domingo, 26 de abril de 2009

AINDA O EDIFÍCIO DOS QUARTÉIS

Dois leitores do blogue colocaram ontem estes comentários:
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Anónimo disse...
Gostava de saber como se pode aceder a esse concurso
25 de Abril de 2009 20:16

Anónimo disse...
Sr. Vereador não se sabe nada sobre o que irá sair dos Quartéis, pelo menos eu não sei. Gostava de saber onde nasceu a ideia para a ocupação dos espaços e para que serão destinados. Obrigado.
25 de Abril de 2009 20:22
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Comecemos pela segunda.
Desde que o projecto foi começado que os objectivos foram definidos: os espaços do edifício dos Quartéis serão, primordialmente, destinados ao comércio tradicional e a associações. Este aspecto tem sido inúmeras vezes frisado e repetido de cada vez que se fala na reabilitação do edifício. Admito, claro, que nem todas as pessoas tenham oportunidade de acompanhar o evoluir do processo, mas que os princípios de ocupação de espaços estão definidos, lá isso estão.
Quanto à questão do concurso, a resposta é ainda mais curta: está a ser ultimado um regulamento, que será submetido à aprovação da Câmara Municipal, depois da Assembleia Municipal e que será depois devidamente publicitado.

Deixo aqui o endereço na net da Câmara Municipal de Moura, onde todos os elementos referentes a este assunto serão anunciados: http://www.cm-moura.pt/.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

25 DE ABRIL, ÀS VEZES


O meu amigo Rafael falou-me nisto. A princípio pensei "mais uma brincadeira à Rafael". Depois fui ao site da Câmara de Grândola.

Transcrevo, a bold e com profunda vénia:

Colóquio: 25 de Abril - 35 anos depois

Ramalho Eanes, Belmiro de Azevedo e Pacheco Pereira animam um debate em Grândola na antevéspera do 25 de Abril. O colóquio foi uma ideia do presidente da autarquia.

Um general, um empresário e um historiador vão participar no dia 23 de Abril, à noite, num super-debate em Grândola, a convite de Carlos Beato, militar que integrou a coluna de Salgueiro Maia no dia 25 de Abril e que é actualmente o Presidente do Município da Vila Morena. O moderador será Adelino Gomes, um dos mais emblemáticos repórteres portugueses.
(fim de transcrição)

Pacheco Pereira (apesar de na altura ser militante da extrema-esquerda, juntamente com João Carlos Espada, Durão Barroso and others...)? Belmiro? Ramalho Eanes? Não era "obrigatório" convidar Otelo ou Costa Martins. Que diabo, bastaria a presença de Marques Júnior, que até é deputado do Partido Socialista, para dar ao tal colóquio um ar de Abril. Fica um pequeno enigma suplementar: o que raio fazia Adelino Gomes naquele cenário?

Aconteceu ontem à noite, em Grândola.

Programa completo das festas em www.cm-grandola.pt

quinta-feira, 23 de abril de 2009

LES BUREAUCRATES DANSENT SANS SOURIRE

Oooopsss! Afinal, ao chegar esta noite a Mértola chego à conclusão que há outra coisa a incluir no blogue. Adeus programação...
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O texto que se segue está no muito interessante blogue de Francisco Seixas da Costa - http://duas-ou-tres.blogspot.com/ -e foi publicado no passado dia 19 de Abril.

POLITICAMENTE CORRECTO
Há anos, foi Lucky Luke, a quem tiraram o cigarro pendente da boca, substituído por um qualquer vegetal. Agora foi a vez de Jacques Tati, cujo cachimbo desapareceu, na publicidade que surge nas ruas de Paris à retrospectiva da sua obra, substituído por um ridículo catavento. Por este andar, admira-me mesmo que, ao sobrinho, não tenham colocado um capacete de ciclista...Onde chegaremos no "politicamente correcto"?


O mundo do sr. Hulot, com quem tantas vezes me identifico numa crónica falta de jeito, é um mundo de sons e cores. É o mundo da poesia, que choca de frente com a aborrecida e asséptica maison Arpel.
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A obra de Jacques Tati (1907-1982) está em retrospectiva na Cinemateca Francesa: http://www.cinematheque.fr/. E como dizia o compositor Erik Satie (1856-1926): "Mon médecin m'a toujours dit de fumer. Il ajoute à ses conseils: 'Fumez, mon ami ! Sans cela, un autre fumera à votre place."

BLOGUE - MODO DE USAR

Recebi hoje o reparo de um amigo. Na sua opinião estaria a gastar tempo que deveria dedicar à autarquia com o blogue. É claro que também já recebi uns insultos com o mesmo teor. Mal consigo exprimir a surpresa. Embora um vereador de uma câmara municipal esteja sempre ao serviço, a verdade é que há momentos, bem poucos, em que é necessário fazer outras coisas. Em que temos mesmo, todos nós, de fazer outras coisas. Conversar, namorar, ler, beber copos, flirtar, passear. Ou blogar. Et j'en passe...

É isso que faço durante uns minutos à noite ou à tarde. Foi isso que expliquei ao meu amigo do reparo. Que preciso dos 15 minutos que um post leva a escrever ou a preparar para me reequilibrar das agruras do quotidiano. E que gosto de trabalhar de forma precisa e com antecipação.

Próximos temas, e não contando com alguma coisa sobre a actualidade:
Pharos e Pharillon (E.M. Forster)
Carlos Drummond de Andrade
L' Agneau Mystique - de como Van Eyck decidiu o rumo da minha vida...
August Macke
Os veleiros em Argenteuil
Alexander Rodchenko
E a republicação das crónicas de A Planície…

PARA COMPREENDER A BELEZA DA SALÚQUIA

A Salúquia é o meu bairro. À primeira vista, a Salúquia não parece grande coisa. As ruas foram traçadas a régua e esquadro, sempre a direito que dá menos trabalho. Não houve tempo nem dinheiro para jardins quando a Salúquia foi feita e lá se despejou a classe operária de Moura. Nem jardins nem ruas decentes. Até 1974 boa parte da Salúquia tinha ruas em terra e quando chovia, Deus meu, a lama tomava conta de tudo, sujando as paredes e as casas e deixando a rua num estado tal que a avó Joaquina todos os dias se via obrigada a preparar uma nova toilette para a manhã seguinte. Assim como os ricos, que nunca repetem o guarda-roupa.

A Salúquia nunca foi um bairro como os outros. Ninguém, até há trinta anos, se preocupava muito com a Salúquia. As placas com os nomes das ruas eram, muitas vezes, uma simples chapa preta com letras a branco e a iluminação pública era diferente, muito diferente, da das ruas do centro, onde viviam os poderosos de então. A Salúquia de hoje não tem, a esse nível, nada a ver com a de então.

