Republicação de um texto, saído em "A Planície", em finais de 2008. Donde se prova que a falta de vergonha só tem paralelo na falta de memória...
A finalização da Central
Fotovoltaica e a sua próxima entrada em funcionamento, bem como o projecto da
Fábrica de Painéis, estão a dar origem a todos os delírios. Alguns revelam a
mais absoluta falta de vergonha mas não são surpreendentes.
Perdoem ao PS/Moura pela
falta de memória. Perdoem-lhes porque já esqueceram tudo o que disseram e já se
esqueceram como votaram. Compreendam a posição deles (nunca estiveram de alma e
coração com um projecto essencial ao desenvolvimento do concelho e agora não
sabem que dizer) e perdoem-lhes. Desculpem-lhes a atitude que tiveram em
17.4.2002 (na Câmara) e em 29.4.2002 (na Assembleia) quando se abstiveram a
propósito da criação da AMPER, a empresa que deu corpo ao projecto da energia
fotovoltaica, porque queriam “conhecer este processo mais profundamente e
perceber o que está por detrás desta questão para que não tomem uma posição da
qual mais tarde venham a arrepender-se”. Oxalá já tenham percebido que por
detrás da questão está o progresso da nossa terra.
Perdoem ao vereador do PS
que declarou que a Central poderia vir a ser posta em causa devido a um
eventual decréscimo dos dias de céu limpo, fruto de uma mudança climática
causada pela barragem de Alqueva…
Perdoem-lhes porque vêm
agora declarar que foi uma sorte (sic) a Câmara ter “encontrado” a
ACCIONA, mas esquecem que os vereadores do PS não aprovaram a venda da posição
accionista do município à ACCIONA (30.8.2006), assim não aprovaram as versões
preliminar e final do contrato com a ACCIONA (3.1.2007 e 18.1.2007,
respectivamente). Perdoem-lhes a amnésia e, principalmente, a falta de pudor.
Perdoem-lhes porque não
aprovaram o licenciamento da 1ª e da 2ª fases da central (12.9.2007 e
16.1.2008). Relevem-lhes a temível falta de memória que os leva a esquecer a
abstenção na ratificação do Plano de Pormenor da Central (7.11.2007).
Perdoem aos que dizem que
este projecto é coisa pouca e que perguntam quais os benefícios, quando foram
eles os primeiros a inscrever-se nas candidaturas à micro-geração e são eles os
primeiros a beneficiarem do Fundo Social de 3 milhões de euros que este
projecto já gerou. Perdoem-lhes porque se abstiveram quando foi necessário
tomar decisões sobre o zonamento da UP 11 (19.7.2006), a tal onde está hoje a
fábrica de painéis solares.
Por favor, perdoem aos
vereadores do PS que votaram contra a constituição da empresa municipal que vai
gerir o parque tecnológico de Moura (26.9.2007). Que votaram contra a
desanexação dos terrenos no Baldio das Ferrarias (24.10.2007), necessários ao
avanço do processo da Central. Perdoem-lhes ainda porque votaram contra a
atribuição de uma comparticipação no custo da linha eléctrica (24.10.2007), num
momento delicado do processo.
Perdoem, por favor e por
caridade, ao vereador do PS que disse que “a duração do processo por si só
denota como foram pertinentes algumas observações atendendo à complexidade do
mesmo” (o que é que raio isto quererá dizer?). Perdoem-lhe o disparate de ter
dito que “as tomadas de posição por unanimidade, características de países
totalitários e fascistas, não me parecem ser uma mais-valia em regimes
democráticos”.
Perdoem-lhes porque nunca
quererão valorizar o papel do meu amigo José Maria Pós-de-Mina na condução
deste processo. Perdoem-lhes, porque só o PS/Moura não quis entender a dimensão
do projecto. Nos Estados Unidos sim (irónico, não é?), e o site americano us.oneworld.net
escolheu José Pós-de-Mina como finalista de um prémio internacional. Finalistas
em 2006? Evo Morales e Al Gore. Deve ser coisa pouca, portanto…
O Natal vem aí. Abram os
corações e perdoem-lhes. E tenham a certeza que a falta de memória os vai
voltar a atacar no dia da inauguração. Aí voltarão a querer aparecer como
grandes protagonistas de um projecto pelo qual nada fizeram. Como dizia o
outro, “é a vida”…
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