sábado, 10 de outubro de 2009

CDU-MOURA VI: PELAS RUAS DA CIDADE

Antes da caravana automóvel de ontem, que percorreu todas as localidades do concelho - eram muitas dezenas de viaturas e várias centenas de simpatizantes da CDU -, a cidade de Moura foi palco de um animado desfile, com palavras de ordem de apoio à candidatura, bandeiras, música e a distribuição da lista de apoiantes. Foi bonito, até porque há muitos, muitos anos, que não se assitia a nada assim na nossa terra.
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Os são-tomés que não se incomodem com contagens: éramos 95, sem contar a miudagem.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

SOBRAL DA ADIÇA: A VERDADE DA VERDADE

Perguntava-me há pouco uma sobralense se eu iria colocar um texto no blogue sobre os acontecimentos de ontem no Sobral da Adiça. É que o que está a passar em alguma comunicação social reflecte apenas uma parte da realidade.
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Respondi-lhe que sim, por várias razões:
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a) Pela gravidade dos acontecimentos da manhã de ontem;
b) Por ser autarca e por ter tido na minha dependência directa, enquanto vereador da Câmara Municipal de Moura, o dossiê do projecto da Ribeira da Perna Seca;
c) Por não temer a verdade e gostar de falar claro;
d) Para poder desafiar os especialistas em coisa nenhuma a desmentirem uma só afirmação deste texto.
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É esta a verdade sobre a Ribeira da Perna Seca:

1. Boa parte das construções da zona junto à ribeira foram construídas em leito de cheia;
2. A própria ribeira viu o seu espaço preenchido por edificações (isso pode ser constatado ao olhar para uma das pontes, cujos arcos estão hoje obstruídos pelas margens);
3. A terrível cheia de 5 de Novembro de 1997 foi um alerta importante em relação aos riscos que corre a zona baixa do Sobral;
4. À boa maneira portuguesa, rapidamente o governo se descartou, legislando (essa palavra tão cara aos burocratas e aos profissionais de coisa nenhuma) e passando a responsabilidade das obras nas margens das ribeiras para as câmara municipais e, pasme-se, para os proprietários dos terrenos confinantes com as ribeiras;
5. A Câmara Municipal de Moura tomou a seu cargo a responsabilidade de executar o projecto das obras da Ribeira da Perna Seca, processo que, depois de vencidas todas as dificuldades, foi finalmente aprovado em Fevereiro de 2008;
6. As obras previstas têm um custo global (preços de inícios de 2008) de 2.545.200 €;
7. Antes e depois disso fez a Câmara Municipal inúmeros contactos com as mais diversas entidades (CCDRA, Instituto da Água, Protecção Civil, Administração da Região Hidrográfica do Alentejo) no sentido de serem encontrados meios que permitissem a uma autarquia com meios limitados, como a nossa, ultrapassar este problema;
8. A proposta da Câmara de Moura é simples e qualquer pessoa com um mínimo de dicernimento a subscreverá: é necessário que o Governo (sim, o Governo!) participe directamente na resolução do problema e é importante que a Câmara de Moura financie parte das obras;
9. Os princípios de solidariedade entre as instituições devem funcionar e é obrigatório que o Governo tenha uma participação directa na resolução deste problema;
10. Até à data todas as entidades nos bateram com a porta na cara;
11. Tenho nas minhas pastas documentação que prova o que estou a dizer;
12. A última reunião sobre esta matéria teve lugar na Câmara de Moura no passado dia 3 de Junho (a Administração da Região Hidrográfica do Alentejo fez saber, na véspera, que não iria estar presente);
13. Ao longo dos últimos anos o Partido Ecologista "Os Verdes" (que integra a CDU) apresentou na Assembleia da República propostas para o Governo inscrever no orçamento uma verba necessária à concretização das obras;
14. O PSD, primeiro, e o PS, depois votaram contra;
15. Melhor dizendo, o PS votou a favor quando estava na oposição e depois votou contra quando já estava no poder;
16. Ainda hoje estou para perceber porquê;
17. Objectivamente falando, nem o PS nem o PSD ajudaram à resolução do problema;
18. Ontem, voltaram a verificar-se problemas no Sobral da Adiça;
19. Tínhamos, há alguns dias e antes das cheias de ontem, afirmado perante a população do Sobral que, se o Governo de Portugal continuasse a manifestar indisponibilidade para apoiar a intervenção, iríamos tomá-la à nossa responsabilidade, ainda que de forma faseada e tendo em conta a dimensão do investimento que a obra comporta;
20. É isso que iremos fazer de seguida, ainda que se lamente que o Governo do PS continue de costas voltadas para o problema. Não desistiremos também de obter junto das entidades competentes a compensação financeira que um investimento desta importância justifica.


