69 anos é a soma dos quatro membros do grupo Palazzo 1700. Purcell, Vivaldi e eles foram os grandes protagonistas do concerto de ontem à tarde no Panteão. Vamos no terceiro ciclo de "Música no Panteão". Cerca de 20 concertos, até agora. O de ontem teve lotação esgotada. Já vem sendo habitual.
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024
domingo, 25 de fevereiro de 2024
OUTRA CARMEN
sábado, 24 de fevereiro de 2024
O RETIRO DO ERNESTO - LUXLIFE X 2
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024
KUSII DISMARK E AQUELA TANGA DA EUROPA DOS VALORES
O homem da fotografia chama-se Kusii Dismark. Nasceu na Costa do Marfim, viveu parte da sua vida no Gana, tem 37 anos e está há 13 em Malta. Ali fez a sua vida, fez formação profissional, abriu uma barbearia, pagou impostos e criou clientela.
Há dias, a polícia entrou no estabelecimento, levou-o (pormenor caricato: o cliente que estava a ser atendido ficou com o corte a meio...) e deu-lhe ordem de expulsão. Para não ficar impedido de voltar a entrar no país, saiu hoje voluntariamente do país.
Li a sua história ao folhear, de madrugada, a imprensa de Malta. Porque disto mais ninguém fala, nem em Portugal, nem em Espanha, nem em França, nem em Itália etc.
Kusii Dismark é a vergonha de nós todos. Peço aos meus amigos da área fofinha do Poder que não me falem da Europa dos valores e da solidariedade e do humanismo e coisas do estilo. Porque depois disparato e recorro a um vernáculo irreproduzível.
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024
TURISMO EM MAIS QUE QUARTA-FEIRA DE CINZAS
Numa das minhas recentes passagens por Moura um velho amigo ofereceu-me um folheto turístico da terra. Constatei, divertido, que o que há para ver é fruto das intervenções realizadas durante a gestão da CDU. É isso que é mostrado dentro e fora de portas. Fico contente, sinceramente, por ter feito parte de equipas que remoçaram a imagem da terra.
Por isso digo que o turismo está em mais que quarta-feira de cinzas. Nada de relevante e de novo foi feito. Não é que não queiram fazer. Lá querer, querem. Só que, infelizmente, não sabem nem são capazes. É pena.
ALMA DE LISBOA
terça-feira, 20 de fevereiro de 2024
NO DIA EM QUE VOCÊ NASCEU: O CALENDÁRIO MUÇULMANO
O calendário muçulmano é um calendário lunar e tem 12 meses, com 29 ou 30 dias. No total, cada ano tem 354 ou 355. A data de início do calendário é o ano de 622 d.C., altura em que Maomé se deslocou de Meca para Medina (Hégira - هِجْرَة = partida). A diferença para o nosso o calendário de 365 dias cria uma diferença, que vai "aumentando" com o tempo).
Como fazer a conversão? Em tempos tinhamos as tabelas de Ocaña Jiménez, que não eram nada fáceis de trabalhar e que nos permitiam perceber que data de uma calendário correspondia a quê, no outro. Mas aquilo era uma dor de cabeça.
Hoje temos a net. Que sirva positivamente para estas coisas.
Falando do ponto de vista pessoal:
Nasci a 10 de muharram de 1383.
Fui para a escola primária a 25 de rajab de 1389.
Casei-me no dia 25 de muharram de 1408.
Fui eleito presidente da Câmara de Moura no dia 25 de Dhu'l-Qa'dah de 1434.
Iniciei funções no Panteão Nacional no dia 18 de Sha'ban de 1442.
Hoje é dia 10 de Sha'ban de 1445.
Como fazer a conversão? Ver:
http://www.mela.us/hegira.html
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024
FINISSAGE
E fechou hoje, com uma visita guiada de Fernando António Batista Pereira, a exposição dedicada à obra de Moita Macedo, no átrio da reitoria da Universidade de Lisboa.
É, na minha opinião, a melhor exposição jamais feita sobre o poeta e pintor. Diverti-me a ver uma pequena máquina do tempo: o documentário "Moita Macedo, pintor e poeta na revolução", realizado aos 17 anos por um futuro diretor do Panteão Nacional.
domingo, 18 de fevereiro de 2024
O DISCO RISCADO DAS SONDAGENS
Em 2020 foi uma surpresa a maioria absoluta do PS. As sondagens diziam o contrário.
