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segunda-feira, 24 de novembro de 2025

JERASH

O sítio da fotografia fica a 4.103 kms. do local onde me encontro. Quando estive em Jerash, há muitos anos, convenci-me que Roma se torna mais esplendorosa quanto mais para oriente caminhamos.

Jerash fará parte - não com esta imagem - de um livro há muito prometido (a mim mesmo) e que agora, finalmente, avança.

Viva Roma!


quarta-feira, 1 de outubro de 2025

IBN TULUN

Recupero uma imagem antiga, que andava perdida nos meus arquivos. A fotografia foi tirada da cidadela do Cairo, apontando para ocidente. Aquele traço branco que se vê, no centro da imagem, é a cobertura da galeria em volta do pátio da mesquita de Ibn Tulun.

A distância é curta (cerca de 1000 metros), mas aqui parece muito mais. Uma ilusão que não consigo explicar.

Data do registo: algures na primavera de 2007. 

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

PINTURA CAIROTA

"Guardas à porta do túmulo" é uma pintura orientalista que está na National Gallery of Ireland. O seu autor é Jean-Léon Gérôme (1824-1904) que conheceu bem o Levante Mediterrânico. Ao ver o quadro não pude deixar de me lembrar de um belo filme de Sérgio Tréfaut, "A cidade dos mortos". E não pude deixar de me interrogar sobre o início do uso habitacional dos jazigos no Cairo.



 

terça-feira, 12 de agosto de 2025

KILMAINHAM GAOL

Quando uma visita é mais que uma visita.

A ida a Kilmainham Gaol (uma antiga prisão com longo e importante papel na libertação da Irlanda) é uma lição de História e de Cidadania. Toda a tirania inglesa, toda a imperial crueldade, está ali detalhadamente explicada. Os guias nao sao só guias: são empenhados nacionalistas que, tendo de fazer aqueles percursos várias vezes por dia o fazem (pelo menos no que nos calhou) com afinco e profissionalismo.

Conseguir bilhetes não é fácil, pelo que convém reservar com (muita) antecedência.

Ver: https://heritageireland.ie/places-to-visit/kilmainham-gaol/



domingo, 3 de agosto de 2025

O TESOURO DO TRIÂNGULO DE FOGO

Era esse o título do segundo de quatro livrinhos de aventuras. Foram-me oferecidos algures por 1971 ou 1972. A segunda aventura passava-se na Irlanda. Durante muitos anos tive curiosidade de conhecer algumas das paisagens ali descritas. Depois de cinco dias entre Galway e Dublin fiquei ainda com mais vontade de repetir o percurso dos primos Jan (holandês) e Maria (portuguesa). E de repetir os tratos nos outros três países: Finlândia, Itália e... Portugal. Uma pequena saga que saiu da inspiração de Monique e de Jacques Wolgensinger.


terça-feira, 29 de julho de 2025

HAÏDRA...

Ao escrever, há dias, sobre a Antiguidade Tardia, não pude deixar de me lembrar da mais improvável de todas as minhas viagens: a Haïdra, na fronteira tunisino-argelina, na primavera de 2002. Uma viagem com direito a "interrogatório" policial, em plena estrada, a que se seguiu uma improvisada escolta, seguida de um almoço num restaurante numa rua deserta, batida pela vento, como nos westerns. E depois a longa passagem pelas ruínas. Foi um dos sítios onde a arqueologia se me tornou impossível. Espero um dia escrever sobre isso e explicar porquê.

Queria tanto voltar a Haïdra...

sábado, 5 de abril de 2025

IN MEMORIAM - AMADOU BAGAYOKO

Agora que Amadou Bagayoko (1954-2025) partiu, recordo-o com este texto, que resultou de uma já distante viagem ao Mali.


BAMACO


DIMANCHE À BAMAKO

É assim que se chama o disco, Dimanche à Bamako. E nós ficamos a imaginar como será o dimanche à Bamako. Haverá acácias e belas mulheres à sua sombra, nos domingos de Bamako? As águas do Níger trarão frescura aos domingos de Bamako? Correrá um pouco do harmattan, o terrível vento do deserto, nas ruas dos domingos de Bamako? Soprará esse vento sobre as águas do Níger, por entre as acácias e as belas mulheres? Que oásis haverá?

Há poucos oásis em Bamako. A planta da cidade vista só em planta é um enredo de ruas direitas e há até guias que falam nas árvores dos bairros de Sogoniko ou de Badalabougou. Foi talvez assim um dia, e agora temos pena de não termos conhecido esses dias e esses domingos de Bamako. Agora os dias são de caos, há fumo, meu Deus, há fumo e mais fumo. A cidade vive envolta em fumo. Dos carros com carburadores asmáticos, do lixo a arder ao lado dos hotéis e dos campos de golfe, do lume dos restaurantes, digamos que são restaurantes, que aparecem por toda a parte. Afinal o vento não sopra em Bamako e por isso o fumo não viaja, ficando a pairar sobre a cidade. A cidade colonial é uma miragem curta nesta parte do Sudão e as glórias passadas fenecem por entre destroços.

