terça-feira, 4 de janeiro de 2022

WWW.CASTELODEMOURA.COM

É certo que o site www.castelodemoura.com existe. E já paguei o domínio até 2023.

Não é menos certo que é só uma página dizendo que está "em construção". O projeto visa colocar à disposição de todos a informação histórico-arqueológica existente.

Haverá quatro áreas de informação:

* Relatórios de escavações;

* Desenhos arqueológicos (com dois setores: desenhos de campo e de materiais);

* Fotografias (com dois setores: fotografias antigas do castelo e fotografias das escavações);

* Publicações (com todos os trabalhos editados sobre o Castelo de Moura, para descarregamento gratuito).

"Ah e tal, ele foi-se embora e já não quer saber mais de Moura". Mas é que nem pouco mais ou menos! Moura sempre presente. Até ao fim. Contra ventos e tormentas.

HERGÉ

Sou um razoável inculto em termos de BD. Para mim, Hergé era/é Tintim. Fui ver a exposição da Gulbenkian com algumas reticências. "Arrumei-as" quase todas. Aprendi coisas divertidas - que o Castelo de Moulinsart tem raízes num, verdadeiro, no vale do Loire; que o Oliveira da Figueira tem quase 90 anos (somos imbatíveis, nós lusitanos, mais a nossa reputação); que o Tchang "existiu" mesmo; que o tratamento da cor tinha normas precisas e muito rígidas; que Hergé se rodeava de especialistas nos temas que abordava etc. - e revi muitas das leituras de outros tempos.

A exposição deixou-me também algumas perplexidade:
1. Não me lembro de ter visto uma exposição com esta dimensão sem ficha técnica; fiquei sem saber a quem coube o comissariado ou a iniciativa;
2. No genial painel com as obras colocadas em bateria, não há livros em hebraico e em árabe (por abrirem ao contrário?) e há uma cruz a marcar o centro, e não se percebe bem porquê.

Tirando essas interrogações, foi um belo final de manhã, que me deu verdadeiro prazer e me trouxe memórias muito precisas de outros dias, de há muitos anos.

A exposição fecha no domingo. Depois não digam que não avisei.


segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

271 DIAS MAIS TARDE

O telefonema chegou nos últimos dias de fevereiro. Reconheci, no outro lado, a voz do eng. Bernardo Alabaça, Diretor-Geral do Património Cultural. Comunicava-me que tinha ganho o concurso para o Panteão Nacional e perguntava-me, formalidade obrigatória, se aceitava o lugar. Não esperava ganhar – sou um “outsider”, tinha sido presidente de uma câmara, a idade também já não ajudava muito -, mas aquele telefonema deixou-me feliz. E tranquilo. Passado pouco mais de um mês estava sentado no gabinete destinado à direção do monumento.

 

O tempo passa depressa e nove meses já lá vão. Os dias que se seguiram ao anúncio foram curiosos, com muitas centenas de mensagens de felicitações, e muitas referências a Eusébio e a Amália. Passava a haver um mourense a dirigir um monumento nacional.

 

O tempo para respirar foi pouco. A equipa é curta – não chegamos à dezena e conto com elas (são só senhoras!) todos os dias -, as solicitações são muitas e a necessidade de pôr em prática o plano a que me propusera rapidamente me tomou o tempo. O carrocel de altos e baixos da pandemia não deu sossego nem espaço.

 

O que há a fazer assenta em três áreas fundamentais: 1) as obras de reabilitação do edifício; 2) o trabalho de programação e a divulgação; 3) a investigação e o conhecimento. O primeiro ponto depende, em grande medida do PRR. Há 946.000 euros destinados ao Panteão, verba suficiente para os pontos considerados fundamentais. Há desafios a vencer. É possível ganhar a aposta? Sim. Com pragmatismo, energia e espírito de missão. A experiência da Câmara de Moura ajuda bastante. A oportunidade é única e há que dela tirar partido. O trabalho de programação avançou, com cerca de uma dezena de espetáculos musicais (apropriados ao sítio), com quatro exposições, e mais três conferências dedicadas a Aristides de Sousa Mendes. Pelo meio ainda se procedeu ao lançamento de um selo dos CTT e, ponto alto, teve lugar a homenagem a Aristides de Sousa Mendes. Renovou-se a sala de exposições temporárias, com o apoio da SERVILUSA, e promoveu-se o lançamento do catálogo sobre a obra de Artur Pastor. Na área do conhecimento organizou-se uma mesa-redonda, pôs-se de pé um colóquio com mais de 100 participantes e prepararam-se edições, que tomarão forma em 2022. A dada altura, diz-me uma jornalista, que me conhece dos tempos da Câmara de Moura, “continuas hiperativo”. Dei um ar falsamente ofendido e disse, a sério, que nunca perceberei essa “acusação”.