Nas autárquicas de 2021, Carlos Moedas era enxovalhado por Fernando Medina. Viu-se...
Durante toda esta semana era a perda de maioria absoluta do PP na Galiza, que era dada como mais que garantida.
Resultado:
Mas sondam quem? E o quê? E como? (poupem-me a explicações sobre "margens de erro"; muito agradecido)
ARUCIVETUS - UMA MEMÓRIA DE MOURA
Era um sexteto. Gravaram, em 1984, um single, em 45 rpm (rotações por minuto). Tive um gira-discos DUAL, que a minha avó Luzia me trouxe de Madrid, e que reproduzia discos em quatro velocidades: 16, 33, 45 e 78...
Voltando ao que interessa, o sexteto chamava-se ARUCIVETUS e era constituído, e seguindo a ordem da fotografia (da esquerda para a direita), por José Lourinho, Alberto Galanducho, António Bragadesto, João Fernando Costa, João Alberto Pereira e Mário Rui Ventinhas. A aventura musical não teve sequência, mas os ARUCIVETUS fazem parte da memória da minha terra e de minha geração. Na capa do meu disco lê-se: Santiago Macias 31/XII/84. Andava por Moura, como sempre, preparando a passagem de ano.
Foi graças ao José Lourinho que obtive a versão digital dos dois temas do single: Província e Sábio. Vão estar hoje (e na próxima quarta-feira) em destaque na emissão de Rádio Saudade (Moura - 92.8 FM e na net: https://rp.radioplanicie.com).
sábado, 17 de fevereiro de 2024
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024
VIOLETTES DE TOULOUSE
Cada vez que há futebol com equipas estrangeiras, instala-se o caos no metro. Urros, "cânticos", saltos - ao ponto da carruagem balouçar (!) - encontrões etc.
Na quinta-feira, entrou uma horda no Terreiro do Paço. Eram os do Toulouse. Iam a caminho da Luz, felizmente. Quando vão para Alvalade é pior. Como mudo no Marquês, tenho de os aturar até ao Campo Pequeno.
Nos anos 30 do século XX havia um perfume: Violettes de Toulouse. A avaliar pelo aroma da claque, devem ter usado um lote muito antigo. E já estragado...
DOUTORAMENTO EM ZOOM
Daqui a pouco, sem a pompa da imagem (Universidade de Paris, no final da Idade Média), mas com alguma formalidade, há a transmissão em direto (videoconferência) de provas de doutoramento em História da Arte. Já participei em vários júris de doutoramento. Mas nunca como arguente na minha Faculdade, e nunca por zoom. Uma dupla estreia.
Às 14.30:
https://www.letras.ulisboa.pt/pt/component/ohanah/doutoramento-em-historia-da-arte-13?Itemid
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024
RÁDIO SAUDADE EM PODCAST
Já há podcast, ainda que só me versão "experimental". O programa vai ficando para o futuro. As quatro primeiras emissões já estão disponíveis:
https://soundcloud.com/user-129438212/1-radio-saudade (Maestro José Coelho)
https://soundcloud.com/user-129438212/2-radio-saudade (Amália Rodrigues)
https://soundcloud.com/user-129438212/3-radio-saudade (Maestro José Coelho)
https://soundcloud.com/user-129438212/4-radio-saudade (Nuccia Bongiovanni)
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024
GESTÃO E PROTEÇÃO DO PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO: HOW NOT TO BE SEEN...
(Re)começo hoje o seminário de Gestão e Proteção do Património Arqueológico. Com um número recorde de 33 alunos. Prometerei, e tentarei cumprir, um programa com novidades. Um dos tópicos centra-se, sempre!, no que não deve ser feito. Quais os erros a evitar. Exemplos? O processo da Sé de Lisboa, o projeto do Convento do Carmo (Moura), mais a recente desestruturação legislativa e de serviços etc. Os maus exemplos abundam.
Esta nova geração de alunos tem sempre elementos reivindicativos. Isso é francamente bom. Vamos ver como será.
