sexta-feira, 10 de outubro de 2014

ENTRE MYRTILIS E MARTULAH - ARQUITETURA ENTRE ROMA E O ISLÃO

O passado persegue-me. Literalmente. Uma exposição preparada pelo meu colega e amigo Virgílio Lopes e por mim em finais de 2010 (!) é agora reinaugurada. Eis, de novo, ARQUITECTURA DE MÉRTOLA ENTRE ROMA E O ISLÃO. Agora no salão nobre da Assembleia da República. Dia 16, às 14h 30. Lá estarei, bem entendido.

Esta parte da minha vida, que continua presente, está também ligada a uma parte do meu percurso em Moura. Período importante da evolução histórica do sul, a Antiguidade Tardia é tudo menos evidente. Há cerca de dez anos escrevi, algures, isto:

Imagine-se um cenário teatral, onde decorre uma acção e sobre o qual a luz dos projectores incide apenas a espaços. A maior parte do enredo desenrola-se na penumbra e ouvem-se algumas vozes, nem sempre perceptíveis. No final somos obrigados a tentar reconstituir o conjunto da narrativa, apesar dos dados serem insuficientes e de não termos conseguido visualizar a maior parte das coisas que aconteceram. A história do território de Beja e a de Mértola e do seu termo na Idade Média correspondem bem a este cenário.

Continuo a ter a mesma perspetiva.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

PATRICK MODIANO

Só li um livro de Patrick Modiano, mas esse mereceu-me um entusiástico elogio aqui no blogue, em 7.12.2011 (v. aqui). Fiquei surpreendido ao ouvir o nome dele como novo Nobel da Literatura. Mas fiquei, também, contente. Não há muita gente capaz de escrever livros como aquele.



Registo do tempo que passa...

AINDA O CREPÚSCULO

Do crepúsculo bucólico ao final de tarde urbano. O poema de Antonio Machado (1875-1939) talvez não tenha muito a ver com a tela hiperrealista de Marc Trujillo (n. 1966, em Albuquerque, Novo México). Mas a luz é comum a ambos. Ainda o crepúsculo, nestes dias em que a luz é a melhor do ano.



CREPÚSCULO


Caminé hacia la tarde de verano
para quemar, tras el azul del monte,
la mirra amarga de un amor lejano
en el ancho flamígero horizonte.
Roja nostalgia el corazón sentía,
sueños bermejos, que en el alma brotan
de lo inmenso inconsciente,
cual de región caótica y sombría
donde ígneos astros, como nubes, flotan,
informes, en un cielo lactescente.
Caminé hacia el crepúsculo glorioso,
congoja del estío, evocadora
del infinito ritmo misterios0
de olvidada locura triunfadora.
De locura adormida, la primera
que al alma llega y que del alma huye,
y la sola que torna en su carrera
si la agria ola del ayer refluye.
La soledad, la musa que el misterio
revela al alma en sílabas preciosas
cual notas de recóndito salterio,
los primeros fantasmas de la mente
me devolvió, a la hora en que pudiera,
caída sobre la ávida pradera
o sobre el seco matorral salvaje,
un ascua del crepúsculo fulgente,
tornar en humo el árido paisaje.
Y la inmensa teoría
de gestos victoriosos
de la tarde rompía
los cárdenos nublados congojosos.
Y muda caminaba
en polvo y sol envuelta, sobre el llano,
y en confuso tropel, mientras quemaba
sus inciensos de púrpura el verano.

NO SEMINÁRIO DIOCESANO

Uma tarde interessantíssima, no Seminário Diocesano, em Beja. Estavam sobre a mesa as parcerias e colaborações nas áreas sociais, culturais e patrimoniais. Ideias cruzadas entre as autarquias e a Igreja.

O ponto crucial foi a intervenção, de grande nível, de Alfredo Bruto da Costa. Sensibilidade, cultura, conhecimento técnico, capacidade de comunicação e faltam-me as palavras para classificar o que foram as perspetivas dadas sobre temas sociais por parte de alguém que vê a prática religiosa a partir do terreno.

O momento burlesco da sessão ocorreu quando um elemento do público - presidente de uma junta de freguesia, salvo erro - resolver fazer uma graçola, declarando-se "ateu, graças a Deus". Foi muito bem pensado...