Há uma corrida contra o tempo que urge vencer. No final, já o sabemos, o tempo vencerá. A nossa passagem pelos cargos é muito rápida. Importa, acima de tudo, zelar pela perenidade do Património. Que é, sempre, maior e mais importante que nós. O Campo de Santa Clara tornou-se-me um ambiente familiar e, até, amigável. Uma parte da minha vida profissional passa agora por aí. Mértola e Moura, com projetos paralelos, são, serão sempre, o cenário de fundo de uma ação que, por agora, corre noutro local.


Crónica em "A Planície". O texto foi escrito no dia 27 de dezembro. Em rigor, hoje são 278 dias.

As imagens noturnas do edifício não abundam. Esta surge ainda associada ao IGESPAR...


domingo, 2 de janeiro de 2022

O COVID, OS RICOS E OS POBRES

Do site da CNN Portugal:

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu esta quarta-feira que nenhum país sairá da pandemia de covid-19 só pela via do reforço da vacinação. Porquê? Tedros Adhanom Ghebreyesus, que se tem manifestado reiteradamente contra a administração de doses adicionais de vacinas, voltou a reforçar que primeiro há que imunizar os país mais pobres, em particular em África.

Segundo o dirigente da OMS, que falava na videoconferência de imprensa regular da organização sobre a evolução da pandemia, os "programas indiscriminados de reforço" da vacinação "tendem a prolongar a pandemia em vez de acabá-la, desviando as doses disponíveis para países que já têm altas taxas de vacinação, dando assim ao vírus mais oportunidades de se espalhar e sofrer mutações".




ORÇAMENTOS MUNICIPAIS, DISPARATES E DEMAGOGIA

De forma direta, aqui vão algumas verdades sobre o orçamento municipal de Moura.

O chumbo do orçamento implica a anulação das obras que estavam prometidas e projetadas? NÃO. Com o chumbo do orçamento continua em vigor o do ano anterior. Neste caso, o de 2021. Ou seja, as obras que já estavam inscritas no orçamento de 2021 continuam válidas em 2022. Ou seja, podem continuar o seu curso. Dizer/escrever o contrário é a mais básica demagogia.

Das obras que agora se dizem querer iniciar, quantas é que podem prosseguir, apesar do chumbo do orçamento? TODAS, com exceção da criação de um Centro de Alto Rendimento.

Em bom português, o atual executivo camarário quer encontrar no chumbo do orçamento um pretexto e uma desculpa para mascarar a sua incapacidade. E se estão sempre a olhar para o retrovisor, como fazem questão de dizer, é bom que olhem. Por muito que tentem - admito que tenham tentado... - não chegam, nem de perto nem de longe, à capacidade de execução dos executivos da CDU.

O resto, a choraminguice, a vinda dos governantes, o anúncio "agora é que era, mas chumbaram o orçamento", as cenas inacreditáveis como a não-inauguração do terminal rodoviário, só servem para mascarar uma coisa. Essa coisa chama-se incompetência.

sábado, 1 de janeiro de 2022

SOB O SIGNO DO INFINITO

Melhor dizendo, quero começar o ano sob o signo da infinita esperança. Os brincos da fotografia de Mahany Pery (a jovem não anda nos transportes públicos, de certeza) evocam-me o símbolo do infinito. E um certo tom de desafio.

Resta-nos a infinita esperança no futuro.

A esperança, muitas vezes menos, infinita, num mundo melhor e mais justo. Uma esperança que vamos ter de construir, todos os dias

Bom Ano de 2022. E que apague as más nuvens de 2021.



sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

TOP 10 DO ANO DE 2021

E este ano de 2021 foi o quê, no meio da pandemia e com tantas limitações? E com outros momentos difíceis. Pois bem, o ano foi sobretudo profissional. Área em que escolhi 10 momentos que (me) foram decisivos.