Nos dias que não são dimanche há mais trânsito e nota-se muito mais o fumo. Há mais carros, mais motoretas e maquinetas. Nesses dias um milhão de pessoas cruza o gigantesco bairro da lata que Bamako é, e nós ficamos sem perceber nada. De que vivem todas aquelas pessoas? De que vivem os vendedores se não há ninguém para comprar ou, pelo menos, ninguém parece comprar coisa alguma? Quando é dimanche à Bamako respira-se um pouco melhor, sem o travo do gasóleo a arder nas narinas e na garganta. Quando é dimanche podemos fugir mais ao fumo.

Aos domingos podemos esgueirar-nos um pouco mais à vontade, por entre as latas das barracas, por entre os montes de lixo semeados à toa. Para quem gosta dos mercados, há o novo mercado, nos guias lê-se que é novo mas parece já ter nascido com muitos anos. Mais longe, na margem do Níger, uma sugestão de jardim dá um pouco de placidez aos domingos de Bamako.

Há uns séculos atrás ninguém passeava ao longo do Níger nas tardes de domingo porque a cidade ainda não existia. Nesses dias havia pirogas que passavam por entre as ilhotas onde agora os poucos pássaros vão pousar. Mas as pirogas partiram e o rio é agora um deserto de água. Nesses dias lá longe os caminhos do Níger levavam para Tombouctu e para Gao. É para aí que iremos um dia, porque lá onde estão não há fumo, de certeza que não, nem um milhão de pessoas amontoadas, como nesta aldeia de homens e mulheres gentis.

Agora é Inverno em Bamako, aceitemos que 35º possam ser Inverno, e por isso o tempo é muito seco. O calor ainda vem longe e mais longe ainda está a chuva. Tenho dificuldade em imaginar como serão esses domingos de Verão, com a chuva que não pára, o calor terrível, o fumo dos carburadores asmáticos e a maior parte das ruas a serem pasto da lama e dos mosquitos.

Na próxima vez vou chegar a um domingo. Vai ser num dos beaux dimanches cantados por Amadou e Mariam. Nesse domingo haverá, decerto, menos fumo e menos gente perdida a deambular pelas ruas. Haverá, decerto, belas mulheres cujas pulseiras rivalizam, por entre as acácias, com a curva da corrente do Níger.

domingo, 30 de março de 2025

CUBA 10/10: HABANA VIEJA

A cada passo olhava para o lado, esperando ver Ry Cooder numa motorizada com side-car. As imagens de "Buena Vista Social Club" foram uma constante. O ambiente urbano que Wim Wenders retratou é tal qual ele o retratou.

Fugi, deliberadamente, aos "postais" turísticos. Deambulei, por vezes na mais completa solidão, pelas ruas da cidade velha de Havana. A segurança é total. O que me permitiu fotografar, a altas horas da noite, com a minha amada M6. Disso darei conta um destes meses.

A luz noturna de Havana só me fazia lembrar, obsessivamente, as fotografias das cidades marroquinas, por Jean-Marc Tingaud (n. 1947). Tivesse eu talento...


segunda-feira, 17 de março de 2025

CUBA 9/10: GRANMA

O barco chama-se Granma (avózinha...). Foi nele que Fidel Castro desembarcou, em Cuba, com mais 81 revolucionários, no dia 2 de dezembro de 1956. Foi o começo de uma aventura que ainda hoje enerva os da dimócraci e dos iuman rráites.

O barco, construído nos States em 1943, está conservado num memorial, onde há também outras memórias da revolução cubana. Fica no limite ocidental da cidade velha e pode ser visitado.


quarta-feira, 5 de março de 2025

CUBA 8/10: TRINIDAD

Brincadeiras intemporais. Miúdos lançando papagaios ao cimo da Calle San Procopio, em Trinidad. Grande parte da cidade foi tomada de assalto pelo turismo (mea culpa...). Este grupinho estava ainda alheio a tal fenómeno e a preocupação era lançar os papagaios em condições. 

Trinidad é Património da Humanidade. Pergunto-me, sinceramente, qual foi a vantagem do "emblema"? Para lá do que hoje vemos, e que deixa, a todos os títulos, sérias reservas.



sábado, 15 de fevereiro de 2025

CUBA 7/10: JORGE SILOT

No ateliê de Jorge Silot, na cidade cubana de Trinidad, há de tudo um pouco, do mundo das Artes.

Tomei-me de amores por esta tela, de exotismo kitsch. Cabe lá tudo o que há em Trinidad. E mais o sol e a lua. As cores originais são melhores. Em fase de acabamentos, para figurar no local devido.






domingo, 2 de fevereiro de 2025

CUBA 5/10: TORRE MANACA-IZNAGA

Memórias da safra açucareira.

