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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

BRYAN PYNTO

Olhei para a fotografia pensando "isto faz-me lembrar qualquer coisa... mas o quê?". Ao fim de um minutos, as sinapses estalaram os dedos e lembraram-se de uma capa de um disco de 1977...

Os cartazes de rua do candidato fazem lembrar uma versão loja-dos-300 de um velho disco de Bryan Ferry.



sábado, 9 de novembro de 2024

SÃO MARTINHO E NOSSA SENHORA DO CARMO

A noite de hoje trouxe uma série de recordações - um coleção notável de cartazes e de programas das Festas de Nossas Senhora do Carmo -, que levaram muitos de nós a verdadeiras viagens ao passado. Pelo ano de 1974 passou o ar de todas as libertações. Recordo-me de celeuma que esta cartaz provocou (o seu autor foi, se não estou em erro, António Galvão). Que "aquilo" não tinha a ver com festa, "que ideia tão disparatada etc.". 50 anos volvidos, a sugestão cinética do cartaz, que evoca todo o movimento da Festa, faz dele, na minha opinião, o melhor do todo os que foram produzidos.

Que saudades do António Galvão...


quarta-feira, 31 de julho de 2024

REVOLUÇÃO NA BIBLIOTECA NACIONAL

A Revolução em marcha é o título da exposição. São dezenas de cartazes do PREC montados como se um painel de rua se tratasse. Há lá criações verdadeiramente notáveis. O melhor é talvez o do voto-povo, um trabalho de Marcelino Vespeira. O pior de todos o do mascarilha do 28 de setembro...

Vale a pena ir à Biblioteca Nacional. Até 21 de setembro.



sexta-feira, 7 de junho de 2024

CAFEÍNA POP

Num pacote de açúcar uma interpretação pop das cinco quinas. E não, não é um acaso. Quem fez o desenho para o pacotinho sabia o que estava a fazer.

Um pouco de Pop Art à mesa do café.


domingo, 2 de junho de 2024

MOURA - A ANTIGA AGÊNCIA DA CAIXA

Podia ter escolhido outras páginas, de entre as mais de 400 do livro. Por evidentes razões sentimentais, fixei-me nas páginas 236 e 237 do livro "Caixa Geral de Depósitos - Património Arquitetónico", um magnífico trabalho gráfico de Hugo Brás.

A agência de Moura já não é ali. Resta-nos o desenho do alçado, hoje com com grandes modificações. É um projeto de José Costa Silva, um arquiteto que andou pelas sete partidas do mundo.


quinta-feira, 16 de junho de 2022

O BRANCO E O VERMELHO

Hoje lembrei-me do vanguardista soviético El Lissitzky, na verdade Lazar Markovich Lissitzky (1890-1941). Este desenho era de um poster de propaganda de 1920, intitulado "Bate os brancos com a cunha vermelha". Ora nem mais.




domingo, 4 de julho de 2021

HENRIQUE RUIVO (1935-2020)

Depois de ter comprado uma edição do "Portugal na Espanha Árabe" telefonei ao António Borges Coelho, prometendo uma visita, a ter lugar um destes dias. Às tantas perguntei "quem é o autor daquelas bonitas capas?". A reposta foi imediata: "o Henrique Ruivo". Um pintor e ilustrador alentejano, falecido há pouco mais de um ano. Na busca de algo que ilustrasse o sue trabalho encontrei várias pinturas, algumas delas fazendo parte do espólio da Fundação Calouste Gulbenkian. Mas o que mais me agradou foi este cartaz, de meados dos anos 70, produzido em pleno PREC. Grafismo de grande qualidade, com cores a anteciparem o pósmodernismo...

Abaixo a reação? Sempre!




domingo, 24 de janeiro de 2021

ARTE E REVOLUÇÃO

É um dos mais emblemáticos cartazes surgidos a seguir ao 25 de abril. Foi seu autor Marcelino Vespeira (1925-2002). Vespeira, além de autor do símbolo do MFA, participou ativamente nos programas de dinamização cultural. O design deste cartaz tem bem o "ar do tempo". Mas é bem bonito. Curiosamente, acho que, do ponto de vista gráfico, funciona muito melhor sem o slogan em rodapé.

