E pronto!, o filmezinho do projeto de Duarte Darmas acaba de chegar às 2.000 visualizações. Um pouco distante dos mais de 200.000.000 bilhetes vendidos de E tudo o vento levou!, mas faz-se o que se pode...
Em todo o caso, por estes dias festejo o bom resultado que isto tem tido.
Por aqui se divulga esta importante iniciativa que vai ter lugar em Granada. Não vou poder estar, mas o tema é, para mim, algo semelhante ao mito do eterno retorno. Desde que o Prof. José Mattoso "me obrigou" a pegar no tema, já lá vão quase 33 anos.
Numa altura em que tanto se fala no "interior", temos a rede nacional de bibliotecas públicas a contrariar a tendência e a demonstrar que, ao menos aí, a realidade é bem outra.
Desde há muito que esta rede se instalou e faz a diferença. É decisivo o trabalho que estas bibliotecas têm vindo a fazer. E é crucial termos gente qualificada nos equipamentos. Porque ter equipamentos só por si pouco (nos) adianta.
Duas páginas na edição de hoje do "Público", num belo e rigoroso trabalho de Lucinda Canelas, vêm, hoje, ampliar bastante a divulgação que tem sido feito deste projeto sobre os desenhos de Duarte Darmas na fronteira alentejana.
A caminhada prossegue. A exposição encerra amanhã em Serpa, para reabrir, logo de seguida, em Mértola. A vila do Guadiana é o sexto ponto de paragem.
Já lá vão 367 dias. A invasão espoletou uma guerra.
Se a invasão é de condenar? Sim, completamente. Não a condenar, num enleio argumentativo (que não está incorreto, mas que foge ao essencial da questão), é um erro trágico.
Se tudo isto foi um acaso ou um capricho de um líder reacionário? Foi tudo menos isso.
Escreve Carlos Matos Gomes: "os atuais lideres europeus — continentais — preferiram ser serviçais numa colónia de um império que está em luta contra o resto do mundo". Pois...
Sinal de modernidade: alguns autocarros da CARRIS têm uns pequenos ecrãs, onde surge o nome da paragem. E há uma voz metálica que anuncia o que estamos a ler. No outro dia, de regresso ao local de trabalho no 28, ao chegar ao Terreiro do Paço, fui surpreendido com esta "leitura": PÊ CE CEDILHADO COMÉRCIO. A estúpida da máquina lê as coisas talqualmente. Pouco preciso, mas mais divertido.
O poema é de Sophia de Mello Breyner Andresen. Lembrei-me ao percorrer, há dias, a Obra poética, e ao rever as minhas folhas de contactos. Onde dei com esta imagem de um pavimento. Faial? São Miguel? Não tenho a certeza.
Raramente vou à Biblioteca Mário Sottomayor Cardia. Ontem, precisei lá ir consultar / tirar uma dúvida em relação a um texto das atas de um congresso realizado há uns bons 25 anos.
A jovem funcionária que me atendeu perguntou se eu tinha cartão de leitor. Respondo que não. Segunda pergunta: "é estudante?". Achei a pergunta normal (há muitos trabalhadores estudantes) e, ao mesmo tempo, divertida.
1. Tenho, aparentemente, ar de quem se interessa por coisas. Daí poder ser estudante.
Houve uma sessão na Sheherazade, na qual fui apresentado como candidato à Câmara de Moura. No início da sessão (acho que foi no início, mas não tenho a certeza) passou este vídeo, que era uma "amostra" do candidato. Por opção minha, ficaram de fora os registos familiares.
Marcaram-se 17 golos na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Noto que 14 desses golos (82%!) foram marcados por jogadores de origem africana. O dinheiro europeu e o do petróleo mandam.
Foi o meu "momento Azucar Moreno" deste início de ano.
Si te importa el qué dirán, y te quieren controlar, recuérdalo bien. Solo se vive una vez Si te quieren amarrar con problemas y demás, no te dejes convencer, Solo se vive una vez
Ontem não consegui ver. Hoje sim. O meu colega e amigo Marco Santos dando cartas na RTP2, ainda por cima no melhor telejornal da televisão portuguesa.
