terça-feira, 7 de abril de 2009

DOIS BEIJOS PARA A ASAE
















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Segundo o Diário de Notícias de hoje, a "confraria do pão alentejano suspendeu o fabrico por ordem da agência de segurança alimentar". Quais os motivos? Coisas tenebrosas: "falta de higiene, falta de condições técnico-científicas e falta de licenciamento". O que é que raio será a componente técnico-científica?

Querem ciência? Então aqui vai. Num beijo, daqueles como deve ser, trocamos cerca de 400 (quatrocentas!) bactérias: 200 nossas, 200 da parceira ou do parceiro, consoante o género ou a opção. Imagino que se o beijo for repetido ou prolongado, a quantidade de bactérias vai por aí acima, salvo seja.

Ao pé disto, os pães da pobre confraria não passam de uma carícia nos cabelos feita ao de leve com a ponta dos dedos.

A ASAE saberá disto? É que se algum dia eles de tal desconfiarem, bem que nos podemos preparar…

Para amenizar o dia dois belíssimos beijos (todos o são, mas estes são especiais): o da esquerda foi captado pelo repórter americano de origem germânica Alfred Eisenstaedt (1898-1995)
; o da direita pelo imortal Elliott Erwitt.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

AH, LE SOLEIL, LE SOLEIL


http://www.liberation.fr/sciences/0101557517-solaire-ibere

É só seguir o link. O texto saiu no Libération de dia 24 de Março. A partir de AMARELEJA (ALENTEJO, PORTUGAL), o enviado especial FRANÇOIS MUSSEAU dá aos leitores do jornal parisiense uma expressiva imagem do projecto da central fotovoltaica.

A parte divertida da reportagem tem a ver com a dificuldade gaulesa, e não só, em entender a diferença Câmara Municipal/Junta de Freguesia. José Maria Pós-de-Mina é apresentado como presidente das comunidade do concelho, ao passo que Manuel Ramalho é referido como Presidente da Câmara da Amareleja. O essencial, contudo, é que mais uma vez o projecto chega até longe, e neste caso concreto às páginas de um dos mais influentes diários franceses.

A MENINA DO GÁS - III

Concluamos, então, este tema.

Onde foram os publicitários da MENINA DO GÁS buscar a inspiração? Aposto que à sequência inicial do filme F FOR FAKE (1974) de Orson Welles (1915-1985). Durante três minutos (5:30 a 8:30) a esbelta Oja Kodar passeia-se, arrastando atrás das suas pernas os olhares dos mirones, transformados em actores involuntários...

Sigam, por favor, estes dez minutos do começo do filme. E, se tiverem oportunidade, o resto também. Tudo nesta obra difícil de catalogar anda à volta da verdade e da mentira, do que parece real e não é, da imitação das obras de arte, concebidas por um célebre falsário chamado Elmyr de Hory (1906-1976). Ao que parece, também este nome era inventado. Ao longo de mais de uma hora, Welles faz de deus ex machina. E nós ficamos roídos de inveja ante tanta mestria na arte da montagem e tanto divertimento à volta da Arte. O filme está disponível em DVD, embora a cópia que adquiri tenha vindo da Austrália (!).

Para uma visão global da obra do genial americano tentem
http://www.wellesnet.com/




Aqui entre nós, a tal Kodar até é um pouco estilo espirra-canivetes, mas gostos são gostos e o namorado dela era o Orson Welles...

