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segunda-feira, 30 de março de 2026

KITABU UMDATI

O título completo é KITABU UMDATI TTABIB FI MARIFATI NNABAT LIKULLI LABIB. Terminou, há horas, de forma "miraculosa" a procura desta obra, cujo fundamental 3º. volume estava dado como esgotado e que acabei por comprar numa livraria de Madrid, onde terá passado desapercebido...

Volto a 1994 e às estadas no (já desaparecido) Hotel Eurobecquer, em Granada. Regresso aos tratados de botânica, mas agora por causa da toponímia. E afinal, o livro não era de autor anónimo, nem teve como autor Ibn Butlan, como sustentava Ahmed Ait Belaid. O autor é o sevilhano Abu l-Hayr al-Ishbili...


sábado, 21 de fevereiro de 2026

DIMYANA, DONA ANA, JILLA E BENAGIL

A toponímia dá pano para mangas.

Retomo dois topónimos: Dimyana e [Qaryat] Jilla. Onde se localizariam? As hipóteses têm sido muitas.

Em relação ao primeiro, recupero uma ideia já com uns anos: Dimyana é um sítio referido no Mujam al-Buldan, de Yāqūt al-Rūmi. O topónimo não foi, até hoje, identificado, embora saibamos que fazia parte de Akshunia (Ocsónoba/Faro). Ou seja, provavelmente o topónimo medieval de Dimyana corresponde à zona da praia de Dona Ana, a curta distância de Lagos e 65 kms. a oeste de Faro. O autor do Mujam al-Buldan, normalmente citado como Yāqūt al-Hamawī (1179–1229) viveu na região da Mesopotâmia. Do seu tratado há uma síntese disponível nos vols. 39 e 41-42 da revista "Studia" (1974 e 1979).

Quanto a Jilla, terra natal de Ibn Qasi, segundo Ibn al-Jatīb, situar-se-ia perto de Silves. Surgiram, ao longo dos anos, diversas interpretações, identificando Jilla com o rio Gilão ou com o topónimo Julia, junto a Alte. Jilla corresponderia ao sítio onde Ibn Qasi mandou construir um ribāt. Prudentemente, Christophe Picard fez questão de sublinhar que este ribāt não coincidia com o de Arrifana. E tinha razão.

Estou hoje convencido que a proximidade fonética entre Jilla e Benagil dá sentido à possibilidade de se ter situado neste local da costa o ribāt mandado construir por Ibn Qasi na primeira metade do século XII.

Dados concretos:Benagil fica 11 quilómetros a sul de Silves e 3,5 quilómetros a leste da Senhora da Rocha. Uma localização perfeita.



sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

OS BERBERES DO LAOS E CLÁUDIO TORRES

Uma peça do Laos, do princípio do século XX. Está na Casa da Ásia - Coleeçao Francisco Capelo. O entramado geométrico faz lembrar o padrão das cerâmicas berberes e as mantas da região de Mértola. O meu amigo Cláudio Torres dava-nos, nas aulas (1983... 1984...) uma interessante perspetiva teórica sobre os modos de produção e o seu reflexo nas artes tradicionais. Infelizmente, nunca passou à escrita essas estimulantes ideias.



sábado, 8 de novembro de 2025

AI A IA...

Recebi uma notificação do site academia. É o "local" onde investigadores de todo o mundo alojam os seus textos, para que outros possam ler. O que dizia a notificação? Que a inteligência artificial tinha transformado um texto meu - sobre a islamização do território de Beja, publicado na "Análise Social", em 2005 - em banda desenhada. Trata-se de um texto teórico, dificilmente "traduzível" em imagens. Fui ver a proposta inicial. É esta imbecilidade que aqui vos mostro. O que eu a seguir disse, no mais puro vernáculo, é impublicável. 

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

CASTELO DE VIDE...

E, mesmo no início da campanha, um "raid" de umas 15 horas a Castelo de Vide. Ainda e sempre Duarte Darmas.