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

BOSRA

Recebo, regularmente, informações da arqueologia na Síria através de um grupo no facebook. Mantenho contactos com dois colegas e amigos daquele país: Samer Abdel-Ghafour (hoje a viver em Roma) e Haytham Hasan (atual diretor de Monumentos e Antiguidades da Síria). Conheci-os em circunstâncias bem diversas. Fui colega do Samer no projeto Discover Islamic Art. Um pândego, cuja descontração tirava do sério a severa Eva Schubert, a austríaca que dirigia o projeto. O Haytham andava a preparar o doutoramento em Paris, onde me cruzei com ele várias vezes. Reencontrei-o na escavação de Masyaf, a curta distância de Hama. Uma tarde fraterna, com um almoço de fidaws e chá à mistura.   Aconselhou-me a visitar Bosra. Os sítios romanos não eram o meu primeiro objetivo e não tinha pensado incluir a cidade no meu roteiro. Não ter ido a Bosra, já perto da fronteira jordana, teria sido um perfeito disparate.

A cidade romana "vive" no meio de um quase bairro de lata. O sítio vive em permanente reciclagem e reutilização. Um aproveitamento de uma realidade anterior, fora de todas as normas, um pouco como constataria, anos mais tarde, em Bamako. No meio de Bosra pontifica o teatro, um monumento imponente transformado em fortaleza na Idade Média. A Arte, o Caos, a Arquitetura, a Decadência, numa simbiose que não voltei a ver.

A minha paixão por Bosra, e pela Síria, mantém-se intacta, todos estes anos volvidos. "Agravada" pela quase certeza que lá não voltarei...

terça-feira, 7 de outubro de 2014

EH PÁ, A CIÊNCIA PÁ... LEMBREM-SE DA CIÊNCIA, MANOS...

Mais uma descoberta da pólvora. Depois de anos a fio a dar cacetada nos centros de investigação e a acumular cortes nos domínios de I&D, agora Cavaco Silva, Presidente da República, descobre a Ciência. Uf! Graças a Deus! O Todo Poderoso seja louvado. É desta!


O produto interno bruto (PIB) aplicado em ciência e desenvolvimento em Portugal, um indicador que revela o esforço global de um país nesta área, iniciou uma tendência de descida no final do último governo de José Sócrates, que se acentuou durante o actual Governo social-democrata de Pedro Passos Coelho. O PIB em ciência atingiu o ponto mais alto de sempre em 2009 – 1,64% do PIB –, descendo depois em 2010 para 1,59% e, novamente, em 2011 para 1,52%, já com metade deste último ano tendo Passos Coelho em funções. O PIB em ciência desceu outra vez em 2012, passando para 1,50% (não é ainda conhecida a percentagem para 2013).

No "Público" de ontem.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

AO CORRER DO TEMPO

Os reis da estrada foi o sexto filme de fundo de Wim Wenders. Uma obra de juventude, áspera e imatura. Em Portugal, teve o título, bem mais poético, de Ao correr do tempo. Vi-o talvez em 1981 ou 1982, quando vi alguns dos filmes mais marcantes da minha vida. A trama do filme já se me varreu da memória. Recordo os pouquíssimos diálogos do filme, a magnífica fotografia em preto e branco e aquele deambular "existencialista" de dois amigos em estradas infindáveis. Percebi, nessa altura, que a lógica americana das imagens (entradas, saídas, corredores, upstairs, downstairs) tinha como contraponto outra forma de respirar e outro modo de sentir as narrativas.

Ao correr do tempo, de 1976, e a permanente procura das coisas, é a escolha cinéfila da semana.

domingo, 5 de outubro de 2014

QUE FAREMOS COM ESTA HISTÓRIA?

Em poucas palavras: esta polémica dos bustos na A.R. não faz sentido. Aproveite-se a oportunidade para explicar aos mais novos o que foi o fascismo, quem foram Carmona ou Tomás. Há há muito estudante universitário que vê esse período da nossa História como algo tão distante como Plutão...

Sinceramente, nunca tive muita pachorra para virgens ofendidas. Por que motivo só agora dedico umas linhas ao tema? Dou aos assuntos a importância que me merecem. Apenas isso.

sábado, 4 de outubro de 2014

AINDA LIVROS... AINDA MÉRTOLA... MOURA SEMPRE...

