quinta-feira, 20 de outubro de 2016

MANDATO AUTÁRQUICO: DE 731 A 1095


Chegámos a 3/4 deste mandato autárquico. O terceiro ano teve mais momentos fortes:

* Obras de ligação definitiva do fornecimento de eletricidade ao Centro de Acolhimento a Microempresas de Moura;
* Cobertura de um troço da Ribeira de Vale de Juncos;
* Inauguração do Pavilhão das Cancelinhas;
* Conclusão da obra de requalificação do Pavilhão Gimnodesportivo;
* Conclusão do campo de jogos na EBI de Amareleja;
* Pavimentação junto ao Loteamento da Coutada, na entrada da Póvoa de S. Miguel;
* Abertura do Centro Náutico da Estrela;
* Atribuição dos nomes de Manuel Mestre e Manuel Romana Ângelo a equipamentos concelhios;
* Inauguração do Parque de Leilão de Gado;
* Atribuição de distinção da Associação Portuguesa de Museologia à exposição "Água - património de Moura";
* Novos passeios em Moura (junto ao antigo matadouro e no acesso ao Parque de Feiras;
* Realização da fase final das obras na Ribeira da Perna Seca e no Pátio dos Rolins;
* Continuação de iniciativas como MOURALUMNI, Câmara Aberta, Presidentes de Câmara do Distrito em Moura, Fórum 21 e Um dia na Presidência;
* Dinamização da Galeria do Espírito Santo;
* Apoio à reabilitação da igreja de Santo Amador;
* Substituição das cobertura de duas escolas;
* Obras de reabilitação do Cineteatro Caridade;
* Lançamento de livros e de dvd;
* Arranjo da rotunda da feira (com um trabalho escultórico da autoria de Francisco Hermenegildo);
* Continuação da reabilitação da habitações no âmbito do projeto ÁGORA SOCIAL;
* Preparação de obras a lançar: Igreja da Safara, Bairro do Carmo, Ponte do Coronheiro, Torre do Relógio, Caminho da Freixeira, Estrada Municipal Sobral-Santo Aleixo, etc.
* Conclusão de projetos:
- Projeto de picadeiro, na Póvoa de S. Miguel;
- Revisão do PDM (fase final);
- Projeto de retificação do pluvial na Ponte das Sete Casas,  em Moura;
- Projeto de reabilitação das muralhas modernas de Moura;
- Projeto de iluminação exterior do Pátio dos Rolins (em fase de conclusão);
- Projeto de reabilitação das termas de Moura (em fase de conclusão);
* Está em curso um processo de revitalização do antigo Campo Maria Vitória, que será destinado a atividades económicas;
* A Câmara Municipal continuou a apostar na realização de feiras e na presença na Bolsa de Turismo de Lisboa;
* O movimento associativo viu consolidado o apoio concedido, com valores que rondam os 400.000 euros anuais;
* Destacamos ainda o Carnaval das Escolas, as comemorações do Dia da Mulher, a Feira do Livro e a Árvore da Partilha;
 * Salientamos, na área da Educação, a atribuição do Prémio de Mérito Escolar, a criação de novas bolsas de estudo, em cooperação com empresas do concelho, as múltiplas iniciativas levadas nas/com as escolas e que envolveram a Ludoteca, a Biblioteca e o Museu.
* Deixamos aqui de lado tudo aquilo que diz respeito ao funcionamento dos equipamentos municipais (pavilhão, piscinas etc.), à atividade diária e às respostas a inúmeras solicitações, feitas a cada momento. Deixamos aqui também de lado as múltiplas ações levadas a cabo pelos trabalhadores da Câmara Municipal de Moura (a começar pela recolha do lixo e a terminar na manutenção de redes de água, de jardins, etc.), sem os quais tudo o que foi listado não teria sido possível. Adquiriram-se novos equipamentos para o setor operacional, alterou-se o mapa de pessoal e mantiveram-se os horários de 35 horas. Comprou-se um novo terreno para expansão do estaleiro municipal.

Foi assim, e assim continuará a ser.

Fotografia da equipa, na noite de dia 29 de setembro, três anos depois das eleições.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

CAMPEONATO DO MUNDO - PESCA AO ACHIGÃ EM EMBARCAÇÃO

As provas a doer começam amanhã. Mas ontem houve um desfile de barcos e de equipas pelas ruas de Moura, criando um rush hour inabitual. Estive presente na sessão de abertura, onde tive a oportunidade de saudar as dez seleções presentes (África do Sul, Alemanha, Espanha, França, Itália, México, Portugal, Roménia, Suazilândia e Venezuela). Três continentes a marcar presença num evento importante para o nosso concelho.