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Nota final: gostaria de deixar claro que assumi, em 2005, perante o Presidente da Junta de Freguesia do Sobral da Adiça que o projecto estaria concluído e pronto a entrar em obra antes do final do mandato; é importante também sublinhar que o Presidente da Junta de Freguesia foi sempre mantido ao corrente de todas as diligências efectuadas.

EU VOTO LIBERATO

Há pessoas assim, como o Jorge. Com poucos meios, muita boa disposição e muita imaginação, conseguem rentabilizar o que têm. E dar a volta ao texto. Esta de votar LIBERATO é mais uma boa ideia.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

SONDAGEM AUTÁRQUICAS - RÁDIO PLANÍCIE

Tenho sido questionado por vários amigos sobre a validade da sondagem da Rádio Planície em relação às autárquicas no concelho de Moura.
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A resposta é simples. Aquilo não é uma sondagem. A credibilidade é nula... Vota quem tem acesso à net e quem tem acesso a computadores e os pode colocar a zero.
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No meu caso pessoal, votei:
Duas vezes no José Maria
Três vezes na Sílvia
Uma vez no Simão
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Depois desisti da brincadeira...
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CDU-MOURA V: AMARELEJA

CDU é cultura. A Amareleja é cultura. A sala da Casa do Povo foi ontem pequena para albergar as 170 pessoas que quiseram estar presentes na sessão promovida pela CDU. Participaram três grupos corais (um feminino e dois masculinos), todos da vila de Amareleja. Cantou-se magnificamente e houve espaço para as intervenções políticas. E ficou a certeza que, com a CDU, a Amareleja e o concelho ficam a ganhar.
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De cima para baixo: a sala da casa do povo, cheia de amarelejenses; o presidente da junta de freguesia, Manuel Ramalho; o presidente da câmara, José Maria Pós-de-Mina.

VINHOS DA AMARELEJA

O blogue amarelejando deu destaque a duas importantes iniciativas: o lançamento de páginas web dos vinhos Courela dos Aleixos e Courela Nova (é só clicar nos nomes para uns momentos bem passados).
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Ao longo destes anos, e designadamente através do acompanhamento à organização da Feira da Vinha e do Vinho, pude aprender e/ou confirmar algumas coisas sobre a Amareleja:
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1. Os amarelejenses têm espírito de iniciativa;
2. Os amarelejenses são orgulhosos (têm orgulho na sua terra e têm um marcado espírito de independência);
3. Os amarelejenses são tendencialmente individualistas e gostam de mostrar aquilo que de que são capazes (o que faz com que aparecem em número elevado em iniciativas como a Feira da Vinha e do Vinho);
4. Os amarelejenses produzem vinhos de grande qualidade;
5. Os amarelejenses gostam de estar na linha da frente (o que faz com que adiram às mais modernas tecnologias).
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Depois disto, só me falta - espero consegui-lo no próximom mandato - contrariar aquela ideia feita segundo a qual na Amareleja não é possível fazer uma associação de produtores.
O desafio foi lançado na última Feira da Vinha e do Vinho. É dossiê a retomar em breve e resume-se na seguinte ideia chave: uma associação vitivinícola sedeada na Amareleja defenderia melhor os produtores da freguesia e os do concelho.
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À vossa!