MUSEU GORDILHO - JOALHARIA CONTEMPORÂNEA

O seu a seu dono!
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Recebi esta mensagem do meu amigo e artista plástico Silvestre Raposo, que se refere a um texto que "piquei" não tendo, por lapso, referido o nome do autor:
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Silvestre Raposo disse...
Caro Santiago não me incomoda que um post meu seja copiado para outro Blog. Indicaste neste teu post de onde o retiraste e está correto. Colaste a imagem e todo o texto excepto o nome do seu autor, e o nome está lá. Silvestre Raposo Abraço
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Retirei a seguinte nota do blogue http://casamuseu.blogspot.com/:
É considerado o Pioneiro da JOALHARIA MODERNA PORTUGUESA "DE AUTOR". É o mais premiado e mencionado em publicações e o que mais exposições realizou. Executou desde 1965, protótipos de jóias de sua autoria, para fábricas de ourivesaria de onde foram reproduzidas milhares de peças de alta joalharia, destacando-se o famoso colar-teia com 300 gramas de platina e 150 brilhantes, exibido na Bolsa dos Diamantes de Londres e exposto no Museu Nacional do Traje, em cooperação com a Bienal Lisboa 94/Lisboa Capital Europeia da Cultura. Como escultor, esteve nas mais importantes exposições de arte. Em 1974 fundou a Galeria Tempo-Lisboa e no mesmo ano é apresentada exposição retrospectiva das suas jóias. Realizou a primeira exposição de joalharia em 1963 e a primeira de escultura em Março de 1971. Realizou 60 exposições individuais e participou em cerca de 250 colectivas, no País e no Estrangeiro.

domingo, 5 de abril de 2009

SÓCRATES & CICCIOLINA

Esta imagem vinha no blogue http://5dias.net/
O comentário adicional é meu...



Alguns políticos deviam trazer um rótulo como os maços de cigarros:

"A falta de sentido de humor pode prejudicar gravemente a sua saúde".

Já agora, e antes que também eu seja processado, quem está ali na marmelada com a Cicciolina não é o nosso primeiro. Acho que o Nuno Ramos de Almeida devia ter mais cuidado. O Forte de Peniche está desactivado, mas nunca se sabe...

sábado, 4 de abril de 2009

O PILRITEIRO DA PONTE DO CORONHEIRO

Corrinheiro ou currinheiro? Para o caso tanto faz. Nós dizíamos assim mas nenhuma destas palavras existe; talvez a palavra certa seja coronheiro (aquele que faz coronhas). O sentido bélico dado à árvore faz todo o sentido, mas já lá vamos. O pilriteiro ficava ao lado direito da curva, antes da ponte, à saída para a Póvoa. Ficava na umbria, o que nos dias mais escuros lhe dava um ar de mistério e de medo que a gente não conseguia explicar.

O pilriteiro foi abaixo no outro dia. Há árvores assim, que morrem de pé. E que têm de ser abatidas. O pilriteiro da ponte do corrinheiro era a nossa playstation, os pilritos os nossos DVD. Como nos jogos modernos havia níveis. O elementar, nos ramos mais baixos. O intermédio mais acima, o nível dos profissionais lá no pingurito. O pilriteiro era ponto de peregrinação obrigatória, qualquer que fosse o nosso poiso habitual. É claro que a geografia sentimental da nossa vila tinha outros sítios (a bica do Leão, o pego dos marmeleiros, o dique, as amoreiras da estrada do Sobral), mas nenhum deles tinha o grau de desafio e a exigência do pilriteiro da ponte do corrinheiro. Digo eu, mas outros dirão, decerto, coisa diferente.

Os pilritos chupavam-se depressa, pouca carne até se chegar ao osso. Convertiam-se então em arma letal. Quando comecei a escola primária os caroços eram arremessados com força através de canas. Sopradela aqui, sopradela ali, à cata dos inimigos mais odiosos. Com frequência, a actividade bélica acabava mal, um par de chapadas, armas confiscadas, amargura e castigos. Quando terminei a escola primária, as canas tinham dado lugar, sinal dos tempos, a tubos de plástico, sobras de trabalhos de electricidade, diligentemente pedidos na loja do sr. Chico Araújo. Nós gostávamos dele porque nos aturava com os pedidos de armas mas também porque tinha um Ford Cortina com uma buzina que fazia “muuu”, assim como uma vaca, para gáudio da malta. É claro que todos nós sonhávamos vir a ter um dia um Ford Cortina branco e de capota preta, com mudanças no volante e um banco corrido à frente, que fizesse “muuu”, como uma vaca, e da janela do qual pudéssemos alvejar mortiferamente os nossos inimigos mais odiosos com os caroços dos pilritos.