Como não fazer ou como não ser visto... Vai tudo dar ao mesmo.
terça-feira, 13 de fevereiro de 2024
VÃO VER QUE É DESTA...
O documento é este (consultado há pouco depois de ler vários textos na imprensa):
Garante a modernização da linha ferroviária, até Beja, no prazo 2021-2030.
2021, 2022 e 2023 já lá vão... E nada ainda.
Em 2030, se ainda cá estiver, estarei aposentado. Resta-me o consolo de saber que só pagarei meio-bilhete... Se isto for verdade.
Vejam este textinho, que escrevi há já 13 anos:
https://avenidadasaluquia34.blogspot.com/2011/01/beja-o-aeroporto-e-o-comboio.html
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024
MINHA TERRA
Florbela Espanca, ontem à noite, no regresso a casa, depois da chuva e no silêncio de uma Moura adormecida. Eram 00:25:53, segreda-me o telemóvel.
A. J. Emídio Amaro
Ó minha terra na planície rasa,
Branca de sol e cal e de luar,
Minha terra que nunca viu o mar
Onde tenho o meu pão e a minha casa...
Minha terra de tardes sem uma asa,
Sem um bater de folha... a dormitar...
Meu anel de rubis a flamejar,
Minha terra mourisca a arder em brasa!
Minha terra onde meu irmão nasceu...
Aonde a mãe que eu tive e que morreu,
Foi moça e loira, amou e foi amada...
Truz... truz... truz... Eu não tenho onde me acoite,
Sou um pobre de longe, é quase noite...
Terra, quero dormir... dá-me pousada!
domingo, 11 de fevereiro de 2024
PLACIDEZ NA PLANÍCIE MOURENSE
Que fazer num domingo de Carnaval chuvoso e sem graça? Gravar programas de rádio. Mais concretamente "meter voz" nas emissões 7 a 15 da Rádio Saudade. Até meados de abril a programação está concluída. Quando cá vier, dentro de semanas, "avanço" até final de julho.
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024
LÁ NO XEPANGARA
Na verdade, não é Xepangara, mas sim Chipangara. Isso é irrelevante. É um bairro na Beira, cidade onde viveu o genial José Afonso. Que apanhou os ritmos africanos com a mesma simplicidade e a mesma beleza com que apanhara o folclore português. Quanto mais o tempo passa, mais o seu fantástico talento se torna evidente.
"Lá no Xepangara" é do álbum "Coro dos tribunais", de 1975. Ninguém diria que tem 50 anos, não é?
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024
LXV - CRÓNICAS OLISIPONENSES: É PROIBIDO PROIBIR
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024
ESCARAPIADA
Como muito bem sabem, há coisas que surgem do nada... Ontem sonhei com a Amareleja, por causa de uma conversa tida ao fim da tarde, na véspera. Hoje de manhã, no metro, sei lá porquê, lembrei-me de uma coisa que já não vejo há muito: as escarapiadas. O meu avô comprava-mas (e palmilhas e popias), na padaria da Ladeira da Salúquia, pela manhã. Foi assim, nas férias, entre 1976 e 1986. Dez anos, entre o começo do liceu e o fim da faculdade. A década do crescimento.
O que são escarapiadas? Receita em:
https://www.amesacomaziza.com/2017/02/21/escarapiada/
terça-feira, 6 de fevereiro de 2024
HOJE, NA RENASCENÇA
De casa aos estúdios da Renascença é um pulinho (350 metros...). Uma estreia, para mim. Conversa à volta do livro "Património à solta", de Maria Cardeira da Silva (NOVA /FCSH), com a autora e o jornalista José Pedro Frazão. Passa hoje à noite, no programa "Da capa à contracapa".
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024
A ARGENTINA? ISSO AGORA JÁ NÃO INTERESSA...
A Argentina foi "interessante" por uns dias. Não interessava a substância, mas as chaladices que Miliei ia dizendo dia-sim, dia-sim. Agora, o país está ao rubro, Milei teve de deixar cair o seu querido pacote legislativo, a inflação disparou e o caos está instalado. Em países onde há comunicação social, o assunto é notícia. Onde não há, não é.
sábado, 3 de fevereiro de 2024
FOI SÓ O LAPSOZITO DO COSTUME
Ou a uma habitual falta de ética, de vergonha, de seriedade etc. (muitos etc.)