PROFESSORA JACINTA

Ter andado numa escola é ficar com essa escola colada à nossa pele para todo o sempre. Ter sido aluno de uma professora durante quatro anos é andar pela mão dessa professora para todo o sempre.
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Durante uma parte importante das nossas vidas fomos alunos da Professora Jacinta. As regras eram claras e simples:
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Durante quatro anos usaríamos uma bata azul, que teria letras bordadas do lado esquerdo, cuja cor mudaria consoante o ano que frequentávamos;
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Durante quatro anos faríamos cópias e ditados, contas e leituras, redacções e tabuadas; uma palavra errada num ditado era um erro, um acento fora do sítio valia um quarto de erro. Era coisa rara que um aluno tivesse mais que dois erros num extenso ditado. Um quase milagre de origem divina nos dias de hoje, uma fonte de arrelias para a Professora Jacinta cujo objectivo era poder dizer “nenhum erro no ditado”;
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Durante quatro anos seríamos obrigados a aprender, a fazer trabalhos de casa e a, em cada dia e sem descanso nem retrocesso, a melhorar;
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Durante quatro anos ensinou-nos o sentido profundo das palavras de Séneca que, há quase dois mil anos dizia “a ignorância é a causa do medo”. E assim a senhora nos foi combatendo a ignorância e o medo. E despertou em nós a vontade de sabermos mais. E de sabermos mais e melhor.
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O ambiente que a Professora Jacinta impunha nada tinha de medo, temor ou receio, muito pelo contrário. Aquilo que, enquanto alunos sentíamos era simples: teríamos de ser cada vez mais perfeitos, teríamos de nos superar um dia após outro e outro. Treinávamos as provas e os exames uma vez e outra, como os maestros ensaiam afincadamente as suas orquestras. Por isso não esquecemos o ar de orgulho com que a Professora Jacinta constatava que as suas raparigas e os seus rapazes se tinham saído muito bem naquele dia e, por norma, ficavam bem à frente de outras escolas.
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Quando hoje olhamos para trás, e esse para trás começa a ter mais anos do que gostaríamos, ficamos contentes porque a Professora Jacinta nos punha a ler poesia e a dramatizar textos. No nosso ano lemos um livro inesquecível, A menina gotinha de água, de Papiniano Carlos. Noutros anos estou certo que se leram outros textos inesquecíveis. Foi aí que começámos a amar as palavras e a poesia.
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Foi nesses anos que nos foram incutidas regras simples e precisas: a importância da pontualidade, a obrigatoriedade de cumprir os deveres, a necessidade de fazermos o nosso trabalho bem feito. E muitas outras normas de ética que a Professora Jacinta queria que nos ficassem para todo o sempre. E que creio que ficaram.
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Um belo dia chegou o exame da quarta classe. A vida ia mudar para todos nós. No nosso caso – o da turma 1969/1973 – isso aconteceu no dia 5 de Julho de 1973. O exame da quarta classe era coisa séria. Tínhamos sido devidamente instruídos. Desde o dobrar do papel da prova até à forma de responder aos examinadores tudo era preparado ao mais ínfimo pormenor. Nunca mais tal esquecemos, porque esse exemplo o repetimos vezes sem conta ao longo da vida.
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Na escola da Professora Jacinta não havia computadores Magalhães e não se ensinava inglês. A Professora Jacinta limitava-se, coisa se calhar banal, a ensinar a ler e a escrever correctamente numa língua antiga chamada Português. E havia também outra coisa, essa muito menos banal, que era o amor pelo ensino e pelos seus alunos. Essa não tem preço e não há nada na Terra que a pague. Estamos, portanto, perante uma situação difícil, que talvez o seu filho Jorge possa enquadrar num capítulo da Ciência Económica. Temos uma dívida para consigo, sendo que dela nunca nos pediu contas, nós não sabemos qual o montante, nem sabemos como lhe pagar.
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Fiquemos, portanto, pela certeza que foi para todos nós, e para os muitos outros que hoje aqui não puderam estar fisicamente, uma época importante e decisiva das nossas vidas o termos sido seus alunos no Externato Júlio Dinis. Que esses dias e essa aprendizagem não ficaram lá atrás no passado e que nos acompanham e acompanharão em todos os dias da nossa vida. E que é para todos nós um motivo de imenso orgulho termos sido e continuarmos a ser alunos da Professora Jacinta.
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Texto lido no almoço de homenagem à Professora Jacinta da Conceição Acabado Oliveira Pinto (em 21.12.2008). Publicado em A Planície de 1 de Janeiro de 2009.
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Edifícios onde funcionou o Externato Júlio Dinis: Rua Dr. Garcia Peres, 45 (em cima) e Praça Sacadura Cabral, 13 (em baixo).
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Alunos dos anos 1969/1973:
António Manuel Pato Oca
Carlos José Albardeiro Barradas
Carlos Manuel Coelho Brito
Carlos Manuel Ramos Pinto
Fernando Brito Oliveira Pinto
Helder Barqueta Condeça Feliciano
Helder Silva Arsénio
Joaquim Elias Andrade Ventinhas
Joaquim Manuel Moita Araújo
José António Beiras Sinfrónio
José Carlos Oliveira Farinho
Luís José Fonseca Infante
Rui Manuel dos Santos Pires Marques
Santiago Augusto Ferreira Macias
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Vanda de Jesus Lopes Oliveira Gomes
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Faz hoje 40 anos que entrámos para a Escola Primária.