Anúncio de dois livros. Um está terminado (em duas edições, português e inglês) e nele colaborei, quando estava ao serviço da Universidade de Coimbra. Refiro-me ao catálogo do Museu de Mértola, que acaba de sair. Uma edição magnífica, com uma capa que é das melhores que já vi. O outro está quase, quase. A memória das escavações arqueológicas do Castelo de Moura, trabalho também para a U.C., foi escrito em tempos, impresso parcialmente e depois interrompido. Dois dos autores mudaram de vida em outubro de 2013 e foi graças ao trabalho de tricot do terceiro autor (neste caso uma autora), e de um par de noites quase em branco, que o manuscrito do primeiro volume se concluiu.

Claro que não me livrarei de ouvir mais meia dúzia de dichotes. E de mais uns quantos insultos anónimos. Mas, se assim não fosse, qual era a graça disto?

Lançamento do livro mourense - dezembro de 2014, se não houver mais imprevistos... E vai ser num sítio inesperado (fica o alerta).



SETE PECADOS CAPITAIS

Os cortes de há pouco, na Assembleia Municipal, trouxeram-me à memória um excerto da Carta de Portugal, de Mary McCarthy. Já aqui aludi a este curioso texto, do qual transcrevo a seguinte passagem, sobre as idas ao cinema em Portugal (a carta data de 1955):

Os filmes são bastante cansativos, com muitos intervalos, e muito cortados pela censura; quando "os sete pecados mortais", um filme francês, estreou em Lisboa, já só restavam quatro pecados mortais.


Presumo que se trate de uma referência a Les sept péchés capitaux, uma produção franco-italaiana de 1952, com sketches realizados por Yves Allégret, Claude Autant-Lara, Eduardo De Filippo, Jean Dréville, Georges Lacombe, Carlo Rim e Roberto Rossellini. O da luxúria devem ter cortado. Os outros não sei...

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

AMÉRICA

Eis o segundo continente. A América e Stuart Davis (1892-1964), um pintor vibrante, colorido, antepassado da pop. Este Hot Still-Scape for Six Colors - 7th Avenue Style, de 1940, sugere bem a juventude e o colorido que associamos ao continente.

Não menos americanas são as profundas contradições sociais que, se não estavam no horizonte de Davis, marcaram o percurso e as opções políticas de Cândido Portinari. Outra América...



O poema de Walt Whitman (1819-1892), intitula-se, justamente, America. Os quadros estão no MFA, de Boston, e no Museu Nacional de Belas-Artes, no Rio de Janeiro.
Centre of equal daughters, equal sons, 
All, all alike endear’d, grown, ungrown, young or old,
Strong, ample, fair, enduring, capable, rich, 
Perennial with the Earth, with Freedom, Law and Love,
A grand, sane, towering, seated Mother,
Chair’d in the adamant of Time.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O PÃO E O PAIO E O PRESUNTO

Se uma coisa define o bicho-homem é aquilo que come. E aquilo que procura e de que tem saudades. Aquela minha amiga achava tudo maravilhoso em Las Vegas. Las Vegas, no Novo México, não no Nevada, que esta é terra de jogo e perdição e casamentos à saída dos casinos. A minha amiga achava, pois, tudo muito melhor que no cantinho natal. A escola, o ambiente, o clima e os passeios. E a comida, claro. A comida era fantástica, deixando até a léguas qualquer paparoca caseira...

Continua tudo magnífico (podia dizer cinco estrelas mas odeio a expressão cinco estrelas). Bom, quase tudo. Desaparecido o fascínio inicial por tudo, mesmo tudo, fica aquela coisa do palato, que é por ele que começamos a sentir saudades de casa. E que é sempre pelo ponto onde regressamos à infância.

Da moça tão urbana – pizzas, mcnuggets (blagh!) e outros mcjunk – chega um mail lancinante. Queria um pouco de presunto e um pouco de paio. E um pouco de pão. Se possível de Monte Fialho, o monte no meio da serra de onde sai um daqueles que já quase não há.

