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quinta-feira, 16 de abril de 2026

MOURA EM SANTA ENGRÁCIA

Terminou há pouco a missa solene, na Igreja de Santa Engrácia (na Calçada dos Barbadinhos, não no monumento do Campo de Santa Clara), celebrada por D. Rui Valério, Patriarca de Lisboa.

Fui convidado, pelas funções que atualmente desempenho. O momento mais emocionante ocorreu(-me), perto do final. O coro interpretou a Nossa Senhora do Carmo, adaptada, claro está, a Santa Engrácia. Fiquei contente por uma pessoa vir ter comigo, por saber que sou de Moura. E mais contente fiquei por saber que o autor de Nossa Senhora do Carmo era/é o Maestro José Coelho.


domingo, 15 de fevereiro de 2026

RÁDIO SAUDADE - ÚLTIMA EMISSÃO

Decidi, há semanas, que a emissão nº. 100 do programa Rádio Saudade seria o derradeiro. Será hoje, pelas 12 horas, o encerramento.

Nunca tive a certeza que o programa tivesse audiência. Em todo o caso, diverti-em bastante com o trabalho de pesquisa e com a redação dos textos. E mantive-me fiel a um princípio: alternar portugueses com estrangeiros. Ao todo os anglo-saxónicos tiveram direito a nove programas. Aqui não dominaram.

Quem por aqui andou ao longo de mais de dois anos (desde janeiro de 2024)?

José Coelho / Amália Rodrigues / Nuccia Bongiovanni / Alberto Ribeiro / Pink Martini / Arucivetus / Dolores Duran / Heróis do Mar / Pérez Prado / Lucília do Carmo / Luís Rendall / Ary dos Santos / Dick Farney / O conjunto de Oliveira Muge / Celia Cruz / Zeca Afonso / Milva / Carlos Ramos / Gal Costa / Luís Piçarra / Anna Magnani / Francisco José / Los Panchos / Frederico de Freitas / Dorival Caymmi / Raffaella Carrá / Trio Guadiana / António Machin / João Maria Tudela / Charles Trenet / Fátima Bravo / Diblo Dibala / Tristão da Silva / Peggy Lee / Duo Ouro Negro / Gilbert Bécaud / Adriano Correia de Oliveira / Os tubarões / Os titãs / Nicola di Bari / Tony de Matos / Cesária Évora / José Mário Branco / Georges Brassens / Luís Cília / Jacques Brel / Ruy de Mascarenhas / Doris Day / Banda do Casaco / João Gilberto / Carlos do Carmo / The Specials / Max / António Molina / Manuel de Almeida / Beatles / Tomás Alcaide / Carlos Paredes / Nat King Cole / Manolo Escobar / Marco Paulo / Peret / António Variações / Ella Fitzgerald / Trio Odemira / Frank Sinatra / Alfredo Marceneiro / Mamonas Assassinas / Quarteto 1111 / Toumani Diabaté / Beatriz da Conceição / Ennio Morricone / Conjunto de António Mafra / Dalida / Alcindo Carvalho / El Cabrero / Cabo Verde / Alberto Janes / Madalena Iglésias / Edith Piaf / Fausto / Renata Tebaldi / Tonicha / Demis Roussos / Carlos Paião / Juliette Greco / Artur Garcia / Nino Rota / Fernando Maurício / Maysa / Maria Clara / Rachid Taha / Natércia Barreto / Giuseppe di Stefano / Maria de Lurdes Resende / Sidney Bechet / Grupo Coral da Casa do Povo de Serpa / Américo Gomes.

Na última emissão, ouviremos:
António Machín - Dos gardénias
El Cabrero - Amor mío
Nossa Senhora do Carmo - Grupo Coral do Ateneu Mourense

O indicativo que abria e encerrava o programa era um excerto de "Andalucía", do cubano Ernesto Lecuona, numa interpretação dos Pink Martini.