A minha família é da Salúquia. A Júlia vivia na Avenida da Salúquia, no 43, o João no 16 (que hoje tem o nº 34). As casas eram em frente uma da outra, o que simplificou as coisas. Namoraram (5 anos e 10 dias, à janela), casaram e tiveram 3 filhos. Uma história banal e idêntica a muitas outras da Salúquia.

A casa onde o João viveu é hoje o nº 34 porque a avenida tem agora mais casas. Na parte de dentro da porta ainda se conserva uma cruz de cana, pregada à pressa pelo João, já lá vão 60 anos, porque nessa noite o diabo ia andar à solta. E com uma Terra tão grande logo o diabo haveria de escolher a Salúquia.

A Salúquia não tem monumentos, nem igrejas, nem centro histórico. Não há circuitos turísticos, nem lojas de roupa cara. A Salúquia é um bairro com gente dentro. Todas as manhãs sou acordado pelos comentários de quem passa e de quem se encontra à esquina. As esquinas do bairro são a mais complexa e completa rede de informações do mundo. Casamentos, arrufos, traições, má-língua, acidentes e desgraças, doenças, tudo, mas mesmo tudo, é passado a pente fino em conversas rápidas. Na esquina seguinte, novo encontro e mais conversa. Uma vez, numa grande cidade do norte da Europa, os meus passos faziam eco na rua deserta, a meio da manhã. Foi o dia, em toda a minha vida, em que tive mais saudades da Salúquia.

A Salúquia é o reino das mulheres, e das batas de algodão vestidas pelas mulheres. É vê-las, às mulheres da Salúquia, caiando pela manhã, nas compras, nas idas à loja do Joaquim Romão, tomando conta dos netos. É vê-las, às mulheres da Salúquia, de bata, conversando às esquinas.

Os cafés e as tabernas de ontem já não são os mesmos. Os donos já não são os mesmos mas a alma dos sítios não se perdeu. Num café que já não existe bebi o primeiro poejo, durante um Ajax-Juventus, em Maio de 1973, um poejo num copo minúsculo que durou quase até ao fim do jogo, sob o olhar atento do Francisco, que não permitiu a segunda rodada. Mas não era esse o sítio que mais curiosidade me causava. Havia outro, em plena Avenida, daqueles com porta à filme de cowboys, onde se entreviam um cartaz do grande Tony de Matos e outro do infalível Armando Soares, a olhar de lado, a olhar para o touro com cara de mau, espera aí que já vais saber o que é uma manoletina e um passe de peito. Dessa taberna eu gostava mais, mas uma venda não era sítio para rapazes.

O resto da alma da Salúquia está na rua, que é tomada todas as noites de Verão pelos habitantes. Cadeiras à porta e completa-se então a conversa que se deixou a meio há umas horas. Os condutores de fora não percebem que as ruas não lhes pertencem e enfurecem-se contra a Salúquia. E quem lá mora vinga-se, desafiando os carros como Armando Soares desafiava as feras e olhando para os condutores como se eles fossem invisíveis.

São todas essas pequenas coisas que fazem a beleza de uma bairro. Os putos a cirandarem, os sons, as mulheres, a loja do Joaquim Romão, as pessoas que usam a rua como se ela fosse, e é, o prolongamento da casa. São coisas que há noutros bairros, dir-se-á. Talvez, mas o meu bairro é a Salúquia.

Há um poema célebre que termina com “o rio da minha aldeia não faz pensar em nada./ Quem está ao pé dele está só ao pé dele”. É essa a beleza do meu bairro, aquele sítio chamado Salúquia e onde a primeira casa da família foi construída, por volta de 1925. Oitenta anos, cinco gerações e três casas depois, continuamos na Salúquia.
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Texto publicado no jornal A Planície em 1 de Outubro de 2004.


Fachada do nº 34 da Avenida da Salúquia, no dia 22 de Abril de 2009.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

ALBERTO JANES

Tentem encontrar na net qualquer informação sobre Alberto Janes (1909-1971) e verão a dificuldade da tarefa. Em Portugal sempre cuidámos pouco da memória e o percurso de Alberto Janes é pouco menos que anónimo. Licenciou-se em Farmácia, foi proprietário de um estabelecimento desse ramo e tem o nome de uma rua em Reguengos de Monsaraz. E pouco mais se consegue apurar.
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Contudo, foi graças ao talento do Dr. Alberto Janes que Amália Rodrigues gravou fados como Foi Deus, Vou dar de beber à dor, É ou não é, Caldeirada ou Oiça lá ó Senhor Vinho.
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A história deste alentejano talentoso merecia, seguramente, melhor sorte. Refira-se que o centenário do nascimento do Dr. Alberto Janes se celebrou no passado dia 13 de Março.
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Deixo aqui este link:
http://www.portaldereguengos.com/images/upload/File/JP_marco_2009.pdf, obtido a partir do jornal Palavra, de Reguengos de Monsaraz, que já vai no 42º ano de publicação.
Não é muito, mas é um importante ponto de partida.

terça-feira, 21 de abril de 2009

PLANO SEQUÊNCIA - II

E há, claro, A sede do mal (1958), de Orson Welles. O pior é o Charlton Heston chamar-se Vargas e usar aquele bigodinho cínico.

A sede do mal é um portento de perversão e não podia começar melhor. Sombras na noite, um carro que ziguezagueia pelas ruas, um casal apaixonado, nós sabendo de antemão o que vai acontecer. Tudo devidamente acompanhado pelo movimento de uma grua. E por um dos mais explosivos beijos da história do cinema.





Veja-se uma listagem, não exaustiva, em:
http://www.dailyfilmdose.com/2007/05/long-take.html

PLANO SEQUÊNCIA - I

Em inglês diz-se long take, o que me parece menos expressivo que plano sequência, como se diz em português. São tomadas de imagem feitas sem corte (sem montagem), num só plano e registando o que vai sucendendo. Mais fácil de escrever do que realizar, de certeza.
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Escolhi estes dois exemplos de dois filmes notáveis. O primeiro é do filme Nostalgia (1983), de Andrei Tarkovsky (1932-1986). Se, do ponto de vista técnico, o plano não é difícil, importa destacar a relação causa-efeito que é arbitrariamente estabelecida pelo protagonista. O transporte da vela acesa e o acto de tocar nas duas paredes cai claramente no domínio do pensamento mágico. Vale a pena ver o resto do filme, claro.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

