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segunda-feira, 25 de agosto de 2025

MÉRIDA, AINDA E SEMPRE

Apesar de tudo, ainda e sempre.

No sábado à noite, alguns dos meus companheiros estavam animadamente divertidos, " se visses a tua cara durante a representação...". Não vi a minha cara, mas posso dizer que deveria estar "de trombas".

Já não tenho pachorra (saco, dizem os nossos irmãos brasileiros) para tanto politicamente correto, tanto wokismo, tanta necessidade de ser e justificar não sei o quê. Desta vez, foi a encenação de "Os irmãos", de Terêncio. A peça passa a ser um pretexto para...

Valem o sítio e o ambiente. Para o ano lá espero estar.

Momentos memoráveis:

2002 - "Pentesilea", com direção de Peter Stein.

2005 - "Una odisea antillana", com direção de Derek Walcott.

Vinca-se-me uma certeza: há momentos que valeu a pena terem sido aproveitados, porque foram únicos. E são irrepetíveis.

De 2005 para cá, aguardo por qualquer coisa de excecional. Será em 2026?


segunda-feira, 12 de agosto de 2024

MÉRIDA, 22 ANOS SE PASSARAM

A primeira ida a Mérida foi na primavera de 2002, em plena crise de produção de um trabalho académico. No hotel onde fiquei estava anunciado o programa do Festival de Teatro Clássico. Havia um nome sonante: Peter Stein, a dirigir Pentesilea. Pensei "e porque não?". Fomos a Mérida nesse ano e em quase todos os anos até hoje. Lembro de ver Luís Miguel Cintra a assistir a essa representação.
O momento de maior impacto? Una odisea antillana, no final de julho de 2005, com Lucia Bosè e direção do autor da peça, Derek Walcott. Homero nas Caraíbas, ao ritmo do calypso. Inesquecível e sem forma de prolongar essa memória, uma vez que não há rasto dessa representação na net...
Voltámos, uma vez mais, neste sábado. O texto de José María del Castillo não é extraordinário, e começa a faltar-me a paciência para tanta contextualização-politicamente-correta... O melhor? Victoria Abril. Há momentos a que vale a pena assistir. Foi o caso.

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

SALOMÉ NO CINE MIRAMAR

No sábado passado lembrei-me de um velho médico angolano, cujo nome não recordo. Dizia-me em tempos, há já muitos anos..., a propósito das suas idas ao cinema, em Luanda: "ia muitas vezes ao Cine Miramar, uma esplanada ao ar livre; quando o filme não prestava, olhava para a baía e tinha a noite ganha".

Nunca fui a Luanda, mas a peça levada à cena em Mérida, uma "Salomé" com muito empoderamento feminino, muitos laivos gratuitos LGBT e muito farsodrama ao gosto castelhano levou-me a pensar "que cenário tão bonito que isto tem e que sítio tão fantástico este teatro é".

Em 2024, vou ter mais cuidado na escolha da peça...







sexta-feira, 24 de março de 2023

CAIXA CULTURA - MAIS UMA EDIÇÃO

O Programa Caixa Cultura foi criado para apoiar iniciativas de âmbito artístico e cultural, com o objetivo de promover, financeiramente, projetos nacionais, de qualidade e criatividade inequívoca, nas seguintes categorias: Teatro, Dança, Música, Artes Visuais, Cinema, Literatura, Performance, Conferências e Debates.

Este Programa destina-se a cidadãos portugueses, ou que residam em Portugal, maiores de 18 anos, bem como a entidades coletivas que desenvolvam atividades relacionadas com as áreas identificadas.

Ver:

https://www.cgd.pt/Institucional/Caixa-Cultura/Pages/Caixa-Cultura.aspx?fbclid=IwAR0Pv7di-iV6nHPMeUh295d6S80wFeBRgaaLx1kQBRAlKhyTxjs1xy2MQcQ


sexta-feira, 15 de abril de 2022

EUNICE MUÑOZ (1928-2022)

No dia da partida de Eunice Muñoz, retomo dois textos do blogue (24.6.2012 e 18.7.2015).

