quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
SOBRAL - REDE DE ÁGUAS E ESGOTOS

terça-feira, 19 de janeiro de 2010
AIR FRANCE OU AR FRANÇA?
INTER-CIDADES

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
ANTÓNIO CAMÕES GOUVEIA
Fotografia: Notícias de Castelo de Vide
JORNALISMO ALENTEJANO

A imagem, arranjada na net, refere-se a um Prémio de Atletismo na Corte do Pinto. Os moços estão com ar de quem vai começar a correr. Mas não deverão, em princípio, ir até à Barragem de Alqueva, apesar desta ser perto.
SMORZANDO
.sábado, 16 de janeiro de 2010
MANUEL ALEGRE
VAMOS A LA PLAYA, CALIENTA EL SOL!
BECOS DE LISBOA
PRIMEIRA CANÇÃO EM LISBOA
Em Lisboa é que nascem as gaivotas.
Que pena, meu amor, o mar não ser
um copo de água pura. De água para
a sede que em Lisboa eu vi nascer.
Em Lisboa. Capital do vento sul.
Coração do meu povo. A doer tanto
que a dor se tornou cor. E é azul
como a ganga dos homens do meu canto.
Em Lisboa a gente morre sem idade.
Devagar. Como se faz uma canção.
E há um pássaro que voa. É a saudade.
E uma janela aberta. O coração.
Joaquim Pessoa
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NIGÉRIA
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
VITÓRIA OU A LEI NÃO É IGUAL PARA TODOS?
.A NOITE
Eu...
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada… a dolorida…
Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!…
Sou aquela que passa e ninguém vê…
Sou a que chamam triste sem o ser…
Sou a que chora sem saber porquê…
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
SÓCRATES E O DEBATE DE AMANHÃ SOBRE O ENSINO SUPERIOR

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
THALASSA! THALASSA!

E assim a barragem de Alqueva chegou à cota máxima...
PITA AMEIXA: à descoberta do concelho de Moura

Chapéu colonial - modelo que aconselhamos ao explorador Pita Ameixa em próximas aventuras no concelho de Moura. Está de acordo com um certo modo de descobrir o mundo desconhecido. Para a capacidade de debitar asneiras não há chapéu que lhe valha...
OLD LIBERATO
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O Jorge era/é mestre na arte do dichote e da graça a propósito. A gargalhada e a boa disposição foram a imagem de marca de muitas tardes no Liberato.
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Desde o dia 4 de Janeiro, o Jorge acabou com os copos ao balcão. É claro que o ambiente ficou mais pacato, um pouco mais "europeu" e silencioso. É evidente que não vamos deixar de ir ao Liberato ao fim da tarde. Mas é diferente, porque aquele ambiente um pouco andaluz de animação se perdeu.
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Depois de uma breve troca de impressões, e na nossa qualidade de indefectíveis do bar e do direito a bebermos uns copos em pé, e num controlado desassossego, resolvemos tornar público este lamento.
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Corrige lá isso, Jorge! Caso contrário avançamos para o abaixo-assinado e, quiçá, com uma petição na Assembleia da República.
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O presente texto será publicado pelos seus autores, e promotores do movimento OLD LIBERATO, nos seguintes blogues:
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http://castelodemoura.blogspot.com/ (
http://pdmoura.blogspot.com/ (Harley)
http://rentearelva.blogspot.com/ (
http://avenidadasaluquia34.blogspot.com/ (
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Fotografia de um final de tarde "clássico" - tirada do blogue http://oliberato.blogspot.com
Mandem sff mensagens de protesto para rest.liberato@sapo.pt ou oliberato@gmail.com
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
A CHUVA CHOVE...
Que tranqüilize, pacifique, resserene...
A chuva chove mansamente... Que abandono!
A chuva é a música de um poema de Verlaine...
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E vem-me o sonho de uma véspera solene,
Em certo paço, já sem data e já sem dono...
Véspera triste como a noite, que envenene
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... Num velho paço, muito longe, em terra estranha,
Com muita névoa pelos ombros da montanha...
Paço de imensos corredores espectrais,
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Onde murmurem, velhos órgãos, árias mortas,
Enquanto o vento, estrepitando pelas portas,
Revira in-fólios, cancioneiros e missais...
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Jackson Pollock (1912-1956), figura de proa do expressionismo abstracto, cultivou uma técnica conhecida como "dripping" (gotejamento). Não usava pincéis, no sentido em que habitualmente estes são utilizados. Lançava a tinta sobre a tela, colocada no chão, usando por vezes regadores ou arrastando os pés sobre a superfície sobre a qual trabalhava. Lembrei-me do nome de Pollock (chovendo sobre a tela, na imagem de cima), de cujo trabalho não sou um fã de primeira linha, nestes dias em que toda a água do céu parece cair sobre Portugal.
Cota da barragem de Alqueva às 23 h. de ontem: 151.90
LISBOETAS E JOSÉ TRIBOLET