CENTRAL DA AMARELEJA - TEXTO COMPLETO

No site do EXPRESSO o despacho da LUSA é publicado na íntegra:
Energia solar: Maior central do mundo em Moura vai produzir 93 GWh (vídeo)
A Central Solar Fotovoltaica de Amareleja vai produzir, durante os próximos 25 anos, 93 gigawatts/hora de energia por ano.
Lusa
17:31 Segunda-feira, 20 de Abr de 2009

Da alvorada ao poente, 2.520 seguidores solares, com 104 painéis fotovoltaicos cada um, "perseguem" e "alimentam-se" do Sol que irradia a vila alentejana de Amareleja (Moura), para produzir energia "limpa" através da maior central solar do mundo
Com uma capacidade total instalada de 46,41 megawatts (MW), a Central Solar Fotovoltaica de Amareleja, propriedade da empresa espanhola Acciona, líder mundial de energias renováveis, "salpica" de azul 250 hectares perto da "terra mais quente de Portugal", devido aos recordes de temperatura máxima no Verão.
A qualidade e a quantidade da radiação solar na zona da Amareleja, aliadas à "disponibilidade de terreno", levaram a Acciona a "apostar" e a investir 261 milhões de euros num projecto idealizado há seis anos pelo "sonho renovável" do presidente da Câmara de Moura, José Maria Pós-de-mina.
A funcionar em pleno há quase quatro meses, a central vai produzir, durante os próximos 25 anos, 93 gigawatts/hora (GWh) de energia por ano, precisou à Lusa Francisco Aleixo, director-geral da Amper Central Solar, empresa que instalou e gere a central e propriedade da Acciona.
Uma produção suficiente para abastecer 35 mil habitações e poupar cerca de 90 mil toneladas de emissões de gases com efeito de estufa (CO2).
A central, que durante a fase de instalação empregou temporariamente 220 trabalhadores, vai criar cerca de 15 postos de trabalho permanentes, a maioria nos serviços de manutenção, disse Francisco Aleixo.
O projecto, acrescentou, engloba ainda uma fábrica de produção de painéis fotovoltaicos, também propriedade da Acciona e a funcionar em Moura e que deverá criar "100 a 110" postos de trabalho directos.
Por outro lado, lembrou Francisco Aleixo, a Acciona, quando adquiriu a Amper, criada pela Câmara de Moura para construir e gerir a central, disponibilizou dois fundos para a autarquia.
Um deles, no valor de três milhões de euros, será para o arranque do Tecnopólo de Moura, dedicado à investigação e à criação de empresas do sector das energias renováveis, e o outro, de 500 mil euros, destina-se à construção de infra-estruturas sociais no concelho.
A central, que anda nas "bocas do mundo" por ser a maior, tem também um carácter "didáctico" e é uma "montra" do "potencial" da tecnologia fotovoltaica, que, apesar de ainda não estar "completamente madura", "já está muito evoluída", disse Francisco Aleixo.
Uma tecnologia que, salientou, pode ser usada para produzir energia através de grandes e de minis centrais e de microgeração, um novo regime que permite aos consumidores produzirem electricidade a partir das suas casas ou edifícios e através de micro sistemas tecnológicos de energias renováveis.
Além da central de Amareleja, no distrito de Beja, que tem a maior potência fotovoltaica licenciada em Portugal, existem outras sete centrais, três no concelho de Ferreira do Alentejo, duas no de Mértola, uma no de Serpa e outra no de Almodôvar.

35.000 FAMÍLIAS PORTUGUESAS e mais duas ou três coisas

No Público on-line de hoje:

Central fotovoltaica da Amareleja já produz o suficiente para abastecer 35 mil famílias portuguesas
20.04.2009
Fonte: Lusa
Da alvorada ao poente, 2.520 seguidores solares, com 104 painéis fotovoltaicos cada um, «perseguem» e «alimentam-se» do Sol que irradia a vila alentejana de Amareleja (Moura), para produzir energia «limpa» em Portugal.


Há também um curto vídeo, cujo link vos deixo




Ouvi no outro dia um ressabiado dizer "só sabem falar no projecto da central". Não é bem assim... Sabemos falar no projecto da central da Amareleja e falaremos no projecto da central porque durante muito tempo andámos, em Moura, a pregar no deserto, contra muita gente que hoje se quer colar ao projecto. Só que nós, XOSTA!, não deixamos.


Ora aqui vão mais umas "coisinhas" (falando só das de maior dimensão), concretizadas directamente pela Câmara Municipal de Moura ou com o seu apoio:
* A obra das águas na cidade de Moura e a requalificação do centro;

* A obra de consolidação do Convento do Castelo;

* A primeira fase da obra das águas do Sobral (está a ser iniciada);

* A obra dos Quartéis;

* A obra do Museu Gordilho;

* As obras dos largos em Safara;

* O campo de futebol em Amareleja;

* O relvado sintético de Moura;

* A obra do Largo da Salúquia;

* A requalificação da Igreja de Santo Aleixo;

* As obras do Parque de Feiras e Exposições;

* A aquisição da Igreja do Espírito Santo;

* A obra de reabilitação do Pátio dos Rolins;

* As obras de reabilitação do Pavilhão Gimnodesportivo;

* A reconversão total do antigo Café Cantinho;

* O polo da biblioteca municipal no Sobral da Adiça;

* O centro de artesanato de Safara;

* As obras de consolidação e reabilitação da alcáçova do castelo de Moura;

* As obras de remodelação nas escolas primárias (Santo Amador, Fojo e Porta Nova);

* A concretização de infra-estruturas na nova Zona Industrial;


Deixemos de lado (para já!) as múltiplas intervenções de menor visibilidade, os projectos em conclusão e que serão concretizados, os planos de ordenamento em fase de conclusão ou que foram revistos e as iniciativas que, noutros domínios, foram sendo realizadas. Demos tempo aos nossos pequenos Mourinhos de bancada...

VIVA O ATLÉTICO!

E vai mais um campeonato distrital. O nono na categoria de seniores do Moura Atlético Clube. Foi ontem, e em Beja e frente ao Desportivo. Eu não sou tão histérico com estas coisas como o João, mas fiquei sossegadamente contente. Pelo MAC, pelo presidente Helder Feliciano (antigo colega da escola primária) e por Moura.

O MAC tem site - http://www.mouraatleticoclube.web.pt/ -, que também inclui o hino do clube.