 




sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

ANDALUZA

A recordação de um filme trouxe-me a esta música de Enrique Granados (1867-1916). Não é a que se ouve no filme, mas é muito bonita. E traz-me boas evocações e boas memórias.

Esta é uma das 12 danzas españolas, Op. 37 - 5, na interpretação de Alicia de Larrocha (1923-2009).


quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

UM CONCERTO DIFERENTE, PARA COMEÇAR O ANO

Dia 4 de janeiro, às 18h.

Nem polkas, nem valsas, nem minuetos, nem marchas. Nem os Strauss, nem Joseph Lanner, nem Franz von Suppé.

O quê então? Kora e balafon, os sons da África Ocidental, com Kimi Djabaté e Iaia Galissa. Um começo diferente, a dar o tom.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

E AGORA... algo nunca visto...

Feliz Natal a todos os leitores do Salúquia, 34.

sábado, 20 de dezembro de 2025

UNITED COLORS OF PANTEÃO

Assim se encerra a programação de "um ano complexo". Foram dezenas de iniciativas (concertos, poesia, livros, exposições, lançamento de novos conteúdos...). Que remataram ontem à noite, com um concerto do Saint Dominic's Gospel Choir. Lotação esgotada para um grande momento musical.

A Lisboa Cultura decidiu propor-nos que o ciclo de concertos de Natal tivesse lugar no Panteao Nacional. Proposta aceite e ideia que suscitou entusiasmo na equipa. 


sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

A MÁQUINA DO MUNDO

Um momento extraordinário e uma das excelentes surpresas do ano. Na (creio que não muito  conhecida) Casa do Parlamento está uma exposição / instalação sonora de Daniel Schvetz. A Máquina do Mundo, Ptolomeu, Camões, sons gravados no cosmos pela NASA e as composições originais do próprio Daniel Schvetz, tudo devidamente enquadrado com um pouco de História da Ciência. Uma conceção originalíssima e de grande efeito.

À saída, e antes de entrar para o 773 e continuar o dia - que está a ser intenso - liguei ao Daniel para o felicitar e para lhe dizer "pois é, com a cúpula e os círculos e os sons, e Camões, isto tem mesmo de ir para o Panteao".

2026 começa a estar curto...

domingo, 14 de dezembro de 2025

ANDRÉ CHENIER

Figura trágica da Revolução Francesa, André Chénier (1762–1794) foi imortalizado numa tela de Charles Louis Müller (1815–1892) e pela ópera, com o seu nome, de Umberto Giordano (1867–1948), composta em 1896.

Nunca tinha assistido a uma representação de Andrea Chénier. Aconteceu ontem. Com duas portentosas interpretações da búlgara Sonya Yoncheva e do polaco Piotr Beczała.

domingo, 9 de novembro de 2025

TRÊS FRASES SOBRE A ÓPERA

Do filme "Pretty woman":

People's reactions to opera the first time they see it is very dramatic; they either love it or they hate it. If they love it, they will always love it. If they don't, they may learn to appreciate it, but it will never become part of their soul.

Uma verdade total. Lembrei-me disto ontem à tarde, durante "La bohème", transmitida a partir de Nova Iorque.


domingo, 19 de outubro de 2025

QUE DIRIA BELLINI?...

Retome-se a temporada de ópera. La sonnambula, de Vincenzo Bellini.

Nesta encenação, em vez do tradicional final feliz, Amina parte, como mulher livre e sem "amarras". Começa a faltar-me a pachorra para tanta "atualização"...

Bom, mas há Nadine Sierra e Xavier Anduaga que enchem a sala (o tenor diria, na entrevista, que este papel e a sua exigência vocal não o entusiasmavam por aí além).



domingo, 13 de julho de 2025

AAAAasaaaiiii, GAZA

Quando Cláudia Semedo referiu, na sessão do Prémio Gulbenkian para Humanidade, no dia 9,  o sofrimento dos palestinainos em Gaza um senhor BCBG atrás de mim suspirou aaaiiii. Um aaaiiii de desalento ("logo agora que isto estava correr tão bem e vem esta senhora lembrar desgraças...").

