sábado, 14 de março de 2026
quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
TRISSEMANÁRIO
Tal como "A Bola" de outros tempos - era um jornal extraordinário, hoje é apenas banal -, que era um trissemanário (segundas, quintas e sábados), também o blogue passará a ter esse ritmo. Porquê? Porque sim, o que é sempre uma excelente resposta. Outros tempos, outras prioridades. Nada mais simples.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
QUASE NA IDADE ADULTA
O blogue existe há 17 anos (!). A partir de janeiro mudarei o registo.
Hoje é dia de continuar e de preparar a semana.
quinta-feira, 4 de setembro de 2025
3.000.000
Às 11:24 de ontem o blogue atingiu, supostamente (estas coisas têm sempre uma boa margem de dúvida), 3.000.000 de visualizações. Aconteceu isso ao fim de 16 anos, 8 meses, 26 dias, 11 horas e 1 minuto. Dá uma média, supostamente de 490 visualizações diárias.
Isto já vai em mais de 8.000 textos. Tempo perdido? Não, tempo ganho.
Este ano tenho escrito menos. O "smorzando" vai acentuar-se a partir de janeiro. Tudo tem um tempo.
sábado, 30 de agosto de 2025
DAS ANTIGUIDADES DO BLOGUE
Dou-me, subitamente, conta do desmesurado interesse que textos muito antigos do blogue suscitam. Nos 20 mais lidos desta semana, há 9 (nove) antiquíssimos, maioritariamente sobre política local. Coisas sobre as eleições de 2009, a regeneração urbana, património, até um texto de 2017, sobre o Egito...
Tantíssimo interesse nas coisas que escrevo sobre Moura. Imagino da parte de quem. Deixam-me vaidoso, a sério.
domingo, 8 de dezembro de 2024
terça-feira, 6 de agosto de 2024
O BLOGUE DA SEMANA, MAS HÁ UM ANO
quinta-feira, 1 de agosto de 2024
PEQUENOS MISTÉRIOS DE UM BLOGUE...
quarta-feira, 13 de março de 2024
NÃO ME MEXAM NOS JPEGs
segunda-feira, 1 de janeiro de 2024
DOZE MOMENTOS DE 2023
SEXTA-FEIRA, 24 DE NOVEMBRO DE 2023
PANTEÃO NACIONAL: 171.309
Foi na terça-feira, ao fim da tarde. Chegámos ao visitante 171.309. O que quer dizer que é o melhor ano de sempre do Panteão Nacional, em termos de entradas. O objetivo nº. 1 não é/nunca foi a questão dos recordes. Mas é bom vermos que o público corresponde e que, pela primeira vez, se superou a fasquia dos 40.000 visitantes nacionais.
QUINTA-FEIRA, 23 DE NOVEMBRO DE 2023
OS CAMINHOS DO OCIDENTE EM ÉPOCA ISLÂMICA
Em outubro de 2022 recebi um convite de Patrice Cressier para escrever um texto sobre as vias islâmicas no Gharb al-Andalus (grosso modo, os atuais centro e sul de Portugal) para ser publicado na revista marroquina Hesperis-Tamuda. Um processo mais longo do que eu esperaria (por culpa minha, nada mais), que foi publicado hoje mesmo. É bom ver que faço grupo com velhos amigos dos tempos de Lyon como Jean-Pierre Van Staëvel e Abdallah Fili.
Se tenho propostas "polémicas"? Lá isso tenho. De tal maneira que estou a pensar alargar o trabalho e passar das 30 páginas deste trabalho para um pequeno livro.
Aqui ficam o link da revista:
https://www.hesperis-tamuda.com/fascicule/2023002/articles
E o do meu artigo:
https://www.hesperis-tamuda.com/Downloads/2020-2029/2023/Fascicule-2/4.pdf
QUARTA-FEIRA, 19 DE JULHO DE 2023
GETTING TO KNOW MR. MOITA MACEDO
Dá-me jeito picar o título original de um livro de Graham Greene para explicar o que se passou ontem à tarde, em Loures.