Há quatro anos a SIC inventou uma primeira página do "New York Times" (!) sobre a Festa da Avante! ("que mal faz o cagulo?, diz-se na minha terra). Junte-se a isso a omissão de tudo o que o PCP faz, das suas posições políticas, da intervenção dos seus militantes mais destacados, em favor da pouca discreta promoção da extrema-direita.
Ontem, o Expresso veio pedir desculpa por mais um erro. Ri com gosto ao ler a palavra erro. Num anúncio sobre debates apareciam todos os líderes. Todos? Não faltava um. Vejam se adivinham qual... Depois lá emendaram a mão. A intenção não mudará, contudo.
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024
SÓ CABO VERDE...
Passarei uma parte da tarde de amanhã vendo um jogo de futebol: Cabo Verde-África do Sul. Uma coisa é certa: se Cabo Verde ganhar será a única equipa ainda em prova a estrear-se nas meias-finais da CAN. A Nigéria já por lá andou 15 vezes, a Costa do Marfim 10, a República Democrática do Congo 5, a África do Sul 3 e o Mali (que nunca venceu!) 6.
A comunicação social lusitana tem ignorado, quase por completo, a CAN.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024
UM JACKPOT LITERÁRIO NO SÉCULO XI
O
livro (Histoire des Almohades, de Abd
al-Wahid al-Marrakushi, escrito em 1227 e publicado em Argel, em 1893) não
existia em Portugal. Recordo-me de o ter consultado, em 2003 ou 2004, na
Biblioteca do INALCO (Institut National des Langues et Civilisations
Orientales), em Paris. Tenho na memória uma sala de leitura “à antiga” (pouca
luz, muitos móveis em madeira, catálogo manual...), onde gastei, com prazer,
largos dias. O livro não acrescentava nada de excecional à informação que já
tinha sobre o sul de Portugal. Estaquei, contudo, atónito, nesta colorida
passagem, relatada pelo poeta Ibn Habous:
“Cheguei um dia a
Silves, depois de ter estado três dias sem comer. Perguntei a quem me poderia
dirigir naquele local e um habitante indicou-me Ibn al-Milh. Fui então à
oficina de um encadernador que, a meu pedido, me deu uma pele muito fina e um
tinteiro, e escrevi versos em louvor daquele de quem me tinham dito o nome; fui
depois a sua casa. Encontrei-o no vestíbulo e ele respondeu de forma muito
graciosa à minha saudação, acolhendo-me da forma mais amável: "suponho,
disse-me, que és estrangeiro". Assim é, respondi. "E a que classe de
homens pertences?". Sou, respondi, um literato, um poeta, quero dizer, e
pus-me a recitar os versos que tinha acabado de escrever. Ouviu-os muito bem,
convidou-me a entrar e, fazendo que me servissem de que comer, conversou comigo
com uma amabilidade que nunca tinha visto. Quando pedi licença para me ir
embora, saiu e voltou a entrar, seguido por dois criados que traziam um cofre,
que fez pousar à minha frente. Abriu-o e tirou de dentro 700 dinares
almorávidas, que me deu. "Toma o que é teu", disse-me, entregando-me
mais uma bolsa contendo 40 meticais, "isto é mais uma prenda minha".
Surpreendido com as suas palavras, que eram para mim um verdadeiro enigma,
perguntei de onde vinha "o que era meu". "Fica
a saber, respondeu, que pus de parte uma das minhas propriedades, cuja
receita anual é de 100 dinares, que destino a poetas. Acontece que nenhum me
procurou, nos últimos sete anos, devido aos problemas que assolam o território,
e foi assim que se acumulou a soma que te é entregue. Quanto aos 40 meticais,
são dos meus rendimentos pessoais".
A data de nascimento
de Ibn al-Milh é incerta, admitindo-se que possa ter ocorrido por volta de
1030. Sabe-se que morreu em 1107. A referência aos “dinares almorávidas”
ajuda-nos a enquadrar este episódio nos finais do século XI, porque é a altura
em que essas cunhagens começam. Os últimos 15 anos do século foram marcados por
grandes convulsões. O emir almorávida Yusuf b. Tashfin derrotou os cristãos em
Zalaca, em 1086, e assumiu depois posições de maior força. O príncipe sevilhano
al-Mutâmide, o homem mais poderoso do sul, acabou deposto pelos almorávidas, e
exilado, em 1090. Ou seja, a acalmia sugerida pelo texto deverá ter ocorrido na
última década do século, e depois de restabelecida a paz nos territórios meridionais.