25.2 - PANTEÃO NACIONAL

Foi este o dia em que soube que a minha vida iria, uma vez mais, mudar. O primeiro lugar no concurso para diretor do monumento apontava o triénio 2021/2024 como um futuro próximo. O dia 1 de abril marcou um novo início.










8.4 - CERCA MOURA

No meio de todas as incertezas, era apresentado ao público o vídeo "Percorrendo a Cerca Moura" que seria (espero que ainda possa ser) a peça central da exposição Lisboa Islâmica. Um projeto começado, parado, retomado, interrompido e suspenso. Pode ser que ainda se concretize. A esperança ainda não se (me) apagou.

O melhor de tudo? Somar a uma amizade antiga (do Miguel Gomes Martins), as novas (Jorge Ramos de Carvalho, Fernando Carrilho, Pité Amaral, Manuel Fialho Silva...). O vídeo é excelente, e não é ao guião que me refiro: https://youtu.be/Pmz-8GuIP9k










13.7 - NOS CORPOS SOCIAIS DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE MUSEOLOGIA

A tomada de posse foi no Palácio Nacional da Ajuda. Este passo na carreira trouxe-me ao convívio mais próximo com colegas que muito prezo.







24.7 - BISSAU EM VILA FRANCA

Ida ao Museu do Neo-Realismo para ver uma exposição, na qual fui convidado a participar. Não sou fotógrafo, mas achei graça à presença no catálogo. Estou ao lado, na sala, de Pierre Verger. Terão adivinhado?

















11.9 - LANÇAMENTO "MOVRA MEDIEVALIS"

Depois de vários adiamentos, o lançamento do livro (em trio, como José Gonçalo Valente e José Francisco Finha) teve lugar. Ao ar livre, à entrada da Mouraria. Um fantástico final de manhã.










22.9 - CORO GULBENKIAN NO PANTEÃO NACIONAL

Por opção, não programei para os meses de abril a agosto. Aconteceram algumas iniciativas, mas foram sobretudo meses de preparação. Setembro teve já outro ritmo, num percurso que foi depois ganhando lógica e consistência.

Um grande momento: a atuação do Coro Gulbenkian, transmitido na RTP2 em 26 de dezembro.












30.9 - ESCAVAÇÕES COM SITE

E o mês acabou com uma excelente notícia: o apoio da DGPC a um plano de digitalização de dados e de colocação online dos principais materiais da escavação do Castelo de Moura. O domínio já foi registado: www.castelodemoura.com.
















19.10 - ARISTIDES DE SOUSA MENDES

Primeiro momento de grande impacto público, a sessão de homenagem a Aristides de Sousa Mendes representou também o arranque de um conjunto de iniciativas centradas na figura do diplomata. E que prosseguem, até março.









23.10 - CAIXA CULTURA

Anúncio dos resultados do Prémio Caixa Cultura. Cujo júri integro. A participação neste painel é um desafio interessante. Prevejo uma chuva de candidaturas em 2022.










18.12 - DUARTE DARMAS

Quase final de um percurso. Depois dos 1.500 exemplares depositados na casa da Salúquia, está em construção avançada a exposição que acompanha o projeto. Um "até-parece-mentira" de algo que remonta a 2004.

Lançamento em janeiro ou em fevereiro de 2022.



quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

HOJE, EM MOURA

O quadro do menino da lágrima é, juntamente com o dálmata de loiça, um símbolo importante da cultura de feiras e mercados da segunda metade do século XX. Desconheço o nome do autor dos dálmatas de loiça. Mas o menino da lágrima saiu do pincel, não muito privilegiado, de Bruno Amadio "Giovanni Bragolin" (1911-1981). Mas que é um sucesso, lá isso é.

Ao assistir, ontem, à parte final da Assembleia Municipal, em Moura, dei-me conta de como a política local caiu numa sub-cultura ideológica que oscila entre o menino da lágrima, o dálmata de loiça e os azulejos com quadras. Aquilo que vi/ouvi da parte do presidente e do vice-presidente da CMM é o reflexo do total desprestígio em que se mergulhou a autarquia. Valeram-nos as intervenções dos eleitos da CDU. Há futuro e há esperança.