O livro é sobre a história de uma amizade. A sessão de ontem resultou do cruzamento de várias amizades. O final da tarde foi preenchido com várias intervenções: a de José Fanha, que leu poemas, a de Francisco Simões, que falou da amizade, fraternidade e camaradagem com Moita Macedo; a minha, sobre a feitura de um filme, que tem muito a ver com amizade; a de Joaquim Caetano, pedagógica e informada, e que enquadrou a produção artística de Moita Macedo no seu tempo.
Em pano de fundo esteve o empenhado e incansável trabalho de Paulo Macedo para divulgar a obra do seu pai, de forma digna e sempre com exposições e livros com qualidade.
Dezenas de pessoas encheram a Galeria Municipal de Loures. E ajudaram a que um bonito final de tarde ganhasse outra luz.
QUARTA-FEIRA, 19 DE JULHO DE 2023
À FLOR DA PELE
6:20 da manhã do passado dia 17. Nascia o sol em Moura, quando a fotografia foi feita. Ia cantar-se o hino do Real Grupo de Forcados Amadores de Moura. Faltava um.
O dia foi tenso. No fardamento, deu-se pela falta dele. Um amigo faltou na corrida, mas esteve presente todo o tempo. As emoções estiveram à flor da pele, numa tarde e numa noite que não esquecerei.
O ambiente dos forcados é marcado por uma forte união, por solidariedade e por fraternidade. Não é por acaso que se tratam por irmãos. Não é por acaso que agem como tal. A lesão do José André, no domingo à noite, foi causada pela nobre atitude de ir proteger um amigo que ficara na arena, depois de uma pega mal sucedida.
Os grupos funcionam assim, todos como um só. Num misto de adrenalina, paixão e amizade funda. O Valter Rico protagonizou tudo isso. Com a coragem, a amizade e a autoridade de quem dirige. Isso ficou claro ao assumir a primeira pega. Tal como ficou clara a atitude de cavalheirismo ao entregar o prémio, que acabara de receber, ao Grupo de Évora. São pequenos-grandes gestos que fazem a diferença. E que, sem palavras, explicam o que é liderar.
Em pano de fundo esteve a figura ímpar do Cláudio Pereira. Fiz questão de dizer, durante o jantar, que aqueles que verdadeiramente podem falar no Cassiano, com conhecimento e proximidade, são os que com ele partilharam os treinos, as pegas e os momentos de confraternização. Nós, os outros, aqueles que, como eu, nunca foram forcados, participamos e comungamos daquele espírito. Acompanhamos, mas quem verdadeiramente sente as coisas são eles. Como foi visível nos últimos dias.
No final da noite, senti uma indefinível confiança no futuro. Na mesa do lado, a dos novos, havia uma pequena multidão de jovens forcados. Imagino que o Cláudio se sentiria orgulhoso de saber que o exemplo que deu vai passar pela construção de uma nova geração.
Naquele começo de manhã em que ele já não esteve fisicamente, a sua presença fez-se sentir em cada gesto, em cada palavra e em cada história. Foi nesse misto de melancolia e esperança que seguimos os nossos caminhos.
SEGUNDA-FEIRA, 26 DE JUNHO DE 2023
QUINTA-FEIRA, 22 DE JUNHO DE 2023
GRANDE REPORTAGEM: MUSEU DAS DESCOBERTAS
Hoje e amanhã, no final do "Jornal da Noite", haverá "Grande Reportagem" sobre o Museu das Descobertas ou Museu dos Descobrimentos. Um projeto que capotou por variadíssimas razões. Quando estive na Câmara de Lisboa, entre abril de 2018 e dezembro de 2019, tive esse dossiê em mãos. A partir de determinada altura, percebi que não iria em frente. E não foi.