A esta distância, tenho a certeza que "O parque", na primavera de 1985, foi a melhor peça de teatro que vi, até hoje. Gilberto Gonçalves desapareceu em 2012, a Cornucópia encerrou em 2016, Eunice Muñoz deixa-nos agora. Tudo isto tem um travo de melancolia.


DOMINGO, 24 DE JUNHO DE 2012

O PARQUE

Ainda o solstício, numa versão desencantada, a de Botho Strauss (n. 1944). A peça estreou em janeiro de 1985 e fomos, entusiasticamente, aconselhados a ir vê-la pelo nosso professor de Arte Contemporânea. O parque baseava-se em Shakespeare, mas aquela noite de verão "transforma a 'louca jornada' de Titânia e Oberon, deuses doutro tempo e da peça de Shakespeare, num crudelíssimo retrato do nosso tempo" (Luís Miguel Cintra). Eunice Muñoz e Gilberto Gonçalves deram corpo ao par. Uma noite sem esperança e marcada pela amargura e pelo desencanto. Botho Strauss falava do mundo contemporâneo e previa o futuro...

Foi, talvez, a mais extraodinária peça teatral a que assisti. E de que me lembro agora, nesta noite de S. João.


Sobre o Teatro da Cornucópia: http://www.teatro-cornucopia.pt/htmls/home.shtml


SÁBADO, 18 DE JULHO DE 2015

EUNICE MUÑOZ & MÁRIO ZAMBUJAL

Noite de homenagem a Eunice Munõz e a Mário Zambujal. Uma iniciativa da Comissão de Festas de Santa Maria 2015, à qual a Câmara Municipal teve a oportunidade de se associar, na passada semana. Uma noite marcada pela presença de artistas locais. Eunice Muñoz e Mário Zambujal estavam felicíssimos. Isso notava-se na expressão deles e ficou bem evidente nas sentidas palavras que nos deixaram.

A Mário Zambujal devo a enorme simpatia de ter apresentado, por duas vezes, um livro meu: na FNAC e em Moura, em 2001. A Eunice Muñoz devo a mais extraordinária peça a que assisti (v. aqui). Tive a oportunidade de lhes agradecer esses factos.




segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

MATAR O RACISMO

Tal como a serpente no ovo, a única solução é matar o racismo à nascença.
Desde ontem, a ameaça ganhou forma e nome. O racismo ganhou "foros de cidadania". É bom estar atento ao que se vai passar. Porque a ameaça tem nome e forma. Lembrei-me de Bandele ‘Tex’ Ajetunmobi (na fotografia de baixo). Um homem de coragem, nascido em Lagos (Nigéria) em 1921 e falecido em Londres em 1994. As fotografias informais que foi fazendo ao longo de décadas foram/são um poderoso libelo contra o racismo.














































Brutus:
And since the quarrel
Will bear no color for the thing he is,
Fashion it thus: that what he is, augmented,
Would run to these and these extremities;
And therefore think him as a serpent's egg,
Which, hatch'd, would as his kind grow mischievous,
And kill him in the shell
Shakespere (Julius Caesar, ato 2, cena 1, 28–34)

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

M. CONCEIÇÃO AMARAL NO OPART

A informação foi tornada pública hoje. Maria da Conceição Amaral dirigirá, a partir de janeiro, os destinos do OPART (Teatro Nacional de São Carlos e Companhia Nacional de Bailado). Fácil não é palavra que se adeque a esta nova função. No caso da Conceição, a longuíssima experiência profissional, a competência e a calma com que encara as dificuldades são um bom prenúncio.