O curioso neste texto
é que há uma espécie de um 3-em-1. Por um lado, a concessão de uma bolsa
literária, depois a existência de um poeta-mecenas. Depois ainda, a ideia de um
“jackpot”. Ou seja, de um prémio acumulado, que foi entregue a um afortunado
Ibn Habous.
Quanto valeu o “jackpot”? É só fazer contas. 700 dinares (3,85 g., cada) equivalem a cerca de 2,5 kg. de ouro. Nada menos de 150.000 euros em moeda atual. 21.400 euros de bolsa literária por ano? Rico mecenas, o nosso Ibn al-Milh...
Crónica em "A Planície". Pintura orientalista de Ludwig Deustsch.
quarta-feira, 31 de janeiro de 2024
E O VENTO?
A expectativa era grande. Tão grande quanto o desapontamento. O documentário que ontem passou na televisão sobre a ligação entre Fellini e a psicanálise tinha um ponto de partida estimulante. Mas foi quase sempre um flop, envolto numa insuportável pedanteria de discursos. Algumas das mais notórias obsessões de Fellini não foram tocadas. Repisaram-se caminhos e ideias. E ninguém falou daquele vento sibilante e misterioso que surge em todos os seus filmes.
segunda-feira, 29 de janeiro de 2024
AMERICAN DRIM
É um pequeno clip de um filme com 54 anos. Frederick Wiseman, o seu realizador, tinh, na altura 40. O filme é uma denúncia do sistema social do american drim.
Bem entendido que hoje, com todos os ratos brancos da burocracia dos érre-gê-pê-dês à espreita, este filme não seria hoje possível. Benditos os "bárbaros tempos" em que se faziam filmes assim.
"Hospital" data de 1970. Passou aqui pelo blogue há 10 anos.
domingo, 28 de janeiro de 2024
CRÓNICAS DO 54 - Nº. 3: O DENSO MISTÉRIO DO 3599
É uma daquelas coisas sofisticadas, que funciona catolicamente: quando Deus quer...
Refiro-me ao 3599, o serviço de SMS da Carris, que nos avisa do horário de passagem dos autocarros. No 54, ao fim do dia, é quando calha. Primeiro diz que passa daí a 5 minutos, depois 4, depois 3, depois não passa e é só daí a 36 minutos. Em noites de frio e/ou chuva dá um jeitão. Mas que é moderno, lá isso é.
sábado, 27 de janeiro de 2024
DOMINGOS SEQUEIRA
sexta-feira, 26 de janeiro de 2024
CARRO PRETO
Hoje, é dia de recordar este sucesso com umas décadas. Não por causa da letra, mas por causa de um certo e determinado carro preto.
O êxito de Jorge Ferreira tem quase 40 anos!
quinta-feira, 25 de janeiro de 2024
TRATADO DO ELISEU
A data do Tratado do Eliseu foi assinalada no Panteão Nacional
quarta-feira, 24 de janeiro de 2024
HOJE, NÃO SE FALA DE OUTRA COISA...
Não é para "ser diferente", mas esta campanha publicitária suscita-me muitas reservas.
A ideia é engraçada? É.
Mas, enquanto potenciais clientes, fixamo-nos na "piada" e não no objeto. Alguém se recorda do nome da estante? Assim, qual o fito deste campanha? Na verdade, a IKEA torna-se participante (in)voluntária no momento político...
terça-feira, 23 de janeiro de 2024
NO DIA EM QUE CAMÕES NASCEU...
Aparentemente, pode ter nascido no dia 23.1.1524. Faz hoje 500 anos. Os dados são menos que poucos, mas investigadores da Universidade de Coimbra pensam ter achado a data precisa, por causa de uma referência a um eclipse, num poema. E porque não?
O dia em que eu nasci, moura e pereça
Não o queira jamais o tempo dar,
não torne mais ao mundo e, se tornar,
eclipse nesse passo o sol padeça.