Nos últimos anos o pilriteiro envelhecera e ameaçava cair um dia em cima de quem lhe passava por perto. A popularidade de outros dias esfumara-se. Já não era um desafio. Já não fazia parte dos percursos dos mourenses mais novos. Era apenas uma árvore: raízes, tronco, ramos e folhas. Nada mais. A sentença estava ditada. Foi cortado e desapareceu para todo o sempre. Não havia outro remédio, mas, naquela manhã, ao chegar da Amareleja, não pude deixar de, rapidamente, rever os dias e as horas passadas à volta daquela e de outras árvores que fizeram, e fazem, parte da vida e do tempo de tantos de nós.

Se não estou em erro o modelo do Ford era este. Foi um carro popularíssimo no final da década de 60, início da de 70. Ainda hoje conta com uma enorme legião de fãs. Uma rápida pesquisa na net permitiu localizar chats, foros, páginas web etc.

O texto foi publicado há pouco tempo no jornal A PLANÍCIE.

A MENINA DO GÁS - II


Um velho e querido amigo meu mandou este comentário a propósito do spot da GALP. Recebi-o por mail, mas não no blogue. Deixo-o à vossa consideração, para eventual ponto de partida de debate sobre o tema.

Pouco me importa como é distribuído o gás no Vaticano. Para mim o que é desumano é o aproveitamento do corpo de uma pessoa, para passar a mensagem da existência de uma botija de gás fácil de transportar. Não se trata de defender moralismos. Mas porque é que os criativos publicitários não produziram (mesmo que fosse com uma mulher) uma situação de quotidiano. Por exemplo, alguém que vai à loja e a quem o vendedor diz que já pode pegar na bilha e levar sózinha para casa. O que se passa naquele spot publicitário é simplesmente a exploração do corpo humano. E a minha pergunta é esta: qualquer um de nós, que reconhece atributos de qualidade àquela publicidade, gostaria de ver, na mesma situação, a sua mulher ou a sua filha? Se cada um de nós responder positivamente, em consciência, a esta questão, então poderá afirmar que a publicidade à «menina da bilha da GALP» está perfeita, exemplar. A propósito: todos sabemos (e não sejamos ingénuos) que ao empregarem a expressão da «menina da BILHA», os publicitários tiveram uma intenção, camuflada, para como que a provocar o animalesco dentro de nós. A própria composição cenográfica do spot pretende o quê? Finalmente, este comentário não pretende ser moralista. Porque reconheço a qualidade de bons spots publicitários de lingerie, nos quais são naturalmente «utilizados» mulheres bonitas...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

DORIS DAY

Doris Day cumpre hoje 85 (segundo uns registos) ou 87 anos (segundo outros). Quando era aluno da Escola Preparatória, em 1973-74, os meus almoços eram acompanhados pelo Doris Day Show, que passava no RTP1 à uma e e meia da tarde das quintas-feiras. Meu Deus, como eu odiava a Doris Day e as músicas xaroposas da Doris Day!
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Depois passaram os anos, como frisava hoje a Fátima. E agora é claro que gosto imenso de Doris Day. Hesitei entre o "Que sera, sera", do grande filme O homem que sabia demais e este Dream a little dream of me, que quase toda a gente pensa que é um original dos Mamas and Papas. É claro que eu também pensava assim, escuso de estar a armar...
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A canção data, na realidade, de 1931, e conheceu inúmeras versões.
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Parabéns a você.