Que método de trabalho e que estratégia de divulgação? São essas as questões.

Participação na Escola de Outono.


sexta-feira, 23 de maio de 2025

VIAS DO GARB AL-ANDALUS

O livrinho é apresentado no Festival Islâmico, em Mértola, no próximo domingo, às 11:00. Proposta de reconstituição de uma parte das vias do ocidente islâmico medieval. "Isto" é menos evidente do que poderia parecer, e do que eu pensei, no arranque da tarefa.

É um avanço no que queria fazer, mas o tema não ficou esgotado. Trabalho a retomar, dentro de dias.

terça-feira, 22 de abril de 2025

PORTUGAL ISLÂMICO: ANTES E DEPOIS DE 1974

Algumas pistas sobre as narrativas em torno do Islão (período medieval, neste caso), no Seminário Permanente de Estudos Islâmicos da Universidade Lusófona, organizado por Fabrizio Boscaglia. Dia 24, às 18 horas, online.

https://videoconf-colibri.zoom.us/j/88353084579


sexta-feira, 21 de março de 2025

STVDIA HISTORICA & ARCHAEOLOGICA – OSSA ISLAMICA

Vou deixar de fazer "promessas" quanto a prazos de edição. Este livrinho/brochura já vai com quatro (!) anos de atraso. Nem mais nem menos. Bom, acho que "é desta". Publicação a três, sobre peças em osso do período islâmico do Castelo de Moura.

Ossos há muitos, mas há duas "arquinhas" que continuam a merecer atenção e um estudo mais aprofundado.


terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

DUARTE DARMAS - DE CASTRO MARIM A CAMINHA

Depois do anúncio feito no ano passado (dia 2 de março) está concluído o levantamento aéreo, feito pelo Centro de Informação Geoespacial do Exército (CIGeoE) das fortificações da raia, entre Castro Marim e Caminha. Quase 1000 quilómetros de ziguezagues.

Um trabalho que agora recomeça, em conjunto com um colega e amigo, Miguel Gomes Martins. Há 20 sítios (fronteira alentejana) que estão mais ou menos resolvidos. Faltam 35, e estão longe. E um (Piconha) é em Espanha.

Vai dar trabalho? Vai. Mas será compensador. E sem o Exército Português isto não ia a lado nenhum...

domingo, 23 de fevereiro de 2025

VIAS DO GHARB - REDUX

Parecia mais simples do que foi... Dias de últimos retoques na brochura Vias do Gharb al-Andalus - toponímia, fontes escritas e arqueologia. Versão bilingue português/árabe a ser apresentada no final de maio, durante o Festival Islâmico.

Pensava que iria encontrar mais bibliografia sobre o tema. Nem por isso... Ainda por cima, são raros os que se "arriscam" a cartografar propostas. Mais difícil ainda, uma parte do Uns al-muhaj wa-rawd al-furaj de al-Idrisi tem tido uma leitura que me parece, no mínimo, contraditória. E ainda ninguém se deu ao trabalho de explicar porque é que os 273 kms. indicados por al-Idrisi para o caminho Badajoz-Sevilha são apenas 195 quando se segue o caminho "tradicional". A chave está, segundo me parece, na procura de soluções alternativas. É desse, e doutros, temas que trata o livrinho.

domingo, 9 de fevereiro de 2025

TRANSLITERAÇÕES: DE BROCKELMANN À "ARABICA"...

O tema é recorrente. Como transliterar corretamente o alifato? Que norma utilizar? Que fonte tipográfica é compatível? Mais difícil, qual a fonte disponível no word?

A fonte que uso é a jahgbub, uma variante da Times New Roman, creditada ao orientalista norueguês Knut Sigurdson Vikør (n. 1952).