MAIS PATRIMÓNIO DE MOURA

A exposição Água - património de Moura foi, de novo, nomeada para os prémios da revista MAIS ALENTEJO. Na categoria MAIS PATRIMÓNIO. Talvez seja desta. Vamos lá fazer lobby pela exposição e votar nela.

Pede-se igual voto para a Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos, para Jorge Pé-Curto e para Carlos Campaniço.

Para votar na exposição: http://rjbatista.net/maisalentejo/index.html



terça-feira, 18 de outubro de 2016

E UM POUCO DO GÉNIO DE COPPOLA

Cena do filme One from the heart, ou a prova de como um fracasso pode ser uma coisa genial. Cena do resgate da mulher amada, entretanto seduzida pelo músico pinga-amor. A cena é hilariante, em especial pelo final. Raul Julia regressa ao quarto, com ar de orgulho ofendido. Ouve-se, em fundo, The carioca.

Para cinéfilos, em especial:  a canção, algo ao jeito da rumba, que se ouve no filme Flying down to Rio, de 1933, dirigido por Thornton Freeland (1898–1987) . O primeiro em que Fred Astaire e Ginger Rogers dançam juntos. A música tem um jeito sul-americano, mas os seus compositores eram bem yankees. Quem canta? Alice Gentle, Movita Castaneda e Etta Motten. Caetano Veloso tem uma versão de The carioca.

Say, have you seen a Carioca? It's not a foxtrot or a polka It has a little bit of new rhythm, a blue rhythm that sighs


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

DA RUA DO GALO À ILHA DAS FLORES

Durante uma deslocação a S. Mateus da Calheta, dei de caras com a caravana da CDU. Fui cumprimentar os candidatos, apresentando-me como militante do PCP e autarca no Continente. O tratamento que me dispensaram foi fraterno e deu oportunidade para uns minutos de conversa. A surpresa maior tive-a ao fim da tarde, ao receber um convite via messenger. Estava convidado para um convívio no centro de trabalho de Angra do Heroísmo. Fui, claro. Uma noite calorosa, em que se falou de tudo um pouco. Lideravam o grupo Aníbal Pires e Vítor Silva.

Surpresa grande tive esta noite. Deixando de lado a subida de votos e de percentagem da CDU, a nota principal foi para vitória na ilha das Flores. Paradoxalmente, isso fez com que a coligação perdesse o deputado no círculo de compensação. Coisas de um sistema eleitoral complexo.

Os media não dão destaque à vitória da CDU nas Flores. Nada de novo, portanto.


DIÁCONO REMÉDIOS NO FACEBOOK

O facebook é, na sua pior faceta, um estendal de ordinarice, de imagens violentas, de insultos e de difamações. Mas o que incomoda mesmo os diáconos remédios de serviço são as fotografias de Imogen Cunningham ou os poemas de Charles Baudelaire. Sinais dos tempos, como é hábito dizer-se...

domingo, 16 de outubro de 2016

UPSTAIRS-DOWNSTAIRS NA MACARONÉSIA

Um palacete à inglesa no alto da cidade. Do miradouro vê-se quase toda Angra. O palacete foi construído para uma mulher amada. Agora é ali a Direção Regional da Cultura. É uma "casa inglesa", com vastos salões, proporções generosas e uma clara divisão de classes. Lembram-se de "A família Bellamy"? A lógica de funcionamento da casa é essa, a do Upstairs, Downstairs. Os espaços de circulação dos senhores e dos criados eram diferentes, de modo a não se cruzarem.

Lembro-me sempre de um nababo inglês, Rupert Deen (v. aqui), a quem perguntaram num documentário sobre classes sociais no Reino Unido "do you get along with poorer people?" ao que ele respondeu "not if I can help it...". Reproduzo o texto no original porque o filme, visto em 1981 ou 1982, no Instituto Britânico, me marcou pela arrogância da criatura, ao ponto de me recordar das palavras exatas.

O extraordinário edifício, ao cimo da Rua da Conceição, responde, pela arquitetura, a questões sociais e políticas. E a ida ao miradouro, com aqueles vidros coloridos à Mondrian (um dia hei-de ter vidros assim...) foi um bónus, nestes dias. Obrigado, Nuno Lopes!