A luz lhe falte, o sol se escureça,
mostre o mundo sinais de se acabar,
nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar,
a mãe ao próprio filho não conheça.
As pessoas pasmadas, de ignorantes,
as lágrimas no rosto, a côr perdida,
cuidem que o mundo já se destruiu.
Ó gente temerosa, não te espantes,
que este dia deitou ao mundo a vida
mais desgraçada que jamais se viu.
segunda-feira, 22 de janeiro de 2024
ILHA DE MOÇAMBIQUE
Há iniciativas algo bizarras... Como esta exposição, de Susana Rapazote. Que vi anunciada em duas páginas, no facebook. E que não encontrei em mais lado nenhum. Numa das páginas lá se referia que as fotografias estavam ao fundo da rua principal da LxFactory. O site da LxFactory nada diz.
Era domingo e a exposição estava fechada... Está patente ao público no 1º. andar de uma loja de roupa. Lá consegui ver a exposição, sobre um dos meus "sítios míticos" (talvez lá consiga ir um dia...): a ilha de Moçambique. E depois acontece que a exposição vale a pena. É pena toda aquela descoordenação...
domingo, 21 de janeiro de 2024
OS MONTY PYTHON E JAIME NOGUEIRA PINTO
sábado, 20 de janeiro de 2024
LXIV - CRÓNICAS OLISIPONENSES: SETE RIOS
sexta-feira, 19 de janeiro de 2024
FOTOGRAFIA: 1970-2016
Pequenas perplexidades: o livro apresenta-se como da revolução ao presente, mas inclui quatro livros anteriores ao 25 de abril (Tad Wakamatsu - 1970, Neil Slavin - 1971, Eduardo Gageiro - 1971, Édouard Boubat - 1974...). A explicação é a seguinte: "são obras que permitem estabelecer uma ligação visual e temática entre a representação a nível nacional e internacional". Um frase que justifica tudo e coisa nenhuma. A seleção termina em 2016.
É um livro do gosto "en petit comité". Define-se como sendo um livro que "apresenta os melhores livros editados em Portugal nos últimos cinquenta anos". Bem sei que há sempre seleções e é, sempre, uma questão de gosto... Mas livros como os de Nuno Calvet ou Inês d'Orey são assim tão descartáveis? Ou o "Eden"?
quinta-feira, 18 de janeiro de 2024
MÉRTOLA, AINDA
O projeto do Campo Arqueológico de Mértola começou em 1978. Vai fazer 46 (!) anos. Não tarda muito estaremos a assinalar os 50 anos. Como será?
Fragmento
Adélia Prado
Bem-aventurado o que pressentiu
quando a manhã começou:
não vai ser diferente da noite.
Prolongados permanecerão o corpo sem pouso,
o pensamento dividido entre deitar-se primeiro
à esquerda ou à direita
e mesmo assim anunciou o paciente ao meio-dia:
algumas horas e já anoitece, o mormaço abranda,
um vento bom entra nessa janela.
Adélia Prado
Bem-aventurado o que pressentiu
quando a manhã começou:
não vai ser diferente da noite.
Prolongados permanecerão o corpo sem pouso,
o pensamento dividido entre deitar-se primeiro
à esquerda ou à direita
e mesmo assim anunciou o paciente ao meio-dia:
algumas horas e já anoitece, o mormaço abranda,
um vento bom entra nessa janela.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2024
MÚSICA NO PANTEÃO - 3ª. TEMPORADA
No dia 28 de janeiro recomeça o ciclo de "Música no Panteão".
Hoje de manhã, entrevista na "Antena 2" ao jornalista Paulo Guerra, em conjunto com Paulo Amorim, responsável pela programação.
terça-feira, 16 de janeiro de 2024
ORTIZ-ECHAGÜE
José Ortiz-Echagüe (1886-1980) foi uma figura "especial" do século XX espanhol. Engenheiro e gestor de grande relevo, destacou-se também como fotógrafo. O seu pictorialismo é profundamente castelhano. Um tenebrismo muito próximo dos pintores do seu país.
As fotografias de Ortiz-Echagüe causam-me sentimentos contraditórios. Admiro o trabalho dele. Mas muitas imagens causam arrepios. E não são arrepios bons.
