quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

PRESIDENTE, À LA MANIÈRE DE FRANCE...

O telefone tocou anteontem à tarde "boa tarde, presidente, como está?". Dei uma valente gargalhada e respondi "não é comigo que você quer falar". Ouço um pedido de desculpas. Volto a gargalhar "não tem importância nenhuma, mas o meu nome é Santiago; oh pá, mude lá isso". Seguiu-se uma curta conversa de trivialidades, a saúde, a família, etc.

Foi a segunda vez com a mesma pessoa, nos últimos meses. Caramba, ao fim de quase quatro anos...

Só me lembrei de França, onde o tratamento se mantém, ao longo da vida (mas apenas nos que habitam o Eliseu): "une fois President, toujours President".

Em pose de quem dirige, mas é só pose carnavalesca.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

ENRIQUE ROMERO SANTANA: DE LEPE PARA CHICAGO

Foi de modo completamente fortuito que fui dar à obra hiperrealista de Enrique Romero (n. 1947). Um trabalho cenográfico de grande interesse e maior reconhecimento. Realidades que se cruzam e se refletem, e vão mais além do registo fotográfico.

Os hiperrealistas (Ernest Meissonier não conta...) já por aqui passaram: em 11.2.2014. e em 13.1.2020. Em tempos que já lá vão tinha um gabinete com um quadro desses mesmo à entrada do local onde trabalhava.






















Chicago River from Madison Bridge - 2001

O COVID É PERIGOSO? O VÍRUS DA ESTUPIDEZ, ENTÃO...

Custa a crer, palavra de honra...

Um canal televisivo resolve lançar um programa informativo e anuncia-o, orgulhosamente, como A noite das facas longas. Vão participar dois políticos. Vai moderar um antigo jornalista do "Expresso".

“Como o próprio nome indica, a ideia é fazer um programa que fale dos bastidores, que espreite por trás da cortina, que analise com liberdade os temas e com opiniões que não represente as dos partidos”, explicou Anselmo Crespo.

Como o próprio Anselmo Crespo indica, dar um nome destes a um programa televisivo é sinónimo do mais completo analfabetismo histórico.

"A Noite das Facas Longas" foi uma operação de limpeza dentro do Partido Nazi. Ocorreu na noite de 30 de junho para 1 de julho de 1934. O alvo principal foi Ernst Röhm, outrora o principal aliado de Hitler. Na purga foram eliminados centenas de pessoas.

Que a TVI, com a complacência de dois comentadores e de um moderador, dê um tal nome a um programa é um (mau) sinal dos tempos.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

CARNAVAL SEM CARNAVAL

Memória dos carnavais recentes.

2021 é ano de interregno. Teremos que retomar, pois claro. É que isto faz mesmo falta. O melhor é preparar já 2022.

2020 - No Tapas


2019 - No Pavilhão da Comissão de Festas

2018 - No Dallas

2017 - No Tarro


2016  - No Tapas



domingo, 14 de fevereiro de 2021

A TAÇA DAS BARRACAS

Quem tiver menos de 58/60 anos não perceberá o significado da expressão "para o ano vais jogar na taça das barracas". Nos anos 60, havia três competições europeias de futebol, ao nível dos clubes:

A Taça dos Clubes Campeões Europeus;

A Taça dos Vencedores de Taças;

E a Taça das Cidades com Feira (que depois deu origem à Taça UEFA), onde participavam equipas que não ganhavam o campeonato, mas ficam nos lugares imediatos. Porque das Cidades com Feira? Porque podiam participar equipas de cidades com feiras de comércio. Feiras, logo barracas...

Ou seja, quermecá parecer que este ano nem à taça das barracas...