Hoje é dia de votar, sempre pela Democracia, sempre contra o Fascismo.



domingo, 8 de novembro de 2020

BATE OS BRANCOS COM UMA CUNHA VERMELHA

Post para um grupo de amigos e motivado por uma publicação de Nuno Ramos de Almeida, no instagram.

Há memórias inapagáveis. Muitos dos que participaram nestes episódios deles decerto se recordarão. No ano letivo 1983/84 houve uma cisão no seio da Associação de Estudantes. A lista unitária de esquerda deu lugar a dois grupos: a lista D (a letra remetia para Direção) e a lista Q (nunca percebi a razão de ser desta letra, confesso). A lista D era "esquerdalha", a lista Q estava ligada à JCP. Fui convidado, para minha surpresa (e derivado à minha fama de "esquerdalho" e "radical pequeno-burguês de fachada socialista") a integrar esta última. Não me lembro porque aceitei, mas sempre tive a convicção que íamos levar "uma abada". Coisa irrelevante, o importante estar "estar" e "combater".

A Teresa Carvalho foi encarregue de escolher uma imagem para o cartaz. Quando vi a imagem - do vanguardista soviético El Lissitzky, na verdade Lazar Markovich Lissitzky (1890-1941) - pensei "isto vai ser visto como uma coisa totalmente esotérica". O desenho era de um poster de propaganda de 1920, intitulado "Bate os brancos com a cunha vermelha".

Acabámos ganhando as eleições. Declinei depois um convite para ser um dos quatro representante dos alunos no Conselho Diretivo - acabaram por ser o Carlos José Almeida, a Rosa Ribeiro, a Isabel Martins e, salvo erro, a Maria José Cantarinha -, porque o ano já ía avançado e uma balbúrdia crescente se instalava no meu percurso escolar.

Recordo com gosto - e sem aquele jargão, que detesto, do "bons tempos" - esses dias e esses tempos, onde sólidas amizades se forjaram. Foi nessa altura que decisivas opções políticas foram tomadas. Passaram quase 40 anos. Não me arrependi. As convicções e as amizades permanecem. 






domingo, 28 de junho de 2020

MILTON GLASER (1929-2020)

Morreu no dia em fez 91 anos. Um autor verdadeiramente genial, que nunca deixou de ser pop, nem de ter um toque sixties, embora não tenha ficado agarrado a modas passadas. O seu cartaz HOPE para Obama foi 100 vezes melhor que a presidência do dito. E o "I NY" fica como marca do século XX. Era difícil dizer tanto com tão pouco. Que tenha sido copiado até à exaustão é a melhor homenagem que se lhe prestou.

Viva a obra de Milton Glaser.

terça-feira, 5 de maio de 2020

LÍNGUA PORTUGUESA

O cartaz é muito bonito.
Os poemas em língua portuguesa também o são.
Esta cantiga de amigo, de Martim Codax, está na raíz da nossa língua.

Ay Deus, se sab' ora meu amigo

Ay Deus, se sab' ora meu amigo
com' eu senneira estou en Vigo!
E vou namorada.

Ay Deus, se sab' ora meu amado
com' eu en Vigo senneira manno!
E vou namorada.

Com' eu senneira estou en Vigo,
e nullas gardas non ei comigo!
E vou namorada.

Com' eu senneira en Vigo manno,
e nullas gardas migo non trago!
E vou namorada.

E nullas gardas non ei comigo,
ergas meus ollos que choran migo!
E vou namorada.

E nullas gardas migo non trago,
ergas meus ollos que choran ambos!
E vou namorada.


segunda-feira, 23 de março de 2020

UNITED COLORS OF GHANA - II

A reclusão dá para pesquisas noturnas. Com surpresa e agrado, tenho vindo a constatar a existência de um grupo interessante de fotógrafos ganeses. Todos muito jovens e muito fora do que poderia esperar. Um deles, Rasharn Agyemang, trabalha no domínio da moda, em Inglaterra. Outros trabalham com telemóvel e pintam depois as fotografias.

As imagens são sempre exuberantes e cheias de luz. Achei graça a esta, pelo pormenor da bandeira.