Pois aaaiiii.

Pois aaaiiii, pelo governo genocida de Israel.

Pois aaaiiii, pela desumanidade, logo no dia em que Humanidade era o tema.

Pois aaaiiii, pela atitude militantemente envergonhada do governo português, ante a situação na Palestina.

Pois aaaiiii, meu caro senhor, sempre de ar trombudo e sem aplaudir os miúdos da Orquestra Geração.

Pois aaaiiii, mesmo.


sexta-feira, 4 de julho de 2025

GERACANTE (25)

25 porque é a vigésima quinta iniciativa - entre coisas mais formais e menos formais - que tem lugar no Panteão Nacional neste ano de 2025. É sempre um prazer receber a Orquestra Geração e os grupos corais infantis (neste caso Moura e Ourique). A partir das 18h.

Depois há concertos nos dias 6, 13 e 16. Depois isto acalma um pouco até setembro. Mas há Lawrence Weiner (instalação) e há Pedro Inácio (fotografia)



quarta-feira, 14 de maio de 2025

THE CLASH - SPANISH BOMBS

Votei (antecipadamente) na CDU. Ou seja, votei nos comunistas. Assim foi e assim será.

Mais o tempo tempo passa e mais as convicções se me afirmam. Mais o tempo passa e mais a minha admiração por firmes convicções dos que lutaram generosamente se firma. Gosto dos republicanos e dos bolcheviques e dos marxistas e dos castristas e dos que estão sempre ao lado do Povo. Como José Mujica, que ontem partiu.

👊👊👊

quinta-feira, 24 de abril de 2025

QUANDO A CORJA TOPA DA JANELA

Viva o 25 de abril!
Viva Zeca, sempre!
Aqui com a voz do recentemente desaparecido Nuno Guerreiro.
E apesar da estúpida censura à palavra merda.


quinta-feira, 10 de abril de 2025

AMOR E SOCIALISMO

Chega-se, manhã cedo, e dá-se com isto. Quem terá sido?, interrogo-me. Fazendo figas para que seja esta a face boa do turismo.

Havia aquela marchinha do "Me beija, que eu não sou fascista"... Lembram-se?

sábado, 5 de abril de 2025

IN MEMORIAM - AMADOU BAGAYOKO

Agora que Amadou Bagayoko (1954-2025) partiu, recordo-o com este texto, que resultou de uma já distante viagem ao Mali.


BAMACO


DIMANCHE À BAMAKO

É assim que se chama o disco, Dimanche à Bamako. E nós ficamos a imaginar como será o dimanche à Bamako. Haverá acácias e belas mulheres à sua sombra, nos domingos de Bamako? As águas do Níger trarão frescura aos domingos de Bamako? Correrá um pouco do harmattan, o terrível vento do deserto, nas ruas dos domingos de Bamako? Soprará esse vento sobre as águas do Níger, por entre as acácias e as belas mulheres? Que oásis haverá?

Há poucos oásis em Bamako. A planta da cidade vista só em planta é um enredo de ruas direitas e há até guias que falam nas árvores dos bairros de Sogoniko ou de Badalabougou. Foi talvez assim um dia, e agora temos pena de não termos conhecido esses dias e esses domingos de Bamako. Agora os dias são de caos, há fumo, meu Deus, há fumo e mais fumo. A cidade vive envolta em fumo. Dos carros com carburadores asmáticos, do lixo a arder ao lado dos hotéis e dos campos de golfe, do lume dos restaurantes, digamos que são restaurantes, que aparecem por toda a parte. Afinal o vento não sopra em Bamako e por isso o fumo não viaja, ficando a pairar sobre a cidade. A cidade colonial é uma miragem curta nesta parte do Sudão e as glórias passadas fenecem por entre destroços.