Fica aqui o curioso link que está disponível na wikipedia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Dream_a_Little_Dream_of_Me

quinta-feira, 2 de abril de 2009

AMARELEJA

Fui roubar esta inspiração ao blogue AMARELEJANDO (aqui mesmo ao lado).
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Por razões pessoais e sentimentais - depois dos 40 ligamos mais a estas coisas... - e porque é na Amareleja que está o maior projecto de investimento jamais feito no concelho de Moura, a partir de uma iniciativa municipal. Voem sobre a Amareleja e mergulhem depois na vida da vila.


terça-feira, 31 de março de 2009

POEMA DA FLOR PROIBIDA

Por detrás de cada flor
há um homem de chapéu de coco e sobrolho carregado.
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Podia estar à frente ou estar ao lado,
mas não, está colocado
exactamente por detrás da flor.
Também não está escondido nem dissimulado,
está dignamente especado
por detrás da flor.
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Abro as narinas para respirar
o perfume da flor,não de repente
(é claro) mas devagar,
a pouco e pouco,
com os olhos postos no chapéu de coco.
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Ele ama-me. Defende-me com os seus carinhos,
protege-me com o seu amor.
Ele sabe que a flor pode ter espinhos,
ou tem mesmo,
ou já teve,
ou pode vir a ter,
e fica triste se me vê sofrer.
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Transmito um pensamento à flor
sem mover a cabeça e sem a olhar
De repente,
como um cão cínico arreganho o dente
e engulo-a sem mastigar.

Em Portugal não gostamos muito de flores nem de jardins. Há quem goste, claro. Mas o mais frequente, e em especial no sul, onde a sombra falta, é que se peça às autarquias que venham cortar esta ou aquela árvore. O que não deixa de ser estranho e contraditório.

O poema de António Gedeão (1906-1997), mais esta paradisíaca pintura de Henri Rosseau (1844-1910), intitulada O sonho, vão por outro caminho. Embora o poeta acabe comendo a flor...

MR. OBAMA AND MR. LEWIS

O estado de graça em que se encontra ainda não deu para análises. Até agora corre tudo bem. No início corre sempre tudo bem. É Obama um velocista ou um corredor de fundo? É o homem dos sound bites ou das teses elaboradas? É cedo para saber a resposta.

Mr. Lewis era um velocista. E embora a Pirelli seja mais conhecida pelos seus calendários de mulher pelada, como dizem os nossos irmãos brasileiros, ficou célebre este cartaz do corredor com uns sapatos vermelhos de salto alto. Não estou à espera de ver Obama de saltos altos, mas nunca se sabe...

A potência sem controlo de nada serve? Sem dúvida.

segunda-feira, 30 de março de 2009

E MAIS UM POUCO DE NONSENSE EM FIM DE TARDE

NOIVADO
Estendeu os braços carinhosamente e avançou, de mãos abertas e cheias de ternura.

- És tu Ernesto, meu amor?
Não era. Era o Bernardo.
Isso não os impediu de terem muitos meninos e não serem felizes.
É o que faz a miopia.


Não sei se Mário-Henrique Leiria (1923-1980) tem junto dos adolescentes de hoje a mesma popularidade que tinha no final dos anos 70. Afinal, os gostos e os hábitos mudam em cada geração. E a bolsa de escritores é volúvel. Passados trinta anos, continuo a achar irresistível o estilo sardónico deste português pouco vulgar.

OBAMA AT THE FAUCHON

Os franceses, hélas, queixam-se que os americanos não lhes passam cartão. Pelo menos é que se diz que o presidente Sarkozy diz do presidente Obama.

E agora, quando o presidente Obama está prestes a iniciar uma visita a França, resta a Sarkozy vencê-lo pelo charme. Não será difícil. Esta pequena história verídica ilustra bem o fascínio dos yankees pelo estilo gaulês:

Uns dias antes do Natal, a bicha à porta do Fauchon, talvez a mais célebre charcutaria de Paris, serpenteava pelo passeio. Ainda a palavra “crise” não era pronunciada e as coisas, caríssimas, que o Fauchon vende ainda eram compradas. Às tantas, sai um dos empregados, devidamente uniformizado, e começa, com toda a elegância, a distribuir flûtes de champanhe pelos clientes. Um gesto chique, à boa maneira francesa. A Júlia riu a bom rir, como faz cada vez que me recorda a história, quando viu um grupo de inconfundíveis turistas americanos especados a meia dúzia de metros, extasiados com a cena. Já lá vão uns anos mas as frases entusiasmadas, quase aos gritos, dos turistas não se apagam da sua memória: “Oh, my goodness! Just look at that! They are giving champagne to the customers… That´s so chic… But, of course, it’s the Fauchon!”.