MOURA: ORGULHO EM NÓS, NUM FILME DE 2014

O filme data de janeiro de 2014. Tem um pouco mais de 7 anos. Nele se refletem vários projetos apoiados pelos fundos comunitários e pelo Turismo de Portugal: O que se vê? O Museu Gordilho, o Jardim das Oliveiras, o Castelo e a Torre de Menagem, a Mouraria, a Igreja do Espírito Santo, a Igreja de S. Francisco, os Quartéis, o Lagar de Varas e o Pátio dos Rolins. Um conjunto de sítios onde houve intervenções, concluídas entre 2011 e 2017.

Orgulho em nós? Sim, naquilo que é a nossa terra e naquilo que nela conseguimos concretizar.

Foi fácil? A facilidade e a dificuldade não são valores absolutos. Dependem do conhecimento que se tem e do empenho que nas coisas se põe.




sábado, 13 de fevereiro de 2021

TÃO BOM QUE ISTO ERA...

A entrevista do arq. Gonçalo Byrne ao "Expresso" é muito interessante. Não sendo exatamente um documento biográfico tem dados importantes. Sobre a arquitetura e sobre muitos outros temas. O murro no estômago chega à quinta pergunta:

Que vida era a de uma criança naquele tempo e naquela região [1947/48, Canas de Senhorim]?

(...) Os meus colegas da escola primária, tirando alguns que eram filhos de engenheiros da mina, eram os habitantes locais, numa altura em que havia fome. A miséria era muita. Lembro-me de colegas que iam descalços. Às vezes iam de calções e levavam no bolso calhaus enrolados em papel de jornal. Deixavam-nos durante a noite no braseiro da lareira onde cozinhavam e de manhã estavam quentíssimos. Enrolavam-nos e punham-nos nos bolsos para aquecerem e manterem as mãos quentes.

Tão bom que isto era... Que fantástico era viver durante o governo de Salazar... Que curta é a memória de alguns...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

UM AMIGO A MENOS

Não pude deixar de notar, nas redes sociais, as inúmeras mensagens de pesar pela partida de António Patinhas. Um mourense discreto e cordial que, durante muitos anos, conheci apenas de longe. O Toi seguiu, como tantos e tantos, os caminhos da emigração. Quem vive fora, sabe o que custa estar sempre fora. Quando esse fora se multiplica por milhares de quilómetros, deve ser muito pior.

Finalmente regressado, dedicou-se à vida empresarial. Depois a uma merecida reforma. Foi nos anos em que estive em Moura que conheci melhor o Toi. Inúmeras vezes nos cruzámos. Um homem tranquilo e sempre positivo. Que fazia da boa disposição um modo de vida. O seu "senta-te lá aqui, não abales já" era-me familiar. Ali se ficava, quase sempre à do Jorge, em conversa calma, entrecortada por gargalhadas.

São dias estranhos e negativos, estes por que passamos. Na próxima vez que andar por lá, encontrarei os seus parceiros habituais, o Mário e o Finha. E a Ana, claro. Mas o Toi Patinhas já lá não estará. E o convívio dele faz-nos falta. Como todas as pessoas que valem a pena.

Que dias tristes estes. Que tempos dispensáveis estes.




 



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

MORMAÇO

Ontem de manhã, na Antena 2, passou Adélia Prado (n. 1935). Uma poesia longínqua e, decididamente, não-portuguesa. Este seu poema, talvez pelo mormaço, lava pra longe. Ao lê-lo só me ocorreu São Luís do Maranhão. Não sei explicar porquê, mas foi a única cidade de que me lembrei.

Choveu toda a santa manhã, entre Mértola e Lisboa, sem parar. Precisamos do mormaço, abrandando ou não.

Fragmento
Bem-aventurado o que pressentiu
quando a manhã começou:
não vai ser diferente da noite.
Prolongados permanecerão o corpo sem pouso,
o pensamento dividido entre deitar-se primeiro
à esquerda ou à direita
e mesmo assim anunciou o paciente ao meio-dia:
algumas horas e já anoitece, o mormaço abranda,
um vento bom entra nessa janela.