Ao trabalho, e desejo-te toda a sorte do mundo.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

SÃO CARLOS FUTEBOLÍSTICO

Como futebolístico? No sentido do ângulo inverso, como por vezes vemos as jogadas na televisão. Numa perspetiva diferente da habitual. Foi um pouco o que me sucedeu, há uns dias, ao deambular por sítios onde nunca andara. As explicações seguras de Carlos Vargas ajudaram-nos (ao António Camões Gouveia, à Graça Filipe e a mim) a entender o âmbito do que se pretende. Conhecemo-nos quando fomos ambos docentes num mestrado na Universidade Nova, há já um par de anos.

Muitas vezes me ocorreu o final de E la nave va. O cenário do ângulo inverso é operático e da Cinecittá. Caminante, no hay camino, / se hace camino al andar e nunca isso foi tão verdade como naquela tarde. Veremos onde vai dar.



domingo, 4 de novembro de 2018

MIRPURI FOUNDATION

Ao sair do S. Carlos, ontem à noite, dei comigo a pensar "oxalá consigam". Que a noite foi magnífica, isso é certo. A tarefa a que a Mirpuri Foundation se propõe é importante e a motivação que hoje existe em torno das causas ambientais é muito diferente das de outrora. Quando, em 1974, foi nomeado o primeiro Ministro do Ambiente (o eng. Manuel Rocha, que dirigira o LNEC)  não faltaram os comentários chocarreiros "esse vai fazer o quê, andar de termómetro na mão?...". As preocupações dos nossos dias estão noutro domínio. Daí a importância de iniciativas em torno da defesa do planeta. É esse um dos caminhos da Mirpuri Foudation. Oxalá haja sucesso.

Ver - http://mirpurifoundation.org

sábado, 28 de julho de 2018

FILÓCTETES P.C.

P.C.? Sim, politicamente correto. O discurso anti-guerra no final alinha por esse diapasão e foi o culminar da trama. Foi o melhor que vi em Mérida? Não, nem por sombras. Achei as interpretações pouco desenvoltas e uma encenação só com dois pontos altos: a omnipresença de Hércules nas projeções e o coro final (antes disso, as moças pareciam padecer do Mal de S. Vito...). Tenho vivas as imagens de uma Pentesilea, em 2002, dirigida por Peter Stein, e, em 2005, de uma Odisseia caribenha, sob a batuta de Derek Walcott. Foi há tanto tempo que quase me parece ter acontecido noutra vida...

Viva Mérida!

sábado, 5 de maio de 2018

ONDE FICA A CASA DE GARRETT?

Alguém disse a palavra proibida - Macbeth - e o teatro ardeu mesmo. Foi em 1964.

Catorze anos volvidos, o teatro estava pronto a reabrir. Qual teatro? O D. Maria II. Alto lá! D. Maria II é coisa conservadora. Era melhor mudar nome. Surgiu a proposta: Teatro Nacional Almeida Garrett. Foi o bom e o bonito. Durante largas semanas lavrou o incêndio. Não o do teatro, mas o da polémica. À direita defendia-se um nome, à esquerda outro. O primeiro-ministro de então, Mário Soares, defendia, curiosamente, a opção que acabou por prevalecer. Curiosa foi a solução diplomática avançada por alguém (Maria Barroso?) para deitar água na fervura. A designação passaria a ser Teatro Nacional D. Maria II / Casa de Garrett. A polémica foi num smorzando que terminou no esquecimento do nome Casa de Garrett.

À boa maneira portuguesa, dura há mais de um mês uma disparatada polémica em torno do nome de uma coisa que ainda não existe. Muitas vezes dou comigo a pensar que se Portugal não fosse assim isto não tinha tanta graça...

terça-feira, 26 de setembro de 2017

CAMPANHA - DIA 7

Campanha eleitoral não são rissóis e croquetes.
Campanha eleitoral é cultura. Ontem, houve lugar ao teatro.


terça-feira, 7 de março de 2017

ALUMNUS XI

Kim Cachopo foi o segundo convidado de 2017 do MOURALUMNI.

A 11.a edição do Mouralumni teve lugar ontem.
O ator Kim Cachopo veio falar aos alunos mourenses sobre o seu percurso de vida em duas sessões: na Escola Secundária e na Escola Profissional de Moura.


