são, também, desafios:

1. O tempo não volta para trás, por muito que se queira;

2. Se a pessoa em causa se referia ao projeto de reabilitação patrimonial do castelo considero de uma invulgar burrice o desejo ou a intenção de o fazer voltar para trás. Fica por perceber como. E, sobretudo, porquê. Repare-se nas fotografias...

3. Se a referência me era dirigida (eventualidade mais provável) é melhor que se desengane(m). Não abandonarei a direção do projeto de investigação arqueológica do castelo de Moura. É melhor não irem por aí...