- Relaciona-se com pessoas mais pobres?
- Só se não puder deixar de ser. (Rupert Deen dixit)

sábado, 15 de outubro de 2016

LUZ NA MACARONÉSIA

Olhei para o fotómetro e fiquei incrédulo: 1/500 com uma abertura de 16. E a leitura estava curta, mesmo para um rolo HP5. Olhei o céu, pensando "não pode ser, com uma luz tão difusa, isto está errado...". Não estava. A precisão do fotómetro só veio aumentar o sortilégio que sobre mim exerce esta ilha. À magia das casas e das gentes junta-se, agora, a magia da luz. Não é nada que a fotógrafa Sandra Rocha não tenha já descoberto. É dela a excecional imagem que ilustra este post.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

UM POUCO DE CALMA

Pela segunda vez, e no espaço de poucas semanas, e em dois jornais regionais, se avança a possibilidade ou quase certeza de eu não ser candidato à Câmara de Moura. Supostamente, não estarei disponível...

"Sabem" mais que o meu partido e do que eu próprio. O assunto não foi sequer discutido. A questão, que parece impacientar muita gente, ainda não se colocou. Nem é, agora, esse momento.

Vá lá, relaxem lá um pouco... 


JAZZ NA MACARONÉSIA

O AngraJazz começou ontem. No meio de várias surpresas, a maior talvez tenha sido ver a sala completamente cheia. Uma noite de música, que a orquestra do festival dedicou a Duke Ellington. Desde o "squeeze me" inicial, cantado com convicção por Sara Miguel, aos caminhos da "Far East Suite", ficou patente a riqueza musical das ilhas. Há cem filarmónicas, soprou-me o Diretor Regional da Cultura. Pois é, isso explica o resto.

O AngraJazz prossegue hoje.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

MOURA NA MACARONÉSIA

Comunicação sobre reabilitação e habitabilidade no Centro Histórico de Moura. Síntese sobre uma década de trabalho em torno de edifícios e de espaços públicos. Curiosamente, o projeto de intervenção levado a cabo nestes últimos 10 anos despertou o interesse de muitos colegas...

O processo terminou? Qual quê...
Eis o que se segue:
- Conclusão da obra do Pátio dos Rolins
- Obra na Ponte do Coronheiro
- Reabilitação do antigo Grémio, futuro Centro de Documentação da Oliveira
- Bairro do Carmo
- Espaço em frente ao matadouro
- Reparação das muralhas
- Novas funções para o antigo Campo Maria Vitória.

Como em breve será evidente, em Moura e por toda a parte, as intervenções nas infraestruturas não só não estão terminadas (dando lugar ao "social"), como são a pedra de toque das iniciativas futuras.

O castelo, antes de 2003.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

TOUROS NA MACARONÉSIA

Entre maio e outubro há 250 corridas de touros. 250, leram bem. As corridas à corda são o prato forte de uma ilha orgulhosa nas suas tradições. Também há mais corridas formais, que têm lugar na bonita praça de Angra. Há um círculo tauromáquico e, de modo orgulhoso, esta manifestação cultural está bem patente à entrada da cidade. Uma bela escultura com três touros, da autoria de Renato Costa e Silva, perpetua uma arte e uma tradição tão caras aos terceirenses.


IMPÉRIOS NA MACARONÉSIA

Império é a denominação do pequeno templo de tipologia única no panorama arquitetónico nacional onde, entre o domingo de Páscoa e os domingos de Pentecostes ou da Trindade, predominantemente, se venera o Espírito Santo nos Açores. À volta dos Impérios desenvolvem-se durante vários dias as festividades do Espírito Santo, imbuídas de um ideal caritativo e compostas por um conjunto de cerimónias religiosas e profanas: a “coroação” do Imperador Menino, o desfile de cortejos e o bodo de pão e de carne. (www.monumentos.pt).

A sensação que tive ao ver estes extraordinários monumentos foi o de estar ante jazigos, bizarra e feericamente coloridos. E Olinda foi-me, de novo, evocada. Não se escapa de modo ligeiro ao sortilégio desta ilha calorosa e sorridente. Que se trate a religião assim, de uma forma tão festiva, diz quase tudo desta terceira ilha da Macaronésia.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

REGRESSO À MACARONÉSIA

Regresso breve ao norte da Macaronésia. Centros históricos em debate. O tema interessa particularmente a Moura. Pelo trabalho de reabilitação dos espaços públicos posto em marcha. E que as intervenções ao nível da habitação têm vindo a complementar. Há 10 anos não imaginava o que se iria alcançar. E se os meios hoje são menores, nem isso nos leva a desistir do propósito de renovar, a cada dia, a alma dos sítios.