TEXAS

Estava a passar num canal televisivo um filme sobre Lyndon Johnson, ontem à noite. O "colorido" da linguagem de LBJ fez-me encolher os ombros "é do Texas...". Depois, contei a uma amiga a forma como, há já muitos anos, os passageiros foram recebidos pelo comandante do voo da Continental, de Nova Iorque para Dallas. "Sejam bem-vindos a bordo"? Frio. "Boa noite, senhores passageiros"? Gelado. Apenas e só "good evening, folks", algo como "boa noite, rapaziada". Já não estranhei quando, no dia seguinte, uma colega texana desafiou um grupo para bebermos um copo. Ante o assentimento generalizado, manifestou o seu júbilo como se estivesse a reunir gado "iiiiiiiiiihhhhh ááááááá´".

Viva o Texas.



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

STARDUST MEMORIES Nº. 46: À ENTRADA DA ESCOLA INDUSTRIAL

A fotografia data de 1964 ou 1965, muito provavelmente. Curiosamente, tenho mais facilidade em reconhecer os mais velhos que os mais novos. Do Dr. Maltez tenho uma vaguíssima ideia. Recordo o pesar profundo com que foi recebida a notícia do seu falecimento. Reconheço ali o Eng. Manso, o sr. Pina, a Cidália Estevas, o José Maria da Mouca, o sr. arquiteto (nunca soube o nome dele, apenas que era de Fialho e tinha um carocha) a minha tia Elisa, a minha mãe...

Nesta altura, teria 1 ou 2 anos. Fui-me habituando aquela casa e aos seus rituais, durante alguns anos. A que a minha mãe me entregasse às alunas mais velhas. A que "contratasse" os mais velhos para irem andar nos carrinhos de choque comigo, na altura da feira. Nunca ali estudei, nem ensinei. Mas é um sítio que faz parte das minhas memórias pessoais mais remotas.



segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

GUERREIROS E MÁRTIRES - ON LOCATION

A pandemia não desarma. Nós também não. Hoje, mais entrevistas e mais filmagens em "Guerreiros e Mártires", no Museu Nacional de Arte Antiga. Para a RTP e para as redes sociais do próprio museu. Quando isto acabar ainda escrevemos uma saga.

"Uma exposição tão bonita, é uma pena ter que estar fechada...", comentava um desconsolado técnico do MNAA. Pois, é a vida, lá dizia o outro senhor.



domingo, 7 de fevereiro de 2021

O MISTÉRIO DOS PAINÉIS

Artigo importante de José Alberto Seabra Carvalho, hoje no "Público". A última frase do texto resume o essencial da questão: "passado mais de um século, o enigma permanece praticamente inalterado". Quem pintou, quando pintou, para onde forma pintados, quem lá está representado? Descobertos em 1883 numa sala de S. Vicente de Fora e publicados pela primeira vez por José de Figueiredo, em 1910, têm sido objeto de um permanente interesse e estudo. Muitas dezenas de trabalhos se lhe têm dedicado.

O historiador não menciona, no seu artigo, o documentário de Manoel de Oliveira. Ainda bem.

O Museu Nacional de Arte Antiga volta ao restauro dos Painéis. A partir de terça-feira haverá o site que acompanhará este processo. Que conta com o apoio mecenático da Fundação Millenniumbcp e que será divulgado pelo "Público".

A apresentação do projeto é pública:

https://www.publico.pt/aovivo/detalhe/apresentacao-paineis-s-vicente-casa-restauro-44



sábado, 6 de fevereiro de 2021

OCIDENTOCENTRISMO - VERSÃO VACINA

"Despenhou-se um Tupolev, de fabrico soviético". Quando ocorria uma tragédia, era este o mote das notícias, nos anos 60, 70, 80... As agências noticiosas eram agências de propaganda. Não me recordo de alguma vez ter lido "caiu um Boeing 737, de fabrico americano".