Um trabalho em vias de conclusão lançou-me, de novo, neste transe... Decidi que a única forma de compatibilizar o word e uma transliteração viável era seguir as normas da revista "Arabica". Não me agrada nada, mesmo nada, a solução para a consoante . Manias minhas... O trabalho prossegue. Mesmo penando.


sexta-feira, 15 de novembro de 2024

CONVENTO DO CARMO - DE MOURA A LISBOA

E agora, durante uns meses - até março de 2025 - alguns materiais provenientes das escavações arqueológicas no Convento do Carmo, em Moura, vão estar expostos no Museu Arqueológico do Carmo, em Lisboa.

Um trabalho notável das colegas Rute Silva e Vanessa Gaspar. Deixando de lado outas questões, a complexa realidade arqueológica do sítio merecerá bem uma monografia, a matizar com a informação histórica.

Coisas interessantes que resultaram da conferência de apresentação e que me mereceram reflexão:

* a presença de um sítio islâmico, que certamente corresponde a uma munya;

* toda a encosta a norte do castelo deverá ter tido pequenas hortas, de que parecem ser evidência a moeda de Hisham II e as cerâmicas encontradas na zona do Sete-e-Meio;

* todo esse espaço terá beneficiado das fontes do castelo, que viriam, muito mais tarde, a ser objeto de documentos de divisão da água;

* os três silos localizados têm uma capacidade de armazenamento de 7.300 litros, pelo que seria interessante ver qual a área necessária para garantir essa produção (talvez isso desse uma perspetiva sobre a dimensão da munya e pudesse dar pistas, um dia, para a origanização fundiária em toda esta zona)

* não por acaso, é aí que o Convento do Carmo se instala, muito pouco tempo após a Reconquista.

Um belo conjunto de peças a ver, e um trabalho de arqueologia a seguir.


terça-feira, 3 de setembro de 2024

IBN SAID E A VIRGEM DOS MARINHEIROS

Esta expressiva e inovadora imagem da Virgem Maria é a Madonna dei Marinai. Encontra-se na localidade de Santa Teresa Gallura, no extremo norte da costa da Sardenha, junto ao Estreito de Bonifácio, canal de separação com a Córsega.

É muito curiosa esta ligação entre a Madonna e os marinheiros. Na costa algarvia, havia, no período islâmico, a Igreja do Corvo (Kanisat al-Gurab). Num texto do século XIII, de Ibn Said al-Maghribi, associava esta igreja aos navegadores, dizendo que ela era famosa entre as gentes do mar.


ALCÁÇOVAS...

Vai ser no dia 20 de setembro. Lá/cá estarei, recuperando um velho tema: o do reflexo da feudalização nas estruturas das fortificações.

Programa e demais informações em https://chul.letras.ulisboa.pt/eventos-detalhe.php?p=1722


domingo, 1 de setembro de 2024

DUAS ARQUETAS ISLÂMICAS DO CASTELO DE MOURA

É um tema recorrente na minha vida e dará, dentro de meses, mote para um pequeno livro. Em meados da década de 80 deram entrada, no Museu de Moura, dois conjuntos de plaquinhas pintadas provenientes de escavações do castelo feitas no castelo em 1980 e em 1981, sob a direção de Jorge Pinho Monteiro, entretanto falecido.

Arcas de marfim, primorosamente lavradas, já tinha visto. O Tesouro da Sé de Braga tem uma, de inícios do século XI... Mas placas pintadas (mais pobres, em osso!), nunca tinha visto. Valeu-me a ajuda de Guillem Rosselló-Bordoy (1932-2024), grande erudito e homem de extrema simplicidade. Orientou-me “vê o livro de Blythe Cott e os textos de José Ferrandis; começa por aí”. Duas semanas em Madrid fizeram-me girar entre a biblioteca do Instituto Arqueológico Alemão e do Museu Arqueológico Nacional. Perplexo, reparei que as “minhas” peças nada tinham a ver com o luxo de arte de corte das siculo-arabic publicadas por Cott. E que as figurinhas humanas pintadas na arca de Moura eram muito semelhantes às representadas nas peças de cerâmica esgrafitada de Murcia. Data dos materiais murcianos? Segunda metade do século XII. Uma cronologia compatível com a que eu propunha (finais do século XII – inícios do século XIII). Há cerca de 15 anos, as escavações no Castelo de Moura “deram” mais conjuntos de painéis em osso, como idêntica decoração aos que já existiam, mas sem dúvida pertencentes a outras arquetas.