O ator nasceu em Moura a 6 de dezembro de 1957.
Fez a sua formação académica no Curso Geral de Administração e Comércio na Escola Secundária de Moura e, mais tarde, em Lisboa, no Curso de Equipamento e decoração na atual Escola Artística António Arroio.
Em 1975 fundou o Centro Cultural de Moura onde desenvolveu atividade na área teatral com especial enfoque na animação infantil, através de cursos de expressão dramática, teatro de fantoches e artes plásticas.
Em 1976 integrou o TIL/TL - Teatro Infantil de Lisboa/Teatro Livre, sendo ator na companhia até aos dias de hoje.
Participou em séries televisivas como “Ora agora conto eu”, de Fernando Midões, “Os Mafarricos”, de António Semedo, “Liberato, o rato dos livros”, de José Jorge Letria e Carlos Alberto Moniz, “Polícias”, de Jorge Paixão da Costa, para a RTP, e “Uma Aventura”, de Carlos Coelho da Silva, para a SIC.
No Cinema entrou em “Quem é Ricardo”, de José Barahona, “Street of no return”, de Samuel Fuller e “Voltar”, de Joaquim de Almeida.
Kim Cachopo, como é conhecido no meio artístico, participou ainda em inúmeros filmes institucionais e de publicidade, nomeadamente em campanhas para o Continente, Ok Teleseguro, Mimosa, Nova Rede, entre muitos outros. 

sábado, 14 de janeiro de 2017

O MUNDO INTEIRO É UM PALCO

Tenho-me lembrado hoje, insistentemente, desta passagem de uma peça de Shakespeare (As you like it), que já por aqui andou há mais de cinco anos:

All the world's a stage,
And all the men and women merely players:
They have their exits and their entrances;
And one man in his time plays many parts, (...)

Faz parte desta publicação um desenho do artista argelino Rachid Koraichi (n. 1947), inspirado em L'oeil, de Donatella Bisutti.

domingo, 3 de janeiro de 2016

UMA FOTOGRAFIA AO ESTILO DE PINTER



GUS probes his ear with a match.
(Slapping his hand) Don't waste them! Go on, go and light it.
GUS. Eh?
BEN. Go and light it.
GUS. Light what?
BEN. The kettle.
GUS. You mean the gas.
BEN. Who does?
GUS. You do.
BEN (his eyes narrowing). What do you mean, I mean the gas?
GUS. Well, that's what you mean, don't you? The gas.
BEN (powerfully). If I say go and light the kettle I mean go and light the kettle.
GUS. How can you light the kettle?
BEN. It's a figure of speech! Light the kettle. It's a figure of speech!
GUS. I've never heard it.
BEN. Light the kettle! It's common usage!
GUS. I think you've got it wrong.
BEN (menacing). What do you mean?
GUS.They say put on the kettle.
BEN (taut). Who says?


Este excerto da peça The dumb waiter fazia parte do meu livro do 11º ano e servia para explicar uma das funções da linguagem. A peça foi traduzida por Luis de Sttau Monteiro (1926-1993), com o título O monta cargas. O estilo de escrita telegráfico de Harold Pinter (1930-2008) tornou-se uma imagem de marca. Gosto do jogo de palavras e do despojamento. E de uma certa ideia de solidão que se associa a esse despojamento. A fotografia de Slim Aarons (1916–2006), que parece encenada, vai nesse sentido.

sábado, 18 de julho de 2015

EUNICE MUÑOZ & MÁRIO ZAMBUJAL

Noite de homenagem a Eunice Munõz e a Mário Zambujal. Uma iniciativa da Comissão de Festas de Santa Maria 2015, à qual a Câmara Municipal teve a oportunidade de se associar, na passada semana. Uma noite marcada pela presença de artistas locais. Eunice Muñoz e Mário Zambujal estavam felicíssimos. Isso notava-se na expressão deles e ficou bem evidente nas sentidas palavras que nos deixaram.