Ver - http://www.rasharnagyemang.com

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

CTT

Há logotipos que identificam e marcam. E que são tão bons que não vale a pena serem mexidos. Exemplos? A CP, a Caixa Geral de Depósitos, o Banco Espírito Santo (bom, esse já foi...), o Sporting e os CTT. A feliz imagem do cavalinho, que passou por vários ajustes, identificava um serviço e uma empresa. Desde os tempos das velhas placas esmaltadas até agora. Agora foi renovado e ficou "moderno". Uma fatelice pop à Agatha Ruiz de la Prada em dia mau... Alguém consegue sinceramente dizer que "aquilo" era necessário? E que ficou melhor? Devo estar a ficar velho.



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

RENFE - um quizz

E por falar em combóios, o verdadeiro desafio é encontrar coisas que estejam certas neste mapa que a RENFE publicou numa revista. Ao menos, Vigo é nossa. Olivença está vingada.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

OBESIL?

Olhei e li OBESIL. Aquilo não me fazia sentido nenhum. ZERO. Olhei de novo e pensei "espera lá, se isto é da Capital Verde e estamos em Lisboa, se calhar...". Pois, é LISBOA de pernas para o ar. Com curva e tudo, para fingir uma copa. Assim tipo árvore.

A função de uma cartaz é ser lido, não ser pretexto para uma charada. Quem é que faz estas coisas? Pior, quem as aprova?


sábado, 16 de março de 2019

TRANQUILIDADE - SOPA DE LETRAS EM VERSÃO PANTONE

Quando vi "aquilo" numa fachada ainda pensei que se tratasse de um expediente de um mediador com falta de tempo. Cada vez mais habituado a coisas disruptivas fui verificar. "Aquilo" é mesmo o novo logo da Tranquilidade. E já tem algum tempo... Fui ao site da empresa que fez o rebranding. Não está lá este logo...

Não se percebem a ideia nem o conceito. O logo antigo, o do T que parecia voar, dá-lhe 10-0.

Ao menos a divisão por sílabas está certa.




terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

DE SUL PARA NORTE

Design minimalista na Cerâmica Antiga de Coimbra. Com muito pouco (um quarto de círculo, um quadrado, um retângulo) se comunica e se transmitem informações.

A economia de meios ao serviço da informação, comunicada de forma simples e direta.


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

NUNO GAMA EM ARTE ANTIGA

Uma não-passagem de modelos, tanto quanto entendi. Ou seja, os modelos estavam, não desfilavam. O ambiente glamoroso do Museu Nacional de Arte Antiga a jogar em perfeição com o trabalho de Nuno Gama. Não vejo onde o prestígio do sítio saia beliscado, nem vejo que iniciativas assim vão contra a "função" de um museu. Antes pelo contrário.

Achei uma certa graça ao ver a biblioteca do museu convertida em vestiário...

Veja-se a reportagem de João Porfírio no "Observador".


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

CONTOS DA BARBEARIA

De José Craveirinha (1922-2003), o poema BARBEARIA:

Na barbearia às escuras
Júlio Chaúque foi barbeado
quando voltava da machamba de milho.

Os que viram
dizem que Júlio foi escanhoado
até às carótidas do colarinho
em requintes de gilete
dos facões de mato.

Os barbeiros do Chaúque
deixaram em toalhas de folhas secas
congruentes nódoas roxas.



Às voltas pelo instagram,  dei com um conjunto de interessantes trabalhos de Isaac West. Num deles, está um cabeleireiro. Arriscava dizer que Isaac West está a citar uma conhecida tela orientalista de Léon Bonnat (1833–1922). Le barbier nègre à Suez foi pintado em 1876.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

BLUE SUBMARINE

Pop lisboeta. O projeto de arquitetura é de Tomás Taveira (Av. João XXI, anos 80) . O fumo é azul, e é espelho do fumo que outrora saía da fábrica de cerâmica que ocupava o quarteirão onde está hoje a soviética sede da Caixa Geral de Depósitos (projeto de Arsénio Cordeiro). O grafismo da chaminé, mais que pós-moderno, mimetiza o grafismo dos anos 60. Com o yellow submarine à frente de tudo.