PARA O SÃO TOMÉ DAS 16:56

Há sempre um São Tomé de serviço...
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O que estava ontem de faxina duvidava que fossem 70 pessoas no porta-a-porta de Santo Amador. Aqui está uma perspectiva mais elucidativa. Tenho várias imagens desta rua. É só enviar-me o seu mail que lhe remeterei todas as fotos que tenho (em boa definição, o que não é o caso desta). Já agora, os menores não entram nas contas.


Percebo a sua preocupação, deixe-me que lhe diga.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

SÍMBOLOS DE PORTUGAL

Faz hoje dez anos que Amália nos deixou. Foi um momento de grande emoção, vivido com particular intensidade na cidade de Lisboa. Amália Rodrigues continua a ser um dos símbolos de Portugal fora de portas. Mas não é o único, como constatei, há uns anos, no Cairo.
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Era costume perguntarem-me, nas ruas, a minha nacionalidade. Quando dizia Portugal ouvia dizer, invariavelmente, "Manuel José" (para os não iniciados na matéria: era o treinador do al-Ahly, do Cairo, à frente do qual venceu quatro vezes a Liga dos Campeões de África). Até uma tarde...
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O taxi parou ao lado do nosso e o condutor pediu para eu baixar o vidro. Acto contínuo a pergunta where are you from?. Respondi Portugal e arrisquei de seguida Manuel José. Para minha surpresa o taxista faz um gesto de desprezo e respondeu, quase aos gritos "Maglan!". Embatuquei, sem perceber. O homem repetia a palavra uma vez e outra, dando nota de uma cada vez maior impaciência. A cena repetiu-se uma, duas, três, quatro vezes, em cada cruzamento e em cada engarrafamento. Olhávamos uns para os outros dentro do nosso táxi, sem perceber coisa nenhuma.
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Às tantas fez-se-me luz. De repente exclamei "claro! Magellan é como eles chamam a Fernão de Magalhães!". Aí sim, quando no cruzamento seguinte berrei "navigator!", o taxista do Cairo mostrou sinais de contentamento.
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Nem sempre o que parece é. Nem todos os taxistas do Cairo se interessam por futebol. Nem sempre a imagem de Portugal lá fora é a que nós imaginamos. E estava muito longe do meu espírito que um taxista do Cairo se interessasse pelos Descobrimentos e por esse símbolo da Pátria que é Fernão de Magalhães.


Fernão de Magalhães (1480-1521) foi um grande navegador português. Devemos-lhe a primeira viagem de circum-navegação. O seu nome foi, infelizmente, atribuído a um produto de junk food da informática.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

CDU-MOURA IV: SANTO AMADOR

Hoje, foi a vez de Santo Amador (da acção de campanha em Amareleja falarei amanhã, uma vez que não estive presente). Mais de 100 pessoas no almoço, 70 no porta-a-porta. Desta vez com direito a uma improvisada banda de música. A campanha vai num crescendo de entusiasmo e de participação popular. O que aconteceu hoje em Santo Amador foi bonito de se ver.
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De cima para baixo: imagem do almoço, a presidente da junta Helena Romana durante a sua intervenção e o porta-a-porta na passagem pela Rua de Moçambique.

