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.YO NO VOLVERÉ
Yo no volveré. Y la noche
tibia, serena y callada,
dormirá el mundo, a los rayos
de su luna solitaria.
Mi cuerpo no estará allí,
y por la abierta ventana
entrará una brisa fresca,
preguntando por mi alma.
No sé si habrá quien me aguarde
de mi doble ausencia larga,
o quien bese mi recuerdo,
entre caricias y lágrimas.
Pero habrá estrellas y flores
y suspiros y esperanzas,
y amor en las avenidas,
a la sombra de las ramas.
Y sonará ese piano
como en esta noche plácida,
y no tendrá quien lo escuche
pensativo, en mi ventana.
Juan Ramón Jimenez

Os bons museus, assim com as grandes igrejas, estão cheios de belas peças. Aqui fica uma imagem do Êxtase da beata Ludovica Albertoni, uma escultura de Bernini, datada de 1674. Sei que o Joaquim gosta destas coisas. Da Arte do século XVII, I mean...
...
As estátuas do tempo são gastadas;
Também o foram já suas memórias,
Se não foram das Musas conservadas !
Mas não te cantariam mil vitórias
Dos nossos valorosos Lusitanos,
Porque eles mais não são de obras que de histórias.
Os celebrados Gregos, os Troianos,
Os famosos Romãos conquistadores
Não foram mais nas armas soberanos;
Mas se no mundo têm mores louvores,
A causa disso foi porque souberem
Granjear os prudentes escritores.
As honras e mercês que receberam
Opiano e Vergílio foram penas
Com que tão altas cousas escreveram.
Porque menos Coimbra que Atenas,
Porque mais fará Roma que Lisboa
Cantar ao som das armas as Camenas?
De engenhos a quem Febo encordoa
A doce e branda lira, com mão própria,
A quem de verde louro dá a coroa,
Quando entre nós houve maior cópia?
E porém de Mecenas tantos temos
Como de brancos tem a Etiópia...
...
É da Carta a Rui Gomes da Gram, depois de partido para a Índia, publicado nas "Flores do Lima".


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A única coisa errada neste filme é o título. Porque a verdade da história é outra. Que o nega.
Chow Mo-Wan, um jornalista, arrenda um quarto no mesmo edifício e no mesmo dia em que So Lai-zhen, uma secretária de uma companhia de navegação. Vão-se cruzando e conhecendo até chegarem à conclusão que os respectivos cônjuges os traem, um com o outro. Essa cumplicidade trará uma amizade reforçada. À medida que o tempo passa, e enquanto Chow e So se convencem que não são mais que amigos, e que não farão o mesmo que outros, os sentimentos dos dois vão-se aprofundando e enraizando. Chow acaba por partir para Singapura sem convencer So a acompanhá-lo. Mais tarde os seus caminhos estarão quase a cruzar-se. Mas disso não passarão.
Disponível para amar é, apesar do título, um filme belíssimo sobre a impossibilidade da paixão. E é, decerto, um dos filmes mais melancólicos que alguma vez vi.
Disponível para amar é um filme realizado em 2000 por Wong Kar-Wai (n. 1958). Protagonizam-no um par de actores de rara e exótica beleza: Maggie Cheung (n. 1964) e Tony Leung (n. 1962). Na altura em que foi estreado em Portugal um crítico, e cineasta, não hesitou em fustigar o filme como barroco e amaneirado. Pois, para quem faz filmes incompreensíveis obras destas são mesmo dispensáveis.


Comprei o livro em 3 de Junho de 1979, dia do meu 16º aniversário. Não me recordo porquê. O livro de francês incluía passagens de autores como Albert Camus (1913-1960) e talvez tenha sido esse um dos pretextos da ida à Feira do Livro. Lembro-me do choque que me causaram as duas primeiras frases: Hoje, a mãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem. Li o livro de um fôlego, nessa tarde de domingo. O percurso e a personagem de Mersault assombram-me até hoje.
Uma velha e muito querida amiga insiste, até hoje: "Isso não é normal. Não é livro que se leia no dia em que se fazem 16 anos". Estamos, até hoje, em desacordo.
Sobre a obra de Camus (a fotografia que se publica foi, certamente, feita em Tipasa):
O programa chamava-se assim mesmo: Há só uma terra. Passava no Canal 1, na altura em que só havia dois, ao fim da tarde. Luís Filipe Costa era responsável por aquele espaço informativo. Foi a primeira vez que ouvi falar em preocupações ambientais, em poluição, na contaminação das águas, na degradação dos solos, na asfixia do planeta.



Programa da feira
Dia 5 (Sábado)
09.00 H - TT Rota dos Vinhos de Amareleja 2009 – concentração no “Largo do Regato”
20.00 H - Sessão de Inauguração da Feira
21.00 H - Actuação dos Grupos: Coral Masculino da Casa do Povo de Amareleja e Coral Feminino “Espigas Douradas”
22.30 H - Actuação da “Tuna Sabes” da Escola Superior de Educação de Lisboa
Dia 6 (Domingo)
19.00 H - Actuação do grupo de música tradicional Portuguesa “Cantes do meu Cante”
21.00 H - Actuação do grupo espanhol “Sones Romeros” de Ensinasola (Huelva)
22.30 H - Actuação do grupo “Quarteto Eléctrico”
Dia 7 (Segunda-feira)
20.00 H - Actuação dos Grupo Coral da Sociedade Recreativa Amarelejense
21.00 H - Concerto de Acordeões
Dia 8 (Terça-feira)
18.00 H - Concerto pela Banda da Sociedade Filarmónica União Musical Amarelejense
Horário da Feira:
Sábado: 20.00 – 24.00 Horas
Domingo e Segunda-Feira: 11.00 – 24.00 Horas
Terça-feira: 11.00 – 20.00 Horas
.Cruda sorte, em versão integral, numa gravação antiga (1957), com Teresa Berganza.
D'un sguardo languido,
D'un sospiretto...
So a domar gli uomini
Come si fa.
A trama de L'italiana in Algeri tem lugar no palácio do Bey, em Argel. É uma história de amores cruzados. Elvira ama Mustafà, que já não a ama e pensa casá-la com Lindoro, o seu escravo italiano. O qual está apaixonado por Isabella. Isabella desperta a curiosidade de Mustafà, que estava obcecado em ter uma italiana. Mustafà aceita libertar Lindoro e deixá-lo partir para Itália se ele levar consigo Elvira. A trama segue por aí fora. No final, Isabella e Lindoro escapam-se para Itália e Mustafà pede a Elvira que o perdoe.
Rossini (1792-1868) compôs esta célebre ópera em 1813, com apenas 21 anos. Cruda sorte integra a 4ª cena do 1º acto. Gosto, em especial, nesta cavatina, da divertida interacção de Marilyn Horne com o público e do entusiasmo do coro, no final.
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