Nos dias que não são dimanche há mais trânsito e nota-se muito mais o fumo. Há mais carros, mais motoretas e maquinetas. Nesses dias um milhão de pessoas cruza o gigantesco bairro da lata que Bamako é, e nós ficamos sem perceber nada. De que vivem todas aquelas pessoas? De que vivem os vendedores se não há ninguém para comprar ou, pelo menos, ninguém parece comprar coisa alguma? Quando é dimanche à Bamako respira-se um pouco melhor, sem o travo do gasóleo a arder nas narinas e na garganta. Quando é dimanche podemos fugir mais ao fumo.

Aos domingos podemos esgueirar-nos um pouco mais à vontade, por entre as latas das barracas, por entre os montes de lixo semeados à toa. Para quem gosta dos mercados, há o novo mercado, nos guias lê-se que é novo mas parece já ter nascido com muitos anos. Mais longe, na margem do Níger, uma sugestão de jardim dá um pouco de placidez aos domingos de Bamako.

Há uns séculos atrás ninguém passeava ao longo do Níger nas tardes de domingo porque a cidade ainda não existia. Nesses dias havia pirogas que passavam por entre as ilhotas onde agora os poucos pássaros vão pousar. Mas as pirogas partiram e o rio é agora um deserto de água. Nesses dias lá longe os caminhos do Níger levavam para Tombouctu e para Gao. É para aí que iremos um dia, porque lá onde estão não há fumo, de certeza que não, nem um milhão de pessoas amontoadas, como nesta aldeia de homens e mulheres gentis.

Agora é Inverno em Bamako, aceitemos que 35º possam ser Inverno, e por isso o tempo é muito seco. O calor ainda vem longe e mais longe ainda está a chuva. Tenho dificuldade em imaginar como serão esses domingos de Verão, com a chuva que não pára, o calor terrível, o fumo dos carburadores asmáticos e a maior parte das ruas a serem pasto da lama e dos mosquitos.

Na próxima vez vou chegar a um domingo. Vai ser num dos beaux dimanches cantados por Amadou e Mariam. Nesse domingo haverá, decerto, menos fumo e menos gente perdida a deambular pelas ruas. Haverá, decerto, belas mulheres cujas pulseiras rivalizam, por entre as acácias, com a curva da corrente do Níger.

domingo, 30 de março de 2025

SILENCIO EN LA HABANA

E a propósito de Havana e do filme de Wim Wenders, um belo momento, com o movimento de câmara em elipse "à la Alain Tanner", protagonizado por Omara Portuondo e por Ibrahim Ferrer.



segunda-feira, 24 de março de 2025

BOLERO

Dance-se o começo da semana. Quem dança é a bailarina soviética Maya Plisetskaya (1925-2015). A coreografia é de Maurice Béjart (1927-2007).

Os que não sabem dançar (como eu) têm o prazer de ver.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

PRISENCOLINENSINAINCIUSOL

Uma vez perguntei a um amigo, vocalista de um conjunto de baile, se sabia inglês. Disse-me que não, com uma piscadela de olho, explicando "o que é importante é rimar no fim".

Não tenho a certeza que ele soubesse desta canção de Adriano Celentano, cantada, em 1973, em pseudo-inglês. O título é estranho PRISENCOLINENSINAINCIUSOL, a letra não existe e de inglês lá tem um alright de vez em quando. Mas que soa a inglês  isso é certo. Alright?



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

AMÉRICO GOMES (1974-2025)

Américo Gomes, ontem desaparecido, ficará sempre como memória inapagável de uma menos que provável viagem a Bolama, em 2012. A música que se ouvia na ponte do navio era sua. Um tema intitulado Katel Kadjinal, que era então um grande sucesso na Guiné-Bissau.

O comandante Américo Pinto deixava-me deambular por ali. Fotografei e, depois, filmei as marcas da forte ventania que se fazia sentir. Em fundo está Katel Kadjinal.

Américo Gomes era, sem dúvida, um grande músico. E é uma pena que nos tenha deixado tão cedo.