INTERMEZZO

Ontem, no intervalo da Agrippina, no bar do São Carlos: um jovem comia um croissant com fiambre acompanhado por uma flûte de champanhe; outro, menos jovem, bebia vinho branco enquanto debicava um rim de chocolate.
Ou eu estou a ficar velhote ou aquelas coisas da cozinha de fusão estão a dar cabo do sentido a muita gente. Ainda não perdi a eperança de ver toucinho da papada a ser apresentado com um pastel de nata... Já estivémos mais longe.

sábado, 18 de abril de 2009

JOSÉ MANUEL RODRIGUES

José Manuel Rodrigues nasceu em 1951 e é um fotógrafo português. Melhor dizendo, é um grande fotógrafo português. Ganhou o Prémio Pessoa em 1999. Tive a sorte de trabalhar com ele antes (1996/7) e depois disso (2000/1). Das imagens que imaginou para Moura e para Mértola, há duas, pelo menos, que continuarão a fazer parte de todos os catálogos e de todos os livros de fotografia durante muitos anos.

Como esses trompe l'oeil de um muro, que parece um lago, e de uma árvore, que parece um golpe na paisagem, não estão disponíveis aqui ficam três fotografias conhecidas do José Manuel.


Uma petite histoire: em 2005 convidei o José Manuel para apresentar um livro meu, sobre a Síria. É um pequeno opúsculo com texto e fotografias, sendo que esta parte me deixava pouco à vontade. O lançamento ocorreu em Évora e o José Manuel começou a intervenção dizendo "o Santiago não é um grande fotógrafo" e seguiu por aí fora. Senti, naquele momento, um indescritível alívio. A verdade daquelas palavras, a franqueza e simplicidade com que foram ditas e o facto de uma apresentação não ter de ser um panegírico disparatado fizeram com que a minha amizade e respeito pelo José se tivessem multiplicado naquele dia.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A LEI DO SILÊNCIO

No Público online de hoje:
"17.04.2009 - 15h59 Ana Machado. A CDU de Lisboa criticou hoje o facto de o vereador do Ambiente e Urbanismo, da Câmara Municipal de Lisboa, José Sá Fernandes, ter exigido à organização das celebrações marcadas para a praça Paiva Couceiro o pagamento de uma licença de ruído. Segundo a organização, que contempla 24 estruturas associativas, esta licença só deve ser exigida a organizações com fins comerciais.“Numa iniciativa de carácter político não se pode deixar ao livre arbítrio da Câmara Municipal se o orador fala alto ou baixo”, disse ao PÚBLICO Carlos Chaparro, da CDU Lisboa.Para o responsável, esta licença deve ser apenas cobrada a iniciativas comerciais. “Nem sei qual é o valor. Mas um pedido de licença implica que o pedido pode ser recusado e que a câmara pode proibir a iniciativa”, diz, acusando a autarquia, e o vereador Sá Fernandes de quererem “licenciar as comemorações do 25 de Abril”.
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Não é preciso acrescentar mais palavras, pois não?
ESSA É PRA VOCÊ AÍ, Ó ZÉ-QUE-FAZ-FALTA
INSTRUMENTOS DE SUBVERSÃO - CAP. 1


INSTRUMENTOS DE SUBVERSÃO - CAP. 2
O ZÉ FAZ FALTA. E O CHICO TAMBÉM. OLÁ SE SIM...

UM NOVO PAVILHÃO NAS CANCELINHAS (AMARELEJA)

A ideia é simples, ainda que a sua concretização possa vir a ser mais complexa: no espaço existente entre a antiga Escola Primária das Cancelinhas e a Cantina nascerá um espaço multiusos. Que tanto será utilizado nas feiras (com destaque para a Feira da Vinha e do Vinho), como poderá servir para algumas formas de prática desportiva. Ou ainda para festas particulares, para exposições, para ensaios de grupos culturais, ou para, ou para…

O projecto dos arquitectos Victor Mestre e Sofia Aleixo tira partido das potencialidades da energia solar e criam um espaço que, para além de garantir várias funcionalidades, pode abrir (ou não) por completo ao exterior, consoante as necessidades, e tendo até em conta as condições atmosféricas.

O ar arrojado do projecto está de acordo com o toque futurista que a central fotovoltaica veio conferir à paisagem da freguesia.

O projecto para o Pavilhão Multiusos das Cancelinhas está concluído. Falta o financiamento. Que terá de ser conseguido, para que o projecto seja concretizado. E vai sê-lo.

Dizia um treinador de Derby County (sim, é um clube de futebol) que o drible que não resulta em golo é um drible inútil. Mutatis mutandis, todo o projecto que é feito tem de ser realizado na prática. Caso contrário, serve para quê?

quinta-feira, 16 de abril de 2009

UMA FRASE INTEMPORAL

Trabalho para um Governo que desprezo e para fins que creio serem criminosos.
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E o autor da frase foi...

NINGUÉM É OBRIGADO A GOSTAR DE MOURA

Acabou, há poucas horas, um espantoso debate na Rádio Planície. Os temas eram variados mas, entre as muitas e desvairadas coisas que se disseram, as que mais me impressionaram foram as referentes ao Edifício dos Quartéis.


Ninguém é obrigado a gostar de Moura. Mas é estranho que o representante do Partido Socialista naquele debate – e que é membro da Comissão Política Concelhia do PS de Moura – ponha em causa o interesse patrimonial do Edifício dos Quartéis, a sua classificação e as obras que ali estão a ser concretizadas (estas frases estão gravadas).


Comecemos pelo interesse patrimonial. Dizer-se, como disse o representante do Partido Socialista de Moura, que os Quartéis têm pouco interesse é, no mínimo, ofensivo. Duplamente ofensivo. Primeiro, porque o Partido Socialista, enquanto foi maioritário na Câmara, nunca desenvolveu qualquer iniciativa de recuperação do edifício. Depois, porque a afirmação revela pouco interesse e pouco respeito por uma das mais belas peças arquitectónicas do nosso concelho. As pessoas não são obrigadas a ter conhecimentos ou interesse pelo património cultural. Nem são obrigadas a gostar de Moura. Mas seria aconselhável um pouco mais de comedimento. Até porque os Quartéis de Moura são uma peça rara no contexto da arquitectura militar do século XVIII (há mais dois ou três exemplares deste género no nosso país) e a sua pureza de linhas e o seu equilíbrio formal fazem deles uma peça de referência em qualquer tratado de arquitectura vernacular.


Em segundo lugar, o representante do Partido Socialista de Moura pôs em causa o interesse da classificação do Edifício dos Quartéis (isto também está gravado). Clarifiquemos dois pontos: em primeiro lugar, os Quartéis estão classificados como imóvel de interesse público desde 1967 (não se trata, portanto, de uma “invenção” recente); em segundo lugar, a recuperação dos Quartéis é uma obrigação de qualquer Câmara de Moura digna desse nome. Pela parte que me toca, sinto, e enquanto mourense, um enorme orgulho em pertencer ao executivo camarário que está a promover a reabilitação do edifício. Gostaria de ter visto o Partido Socialista de Moura a fazer algo semelhante em tempos passados. Infelizmente, tal não sucedeu.