A encomenda ficou por uma pequena fortuna. As carnes iam naquelas embalagens modernaças, vácuo e tal, para não se estragarem e não federem. O pão – chega em 3-dias-3, minha senhora, disseram nos cê-tê-tê – num saco de plástico, cuidadosamente dobrado. Imaginei sandes de presunto e de paio, partilhadas com as colegas espanholas, em genuíno festim mediterrânico. Passa uma, duas semanas e a encomenda chega. Quando vi a fotografia no facebook torci-me de riso. O pão transformara-se numa colónia de bolor e nem o miolo se aproveitava para manjar... Ainda assim, o paio e o presunto fizeram as delícias da colónia mediterrânica, mesmo em sandes de mcbimbo.


Quando em dezembro voltar à Pátria para as férias do Natal imagino reinvindicações meridionais. O pão, o tal de Monte Fialho, mais o paio e o presunto. E o queijo, aquele dos Cotéis ou o da Abelheira. E migas, claro, que é coisa que não se faz com pão de plástico. Neste entretanto, uma coisa a minha amiga já percebeu. Há, felizmente, patrimónios de infância que nunca nos deixam. Ela poderá ter saído de Mértola para sempre. Mas há sempre qualquer coisa de Mértola que nunca a deixará.


Crónica publicada ontem, em "A Planície"

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

LUÍS OSÓRIO É PRIMEIRO JORNALISTA PANTONE 720 A SUBDIRIGIR UM DIÁRIO

António Costa é "... o primeiro não branco a liderar um grande partido em Portugal (uma excelente notícia)...". Luis Osório dixit. No jornal i, que ele subdirige, com um paternoracismo que me faz recordar uma colega de liceu que afirmava, com convicção, "o Sidney Poitier, apesar de preto, é bonito".

Só isso, o paternoracismo, explica que as origens orientais sejam, por si, uma excelente notícia. Admito, contudo, que a falha seja minha.

Falando em coisas relevantes, acho que a cor do Luís Osório é um Pantone 720. Mas nestas coisas sou um pouco pitosga. Haverá, decerto, um amigo designer que me ajude.



Confiram isto do pantone em www.pantone.com

MEHR LICHT

Mais luz, pedia o poeta, no momento em que se apagava. Era também o que se pedia ao Matadouro. A primeira fase de um longo e difícil processo de reabilitação está quase terminada. A quase ruína no meio da cidade vai ganhar nova vida. E uma dignidade que o edifício há muito perdera. Os testes de luz, que ontem tiveram início, aí estão para o provar.

A exposição de abertura, no outono de 2015, terá a água como elemento central.

Dentro de três anos se fará uma avaliação do que foram estes anos (2007-2017) de reconversão do centro de uma cidade. Das dezenas de intervenções. Do projeto à finalização da obra vão muitas horas de trabalho duro. “Um objetivo sem um plano é apenas um desejo”? É mais ou menos isso.


Matadouro Municipal - c. 1920

Matadouro Municipal - 2009

 Matadouro Municipal - 30.9.2014

Matadouro Municipal - 30.9.2014

Matadouro Municipal - 30.9.2014

terça-feira, 30 de setembro de 2014

A SÉRIO? TÊM A CERTEZA? MESMO, MESMO?


O Estado a abrir os cordões à bolsa (qual, já agora?)?
Investimento público?
Infraestruturas?

Temo que o FMI tenha sido tomado de assalto por um perigoso bando de comunistas...

A UNDÉCIMA EMPRESA: WINE BOX / ENCOSTAS DE ALQUEVA

Empresas e matching funds em Moura? A vida tem destas coisas. A primeira empresa a manifestar interesse no projeto foi uma que não foi contactada...

Acolhamos com entusiasmo a empresa Wine Box / Encostas de Alqueva. Operam a partir do eixo Granja-Amareleja, mas já chegaram ao TagusPark, onde estão na loja 133.

Obrigado!

Site: http://www.encostasdealqueva.pt

A CAMA VALLIUM E O FUNCIONÁRIO CANSADO

Não é uma confissão... Ainda que o mês de setembro tenha sido rápido. A cama vallium, de Joana Vasconcelos, é uma interessante escultura, que pertence à coleção António Cachola. Data de 1998. Quarenta anos anos, António Ramos Rosa escrevera o poema dum funcionário cansado.

Termine-se assim setembro...