SEVILLA IIIa - POR SUGESTÃO DE UMA AMIGA

Anzonini del Puerto, numa fotografia de Robert Klein (n. 1949)

MONTY PYTHON - OS PRIMEIROS QUARENTA ANOS

Faz hoje quarenta anos que o primeiro episódio da série Monty Python's Flying Circus, foi para o ar, na BBC. Era um sábado, 5 de Outubro de 1969. O humor no mundo ocidental nunca mais foi o mesmo.
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O humor daquele grupo de seis criadores (cinco actores britânicos, Eric Idle, Graham Chapman, John Cleese, Michael Palin, Terry Jones, e um desenhador americano, Terry Gilliam, autor das delirantes animações dos programas) originou séries de televisão, programas teatrais e filmes. E tornou a forma de rir muito diferente do que era. Herman José e os Gato Fedorento devem-lhe o essencial daquilo que são...
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Os Monty Python não se definem. Como definir a anarquia ou o mais completo nonsense? Qual a lógica de histórias como a da
piada mortal, a das formas de não ser visto, a do papagaio morto ou a da fabulosa candidatura do sr. Hilter no círculo eleitoral de Minehead? Poderão não ter lógica, mas marcaram o imaginário de sucessivas gerações. Já agora, a popular expressão spam tem origem num sketch dos Monty Python. E esta?
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A primeira série passou na RTP 1, em 1973 ou 1974.


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Salvo erro da minha parte, a música que se ouve é de John Philip Sousa (1854-1932), músico americano de ascendência portuguesa.

SEVILLA III - FLAMENCO

É uma exposição emocionante. São sobretudo fotografias, feitas há várias décadas, por estrangeiros que visitaram Espanha e cairam nos braços do flamenco. São imagens captadas antes da massificação da imagem e sem a tentação do exótico. Depois de circular pelas salas da Plaza de San Francisco uma vez e outra só me ocorreu a palavra verdade. Poucas vezes terei visto uma exposição de fotografia em que o compromisso dos fotógrafos com o retratado foi tão profundo e tão sincero.
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A exposição Flamenco Project - una ventana a la visión extranjera 1960-1985, comissariada por Steve Kahn e Ignacio González, vai estar patente ao público até dia 1 de Novembro.
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A entrada é gratuita e o pequeno catálogo custa a ridicularia de 3 euros.
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De cima para baixo: uma extraordinária fotografia de David George (1938-2003) na Feira de Sevilha de 1967; Manolito de la María, fotografado em Alcalá de Guadaira, em 1963, por George Krause (n. 1937) .

Hay juego

Hay baile

Hay compás

Hay seducción

Hay roneo

Hay olivos


Vejam, por favor, http://www.flamencoproject.com/

domingo, 4 de outubro de 2009

MARIA ANTÓNIA

Num segundo, Carolina Herrera olhou para a sua mesa, agarrou no seu próprio exemplar e pediu: "Recorde-me o seu nome. Maria Antónia? Que nome bonito."
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Nunca gostei de Maria Antónia, mas a verdade é que nunca tinha pensado no nome enquanto sonoridade. E soou bem, melodioso - o sotaque espanhol prega-nos estas partidas.

É assim que começa um trabalho de Maria Antónia Ascensão para a Pública de hoje, sobre a mais recente colecção de Carolina Herrera. A discreta, glamorosa e elegante sofisticação das criações de Carolina Herrera - não é preciso sem entendido em moda para perceber essa evidência - vão bem com a outra evidência: Maria Antónia é um nome fora de moda mas muito bonito. É, aliás, o nome mais bonito.

ENTRE O LARANJA E O VERMELHO

Mensagem recebida por sms e que me foi enviada pelo meu amigo e adversário (PSD) Amílcar Mourão:
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Estive a ver bem a tua camisa nos cartazes... vais no bom caminho. Quando aquelas manchas vermelhas sairem fica perfeita...

NUM BLOGUE PERTO DE SI...

Este post, que reproduzo com a devida vénia, vem no blogue http://maisbolos.blogs.sapo.pt/:
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Quinta-feira, 01.10.09
Eu cá sou gajo de uma terra só...
Cartaz do PS em Moura: "Quem ama a sua terra, vota PS". E quem não vota PS, ama a terra dos outros?