Ninguém é obrigado a gostar de Moura. Mas Moura, e a Salúquia, são a minha Pátria. Sinto, por isso, cada um dos seus edifícios como se fosse meu. Teria vergonha de, um dia mais tarde, olhar para trás e constatar que nada tinha feito pelo património da minha cidade. É por isso um absurdo que alguém venha dizer para um debate que seria preferível ter começado pelo parque de estacionamento para se fazer depois a recuperação do edifício. Não é assim que as coisas se fazem e não será esse o procedimento: recuperaremos primeiro o edifício (e a obra ronda os 800.000 euros) e depois a área envolvente. E não pararemos enquanto este processo não estiver concluído.


O representante do Partido Socialista de Moura naquele debate não é obrigado a gostar de Moura. Mas tem a obrigação de ter respeito pelos mourenses. Que somos nós.
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O estranho debate a que me refiro teve lugar no dia 26 de Fevereiro. Este texto foi publicado no jornal A Planície de 1 de Março de 2009. A obra continua, felizmente, em bom ritmo. Volatrei a este tema dentro de meses. Até para justificar a "existência" dos treinadores de bancada.

Fotografia algures na Nova Caledónia. O fotógrafo é Yann Arthus-Bertrand (n. 1946). O site do fotógrafo é uma experiência única: http://www.yannarthusbertrand.org/

Yann Arthus-Bertrand nasceu no seio de uma família de joalheiros. Às vezes ser rico deve dar um certo jeito...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

HANDEL - 250 ANOS DEPOIS

Hoje, 14 de Abril, faz 250 anos que morreu um dos grandes compositores do barroco. Sem ter a complexidade estrutural de Bach, Handel supera-o no calor das suas melodias e coros.

Luís M. Faria no Público de hoje.

George Frideric Handel (1685–1759) viveu sobretudo em Inglaterra, embora tenha nascido em Halle (Alemanha). A sexta ópera que compôs - de entre um lote de cerca de cinco dezenas - foi Agrippina, em 1709. Esta peça dos seus tempos de juventude é, ainda hoje, uma das suas óperas mais representadas. Em jeito de homenagem aqui fica a ária Ogni vento, pela soprano Véronique Gens (abençoado youtube!).

Uma nova encenação de Agrippina vai ser apresentada, no próximo dia 17 (20 h.), no Teatro Nacional de S. Carlos.

www.saocarlos.pt




Colocado ontem no blogue e aparecido apenas hoje. Alguém me explique porquê...

terça-feira, 14 de abril de 2009

O PODER DO FUTEBOL

O poder e a magia do futebol ficaram bem evidentes no Chelsea-Liverpool de há pouco. Não são só os oito golos, mas também o entusiasmo dos jogadores e o seu empenho ao longo de hora e meia. Sem fitas, nem simulações. Tudo se resume à geometria do passe (esta foi à Gabriel Alves...), ao rigor, à velocidade, a um destemor que casa bem com a enorme classe dos praticantes.
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Visto da bancada central de um dos melhores estádios de Moura - O Liberato (2ª Rua da Mouraria, nº 3) - o jogo foi melhor ainda.

Pelé marcando um pouco vulgar golo, em 1965. Já lá vão uns anos.

PORTUGAL, O MEDITERRÂNEO E O ATLÂNTICO - II

Um post feito há dois dias sobre este tema veio/vem mesmo a calhar.
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Fui hoje entrevistado por duas jovens e simpáticas alunas da Faculdade de Letras de Lisboa, a casa onde vivi entre 1981 e 1985. São alunas de Geografia e pretendiam uma série de dados sobre o concelho de Moura. Às tantas, lembrei-me de lhes falar do Prof. Orlando Ribeiro e do seu insubstituível Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico. Primeiro, perguntei se o tinham lido, à espera que me dissessem "claro que sim!". Não tinham. Não sabiam, de resto, de que livro eu estava a falar. Disse-lhes que valia a pena e desviei a conversa noutro sentido.
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Nunca na vida me tinha sentido na ante-câmara da terceira idade. Passei hoje a saber o que isso é.


Olival nas imediações de Moura (fotografia de Orlando Fialho). A oliveira (olea europea L.) é, por excelência, a árvore do Mediterrâneo. Atenas recebeu o nome da deusa Atena, por causa de um concurso em que a oliveira foi usada como argumento decisivo. Mais poético que os reality-shows da actualidade.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A ESQUERDA EM LISBOA


Em 1985, a então APU era a maior força política da cidade de Lisboa. Em 1989, uma coligação PS/PCP conquistou a Câmara de Lisboa. O presidente de câmara da coligação era Jorge Sampaio. O primeiro-ministro chamava-se Cavaco Silva. A lógica direita/esquerda foi fácil de explicar aos eleitores.
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Quando a coligação desapareceu, fora-se também o élan do PCP e da CDU como força maioritária na cidade.
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Agora, e perante o risco de um Presidente Santana, a esquerda toca de novo a rebate - http://www.petitiononline.com/porlx/petition.html - e procura uma coligação abrangente, incluindo PS, PCP e o BE.
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Perguntas e respostas:

a) Pode o PCP participar/dinamizar uma campanha para eleger António Costa, que foi justamente um dos responsáveis maiores pelos mais sérios ataques sofridos pelas autarquias em tempos recentes? A meu ver não pode. Ou não deve.

b) Pode o PCP participar em pé de igualdade com o BE, cuja atitude de cuco é bem conhecida? A meu ver não pode. Ou não deve.

c) Pode o PCP andar lado a lado com o Zé - o tal que fazia falta e tem dado as barracas que se conhecem - e apelar à reeleição do Zé? A meu ver não pode. Ou não deve.

d) Pode o PCP andar a reboque do ímpeto das renovações, dos improvisos e dos soundbites da comunicação? A meu ver não pode. Ou não deve.

Pelo menos da forma como as questões têm sido colocadas não pode nem deve.

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A menos que os assuntos sejam, de facto, discutidos em volta de projectos e não se transforme a política num mero expediente contabilístico para ganhar eleições.

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Fico, no meio de tudo isto, com a sensação que alguém anda a vender peixe fora de prazo...

domingo, 12 de abril de 2009

UMA INVESTIGADORA ESTÉE LAUDER

No Fugas do passado sábado a investigadora Maria Filomena Mónica debitou umas very british opiniões sobre a investigação, dizendo que nunca tinha ido ao Brasil nem às antigas colónias porque lhe interessavam os ambientes académicos mais competitivos. Parto do princípio, of course, que Maria Filomena Mónica esteja a olhar o nosso pobre mundo a partir de Oxford.
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É que há várias universidades brasileiras bem acima das nossas, incluindo, evidentemente, a Universidade de Lisboa, da qual o seu ICS faz parte. It shouldn't, but it does...
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Estes tiques pós-coloniais são sempre giros, sobretudo quando vêm directamente da upper class...