Angra do Heroísmo é uma cidade de qualidade superior. A começar pela poesia do nome. O colorido das fachadas faz dela uma Olinda mais discreta e púdica. A norte é-se mais tímido...

Nos becos e nas canadas, a luz da tarde lançou sombras caprichosas nos muros. Foi por aí o meu silencioso e solitário caminho. Com uma fiel e silenciosa companheira.


domingo, 9 de outubro de 2016

MÉRTOLA 2017

Vai ser isto. Lá estarei, como sempre desde 2001. Será a nona edição do Festival Islâmico.  Tentarei, como sempre, participar. Em 2015 apresentei o filme "Chegar a casa".  Para 2017 preparo nova proposta cinematográfica. Mais uma curta-metragem. Como disse uma jovem amiga "o teu filme Chegar a casa é ao estilo Manoel de Oliveira, com a vantagem de ser mais curto". Não tenho a certeza de que fosse um elogio.

Viva o Festival Islâmico 2017.

PORTUGAL E OS PORTUGUESES VISTOS POR DENTRO MAS DE FORA - VII/X: SARAH MOON

Foi assim o Natal em Portugal, em 1999. Pelo menos, foi assim que Sarah Moon o viu. Lembro-me de ter passado esse Natal na Beira, longe do mar e das praias. E lembro-me de no dia seguinte ter zarpado para Dallas (!), numa das mais estranhas e improváveis viagens da minha vida. Fazia calor no Texas. Mas só voltei a sentir o calor das coisas ao regressar a Moura, no último dia do ano.


Natal na Província

Natal... Na província neva. 
Nos lares aconchegados, 
Um sentimento conserva 
Os sentimentos passados. 

Coração oposto ao mundo, 
Como a família é verdade! 
Meu pensamento é profundo, 
Estou só e sonho saudade. 

E como é branca de graça 
A paisagem que não sei, 
Vista de trás da vidraça 
Do lar que nunca terei! 

Fernando Pessoa in "Poesias"

sábado, 8 de outubro de 2016

READY WHEN YOU ARE, MR. DEMILLE!

Por falta de tempo, e porque não vale a pena ter tanto trabalho..., transcrevo em inglês uma história célebre que se conta a respeito de Cecil B. DeMille (1881 - 1959). A filmagem em si é omissa, mas creio, e se bem recordo ter lido algures, isto terá acontecido durante a rodagem de As cruzadas, em 1934. Lembro-me desta frase frequentemente. Por norma, quando alguém está fora de tom ou chega fora de tempo.

Filme para estes dias, em homenagem à mestria de DeMille, quando os movimentos de multidões eram autênticos.

Cecil B. DeMille (known as “C.B.”), the famed producer and director of cinematic biblical epics, was directing a massive battle scene that involved a vast set filled with thousands of extras and animals. The climactic scene involved a massive dam bursting and flooding a valley, washing away the battle and destroying the very large, very expensive set. (And don’t worry, the extras and animals were all stunt extras and stunt animals; no harm came to any person or creature.)
Even in the days of Hollywood’s great wealth and indulgence, it would be possible for only one ‘take’. There was no way to rebuild such a huge set. (And, of course, this was long before the days of CGI, so everything had to be actually built.)
So C.B. covered himself by having the final scene filmed by four cameras. Each camera was in a slightly different location. Walkie-talkies allowed the director to communicate with each one.
The moment came, and the scene went off without a hitch. Everything went perfectly!
The dust settled, the water drained away, the extras and animals were all checked to ensure they were okay. The set, the dam and the valley, were completely destroyed (as expected), and there was no chance the scene could ever be repeated again.
Mr. DeMille picks up the first walkie-talkie and checks with the first cameraman to see if he filmed the scene successfully.
“No, I’m sorry Mr. DeMille, I’m afraid not,” comes the reply, “There was a piece of film caught in the gate and it blocked most of the image. I’m afraid we didn’t get anything you can use.”
That causes C.B. some concern, of course, but he had three other cameras, so he picks up the second walkie-talkie and asks the second cameraman if the scene was filmed successfully.
“Oh, Mr. DeMille,” comes this reply, “I’m so sorry, but it turned out the battery pack was dead, and before we could hook up another, the scene was over!”
Now C.B. is starting to really worry. Two out of four cameras missed the scene, and he’s down to the last two. His heart pounding, he picks up the third walkie-talkie and contacts the third cameraman.
The reply caused sweat to break out on his forehead, “Mr. DeMille, I’m very, very sorry, but the film loader put the film in wrong, the film didn’t run and we got nothing.”
At this point C.B. is in full panic mode. Hands shaking so badly he can hardly work the fourth walkie-talkie, he calls the last cameraman.  To give himself a chance to calm down he starts by asking a few questions.
“Have you checked the film gate to make sure it’s clear,” he asks? “Oh, yes, Mr. DeMille, it was the first thing we did,” comes the reply! This makes C.B. feel there is hope.
“And have you checked the battery pack to make sure it’s charged,” asks DeMille? The reply was heartening, “My assistant did that while I was checking the gate. Fully charged!”
Thinking this might work out after all, C.B. asks the final question, “How about the film, was it loaded correctly?”
Comes the immortal reply, “I checked that myself! We’re ready when you are, Mr. DeMille!“

