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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

TOMARA QUE CHOVA

"Atrás de nós os assentos de betão iam-se enchendo compactamente. à frente, para lá da trincheira, a areia da arena estava cilindrada a preceito, muito amarela. Parecia um pouco empapada pela chuva, mas estava seca ao sol e firme e lisa".

Este excerto, e as páginas que se lhe seguem, são, verdadeiramente, a parte de que gosto do "O sol nasce sempre" (1926), de E. Hemingway (1899-1961). O resto do livro soa-me bastante irritante.

Falámos de Hemingway ontem à noite, por causa dos touros, da boémia e de Cuba. Quando regressei a casa, com um novo guarda-chuva na mão, só pensei "tomara que chova".


quarta-feira, 10 de setembro de 2025

LA COGIDA Y LA MUERTE

Participação sonora numa iniciativa da CDU, em Moura.

Escolhi a primeira parte do Llanto por Ignacio Sánchez Mejías, do grande Federico Garcia Lorca (1898-1936).

Ignacio Sánchez Mejías morreu em Madrid, no dia 13 de agosto de 1934, dois dias depois de ter sido colhido em Manzanares.

sábado, 23 de agosto de 2025

NO CAMPO PEQUENO

As tragédias são pretexto para quase tudo. Dispenso-me de comentar coisas que por aqui (redes sociais) tenho lido.

Um silêncio pesado é o que fica nestas alturas. Nada mais.

quinta-feira, 17 de julho de 2025

FESTA NA FESTA

Embora continue a "estranhar" uma corrida no sábado à noite - a tradição sempre foi no domingo - esta é uma parte firme nas Festas de Moura. Não consigo precisar quando terei assistido à primeira noturna num domingo de Festa. Arriscaria dizer que entre 1970 e 1972. Um dos cavaleiros era, isso estou certo, o alentejano José Maldonado Cortes (n. 1938).

Sábado lá estarei.


sexta-feira, 20 de junho de 2025

A NOITE DE CRISTIANO TORRES

A novilhada de dia 12 de junho, em Sevilha, foi uma muito agradável surpresa. O jovem da casa, Uceda Vargas, com uma porta gayola e tudo, bem se esforçou mas "não foi lá". Bem melhor esteve Cristiano Torres, que deu excelentes indicações no primeiro, apesar da voltereta, e que foi temerário no segundo. Ou muito me engano (e espero que não!) ou está aqui alguém com futuro nas arenas.






domingo, 8 de junho de 2025

TARDES DE SOLEDAD

Vi, ontem, um filme excecional. O documentário de Albert Serra é um testemunho que fica para a posteridade. O protagonista é o célebre Andrés Roca Rey, mas o filme é muito mais que isso. O som (das conversas, dos aplausos, da respiração dos touros) é um dos grandes elementos de "Tardes de soledad". Depois há o vermelho, (da muleta, das bandarilhas, do sangue, da trincheira...). Depois há as lides e a magnífica captação de todos os momentos e da face do toureiro (o medo, a tensão, a adrenalina...).

Li, algures, que Albert Serra não é aficionado. Nem precisa de ser. Bastou-lhe registar, com mestria, aquilo que viu. E que bem soube ver.


segunda-feira, 19 de maio de 2025

LAS VENTAS

Regresso a Las Ventas, 47 (!) anos volvidos. Agora num plano mais festivo. Primeiro a homenagem a José Gómez Ortega, El Gallo, falecido 105 anos antes, em Talavera de la Reina. Silêncio total durante um minuto, com todos os intervenientes na arena.

Depois, a corrida, que ni fu ni fa. O quinto podia ter sido diferente, com Fernando Adrián toureando de joelhos. E começando o tercio de muleta com um cambiado arrepiante. Falhou no final. Paciência. Valeu a tarde e, sobretudo, a companhia.

quinta-feira, 17 de abril de 2025

NOUTRO TEMPO, NOUTRO LUGAR

Ao ver isto ontem, até pensei que se tratasse de uma montagem.

Foi em novembro de 1975. Uma prova de que nem todas as contradições são contraditórias.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

NOVA TEMPORADA

Falharei, este ano, o arranque, em Mourão. Por boas razões, felizmente.

Mas haverá Olivença, Moura, Sevilha, Campo Pequeno. Talvez Madrid.

A fotografia foi feita, há uns tempos, em Vila Franca de Xira. Outro destino a considerar.

Viva a Festa!


domingo, 29 de setembro de 2024

BORJA JIMÉNEZ E NADA MAIS...

São 19:04 de sábado (ontem) e Borja Jiménez e espera o segundo touro da tarde a porta gayola. Essa lide foi razoável, mas no quinto touro esteve a grande nível. Não houve troféu porque houve pinchazo. Uma enorme pena, porque ele estava com vontade de triunfar. E tem talento para isso.

Sevilha vale sempre a pena e a noite acabou tarde, em excelente companhia, entre a Calle Adriano, a Calle Pastor y Landero e o Paseo de Colón. 2025 está já aí...




sexta-feira, 6 de setembro de 2024

DAX, PORQUE DE MANHÃ É QUE SE COMEÇA O DIA...

Uma corrida às 11 da manhã?

E porque não?

O Real de Moura amanhã em Dax. Que me recorde, internacionais em Espanha, França e México. Sempre convosco, mesmo que não fisicamente.



segunda-feira, 19 de agosto de 2024

TARDE NO MEDITERRÂNEO

Amareleja, 14.8.2024.