Num tempo em que rareiam os jornalistas - estão cada vez ao serviço dos grandes interesses económicos... - volta-se à carga, agitando velhos fantasmas. Durante meses, vi serem postas em causa as vacinas anti-covid, que resultaram da investigação de cientistas russos e chineses. Agora, com a bênção ocidental, "parece que são fiáveis", leio, divertido, aqui e além.

Se não resultasse lá teria que ler "falhanço das vacinas de fabrico soviético, perdão russo".





sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

A CHUVA, ENTRE VERLAINE E PESSOA

O meu amigo Jorge Liberato pôs ontem, no seu facebook, um poema de Fernando Pessoa, que cita outro, de Paul Verlaine. Ambos já por aqui andaram. Recupero agora o de Verlaine, na tradução doce de Manoel Bandeira. E com uma fotografia de Havana, por Keith Cardwell.

Chora em meu coração

Chora em meu coração

Como chove lá fora.

Que desolação

Me aperta o coração!

 

Oh a chuva no telhado

 Batendo em doce ruído!

Para as horas de enfado,

Oh a chuva no telhado!

 

Chora em ti sem razão,

Coração sem coragem.

Se não houve traição,

Teu luto é sem razão.

 

Certo, é essa a pior dor:

O não saber por que

Sem ódio e sem amor

Há em mim tamanha dor.




quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

XLV - CRÓNICAS OLISIPONENSES

Hoje, às 8:40, ouvi numa estação de rádio uma frase que me pareceu de outros tempos: "o trânsito está a fluir com dificuldade no Batista Russo". Achei a frase "otimista". Quantas pessoas saberão hoje onde é o Batista Russo?

O nome oficial era Rotunda de Cabo Ruivo, na interseção das Avenidas Infante D. Henrique e Marechal Gomes da Costa. A presença imponente de um stand e oficina de automóveis BMW fez com que, durante décadas, o local fosse conhecido como a Rotunda do Batista Russo. O edifício era/é marcante, e a arquitetura original, de Joaquim Ferreira (1911-1966), bem melhor que o lifting dos nossos dias.

Ampliando a fotografia surgem detalhes de um mundo desaparecido:

* Um logotipo antigo da MOBIL;

* Uma agência do Totta & Açores;

* Uma cabine telefónica em amarelo e vermelho (as cores estão lá, juro);

* Uma paragem de autocarro, devidamente coberta;

* Um Hillman (pelo menos, parece...).







O FIM DO FASCISMO COMEÇOU HÁ 60 ANOS

No meio de todas as contradições do fascismo, que mais cedo ou mais tarde cairia, a luta de libertação dos povos africanos revelou-se decisiva para a nossa própria libertação. A data crucial foi o dia 4 de fevereiro de 1961. Quando se rebelaram contra o regime colonial os trabalhadores da COTONANG (Companhia Geral dos Algodões de Angola). O que se seguiu é bem conhecido de todos.

Faz hoje 60 anos.



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

O FRACO REI FAZ FRACA A FORTE GENTE

Camões? Sim, Camões. Os clássicos dão sempre grande ajuda a enquadrar o mundo e são um auxílio decisivo para se perceberem as coisas. A quem se refere esta passagem do Canto III dos Lusíadas? A D. Fernando, “o brando, remisso e sem cuidado algum”.


O exercício do poder reflete o que as pessoas são. E reflete-se nas pessoas sobre as quais se exerce. Houve, na nossa História, monarcas e dirigentes como aqueles que Camões caracteriza. De reis fracos e hesitantes tivemos alguns exemplos na nossa História. D. Fernando sem dúvida que foi um deles. Poderíamos juntar-lhe D. Afonso VI, que acabou os seus dias destituído da coroa, num exílio interno forçado e à margem do mundo. Ou o bizarro e dúbio D. Sebastião. De sexualidade equívoca, perdido em delírios e alucinado com a grandeza imperial, atolou o País na tragédia de Alcácer Quibir.