À falta de argumentos usa-se a chantagem ("não vai haver esta e aquela obra, porque o orçamento vai ser chumbado", uma mentira sem medida) e desconsideram-se adversários. Prometem-se obras em catadupa, não havendo capacidade política para conduzir os processos e as concretizar. Uma simples comparação entre mandatos anteriores e 2017/2021 mostra bem o que digo.

No final, e ante os descabelados ataques que me foram dirigidos, o meu camarada José Maria Pós-de-Mina "desafiou-me" a intervir em próxima assembleia, no período reservado ao público. Um convite que me agradou. Lá estarei.












terça-feira, 28 de dezembro de 2021

A CASUALIDADE DE UM SIMBOLISMO

Ao sair de casa, há dias, dei com este globo (um objeto quase desaparecido, nos nossos dias) no passeio da Praceta Conde Arnoso, na Buraca. Eis o planeta Terra embrulhado num saco de plástico e ali ao abandono. Do ponto de vista ambiental, a imagem não podia ser mais precisa. O planeta embrulhado em plástico e nós embrulhados e confinados. Resta-nos a esperança. E a vontade de nunca desistir.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

ÁRVORE DA PARTILHA 2021

Agora que o ano se aproxima do fim, ainda é tempo de celebrar um ritual, iniciado há já uns bons anos, em Moura. A árvore da partilha, que envolve muita gente, com um excelente propósito. A ideia continua, felizmente.

A fotografia está no facebook (autora: Olímpia Limpo)




domingo, 26 de dezembro de 2021

CONCERTO DO CORO GULBENKIAN NO PANTEÃO NACIONAL - HOJE, NA RTP2

É logo mais, às 19:07. O concerto do passado dia 22 de setembro foi gravado e vai ser difundido logo mais. A não perder, porque o maestro Jorge Matta, o Coro Gulbenkian e a equipa da RTP tiraram o máximo partido do Panteão Nacional.


sábado, 25 de dezembro de 2021

TODOS E TODAS E TODES E TOD@S

E a falta de pachorra que me entra nestas alturas!

Pensando que quem se estará a rir é o Presidente Ramalho Eanes, cujo sotaque (pode dizer-se sotaque ou isso também não é correto?...) provocava o gáudio das elites lisboetas em meados da década de 70, porque não dizia todos, mas sim "todes", e "isse" e não isso, porque é assim que se diz na sua terra. Estava certo antes do tempo. Ou do tempe.

Vale a pena ler o que Fernando Venâncio escreveu sobre o tema, na sua página do facebook. Como se costuma dizer, fala quem sabe. No caso do Fernando, de quem sabe muito.

NATAL ANTIGO

Já uma vez aqui falei deste "jingle", que sempre me acompanhava na altura do Natal. Devo-o ter visto, pela primeira vez, em 1968 ou 1969. Na verdade, era muito parecido, mas não era exatamente este... É que no final da década de 60, ainda não havia DC-10. E a VARIG só passou a operar com esse modelo a partir de 1974. Onde andará o meu anúncio?...



quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

O MOMENTO DECISIVO

Tenho uma recordação muito precisa do momento em que a fotografia foi feita. Aquele final de manhã foi de emoções fortes. Quase 20 anos depois da cheia de 1997 chegava ao fim um dos processos mais marcantes da minha carreira. Um projeto arrancado a ferros, no qual peguei em final de 2005 e que me "levaria" 11 anos. O José Maria Pós-de-Mina entregou-me o dossiê, discutindo-o de perto durante 8 anos. E lá esteve, conforme fiz questão de assinalar, naquela manhã de domingo (18.12.2016).

A conclusão da obra de regularização da Ribeira da Perna Seca - financiamento municipal a 100%, que o Poder Central do PS e do PSD bem que fizeram questão em ignorar a obra - foi um motivo de justificado orgulho para a Câmara Municipal de Moura e para a Junta de Freguesia do Sobral da Adiça.

Ao longo daquela manhã, duas coisas se me começaram a tornar claras: a minha carreira de presidente da câmara aproximava-se (por opção pessoal) rapidamente do fim; a minha ligação aquela aldeia e aos amigos que ali fizera ia ficar para sempre. Não me enganei.