A procura de paralelos prolongou-se ao longo dos anos. Até dar, quase por acaso, com uma peça quase idêntica à de Moura, no Victoria & Albert Museum, em Londres. A datação atribuída no site, tal como no livro “Islamic Arts from Spain”, bem como a origem sugerida (sul de Portugal ou de Espanha) era, também, a que eu próprio propunha para os materiais de Moura. Intrigado, arranjei forma de entrar em contacto com Mariam Rosser-Owen, conservadora do museu londrino, para saber como chegara a tal conclusão. A resposta foi desconcertante: “datei as peças a partir de um texto que você publicou; estou de acordo com a sua datação”.

Temos dado (os meus colegas, aí em Moura, e eu) a devida divulgação às peças. Que já estiveram, nomeadamente na exposição “Guerreiros e Mártires (Museu Nacional de Arte Antiga, 2020/2021). Quanto mais o tempo passa, mais me assombra a “impossibilidade” da presença destas arquetas na nossa terra. É provável que tenham vindo de um centro de produção sevilhano. A “orientalização” – da ornamentação à representação das figurinhas humanas, vestidas com o que parece ser uma túnica ou “kaftan” – é o traço mais evidente destas pequenas joias da arte islâmica. A sofisticação da cultura mediterrânica prolongar-se-ia, em Moura, até finais do século XV, como o demonstra a Bíblia Hebraica feita na nossa terra, em 1470, e que está hoje numa biblioteca em Oxford. Mas esse é outro tema, ao qual voltarei num destes dias.

Crónica em "A Planície"





sábado, 24 de agosto de 2024

DIKR BILAD AL-ANDALUS, perto da última curva

Hoje não será, mas amanhã deve ficar muito, muito perto do fim um pequeno ensaio que se tornou bem mais complexo do que pensei no início. É sempre assim...

O fantástico Dikr bilad al-Andalus, na tradução de Luis Molina, veio dar uma decisiva ajuda. E vai-me também "refazer" uma proposta, ainda recente, que publiquei na revista "Hespéris-Tamuda".

Haverá livro no próximo Festival Islâmico de Mértola 😉.


quarta-feira, 31 de julho de 2024

JOSÉ MATTOSO NA BIBLIOTECA NACIONAL

A espantosa realidade da História é o título da mostra bibliográfica da obra de José Mattoso (1933-2023). Vai estar até 12 de outubro na Biblioteca Nacional.

Quando soube que a mostra ia ter lugar pensei "o karma é tramado".

terça-feira, 2 de julho de 2024

NOMES ÁRABES DE TERRAS ALENTEJANAS

Que nome tinham as terras da nossa região há 800 ou 900 anos? Como podemos saber isso? Que base temos para as informações? Já agora, que nomes se mantiveram e quais os que foram alterados? Um trabalho recente para a revista marroquina “Hesperis-Tamuda” deu-me ocasião para, a partir de fontes geográficas (ar-Razi, al-Idrisi, Ibn Hawqal), de algumas narrativas históricas (Ibn Idhari, Ibn Hayyan) e de trabalhos conhecidos de investigadores (Reinhardt Dozy, Cláudio Torres, Fernando Branco Correia, nomeadamente), tentar uma reconstituição das principais vias da região e de recapitular algumas hipóteses de trabalho.

Primeiro ponto, e repetindo um dado que faço sempre questão em recordar: Yelmaniah ou, pior..., al-Manijah não é Moura. Trata-se de um erro de interpretação, e de confusão criada há décadas, a partir do nome árabe de Juromenha: Julumaniah (o sítio surge mencionado, pelo menos, num texto de Ibn Arabi).