Ser historiador levou-me, muitas vezes, a pensar sobre estas realidades. E a escrever uma par de vezes sobre elas. Ao longo dos anos, uma convicção se me foi firmando. Precisamos de palavras e de ação e não de conversa e de propaganda. Porque os que só falam e dizem que vão fazer e que “agora é que vai ser”, nunca daí passam. Não é, nem será, porque não sabem fazer nem para tal estão preparados.


Nesse sentido, quem nos fez falta? O Marquês de Pombal mais que Frei Manuel Pereira, Fontes Pereira de Melo muito mais que João Franco, o Conde de Castelo Melhor muito mais decisivo que o Cardeal da Mota. De que precisamos? De ação, de empreendimentos e de iniciativas. De menos cortinas de fumo, de menos fuga à responsabilidade (a culpa é sempre “dos outros”…), de menos conversa fiada dos que estão contra Lisboa quando falam no Alentejo, e que estão pacatamente com Lisboa quando se tomam decisões importantes.


Lembro-me sempre, quando olho para fracos dirigentes, de um documento do século XVI, transcrito no texto "Auto d'uma posse do Castello de Noudar e inventário do que lá existia no século XVI", publicado por Pedro de Azevedo. Em vez de apresentar soluções, o novo alcaide fazia um relato catastrófico do que o antecessor supostamente lhe legara. Quaisquer paralelos com a realidade atual não são coincidência. É um clássico da política do truquezito. Primeiro, fazem-se promessas irrealistas. Depois, já no Poder, age-se à Luís D'Antas, o tal alcaide de Noudar: afinal não pode ser, porque isto estava tudo espatifado. E precisamos de auditorias, porque é preciso sabermos tudo... E embrulha-se tudo na suspeita, que é sempre a melhor solução quando não se tem solução concreta para os problemas. E adia-se, uma vez e outra, entre festas e festarolas e promessas e mais promessas.


São assim os reis, os ministros, os autarcas que fazem pela vida. Que não resolvem. Que se perdem em desculpas e em propaganda. E que fazem fraca a forte gente.


Crónica em "A Planície"



















Um rei fraco, na obra de Cristovão de Morais


terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

NEM LUZ NEM COR NEM CALOR

Começa fevereiro e deveria ter ido a Mourão e não fui. Em 2020 estive na Festa da Senhora das Candeias e estava longe de imaginar o cenário dos dias de hoje. Não sei o que é mais estranho, se a rapidez dos percursos (de casa à faculdade em 10 minutos, só em sonhos), se as ruas quase desertas, se o ar de incerteza. Nunca tinha passado um inverno assim em Lisboa. Hoje cheguei cedo, num dia de luz fraca e saí já a noite chegara a Lisboa.

Dei comigo à procura de cor. Fui cair na arte degenerada dos expressionistas. É o contrapeso certo a este começo de fevereiro. Taciturno, mas com a família por perto, e bem. Valha-me isso.

Este Dr. Rosa Schapire foi pintado em 1919 por Karl Schmidt-Rottluff (1884-1976). Está hoje na Tate, em Londres.




segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

MOURA - CIDADE HÁ 33 ANOS

A CDU encontrou esta fórmula original de celebrar os 33 anos da elevação de Moura à categoria de cidade. Antes que comece a lamúria do costume - o que é que ganhámos com isso? etc. - conviria recordar que a categoria de cidade é honorífica. Nada mais.

Muito mais importante é recordar o decisivo papel que a CDU teve na transformação de Moura, entre 1979 e 1989 e entre 1997 e 2017. Aqui se deixam 33 exemplos - um por cada ano - e muitos mais tiveram que ficar de fora. Acompanhei de muito perto, entre 1993 e 2017, esse processo. E participei, com orgulho, em várias intervenções aqui listadas.

Foram tempos de trabalho e não de propaganda (às vezes, de menos, admito). E em que alcatroar ruas não era apresentado como imagem de desenvolvimento local.