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

MUSEU ISLÂMICO DE MÉRTOLA - 20 ANOS

Pois é. Brincando, brincando já lá vão 20 anos. Uma experiência extraordinária que, em breve, será recordada ao vivo.

A inauguração foi no dia 21 de dezembro de 2001. Foi uma das mais marcantes experiências pessoais, do ponto de vista profissional. E fez parte de um ciclo decisivo. Entre 1998 e 2001 houve as Memórias Árabo-Islâmicas em Portugal, o Portugal Islâmico, Marrocos-Portugal: portas do Mediterrâneo e o Museu Islâmico. Quatro anos alucinantes e que me atrasaram (feliz atraso!) dramaticamente o doutoramento.

Peguei no processo em 1991 e atravessei toda uma década numa angustiosa demanda por causa do financiamento do projeto. A obra custaria cerca de 700.000 euros e o Campo Arqueológico de Mértola não tinha um cêntimo. Como diria, e disse, um célebre dirigente desportivo "está tudo acertado, só falta o dinheiro". Uma tarefa fácil, portanto.

Vou deixar os detalhes para o encontro que virá a ter lugar.

Para já, basta-me um "longa vida ao Museu de Mértola!".

Ver - https://www.museudemertola.pt



segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

O MPLA, ANGOLA E O CONCORDE

Esta história está no twitter do meu amigo José Correia Guedes. Nunca de tal tinha ouvido falar. É um episódio espantoso, não se chegando a perceber se foi distração pura ou provocação política. Não sei porquê, mas vou mais por esta última possibilidade.


domingo, 19 de dezembro de 2021

JOSÉ DIAS COELHO (1923-1961)

Faz hoje, em rigor será logo mais ao fim do dia, 60 anos que a PIDE assassinou, a tiro, numa rua de Alcântara, o militante do PCP José Dias Coelho.

O silêncio na comunicação social (com a exceção da SÁBADO) é, hoje, total. O assunto não é "disruptivo" nem está na moda.

O registo aqui fica, em reconhecimento de todos os que lutaram contra o fascismo.

DANTE NO PANTEÃO NACIONAL

A visita foi em meados de outubro. A jornalista Ana Daniela Soares Ferreira e Alberto Manuel escolheram o Panteão Nacional para mais um programa de A vida privada dos livros.

Porquê? Porque a Divina Comédia é a obra preferida do escritor e bibliófilo. E foi traduzido por Sophia de Mello Breyner Andresen. Durante 15 intensos minutos, e da floresta obscura do ponto de partida, se falou do pecado e do castigo, do falhado regresso à pátria de origem, da retidão medieval, de Virgílio e do poder das palavras. "A arte é parte da nossa alma", sublinhou Alberto Manguel.

De visão obrigatória:

https://www.rtp.pt/play/p9466/a-vida-privada-dos-livros?fbclid=IwAR1W2xsk82_ike02p-PqKoCDGa9srBuWWvt62pLC5IKTeQ36HP7jTOa9p9o



sábado, 18 de dezembro de 2021

O SR. DUARTE DARMAS CHEGOU AO SEU DESTINO...

O livro comparativo da obra de Duarte Darmas com a atualidade está impresso. Um passo decisivo num projeto iniciado em 2004 (!). Em breve começará a divulgação. Na qual terei, com prazer de agradecer a muita gente. Muita mesmo!

Quando me telefonaram da TVM dizendo "aquilo é um metro cúbico de livros" tie um arrepio. Onde guardar? A casa de Moura era a única opção.

Foi um final de manhã épico.

Um pesado recuando na Rua Afonso de Albuquerque, em Moura. Que não é exatamente um boulevard... Os vizinhos a terem de "desestacionar". O troço final da Rua Cardeal Lacerda atravancado. Um happening em plena Salúquia.

Duas paletes de livros. Ou seja, 90 caixas = 1500 volumes.

A casa da minha mãe transformada em depósito de livros. Com a solene promessa de os distribuir rapidamente.


sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

LEMBRAM-SE DO FADO VIKING?

Lembram-se do Povo que lavas no rio em dinamarquês? Isto foi por alturas do EURO 2004. Eu estava convencido (juraria mesmo!) que o anúncio era de uma marca de cerveja. Afinal não...

Em todo o caso, o que conta é aquele capacete decorado e o VOOOLKS a arrancar.