A Mário Zambujal devo a enorme simpatia de ter apresentado, por duas vezes, um livro meu: na FNAC e em Moura, em 2001. A Eunice Muñoz devo a mais extraordinária peça a que assisti (v. aqui). Tive a oportunidade de lhes agradecer esses factos.




quinta-feira, 7 de agosto de 2014

LINHAS CRUZADAS

No Expresso de hoje:

Henrique Granadeiro trabalhou na Portugal Telecom em diversas funções, assumindo funções de administrador desde 2006. Durante a oferta pública de aquisição (OPA) hostil da Sonae sobre a PT, Granadeiro assumiu os cargos de presidente da comissão executiva (CEO) e do conselho de administração ("chairman"), acumulação que seria desmanchada depois da vitória da PT na OPA: Zeinal Bava passou então para CEO, ficando Granadeiro como chairman. Em junho de 2013, Zeinal Bava deixou de ser CEO da PT SGPS, assumindo a liderança executiva da Oi. Nessa altura, Granadeiro voltou a acumular os cargos de CEO e chairman da PT SGPS. Zeinal ficou apenas como CEO da PT Portugal, cargo que abandonou esta semana.



Resumindo:
Voaram 850 milhões de euros e Henrique Granadeiro passou à situação de has been. A PT? É uma secção da Oi. 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

SEAN O'CASEY NO PREC

Uma das coisas engraçadas daquele período foi a necessidade, imperiosa, absoluta, obrigatória, de levar a Cultura ao Povo. A bem ou a mal. Generosamente, mas nem sempre com os melhores resultados.

Foi o que aconteceu na Amareleja, no verão de 1975. Levava-se à cena O dispensário (Hall of healing), de Sean O'Casey. Iria jurar que Sean O'Casey não é a melhor opção como entrada… Mas a peça era essa.

O melhor momento foi quando o António entrou em cena, de cachecol e sobretudo. E proclamou, de seguida "que frio que está! gela-se lá fora!". O público desatou às gargalhadas, coisa pouco própria numa cena dramática. O proóprio António não percebeu que se passava, até olhar para os pés. A roupa invernal estava perfeita, mas contrastava, com violência, com as sapatilhas de enfiar no dedo, que ele se esquecera, no nervosismo do momento, de trocar pelas botas...

domingo, 24 de junho de 2012

O PARQUE

Ainda o solstício, numa versão desencantada, a de Botho Strauss (n. 1944). A peça estreou em janeiro de 1985 e fomos, entusiasticamente, aconselhados a ir vê-la pelo nosso professor de Arte Contemporânea. O parque baseava-se em Shakespeare, mas aquela noite de verão "transforma a 'louca jornada' de Titânia e Oberon, deuses doutro tempo e da peça de Shakespeare, num crudelíssimo retrato do nosso tempo" (Luís Miguel Cintra). Eunice Muñoz e Gilberto Gonçalves deram corpo ao par. Uma noite sem esperança e marcada pela amargura e pelo desencanto. Botho Strauss falava do mundo contemporâneo e previa o futuro...

Foi, talvez, a mais extraodinária peça teatral a que assisti. E de que me lembro agora, nesta noite de S. João.


Sobre o Teatro da Cornucópia: http://www.teatro-cornucopia.pt/htmls/home.shtml

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

PARIS: TEATRO

Bastilha evoca sempre teatro. Ou, numa linguagem castrense, teatro de operações, porque foi com a tomada da Bastilha que arrancou a Revolução Francesa, ou, num tom artístico, para evocar a sala de ópera, desenhada nos anos 80 do século XX pelo uruguaio Carlos Ott (n. 1946).

Da fortaleza resta muito pouco, fisicamente. Mas o poder da rua, em França, manteve-se até hoje. Já lão vão mais de 200 anos. O projeto de Ott é, pelo contrário, bem visível. Por vezes até um pouco demais, com o seu brilho um tanto pompier. Regressarei ao tema "Bastilha" dentro de dois dias.