in https://logosconcarne.com/2011/07/24/sideband-17-ready-when-you-are/





sexta-feira, 7 de outubro de 2016

QUARTO DIA NA PRESIDÊNCIA

Quarta edição de Um dia na Presidência. Um contacto importante. Para os jovens espero que seja, para mim é seguramente. Um sobralense e um amarelejense "à descoberta" do seu concelho. Obras, reuniões, projetos, problemas, anseios, de tudo isto se fizeram estas oito horas quase sem parar.

8:05 - visita aos estaleiros

9:10 - reunião com a vereação

10:10 - passagem fantasmagórica pelo Cineteatro em obras.

10:25 - visita ao Pátio dos Rolins

10:45 - explicação sobre as obras de remoção das coberturas com amianto

11:15 - visita às obras da Ribeira da Perna Seca, no Sobral da Adiça

11:30 - explicação sobre os problemas da rede de água, em Safara

11:40 - a igreja de Safara e a obra que vai começar dentro de poucos meses

12:00 - visita ao Pavilhão das Cancelinhas, em Amareleja

12:20 - visita à Torre do Relógio, em Amareleja

12:50 - explicação do investimento no Campo Maria Vitória

14:40 - visita ao Parque de Leilão de Gado

15.10 - reunião na Ágora Social

15:50 - "chapa" final

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O NOVO SECRETÁRIO-GERAL DA ONU

Não percebo os fanáticos. Nunca percebi, nem perceberei. Estranho as reações ácidas e os silêncios quanto a esta eleição. Fiquei contente, e surpreendido!, com a eleição de António Guterres. Um homem sério e de superior inteligência, talvez demasiado preocupado com o Céu e com o Inferno...

É o nono secretário geral da ONU. Depois de Trygve Lie (1946-1952), de Dag Hammarskjöldde (1953-1961), de U Thant (1961-1971), de Kurt Waldheim (1972-1981), de Javier Pérez de Cuéllar (1982-1991), de Boutros-Boutros Ghali (1992-1996), de Kofi Annan (1997-2006), de Ban Ki-moon (2007-2016). É o quarto europeu, e o primeiro que vem do sul.

Cito, do site do PCP: "a assunção desta elevada responsabilidade por António Guterres ocorre numa situação internacional que exige das Nações Unidas uma acção determinada a favor da promoção e defesa da paz, da cooperação, do desenvolvimento económico e social, no respeito pelos direitos dos povos, incluindo à auto-determinação, e da soberania e independência dos Estados". Julgo que estamos todos de acordo quanto a isto. Oxalá tenha sucesso.



quarta-feira, 5 de outubro de 2016

AMARELEJA - HAVERÁ LIVRO

Tarde passada em Évora. Vendo imagens. Toma forma o livro sobre a Amareleja, que José Manuel Rodrigues vem, desde há dois anos, a construir em forma de fotografia. Haverá quatro textos, de quatro autores: Jorge Gaspar, Jorge Calado, Norberto Franco e eu. O Norberto é amarelejense e amigo de longa data. Fiquei contente por ter aceite o desafio para integrar este projeto. Jorge Gaspar é uma figura de referência da Geografia em Portugal. Jorge Calado escreve sobre ópera e sobre fotografia como ninguém. Conheci-os, à distância, durante muitos anos. Sou um homem de sorte, por poder agora privar com eles. O que irão fazer será um contributo inestimável para o nosso concelho. Tenho a certeza que, em primeiro lugar, a Amareleja o reconhecerá.