O que é uma investigadora Estée Lauder? É aquela que, tal como os perfumes, apenas vai às cidades chiques: Paris, Londres, Washington, Zurique...

Já agora, a informação que fez passar sobre o metro do Cairo (uma cidade perigosa, diz M.F.M., mas não explica porquê) é factualmente errada. Não há carruagens para homens e outras para senhoras. Há, sim, uma carruagem na parte da frente dos combóios para as senhoras que não desejam entrar nas outras, que são "mistas". Será que foi ao metro do Cairo ou contaram-lhe a história?

PORTUGAL, O MEDITERRÂNEO E O ATLÂNTICO

Vivemos, de facto, em dois países diferentes. Orlando Ribeiro escreveu-o há muitos anos, mas ainda não parei de me surpreender com essa realidade. E não consigo descrever o ar de espanto/desconfiança com que o nógado levado de Mértola foi recebido numa aldeia do centro de Portugal. "São castanhas?", "As folhas da laranjeira também são para comer?" e por aí fora.
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É claro que sou perdido por nógado e acho as mãos de quem cozinha e faz doces verdadeiramente mágicas e milagrosas.

O livro Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico teve a sua primeira edição em 1945. Explica de forma clara e elegante porque é que há um Portugal do Sul e outro do Norte. O autor, Orlando Ribeiro (1911-1997) foi figura de primeiríssimo plano do século XX português. Ainda me lembro dele, já jubilado, percorrer os corredores da Faculdade de Letras em passo rápido. Escrevia primorosamente e era um notável fotógrafo. Nunca falei com ele, porque me faltou o descaramento que sobrou às minhas colegas Ângela Luzia e Paula Amendoeira.
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O livro a que me refiro, e que devia ser de leitura obrigatória no liceu, é uma edição da Sá da Costa. Custa a bagatela de 16,75 €. Está disponível no site www.wook.pt.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

ENTRE NÁPOLES E O CAIRO

Comecemos por Nápoles, onde nunca fui mas tenho a infalível certeza de ir um dia. Em especial ao Borgo Santa Lucia, inspirador de uma música de meados do século XIX e que é, ainda hoje, popularíssima em todo o mundo. O Calimero cantava-a num dos seus episódios e ninguém o compreendia e eu chorava desalmadamente por causa disso...

E ao Cairo regressarei um dia, talvez para sempre. Espero poder resolver melhor a dúvida que Jacques Berque expressa, no notável Mémoires des deux rives, quando confessa, durante um regresso ao Cairo (e atrevo-me a traduzir) "Pergunto-me, para minha grande surpresa, se não seria aqui que eu me deveria radicar até ao fim dos meus dias..."

Do Borgo Santa Lucia a Zamalek a distância é mais curta do que parece.





Enrico Caruso (1873-1921) foi um grande tenor italiano. Jacques Berque (1910-1995) foi um académico francês, cuja carreira se centrou, em grande parte, no estudo do Magrebe.

MUSEU DE ARQUEOLOGIA

VAI SER LANÇADO CONCURSO DE IDEIAS PARA QUE A CORDOARIA ACOLHA O MUSEU DE ARQUEOLOGIA, lê-se hoje no Público.

Piada fácil: nós já tinhamos ideia que o Ministro da Cultura não tem ideia nenhuma do que está a fazer a este respeito...
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O Museu Nacional de Arqueologia está desde há mais de cem anos instalado numa ala do Mosteiro dos Jerónimos? E depois, o que é que isso interessa?
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O director do Museu de Arqueologia é um técnico de reconhecida competência? Pff, um chato que só sabe falar em conservação e perigo de inundação e cenas assim...
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O Museu Nacional de Arqueologia é um dos mais visitados de Portugal, tem uma programação de alto nível, promove edições e organiza exposições de reconhecida qualidade? Isso são detalhes sem importância nenhuma.
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O edifício da Cordoaria não oferece condições, designadamente ao nível da conservação das colecções? Não há problema, comprem aquecedores e desumidificadores.
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O edifício da Cordoaria comporta maior risco facr ao perigo de um sismo? Era só o que faltava. O nosso primeiro Pinto de Sousa vai já proibir os sismos.
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Há mais alguma questão ou por agora arrumamos isto?


Desmoronamento da torre central dos Jerónimos em 1878.
Mal sabia o edifício o que o futuro lhe reservava em 2009.

O Ministro da Cultura para um jovem candidato a arqueólogo:
"Não fiques triste, meu rapaz. A Cordoaria também é um sítio catita e sempre podes ver as miúdas a fazerem jogging à beira-Tejo"

O elenco de El Dorado preparando-se para elaborar um relatório sobre o futuro do Museu de Arqueologia.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

UMA CURA PARA TODOS OS MALES

Tenho quarenta janelas
nas paredes do meu quarto.
Sem vidros nem bambinelas
posso ver através delas
o mundo em que me reparto.
Por uma entra a luz do Sol,
por outra a luz do luar,
por outra a luz das estrelas
que andam no céu a rolar.
Por esta entra a Via Láctea
como um vapor de algodão,
por aquela a luz dos homens,
pela outra a escuridão.
Pela maior entra o espanto,
pela menor a certeza,
pela da frente a beleza
que inunda de canto a canto.
Pela quadrada entra a esperança
de quatro lados iguais,
quatro arestas, quatro vértices,
quatro pontos cardeais.
Pela redonda entra o sonho,
que as vigias são redondas,
e o sonho afaga e embala
à semelhança das ondas.
Por além entra a tristeza,
por aquela entra a saudade,
e o desejo, e a humildade,
e o silêncio, e a surpresa,
e o amor dos homens, e o tédio,
e o medo, e a melancolia,
e essa fome sem remédio
a que se chama poesia,
e a inocência, e a bondade,
e a dor própria, e a dor alheia,
e a paixão que se incendeia,
e a viuvez, e a piedade,
e o grande pássaro branco,
e o grande pássaro negro
que se olham obliquamente,
arrepiados de medo,
todos os risos e choros,
todas as fomes e sedes,
tudo alonga a sua sombra
nas minhas quatro paredes.

Oh janelas do meu quarto,
quem vos pudesse rasgar!
Com tanta janela aberta
falta-me a luz e o ar.

António Gedeão

A fotografia data de 1937 e intitula-se Nuvem perdida. O seu autor chamou-se André Kertész (1894 – 1985), mas o seu nome original era, na verdade, Kertész Andor. Foi húngaro e americano e cidadão do mundo.