A Torre Manaca-Iznaga, construída no primeiro quartel do século XIX servia para vigiar os escravos, enquanto estes trabalhavam. O campanário está a 45 metros de altura. O sino marcava o início e o fim dos trabalhos. A casa dos antigos senhores fica perto da torre. O local é um ponto turístico.

O Valle de los Ingenios é Património da Humanidade. O conjunto já conheceu melhores dias.


terça-feira, 7 de janeiro de 2025

MÁSCARA Nº. 24: HAVANA

Havana, novembro de 2024. Mais uma face na paisagem urbana.

Uma cara algo "nariguda" na Avenida Salvador Allende.



domingo, 5 de janeiro de 2025

AMOR PALAFÍTICO

Regresso, quase 10 anos volvidos, à Carrasqueira. Achei, talvez equivocadamente, que algumas coisas mudaram. Notei, estarei enganado?, que havia uma certa "privatização" de alguns passadiços. Pareceu-me, estarei a ser atraiçoado pela memória?, que havia mais barraquinhas de apoio à pesca. Como a da fotografia, com tanto amor palafítico. Um sítio extraordinário, em qualquer caso.

Repito o poema aqui publicado num já distante 15.3.2015:

Manhã no Sado
Brancas, as velas
eram sonhos que o rio sonhava alto....

Meninas debruçadas em janelas,
viam-se, à flor azul das águas, as gaivotas.
E a Manhã quieta (sorrindo, linda, vinha vindo a Primavera…)
punha os pés melindrosos entre as conchas.
Derivavam jardins imponderáveis
dos seus passos de ninfa
e tremiam as conchas
de súbitas carícias.

Longe era tudo: o medo dos naufrágios,
as angústias dos homens, o desgosto,
os esgares das tragédias e comédias
de cada um, os lutos, as derrotas.
Longe a paz verdadeira das crianças
e a teimosia heróica dos que esperam.

Ali, à beira-rio,
de olhos só para o rio, de ouvidos surdos
ao que não é a música das águas,
um sossego alegórico persiste.
Nem o arfar das velas o perturba.
Nem o rumor dos seios capitosos
da Manhã, que nas águas desabrocham
e flutuam, doentes de perfume.
Nem a presença humana do Poeta
- sombra que a pouco e pouco se ilumina
e se dilui, anónima, na aragem…

Sebastião da Gama

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

CUBA 2/10: FLORIDITA

Detesto tanto os sítios "icónicos" tanto quanto detesto a palavra icónico. Mas este é um pouco diferente. E foi assim que desembocámos no El Floridita, entre barmen simpáticos, muito bons daiquiris (a 2250 pesos, una barbaridad...), boleros e uma chusma de americanos aos berros, com ar proprietário isto-já-é-tudo-nosso, e turistas que entravam para uma fotografia e uma selfie e não consumiam. Fui lá com a maior fã de Hemingway que conheço. Voltámos uns dias mais tarde, evidentemente.

sábado, 7 de dezembro de 2024

O PINTOR DE TRINIDAD

Jorge Silot nasceu em Trinidad, em 1981. Tem uma loja/ateliê perto da Plaza Mayor. Falámos um pouco sobre os temas que lhe interessam e sobre a iconografia que destaca nas suas pinturas. Foi lá que comprei uma tela, de marcado gosto popular. Terá honras de destaque, dentro de semanas, em Mértola.

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

CUBA 1/10: FIDEL CASTRO

Quanto mais o tempo passa, mais cresce a minha admiração por Fidel Castro. Pela coragem, pela capacidade de resistência, pelo desafio, pela tentativa de criação de um modelo alternativo, por ter criado em tantos de nós a ideia de que a utopia era possível. E quanto mais vejo tantos políticos de pantufas, acomodados e sem uma chispa de entusiasmo ou de imaginação, mais essa admiração cresce.

A fotografia data de 24.4.1959 e foi tirada por Alberto Korda no zoo de Nova Iorque. A viagem foi decisiva. Eisenhower não lhe passou cartão e foi jogar golfe. O resto da História é conhecida.


segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

MÁSCARA Nº. 22: TRINIDAD, CUBA

Mais uma face, numa rua "lateral" de Trinidad, no sul da ilha de Cuba.

sábado, 30 de novembro de 2024

HAVANA

Uma das coisas que não devemos tentar fazer é aquilo que os mestres fazem, do modo que eles fazem. Por exemplo, fotografar a cores como faz David Alan Harvey. Esta imagem da velha cidade de Havana é insuperável. Pois... Por isso só levei rolos a preto e branco. Para não ter "tentações" ridículas...

domingo, 27 de outubro de 2024

PETRA...

Em Petra apareceu uma sala desconhecida com 12 esqueletos. Toda a gente ficou a pensar o mesmo, não é?...

A palavra nabattiyya aparece numa crónica árabe (Ibn al-Athir, se não me falha a memória) supostamente com o sentido de cristão. Tudo isto é estranho e intrigante.

A fotografia foi feita em dezembro de 2006, depois de uma muita longa caminhada pelos cerros, até ficar quase em frente ao Khazneh.