A fotografia que aqui se publica é de Berlanga de Duero.
segunda-feira, 15 de janeiro de 2024
OLAVI VIRTA
Nunca, até sábado à noite, tinha ouvido falar em Olavi Virta. Fiquei sentado, enquanto passavam os créditos finais do maravilhoso "Folhas caídas", de Aki Kaurismäki. Não me livrei do comentário divertido de uma velha amiga "não me digas que estás a pensar aprender finlandês" (ou algo assim).
Nem por isso. Esperava apenas que surgisse o nome do cantor que interpretava várias músicas no filme. Era Olavi Virta (1915-1972), muito popular na década de 50. Cantava, em finlandês, êxitos internacionais da época, entre outras coisas. Como este “Les feuilles mortes”, interpretado por Yves Montand no filme “Les portes de la nuit”, de Marcel Carné (1946).
O filme de Aki Kaurismäki está cheio de referências cinéfilas. Esta é uma delas.
domingo, 14 de janeiro de 2024
LUSITÂNIA, ANOS 70
Aquela repartição do Estado representava um padrão que hoje já quase não existe. Para compor os salários baixos (muito mais baixos que hoje...), muitas funcionárias tinham esquemas "alternativos". Um belo dia, o diretor-geral abriu um armário, para ser submergido por uma avalanche de caixas de soutiens. Uma das trabalhadoras tinha um micro-negócio de roupa interior e era ali o seu micro-armazém.
A melhor história desses tempos é, porém, a da senhora que trouxe para viver com ela o pai, até ali um pequeno agricultor da serra algarvia. Um belo dia, ao chegar a casa, foi confrontada com um aviso "Gertrudes, tens de ver aquela manteiga que tens no frigorífico... Untei com ela um papo-seco e acho que está rançosa". Lá tinha à vida um boião de creme Avon, com que a senhora melhorava o fim do mês.
Era uma Lusitânia de baixos recursos, a daquele tempo. Mas tinha toques e tiques que hoje já não existem. Tinha coisas mais divertidas, isso é certo...
sábado, 13 de janeiro de 2024
CAMARATE
"Podia dar-te para pior". É uma afirmação que ouço, com regularidade, a amigos e familiares. Hoje, a meio da tarde, resolvi ir à procura de um sítio. O local onde onde se deu o acidente do Cessna na noite de 4 de dezembro de 1980. Um parêntesis para deixar claro que a ideia do atentado nunca me pareceu ter pernas para andar. O que sempre me pareceu inacreditável é que seja possível o primeiro-ministro e o ministro da defesa (e acompanhantes) entrarem num aeronave com um registo de segurança pouco recomendável. Coisas tipicamente lusitanas que, naquela noite, acabaram em tragédia.
É extraordinário que tivesse de andar às apalpadelas para encontrar o sítio. Não está referenciado em parte nenhuma (nem no google). Recorri a métodos impressionistas, pouco científicos, mas que deram resultados. Sabia que o avião tinha descolado da pista 17/35, hoje desativada, e que se despenhara pouco depois. Quando vi uma placa indicando Bairro das Fontainhas fez-se-me luz "é este o sítio". Numa rua estreitinha abordei um morador que me apontou uma placa numa parede, explicando "foi aqui mesmo". Eu tinha passado pela placa sem a ver...
Tenho uma convicção antiga. Sempre lidámos mal com a(s) memória(s) neste nosso Portugal.
sexta-feira, 12 de janeiro de 2024
MARGEM SUL E MARGEM NORTE
Manhã nos Capuchos, na Caparica. O papel das autarquias na Arqueologia e no Património. Agora que celebramos os 50 anos do 25 de abril, convém recordar que há claramente um antes e um depois na Cultura. Coube-me um papel neutro, o de moderador numa das sessões. Cada vez me impressiona mais a diversidade, pertinência e qualidade dos projetos que, em todo o País, vão tendo lugar.
Ao fim da tarde, passagem pela banca dos jornais para comprar a "Visão - História". Muitos séculos da história de Lisboa. Com referência a uma intervenção do poder cordovês na cidade, que teve lugar no ano 985 d.C..

















