ALAIN OULMAN

Foi um personagem maior da música portuguesa. Chamava-se Alain Oulman (1928-1990) e pertencia a uma família francesa de origem judaica. Era isso, dizia ele, que o fazia facilmente entender o fado. O facto de ser judeu, claro está.
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A sua ligação artística a Amália Rodrigues data dos inícios da década de 60. Foi com ele que a grande cantora se tornou ainda maior, incluindo no repertório poetas como David Mourão-Ferreira, José Régio, Alexandre O’Neill, Manuel Alegre ou mesmo Luís de Camões.
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Lutou contra o fascismo, foi preso e expulso para França. A sua biografia é expressamente referida do site do Partido Comunista Português, o que nos deixa poucas dúvidas sobre as ligações que tinha. Coerente e corajoso, foi dos poucos que saiu em defesa de Amália Rodrigues, quando sobre ela, logo a seguir ao 25 de Abril, quiseram fazer cair a infâmia de ter pertencido à PIDE.
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Alguns dos mais célebres fados de Amália têm a sua música: recordemos Gaivota, Com que voz, Madrugada de Alfama, Fado português, Havemos de ir a Viana, Meu amor, meu amor, Povo que lavas no rio ou Abandono (também conhecido como Fado Peniche). Curiosamente, os fados de Oulman não eram especialmente apreciados pelos músicos de Amália que os intitulavam, de forma pouco respeitosa, “as óperas”…

terça-feira, 7 de abril de 2009

DOIS BEIJOS PARA A ASAE
















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Segundo o Diário de Notícias de hoje, a "confraria do pão alentejano suspendeu o fabrico por ordem da agência de segurança alimentar". Quais os motivos? Coisas tenebrosas: "falta de higiene, falta de condições técnico-científicas e falta de licenciamento". O que é que raio será a componente técnico-científica?

Querem ciência? Então aqui vai. Num beijo, daqueles como deve ser, trocamos cerca de 400 (quatrocentas!) bactérias: 200 nossas, 200 da parceira ou do parceiro, consoante o género ou a opção. Imagino que se o beijo for repetido ou prolongado, a quantidade de bactérias vai por aí acima, salvo seja.

Ao pé disto, os pães da pobre confraria não passam de uma carícia nos cabelos feita ao de leve com a ponta dos dedos.

A ASAE saberá disto? É que se algum dia eles de tal desconfiarem, bem que nos podemos preparar…

Para amenizar o dia dois belíssimos beijos (todos o são, mas estes são especiais): o da esquerda foi captado pelo repórter americano de origem germânica Alfred Eisenstaedt (1898-1995)
; o da direita pelo imortal Elliott Erwitt.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

AH, LE SOLEIL, LE SOLEIL


http://www.liberation.fr/sciences/0101557517-solaire-ibere

É só seguir o link. O texto saiu no Libération de dia 24 de Março. A partir de AMARELEJA (ALENTEJO, PORTUGAL), o enviado especial FRANÇOIS MUSSEAU dá aos leitores do jornal parisiense uma expressiva imagem do projecto da central fotovoltaica.

A parte divertida da reportagem tem a ver com a dificuldade gaulesa, e não só, em entender a diferença Câmara Municipal/Junta de Freguesia. José Maria Pós-de-Mina é apresentado como presidente das comunidade do concelho, ao passo que Manuel Ramalho é referido como Presidente da Câmara da Amareleja. O essencial, contudo, é que mais uma vez o projecto chega até longe, e neste caso concreto às páginas de um dos mais influentes diários franceses.

A MENINA DO GÁS - III

Concluamos, então, este tema.

Onde foram os publicitários da MENINA DO GÁS buscar a inspiração? Aposto que à sequência inicial do filme F FOR FAKE (1974) de Orson Welles (1915-1985). Durante três minutos (5:30 a 8:30) a esbelta Oja Kodar passeia-se, arrastando atrás das suas pernas os olhares dos mirones, transformados em actores involuntários...

Sigam, por favor, estes dez minutos do começo do filme. E, se tiverem oportunidade, o resto também. Tudo nesta obra difícil de catalogar anda à volta da verdade e da mentira, do que parece real e não é, da imitação das obras de arte, concebidas por um célebre falsário chamado Elmyr de Hory (1906-1976). Ao que parece, também este nome era inventado. Ao longo de mais de uma hora, Welles faz de deus ex machina. E nós ficamos roídos de inveja ante tanta mestria na arte da montagem e tanto divertimento à volta da Arte. O filme está disponível em DVD, embora a cópia que adquiri tenha vindo da Austrália (!).

Para uma visão global da obra do genial americano tentem
http://www.wellesnet.com/




Aqui entre nós, a tal Kodar até é um pouco estilo espirra-canivetes, mas gostos são gostos e o namorado dela era o Orson Welles...

MUSEU GORDILHO - JOALHARIA CONTEMPORÂNEA

O seu a seu dono!
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Recebi esta mensagem do meu amigo e artista plástico Silvestre Raposo, que se refere a um texto que "piquei" não tendo, por lapso, referido o nome do autor:
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Silvestre Raposo disse...
Caro Santiago não me incomoda que um post meu seja copiado para outro Blog. Indicaste neste teu post de onde o retiraste e está correto. Colaste a imagem e todo o texto excepto o nome do seu autor, e o nome está lá. Silvestre Raposo Abraço
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Retirei a seguinte nota do blogue http://casamuseu.blogspot.com/:
É considerado o Pioneiro da JOALHARIA MODERNA PORTUGUESA "DE AUTOR". É o mais premiado e mencionado em publicações e o que mais exposições realizou. Executou desde 1965, protótipos de jóias de sua autoria, para fábricas de ourivesaria de onde foram reproduzidas milhares de peças de alta joalharia, destacando-se o famoso colar-teia com 300 gramas de platina e 150 brilhantes, exibido na Bolsa dos Diamantes de Londres e exposto no Museu Nacional do Traje, em cooperação com a Bienal Lisboa 94/Lisboa Capital Europeia da Cultura. Como escultor, esteve nas mais importantes exposições de arte. Em 1974 fundou a Galeria Tempo-Lisboa e no mesmo ano é apresentada exposição retrospectiva das suas jóias. Realizou a primeira exposição de joalharia em 1963 e a primeira de escultura em Março de 1971. Realizou 60 exposições individuais e participou em cerca de 250 colectivas, no País e no Estrangeiro.

domingo, 5 de abril de 2009

SÓCRATES & CICCIOLINA

Esta imagem vinha no blogue http://5dias.net/
O comentário adicional é meu...



Alguns políticos deviam trazer um rótulo como os maços de cigarros:

"A falta de sentido de humor pode prejudicar gravemente a sua saúde".