A tarde não foi fácil para os grupos de Moura e da Póvoa de São Miguel. Do ponto de vista pessoal, foi uma grande tarde/noite. Da corrida de touros à passagem (demasiado curta) pela Amareleja, vim de lá contente e apaziguado. Razões mais que suficientes para um regresso dentro de dias.

domingo, 11 de agosto de 2024

CUCHARETO, O TOURO QUE MATOU JOSÉ FALCÃO...

São 18.50 do dia 11 de agosto de 1974. Cuchareto acaba de ferir de morte José Falcão. Lembro-me de ter lido a notícia, no dia seguinte, no "Diário Popular". Mas não ideia se houve ou não muitos comentários na imprensa da época.

Recordo o texto de Ángel González Abad, publicado há exatamente dez anos no ABC:

Hoy se cumplen cuarenta años de uno de los días más tristes que ha vivido la Monumental barcelonesa en su siglo de existencia. El 12 de agosto de 1974, las puertas del coso quedaron abiertas de par en par para que los aficionados despidieran al infortunado diestro José Falcón, mortalmente herido el día anterior sobre la arena de la plaza de la Ciudad Condal. El intenso dolor de la capilla ardiente quedó reflejado también en la emocionante vuelta al ruedo del féretro que contenía los restos mortales del valiente torero portugués.
Se cerró aquel día la historia de un matador de toros forjada ante las ganaderías más duras y que tuvo precisamente en Barcelona uno de sus puntos de mayor felicidad. Hacía unos meses que Falcón, nacido en Vila Franca de Xira treinta años atrás, había contraído matrimonio con Rosa Gil, la hija del propietario del popular y taurinísimo restaurante Casa Leopoldo, en pleno Raval. Unos meses después de su muerte nació su hija Carla, que hoy junto a su madre sigue regentando el negocio familiar.
Volvamos a la tarde del 11 de agosto. Hicieron el paseíllo Manolo Cortés, Falcón y Paco Bautista con el rejoneador Alvaro Domecq por delante, para lidiar una seria corrida de Hoyo de la Gitana. Al tercero, de nombre “Cuchareto”, lo citó José para torearlo al natural, pero a mitad del viaje, el toro lanzó un seco derrote y alcanzó de lleno al torero por la ingle izquierda. La sangre brotó a borbotones, la femoral rota, el angustioso traslado a la enfermería quedó marcado por un reguero rojo, casi negro, que hacia presagiar lo peor.
Cuando llegó a las manos del doctor Olivé, cuentan que aún tuvo hilo de voz -“doctor duérmame”-, y ya no despertó. Tres horas después, sobre las diez de la noche, su corazón se apagó para siempre.
José Falcón fue protagonista de una de las páginas más duras de la historia del toreo en Cataluña, su esposa Rosa Gil, que sufrió con dolor descarnado la cara más dura de la Fiesta, ha demostrado generosidad sin límites al mantener viva su afición. Un ejemplo.


domingo, 4 de agosto de 2024

O REAL DE MOURA NAS COLOMBINAS

Numa frase curta: não é para qualquer um!

Estou demasiado longe, mas fica a "curiosidade" do confronto com os Amadores de Turlock, com um estilo completamente diferente daquele que nos é habital.



segunda-feira, 15 de julho de 2024

A BANDA DA AMARELEJA NO CAMPO PEQUENO - PARECE QUE É DESTA

A notícia foi-me transmitida por várias pessoas, incluindo músicos da banda. A Banda da Sociedade Filarmónica União Musical Amarelejense vai estar no Campo Pequeno, a abrilhantar a corrida de touros de dia 22 de agosto. Lá estarei.

Deixo aqui uma imagem de "outros tempos" (2016), na Torre do Relógio (fotografia de Carla Ascenção).


terça-feira, 30 de abril de 2024

50 RAZÕES PARA DEFENDER A CORRIDA DE TOUROS

Um livro extraordinário. Comprei a primeira edição, em 2011. Vai na quarta. Francis Wolff não é um bárbaro sanguinário. É um reputado professor universitário e um homem de Cultura. Tauromaquia é Cultura. Como Francis Wolff explica em 50 tópicos, bem escritos e bem informados.


segunda-feira, 4 de março de 2024

OLIVENÇA, ONTEM

Cheguei há poucas horas de Olivença.

Não foi uma corrida extraordinária, mas teve momentos bons. Pode questionar-se o estilo deste ou daquele toureiro, mas sem espetáculo e sem arrojo não há corridas. Santa paciência... E foi por isso que Roca Rey aqueceu o ambiente.

Valeu a pena ter ido? Vale sempre a pena! Pelo sítio, pelos cartéis, pela companhia. O resto deixo para os adoradores de alfaces.


quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

MÉXICO

Fechando o mês.

À medida que os anos vão passando, há coisas que sabemos que não faremos, por um motivo ou outro. Das minhas impossibilidade absolutas constam (momento confessional...) duas coisas de aviões:

Andar no Concorde;

Aterrar em Kai Tak.

Tenho outras que ainda espero concretizar. De entre elas (incluindo as "patrimoniais") consta esta: ver uma corrida de touros na Plaza México. Imagino, mas só imagino, que seja qualquer coisa de memorável.


terça-feira, 19 de dezembro de 2023

LOS TOREROS

Agora que estamos quase a entrar em 2024 e falta pouco mais de um mês para a nova temporada é tempo de recordar esta tela de Joaquín Sorolla. Los Toreros data de 1915 e retrata um paseíllo na Real Maestranza. Uma obra "datada"? Sim, duplamente. Mas não menos interessante.


sábado, 28 de outubro de 2023

ÚLTIMA DA TEMPORADA

Última da temporada, em Évora.
Vir porque sim. Porque vem cá o Grupo de Moura. Porque se encontram sempre muitos amigos. Porque vou a Moura mesmo sem lá ir.