OUTRAS IGREJAS

Uma velha e querida amiga fez-me chegar estas imagens de uma igreja, em Inglaterra, recuperada como espaço habitacional. É original, e mais original ainda a ideia de colocar a cama de casal no altar. Que é, por excelência, o espaço da celebração.
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CDU-MOURA II: SOBRAL DA ADIÇA

Dia de almoço de campanha da CDU no Sobral da Adiça. A mobilização foi muito boa, juntando-se mais de 60 pessoas na sala. Intervieram Jorge Feliciano, Gabriel Ramos (o nosso candidato à freguesia do Sobral) e José Maria Pós-de-Mina. Seguiu-se o maior porta-a-porta jamais realizado pela CDU naquela freguesia.
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A CDU consolida o seu trabalho no terreno.
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Imagem de uma das mesas do almoço e Gabriel Ramos no decurso da sua intervenção.

CHESTER BRUMMEL

Foi no final de uma conferência no Worcester Art Museum, na Primavera de 2004. Um senhor que tinha assistido a tudo com o maior interesse aproximou-se de mim para me perguntar, em bom português: "A Pensão Beira-Rio ainda existe?". Não respondi logo, de tão surpreendido. "Sim, a Beira-Rio, em Mértola", insistiu o senhor.
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O resto da história foi desvendada segundos depois. Chamava-se Chester Brummel, era fotógrafo e tinha chegado a Portugal em meados de Abril de 1974, com uma blosa de estudo do governo americano. Não sei se ele chegou a estudar alguma coisa, mas confessou-me, com os olhos a brilhar de emoção, "passei em Portugal os dois anos mais extraordinários da minha vida". Imagino que sim, no meio daquela enorme festa da libertação, no meio da esplêndida anarquia que se seguiu à opressão.
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Durante mais de meia-hora Chester Brummel desfiou uma série de histórias quase irreais por que passou no meio dos dias da Revolução. Rimo-nos bastante, enquanto tomávamos um chá, sob o olhar intrigado do Dr. James Welu, director do museu. E fiquei com a certeza que Chester Brummel é mais um dos que não resistiu ao encanto de Mértola.
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Em homenagem ao Chester Brummel, à sua paixão por Portugal e, em especial, por Mértola, aqui deixo esta Athènes, T[emple] de J[upiter] olympien pris de l'est (1842), de Joseph-Philibert Girault de Prangey (1804-1892). Foi vendida por 922.488 USD, num leilão, em 2003. É a sétima fotografia mais cara do mundo.

Site da Beira-Rio (hoje uma residencial): http://www.beirario.pt/

E vale a pena espreitar o site do Worcester Art Museum, que tem uma colecção de fazer inveja aos nossos museus nacionais: http://www.worcesterart.org/

sábado, 3 de outubro de 2009

BAR-IGLESIA EN TOLEDO

Quando, há dois dias, me convidaram para ir beber um copo ao bar-iglesia de Toledo ainda pensei num pub com um nome pouco vulgar. Tenho dificuldade, muita dificuldade mesmo, em explicar o que senti ao entrar na igreja de S. Vicente, um tempo mudejar de excepcional qualidade transformado em bar-discoteca e sítio para as artes. A história conta-se em poucas palavras: a igreja, propriedade do município, estava sem qualquer uso. Um grupo de artistas resolveu propor a montagem de uma exposição. Daí ao arrendamento e à transformação do local num espaço um pouco mais "aberto" foi o passo de um anão.
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Detalhes curiosos:
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1. A igreja está recuperada com um bom gosto acima de quaisquer dúvidas;
2. O ayuntamiento que promoveu o arrendamento ao Círculo de Arte de Toledo (é este o nome oficial) era, na altura, governado pelo PP (!);
3. O bar está numa capela lateral decorado com magníficas pinturas no tecto;
4. A capela-mor tem um palco e pode dançar-se aí;
5. O espaço está sempre cheia de jovens, que conversam, fumam, dançam e namoram;
6. O arcebispo e a Igreja estão de cabelos em pé com tudo isto.
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Pergunto:
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O que aconteceria em Portugal, no nosso respeitador, pacato e sisudo Portugal, se ...?
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