Poema dum funcionário cansado

A noite trocou-me os sonhos e as mãos
dispersou-me os amigos
tenho o coração confundido e a rua é estreita
estreita em cada passo
as casas engolem-nos
sumimo-nos
estou num quarto só num quarto só
com os sonhos trocados
com toda a vida às avessas a arder num quarto só

Sou um funcionário apagado
um funcionário triste
a minha alma não acompanha a minha mão
Débito e Crédito Débito e Crédito
a minha alma não dança com os números
tento escondê-la envergonhado
o chefe apanhou-me com o olho lírico na gaiola do quintal em frente
e debitou-me na minha conta de empregado
Sou um funcionário cansado dum dia exemplar
Por que não me sinto orgulhoso de ter cumprido o meu dever?
Por que me sinto irremediavelmente perdido no meu cansaço?

Soletro velhas palavras generosas
flor rapariga amigo menino
irmão beijo namorada
mãe estrela música
São as palavras cruzadas do meu sonho
palavras soterradas na prisão da minha vida
isto todas as noites do mundo numa só noite comprida
num quarto só.

António Ramos RosaO Grito Claro, 1958

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

ENSINO SUPERIOR - EMPRESAS E MATCHING FUNDS EM MOURA

Como duplicar fundos?
Como envolver empresas na área social e educativa?
Como fazer com que essas empresas tenham retorno (fiscal e em termos de força laboral) do investimento feito?
Será possível fazer mais e melhor conjugando o investimento público e o privado?
Foram essas as questões que me coloquei e que levaram a Câmara Municipal de Moura a lançar um desafio de apoio a bolsas de estudo a 10 (dez) empresas do concelho de Moura. Aguardo, com evidente interesse e curiosidade, as respostas que iremos ter.


Teor do ofício remetido na passada semana: 

A Câmara Municipal de Moura apoia, desde há muito, os jovens estudantes do concelho de Moura, através da atribuição de bolsas de bolsas de estudo para alunos do Ensino Superior.

Consideramos que este esforço deve ser ampliado, através da participação de agenteseconómicos do concelho na área educativa. Trata-se de uma forma de envolver diretamente a sociedade civil num processo de desenvolvimento que a todos diz respeito. Preconizamos a criação de novas bolsas. a funcionarem de acordo com um sistema de matching funds. Ou seja, iremos convidar dez empresas instaladas no nosso concelho a participarem neste projeto, segundo um esquema de funcionamento que se deverá guiar pelas seguintes normas gerais:

* A atribuição de uma bolsa de estudo para o ensino superior, no montante anual de 2000 euros, a repartir em partes iguais entre a empresa e a Câmara Municipal;

* A bolsa será atribuída mediante uma avaliação, onde serão ponderados fatores de mérito académico e de apoio social. Critérios mais precisos serão definidos antes do processo de seleção ter início;

* A bolsa estará, obrigatoriamente, ligada à área técnica em que a empresa desenvolve a sua atividade;

* O alunos terá, obrigatoriamente e em moldes a definir antes do processo de seleção ter início, de colaborar de forma ativa e não remunerada com a empresa que o apoia.

Assim, em conclusão, vimos por este meio convidar a vossa empresa a integrar este projeto, cujo início terá lugar no ano letivo de 2015/2016.


Deixamos à consideração de V. Exa. esta nossa intenção, a ser debatida e aprofundada, quando lhe parecer conveniente. 

UM ANO DEPOIS


As eleições autárquicas foram há um ano. Nesse dia fui à Póvoa de S. Miguel celebrar a vitória. Hoje também irei, para celebrar o dia 29 de setembro de 2013. E para participar nas festas do padroeiro.

No dia 20 de outubro farei um balanço sobre este ano que passou.

domingo, 28 de setembro de 2014

A PROPÓSITO DO IMI NO CONCELHO DE MOURA

Causou grande agitação aqui no burgo a notícia de baixa do IMI decidida por uma câmara do distrito de Beja. Hossana nas alturas! Aleluia! Milagre! Isto sim, são câmaras comodevedeser! Teria a Câmara de Moura coragem para mexer nesta taxa?

Curiosamente, mexer nestas taxas é sempre um bocadinho o Robin dos Bosques ao contrário... Quem mais beneficia é quem mais tem... Mas adiante. E aqui vai o esclarecimento, para tranquilidade de algumas almas dadas à demagogia barata:

1) A Câmara de Moura não pode baixar o IMI, porque...

2) A Câmara de Moura tem a taxa mínima (0,3%) e não pode ir abaixo desse valor;

3) Cada um sabe de si e não comento as decisões de outros Municípios.