Já agora, e antes que também eu seja processado, quem está ali na marmelada com a Cicciolina não é o nosso primeiro. Acho que o Nuno Ramos de Almeida devia ter mais cuidado. O Forte de Peniche está desactivado, mas nunca se sabe...

sábado, 4 de abril de 2009

O PILRITEIRO DA PONTE DO CORONHEIRO

Corrinheiro ou currinheiro? Para o caso tanto faz. Nós dizíamos assim mas nenhuma destas palavras existe; talvez a palavra certa seja coronheiro (aquele que faz coronhas). O sentido bélico dado à árvore faz todo o sentido, mas já lá vamos. O pilriteiro ficava ao lado direito da curva, antes da ponte, à saída para a Póvoa. Ficava na umbria, o que nos dias mais escuros lhe dava um ar de mistério e de medo que a gente não conseguia explicar.

O pilriteiro foi abaixo no outro dia. Há árvores assim, que morrem de pé. E que têm de ser abatidas. O pilriteiro da ponte do corrinheiro era a nossa playstation, os pilritos os nossos DVD. Como nos jogos modernos havia níveis. O elementar, nos ramos mais baixos. O intermédio mais acima, o nível dos profissionais lá no pingurito. O pilriteiro era ponto de peregrinação obrigatória, qualquer que fosse o nosso poiso habitual. É claro que a geografia sentimental da nossa vila tinha outros sítios (a bica do Leão, o pego dos marmeleiros, o dique, as amoreiras da estrada do Sobral), mas nenhum deles tinha o grau de desafio e a exigência do pilriteiro da ponte do corrinheiro. Digo eu, mas outros dirão, decerto, coisa diferente.

Os pilritos chupavam-se depressa, pouca carne até se chegar ao osso. Convertiam-se então em arma letal. Quando comecei a escola primária os caroços eram arremessados com força através de canas. Sopradela aqui, sopradela ali, à cata dos inimigos mais odiosos. Com frequência, a actividade bélica acabava mal, um par de chapadas, armas confiscadas, amargura e castigos. Quando terminei a escola primária, as canas tinham dado lugar, sinal dos tempos, a tubos de plástico, sobras de trabalhos de electricidade, diligentemente pedidos na loja do sr. Chico Araújo. Nós gostávamos dele porque nos aturava com os pedidos de armas mas também porque tinha um Ford Cortina com uma buzina que fazia “muuu”, assim como uma vaca, para gáudio da malta. É claro que todos nós sonhávamos vir a ter um dia um Ford Cortina branco e de capota preta, com mudanças no volante e um banco corrido à frente, que fizesse “muuu”, como uma vaca, e da janela do qual pudéssemos alvejar mortiferamente os nossos inimigos mais odiosos com os caroços dos pilritos.

Nos últimos anos o pilriteiro envelhecera e ameaçava cair um dia em cima de quem lhe passava por perto. A popularidade de outros dias esfumara-se. Já não era um desafio. Já não fazia parte dos percursos dos mourenses mais novos. Era apenas uma árvore: raízes, tronco, ramos e folhas. Nada mais. A sentença estava ditada. Foi cortado e desapareceu para todo o sempre. Não havia outro remédio, mas, naquela manhã, ao chegar da Amareleja, não pude deixar de, rapidamente, rever os dias e as horas passadas à volta daquela e de outras árvores que fizeram, e fazem, parte da vida e do tempo de tantos de nós.

Se não estou em erro o modelo do Ford era este. Foi um carro popularíssimo no final da década de 60, início da de 70. Ainda hoje conta com uma enorme legião de fãs. Uma rápida pesquisa na net permitiu localizar chats, foros, páginas web etc.

O texto foi publicado há pouco tempo no jornal A PLANÍCIE.

A MENINA DO GÁS - II


Um velho e querido amigo meu mandou este comentário a propósito do spot da GALP. Recebi-o por mail, mas não no blogue. Deixo-o à vossa consideração, para eventual ponto de partida de debate sobre o tema.

Pouco me importa como é distribuído o gás no Vaticano. Para mim o que é desumano é o aproveitamento do corpo de uma pessoa, para passar a mensagem da existência de uma botija de gás fácil de transportar. Não se trata de defender moralismos. Mas porque é que os criativos publicitários não produziram (mesmo que fosse com uma mulher) uma situação de quotidiano. Por exemplo, alguém que vai à loja e a quem o vendedor diz que já pode pegar na bilha e levar sózinha para casa. O que se passa naquele spot publicitário é simplesmente a exploração do corpo humano. E a minha pergunta é esta: qualquer um de nós, que reconhece atributos de qualidade àquela publicidade, gostaria de ver, na mesma situação, a sua mulher ou a sua filha? Se cada um de nós responder positivamente, em consciência, a esta questão, então poderá afirmar que a publicidade à «menina da bilha da GALP» está perfeita, exemplar. A propósito: todos sabemos (e não sejamos ingénuos) que ao empregarem a expressão da «menina da BILHA», os publicitários tiveram uma intenção, camuflada, para como que a provocar o animalesco dentro de nós. A própria composição cenográfica do spot pretende o quê? Finalmente, este comentário não pretende ser moralista. Porque reconheço a qualidade de bons spots publicitários de lingerie, nos quais são naturalmente «utilizados» mulheres bonitas...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

DORIS DAY

Doris Day cumpre hoje 85 (segundo uns registos) ou 87 anos (segundo outros). Quando era aluno da Escola Preparatória, em 1973-74, os meus almoços eram acompanhados pelo Doris Day Show, que passava no RTP1 à uma e e meia da tarde das quintas-feiras. Meu Deus, como eu odiava a Doris Day e as músicas xaroposas da Doris Day!
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Depois passaram os anos, como frisava hoje a Fátima. E agora é claro que gosto imenso de Doris Day. Hesitei entre o "Que sera, sera", do grande filme O homem que sabia demais e este Dream a little dream of me, que quase toda a gente pensa que é um original dos Mamas and Papas. É claro que eu também pensava assim, escuso de estar a armar...
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A canção data, na realidade, de 1931, e conheceu inúmeras versões.
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Parabéns a você.





Fica aqui o curioso link que está disponível na wikipedia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Dream_a_Little_Dream_of_Me

quinta-feira, 2 de abril de 2009

AMARELEJA

Fui roubar esta inspiração ao blogue AMARELEJANDO (aqui mesmo ao lado).
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Por razões pessoais e sentimentais - depois dos 40 ligamos mais a estas coisas... - e porque é na Amareleja que está o maior projecto de investimento jamais feito no concelho de Moura, a partir de uma iniciativa municipal. Voem sobre a Amareleja e mergulhem depois na vida da vila.