terça-feira, 4 de outubro de 2016

CONSELHO NACIONAL DO AMBIENTE E DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - POLÍTICA DE CIDADES

Teve lugar esta tarde a reunião ordinária do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, a qual contou com a presença do Ministro do Ambiente. Várias vezes se falou em autarquias e no Poder Local, a respeito da política de cidades. Não por obrigação mas por convicção expus dois tópicos que me parecem, de entre muitos outros que poderiam ser abordados, essenciais à vida dos Municípios:

1. A necessidade de se continuar a apostar em infraestruturas e na reabilitação urbana em vez de se considerar que esse ciclo terminou e que agora é a vez do "social" (seja lá isso o que for);
2. A necessidade de se rever a política de financiamento das infraestruturas de saneamento,  que neste momento penaliza fortemente (e, na prática, paralisa) a intervenção das câmaras municipais.

Têm sido princípios que têm norteado a nossa atuação em Moura. Assim continuará a ser.


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

QUE FAZER?



Foi essa a pergunta que não me coloquei, no dia a seguir às eleições autárquicas de 2013, fez na passada quinta-feira três anos. Sabia o que não fazer, e a essa tentação resisti durante três anos.

Durante três anos mantivémos um percurso iniciado e do qual fomos continuadores. Que fazer, então? Continuar a política de incremento de infraestruturas. Da conclusão da obra no edifício dos Quartéis se passou à criação de um novo espaço no Pavilhão das Cancelinhas, em Amareleja. Da finalização da obra da Ribeira de Vale de Juncos, nessa mesma vila se avançou para a abertura ao público do antigo matadouro. Onde outros soletram “caridade” nós dizemos solidariedade. O projeto ÁGORA SOCIAL tornou realidade a reabilitação de uma dezena de habitações. A elas se somarão as quatros casas do Pátio dos Rolins e, dentro de poucos dias, a abertura do concurso público que dará nova vida ao Bairro do Carmo. Concluiu-se o Parque de Leilão de Gado e colocou-se ao serviço da economia da região o Centro de Acolhimento a Microempresas de Moura. Apoiou-se o investimento (e isso foi expressamente reconhecido pelos empresários que lideraram projetos como o de Vale Formoso, o do Centro de Inspeção de Veículos ou o da expansão das atividades da Herdade dos Cotéis) e criaram-se condições para a instalação de uma grande superfície no antigo Campo Maria Vitória. No outro dia, alguém lembrava as “lascas de sangue” deixadas por gerações naquele terreno de jogo. Infelizmente, o sentimentalismo não resolve problemas urbanísticos e, em 15 anos, ninguém da oposição autárquica municipal apresentou soluções consistentes para aquele local. Com “lascas de sangue” ou sem elas.

O que não fazer? Ceder à demagogia barata e ao populismo. É importante fazer da atividade autárquica mais do que uma efémera distribuição de pequenas benesses. É crucial resistir aos que, a cada momento, querem mais e mais “reflexão”, mais e mais “estudos”, mais e mais “participação”. Reflexão, estudos e participação são matérias decisivas. Desde que não sejam pretexto para bloquear a atividade. Há tempo para planear e tempo para agir. Tivéssemos nós cedido a cantos de sereia (há um autarca da cidade que está sempre a dizer, sem se rir, que quer “ajudar a câmara”...) e nesta altura não teríamos nem a obra da Escola da Porta Nova, nem a Central Fotovoltaica, nem a Fábrica de Painéis, nem o Pavilhão das Cancelinhas, etc., etc.. O antigo Campo Maria Vitória ficaria em terra anos a fio.


Governar implica determinação, a procura de soluções e coragem. Não se anda ao sabor das marés nem ao jeito do vento que sopra. O tempo dirá quem tem razão. E o tempo, também, separará o trigo do joio.

Crónica publicada em "A Planície" - 1.10.2016

INTERRUPÇÃO

Durante dois dias foi isto, por estas bandas. Quando a rede falha, nada a fazer. A não ser esperar. A programação retoma hoje...