Depois, “vamos a contas”, em relação a um conjunto de pequenos sítios, e deixando de lado as mais que evidentes Baja > Beja e Yabura > Évora:

Moura – Trata-se do sítio mencionado nas fontes como Laqant, como parece evidente a partir dos materiais arqueológicos da Alta Idade Média (as estampilhas encontradas em Moura com o texto “Ecclesia Santa Maria Lacantensis”) e das referências nas fontes escritas que se reportam ao período emiral (séculos VIII-X). Que o nome se altere posteriormente não é caso único. Surge já como “Mura” num texto de Ibn al-Alfaradi. Essas mutações são admissíveis no contexto do que o malogrado Christophe Picard chamava “a renovação urbana”, que surge no final do emirado.

Serpa – Aqui o nome não muda mesmo. Era Shirba na época islâmica e assim se mantém, como Serpa, depois da Reconquista.

Pedrogão – Poderá ser, segundo a hipótese de Abdallah Khawli, o sítio de Riba Awtah (margem alta), junto ao Guadiana e perto de Beja, onde se travou a batalha de Ubadah Bitrushah. As palavras derivam do latim "oppidum petrosum (fortaleza pétrea) e poderão, os dois dados toponímicos, ser referência às margens do rio, naquela zona. A hipótese é plausível, até pela proximidade entre Petrosum > Bitrushah > Pedrogão.

Santo Aleixo (?) – É, com elevado grau de probabilidade, o sítio que corresponde às minas de prata de Totalica, referidas por ar-Razi. O nome vem da ribeira de Toutalga, ali bem perto. Pode também admitir-se que o topónimo não corresponda, em rigor, a um só local, mas sim a um território. Que se situaria, nesse caso, algures entre Santo Aleixo e Ficalho.

Monsaraz – É, sem dúvida, a Sharysh de al-Idrisi, que ficava junto ao Guadiana. Não só temos o microtopónimo Xarez/Xerez como a fortaleza de Monsaraz também tinha a sua torre de Salúquia (manteve-se, pelo menos, até ao século XV com esse nome: Fernão Lopes refere, na Crónica de D. João I, a porta da Çollorquia).

Cuncos – Corresponde, como demonstrou Fernando Branco Correia ao sítio de Fr(u)nksh, local referido no “Muqtbais II”. A confusão de leitura na letra inicial tem origem num erro de transcrição: as letras árabes a que correspondem os sons C e F são muito semelhantes graficamente. Uma simples falha na transcrição “transforma” essas letras. Daí a confusão, resolvida por aquele meu colega e amigo.

Alconchel – É, segundo, creio, o local que corresponde à alcaria de Ukasha, mencionado num dos périplos do al-Idrisi. Ou seja, a correspondência far-se-á lendo al-Ukasha > Alconchel.

O caminho faz-se caminhando. Ainda há poucos anos sítios como Laqant, Sharysh, Ubadah Bitrushah, Totalica, Ukasha, Fr(u)nksh estavam por resolver. Agora temos, pelos menos, explicações plausíveis. Que o tempo se encarregará de confirmar (ou não...).

Crónica em "A Planície".

A fotografia é do site do Hotel de Moura.

segunda-feira, 24 de junho de 2024

LISBOA ISLÂMICA, DIA 27

Ora aqui estamos nós, uma vez mais.

Uma cidade "meio pagã, ,meio cristã", como dia o norueguês Sigurd, no século XII.

Sessão online, no facebook.


terça-feira, 18 de junho de 2024

CONTOS DO ESQUECIMENTO

Visionamento quase privado (por convite para arqueólogos, museólogos, antropólogos etc.) do filme "Contos do esquecimento", de Dulce Fernandes. Uma narrativa interessante sobre o que aconteceu numa escavação arqueológica em Lagos, onde se encontraram 158 esqueletos. Como? De quem? Porquê? As pistas são interessantes e a narrativa (que questiona, mas não mostra) é interessante.

Foi melhor o trabalho da realizadora-cineasta que a sua intervenção no final. Temo tempos de iconoclasia, à mistura com "desconstruções" de mais que duvidosa utilidade.