Fath a-Andalus debruça-se, e bem, sobre um período crucial da nossa história medieval. Que continua a ser pouco estudado e sobre o qual este livro lança novas luzes. E agora? Agora é o doutoramento.
Agora que se aproxima do fim, a passo firme, um livro iniciado em 2018 (!), começo a deitar contas ao que "isto foi": 16.000 quilómetros (sem contar Lisboa-Madeira-Lisboa e Lisboa-Faial-São Miguel-Terceira-Lisboa, de esticão e, por junto, em 4 dias) e mais de 11.000 imagens recolhidas.
A imagem de cima data de 25 de setembro de 2020 - 14:35 (Funchal).
A imagem de baixo data de 2 de outubro de 2020 - 01:56 (Angra do Heroísmo).
O mar estava sempre lá ao fundo.
Muitas velas. Muitos remos. Âncora é outro falar... Tempo que navegaremos não se pode calcular.
Vimos as Plêiades. Vemos agora a Estrela Polar. Muitas velas. Muitos remos. Curta vida. Longo mar.
Por água brava ou serena deixamos nosso cantar, vendo a voz como é pequena sobre o comprimento do ar. Se alguém ouvir, temos pena: só cantamos para o mar...
Nem tormenta, nem tormento nos poderia parar. (Muitas velas. Muitos remos. Âncora é outro falar...) Andamos entre água e vento procurando o Rei do Mar.
O recente caso da Sé de Lisboa tem bastante a ver com este colóquio internacional. Fui convidado a participar. Vou retomar Mértola (e Moura..., e alguns sítios mais). No caso de Mértola será uma "reconstrução" do percurso até aqui feito. A começar por um certo Duarte Darmas, prosseguindo por João de Almeida, depois por Christian Ewert, até se chegar aos decisivos contributos de Joaquim Boiça e de Maria de Fátima Barros.
Já não acontecerá, mas um dos sonhos de sempre era visitar a América Latina de uma ponta à outra. Só essa.
Gosto muito desta música, e da letra:
Soy loco por ti, América Yo voy traer una mujer playera Que su nombre sea Marti Que su nombre sea Marti
Loco por ti de amores Tenga como colores La espuma blanca de Latinoamérica Y el cielo como bandera Y el cielo como bandera
etc.
Os autores são Gilberto Gil (n. 1942) e José carlos Capinan (n. 1941). O intérprete, inconfundivelmente, é Caetano Veloso (n. 1942). Ao ver, no outro dia, o vídeo deparei, ao minuto 03:15 com uma imagem de Cuba. Bueno, Cuba es Cuba, pero esta es la nuestra!
Agora é que podemos mesmo dizer: Vivà Cuba! (e o resto nã digo).
Não é uma obsessão, embora uma jovem amiga minha ache que sim. A longa digressão pelo tempo feita por Isak Borg é a de todos nós. O tempo passa e a minha admiração profunda por este filme já sexagenário (também eu, daqui a pouco) adensa-se.
Morangos silvestres tem a ver com a vida de todos nós e, um pouco estranhamente, com o sítio onde agora trabalho.
Na última cena do filme, Isak Borg emana paz. "A face de Victor Sjostrom brilhava”, diria Ingmar Bergman anos mais tarde. Não é evidente que Borg, naquela paz tão perto da morte, tenha encontrado as respostas que queria. Há perguntas sem resposta evidente.
Acompanho com interesse a produção de opiniões e o debate em torno do ChatGPT. As primeiras tentativas que fiz, ao jeito de teste, deram resultados absolutamente pueris. Os dados que saem são piores que a informação da wikipedia.
Na minha área concreta de investigação, que recorre a muíssima informação que não foi carregada na net - muita dela talvez não o venha a ser, por não ser "prioritária" - as coisas são menos complicadas. Noutras, vai-se instalar o caos, com um mais que certo desordenamento da informação. E aí, não há turnitin que nos valha. Um descanso para aqueles alunos universitários para quem as aulas são uma espécie de terapia ocupacional...