Está visto, se a geopolítica passar por aí é levar o homem ao Fauchon…


Para quem tiver curiosidade aqui fica o endereço: www.fauchon.com

domingo, 29 de março de 2009

O ALMOÇO NA RELVA

Há cerca de dois meses publiquei aqui um post intitulado:
http://avenidadasaluquia34.blogspot.com/2009/02/variacoes-sobre-o-tema-de-olympia.html

Nele se recolhiam um conjunto de imagens que retomavam um célebre quadro de Manet. O tema de hoje é o não menos célebre Le déjeuner sur l'herbe, pintado pelo mesmo autor em 1863. O escândalo foi imenso, sobretudo pela contraposição entre a mulher nua e os dois homens completamente vestidos. O quadro está hoje no Museu d'Orsay, em Paris.

Detalhe final: a mulher tem a cara da modelo preferida de Manet, Victorine Meurent, mas o corpo é o da mulher do pintor, Suzanne Leenhoff...


Localizei cerca de 50 obras feitas a partir do quadro de Manet. Há de tudo um pouco, desde trabalhos de consgrados a outros de anónimos, e bem menos conseguidos. Há capas de discos, instalações e fotografias. Seleccionei uma série delas e publiquei-as, sem preocupações com datas ou indicações de autoria.





Site do Museu d'Orsay: http://www.musee-orsay.fr

OZ: SUGESTÃO ANÓNIMA

Um(a) anónimo(a) mandou-me este link. Para todos os que têm saudades dos Marretas e de Oz. Bom domingo.

sábado, 28 de março de 2009

AS ILUSÕES DESTA VIDA...

As ilusões desta vida
São como as ondas do mar
Umas não chegam à praia
Outras morrem ao chegar.




O verso é do escritor Manuel Laranjeira (1877-1912) e foi-me mostrado pelo escultor José Aurélio (n. 1938), porque ilustrava uma peça que tinha concebido. Fica bem, creio eu, acompanhado por esta Noite estrelada sobre o Ródano, pintada em 1888 por Vincent van Gogh (1853-1890).
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Algumas informações adicionais: há um site interessante sobre a obra de Van Gogh: www.vangoghgallery.com. Sobre José Aurélio sugere-se uma visita a: www.armazemdasartes.pt.

sexta-feira, 27 de março de 2009

EVERY TIME WE SAY GOODBYE

Um belo dia Deus desceu à Terra e tocou nas costas do sr. Cole Porter. Foi nessa altura, corria o ano de 1944, que ele se sentou ao piano - foi seguramente ao piano - e compôs "Every time we say goodbye I die a little" (Cada vez que nos despedimos morro um pouco). As palavras são excessivas e dispensáveis. A minha interpretação favorita é a de Ella Fitzgerald (1917-1996), mas, por agora deixo-vos esta outra, não menos comovente, de John Coltrane (1926-1967).

MUSEU GORDILHO - JOALHARIA CONTEMPORÂNEA

O processo tem uns anos. Não muitos, felizmente. Tudo começou quando o designer e artista plástico Alberto Gordillo pôs à consideração da Câmara a possibilidade de doar à autarquia a sua colecção de joalharia. Alberto Gordillo, natural de Moura, é uma figura de primeira linha das artes plásticas nacionais e a abertura, na nossa cidade, do Museu Alberto Gordillo de Arte Contemporânea, constitui uma mais-valia para o concelho.
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A unidade museológica ficará instalada em pleno centro histórico da cidade, num imóvel utilizado até há vinte anos como quartel dos bombeiros. O projecto de reabilitação, da arquitecta Patrícia Novo (CMM), prevê a instalação de um espaço expositivo no piso 0 e o funcionamento de ateliês e áreas de trabalho no piso 1. A obra, orçada em 465.000 €, está em curso, devendo estar concluída antes de final do ano.
A abertura do Museu Alberto Gordillo de Joalharia Contemporânea será acompanhada pelo lançamento do respectivo catálogo, da autoria do historiador de arte Rui Afonso Santos (Museu do Chiado).