Bibliothéque Nationale de France, Paris
Divirto-me hoje a recordar que, na Associação de Estudantes da Faculdade de Letras, algumas colegas (sobretudo elas) me chamavam "monge" pelas horas gastas na biblioteca ou "alemão", por ser um partidário do trabalho persistente. Elas não tinham razão. Sempre achei, e hoje tenho a certeza, que trabalho intenso não é incompatível com diversão intensa. Muito pelo contrário.
domingo, 10 de janeiro de 2010
MUROS E MUROS ERGUENDO

EVA LOOTZ
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
MAGNOLIA
CASAMENTO GAY
PORTUGAL DESCONHECIDO
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
O ESPLENDOR DO SILÊNCIO
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Muita da solidão e da timidez da minha adolescência foi passada nessas salas. No esplendor silencioso do 2º balcão desses templos imensos. A paixão pelo cinema nasceu aí. O hábito solitário de ver cinema consolidou-se aí. Não estranho recordar, portanto, tantos anos depois, que a primeira vez que convidei uma namorada para ir ao cinema tenha sido para a Cinemateca. E para ver Roma, de Fellini. Haverá sítio, e filme, menos provável para namorar ou beijar alguém? Admito que não. Tenho a certeza que não. Mas foi assim.
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Ir ao cinema, ou ao teatro, ou à ópera, converteu-se, desde a adolescência, num hábito próximo da devoção. E se no teatro ou na ópera o silêncio entre o público ainda impera, louvado seja Deus!, no cinema o esplendor inigualável do silêncio há muito foi eliminado. Com a rara excepção do King e de mais um ou dois sítios (agora não me lembro de quais, verdade se diga) as salas converteram-se em anexos do fast food dos centros comerciais. À entrada das salas os espectadores podem abastecer-se como se partissem para uma longa viagem. Baldes imensos atulhados de pipocas, garrafas de coca-cola de tamanho familiar. Gomas e pastilhas, pipas e batatas fritas. Que la fête commence. Os diálogos dos filmes são agora pontuados por schhhhlurrp! e scrontch! scrontch! A cada segundo. Tentem imaginar, por um segundo que seja, a silenciosa sequência da piscina, no Nostalgia, de Tarkovsky, no meio daquele festim. Revejam a cena final de Casablanca ao som da mastigação. Pensem no que é o mais belo flash-back da história do cinema, o regresso à juventude em Morangos silvestres, de Bergman, no meio do barulho das pipocas. Peço que façam o favor desse elementar exercício.
Foi em tudo isto que pensei há semanas quando comprei bilhete numa sessão da meia-noite, um reduto ainda relativamente tranquilo, para ver Agora, de Alejandro Amenábar. O filme é mediano. Mas ficou menos interessante quando o dramatismo da narrativa foi entrecortado pelo trabalho dos maxilares de outros espectadores. Sonho, cada dia mais, com o inigualável esplendor do silêncio. E com o dia em que abram cinemas onde, à porta, se coloque o aviso: “é expressamente proibido o consumo de pipocas e de refrigerantes nesta sala de cinema”. Podem ter a certeza que comprarei um lugar cativo.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
COTA MÁXIMA
05/01/2010
151.44
VENTOS DE BONANÇA
.Segundo a imprensa de hoje, "por cada 100 Watt de electricidade consumidos no ano passado nos lares portugueses, 15,03 Watt vieram do vento, um valor que eleva o país para o segundo lugar mundial." (Público on-line). Aí está uma notícia positiva e que vem dar um pouco de cor a estes dias cinzentos.
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O vento é um elemento dominante em várias sequências do filme "O grande mestre do crime", rodado em 1967 (direcção de Norman Jewison). Queria ilustrar este post com um excerto do filme. Não foi à primeira. Procurava uma canção chamada The windmills of your smile e o título é, na verdade, The windmills of your mind. Curiosamente, o seu autor, Michel Legrand (n. 1932), deu-lhe um título diferente na língua original: Les moulins de mon coeur. Your mind/mon coeur? A cerebralidade anglo-saxónica dá lugar ao sentimento latino. Prefiramos o segundo à primeira.
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010
JOSÉ ALBERTO ALEGRIA
. MATRAQUILHOS

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
AS TORRES DO IÉMEN
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BURJ KHALIFA
.A torre tem página web:
http://www.burjdubai.com/
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OUVI DIZER
na água uma pedra e um círculo
e sobre a água uma palavra
que dispõe o círculo à volta da pedra.
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Vi o meu choupo descer para a água,
vi o seu braço mergulhar no fundo,
vi as suas raízes suplicar noites voltadas para o céu.
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Não corri atrás dele,
limitei-me a apanhar do chão essa migalha
que dos teus olhos tem a forma e a nobreza,
tirei-te do pescoço o colar daquelas falas
e debruei com ele a mesa onde agora estava a migalha.
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E deixei de ver o meu choupo.
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