Retirei a seguinte nota do blogue http://casamuseu.blogspot.com/:

É considerado o Pioneiro da JOALHARIA MODERNA PORTUGUESA "DE AUTOR". É o mais premiado e mencionado em publicações e o que mais exposições realizou. Executou desde 1965, protótipos de jóias de sua autoria, para fábricas de ourivesaria de onde foram reproduzidas milhares de peças de alta joalharia, destacando-se o famoso colar-teia com 300 gramas de platina e 150 brilhantes, exibido na Bolsa dos Diamantes de Londres e exposto no Museu Nacional do Traje, em cooperação com a Bienal Lisboa 94/Lisboa Capital Europeia da Cultura. Como escultor, esteve nas mais importantes exposições de arte. Em 1974 fundou a Galeria Tempo-Lisboa e no mesmo ano é apresentada exposição retrospectiva das suas jóias. Realizou a primeira exposição de joalharia em 1963 e a primeira de escultura em Março de 1971. Realizou 60 exposições individuais e participou em cerca de 250 colectivas, no País e no Estrangeiro.

Peças de Alberto Gordillo
Edifício do Museu Alberto Gordillo

Projecto do museu (corte com esquema da exposição)

quinta-feira, 26 de março de 2009

POR CIMA DO ARCO-ÍRIS



O Feiticeiro de Oz já tem 70 anos. E nem uma ruga. Em princípio, é um filme para crianças. Nunca me canso de o ver. A realidade é a preto e branco, o sonho é a cores. Dorothy parte para o sonho e depois não sabe como como regressar ao Kansas. Já nos aconteceu a todos, não saber como e para onde regressar. O momento em que, ainda antes de partir, canta Somewhere over the rainbow é de uma rara e perene beleza.


Os blogues são pessoais, claro. Mas ao colocar aqui hoje estas imagens e estes sons fi-lo a pensar nos amigos de Moura.

quarta-feira, 25 de março de 2009

MÉRTOLA - TRINTA ANOS DEPOIS

É hoje inaugurado o circuito de visitas da alcáçova de Mértola.
a
Trinta anos passaram sobre o início dos trabalhos, era então presidente da câmara o Dr. Serrão Martins. A máquina do tempo é rápida e terrível: 1982 foi o ano da inauguração do primeiro museu na Igreja da Misericórida; 1986 - primeiras candidaturas aos projectos da JNICT; 1988 - inauguração do núcleo romano; 1993 - abertura da basílica paleocristã; 1998 - exposição Portugal Islâmico no Museu Nacional de Arqueologia; 2001 - inauguração do Museu Islâmico; 2008 - início do funcionamento do mestrado Portugal Islâmico e o Mediterrâneo. Pelo meio, houve projectos, a revista Arqueologia Medieval, textos e teses, debates e exposições, o Prémio Pesso atribuído a Cláudio Torres e tudo o mais que não cabe num curto texto.

E agora? E agora depois do acordo entre o CAM e o Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e do Porto? E agora, que a fase festiva já passou? O futuro aponta para um aprofundamento e uma intensificação da investigação científica. Sem perder de vista a componente dos museus, base essencial do nosso trabalho.

Hoje, a alcáçova fica à disposição do público. Será lançado um livro onde se faz um rápido balanço destas três décadas de actividade. E fica, naturalmente, a perspectiva da continuação de um trabalho de escavação na alcáçova, que sempre será o coração deste projecto.

Agora, que o futuro nos espera ao virar da esquina, temos a obrigação de continuar.


Mértola e uma proposta de reconstituição do bairro islâmico (sécs. XII-XIII), contemporâneo desta imagem, da obra Bayad wa Ryad. Mais informações sobre o Campo Arqueológico de Mértola em www.camertola.pt. Veja-se também a página web do município: www.cm-mertola.pt.