Quando a jornalista Amélia Moura Ramos me contactou, no início, a minha surpresa foi enorme. Queriam falar comigo no âmbito de um programa (este) a propósito do projeto do museu. Serão pequenos excertos dessa conversa que irão para o ar hoje e/ou amanhã.
TERÇA-FEIRA, 20 DE JUNHO DE 2023
HOJE, GRAVANDO NA TSF
Encontros com o Património, na TSF, na excelente companhia de Manuel Vilas-Boas, de Miguel Gomes Martins e de (nos estúdios do Porto) Mário Barroca. Difusão já no próximo domingo.
Tema? Duarte Darmas! A "saga" continua.
DOMINGO, 21 DE MAIO DE 2023
LIVRO DEZ
Foi o décimo de uma série iniciada em 2005, numa edição da Câmara Municipal de Mértola para o Festival Islâmico.
A apresentação teve lugar hoje, ao final da manhã.
Próximo festival: 2025.
QUARTA-FEIRA, 26 DE ABRIL DE 2023
AMANHÃ, À CONVERSA COM PEDRO ABRUNHOSA
Será amanhã, às 17:30, em Santarém, com transmissão direta nas redes sociais da Caixa Geral de Depósitos:
Linkedin https://www.linkedin.com/company/caixageraldedepositos/
Facebook https://www.facebook.com/caixageraldedepositos
A conversa não tem agenda prévia. Mas Moura autárquica, o Panteão, a arqueologia islâmica, o Património estarão, seguramente, em pano de fundo.
QUARTA-FEIRA, 19 DE ABRIL DE 2023
INSPIRAÇÕES SONORAS: CÂNDIDA MATOS & SPINETTINO
Primeiro vídeo de uma série de seis.
Cândiada Matos interpreta, num spinettino, um trecho de uma peça musical de Joan Dalza (??? - 1508). Uma forma diferente de promover o monumento.
O vídeo foi produzido pela videoteca da Câmara Municipal de Lisboa.
QUINTA-FEIRA, 9 DE MARÇO DE 2023
O PRÓXIMO LIVRO É HOJE: THALASSA! THALASSA!
SEGUNDA-FEIRA, 27 DE FEVEREIRO DE 2023
DUARTE DARMAS - HOJE, NO "PÚBLICO"
Duas páginas na edição de hoje do "Público", num belo e rigoroso trabalho de Lucinda Canelas, vêm, hoje, ampliar bastante a divulgação que tem sido feito deste projeto sobre os desenhos de Duarte Darmas na fronteira alentejana.
A caminhada prossegue. A exposição encerra amanhã em Serpa, para reabrir, logo de seguida, em Mértola. A vila do Guadiana é o sexto ponto de paragem.
sexta-feira, 8 de dezembro de 2023
15 ANOS DE AVENIDA DA SALÚQUIA, 34
segunda-feira, 6 de novembro de 2023
2.500.000: ENTRE O GABÃO E A NAMÍBIA
Já lá vão 14 anos e 11 meses. O blogue arrancou em 8 de dezembro de 2008. Atingi hoje, às 15:17 os 2.500.000 de acessos. Em termos populacionais, estou algures entre o Gabão e a Namíbia. Na prática, é como se o blogue tivesse 460 acessos diários. Nada mau, para um tipo de comunicação que é marcadamente pessoal.
domingo, 15 de outubro de 2023
REDES SOCIAIS E ADMIRÁVEL MUNDO NOVO
Coisas das redes sociais...
Escrevi um curto texto, elogiando a atitude de uma tripulação da TAP. O meu amigo José Guedes difundiu-o numa página do Facebook.
Resultado: mais de 7500 reações (maioritariamente positivas), mais de 800 comentários (idem), mais de 600 partilhas.
Ainda há coisas que me espantam...
quinta-feira, 1 de junho de 2023
DUARTE DARMAS EM NÚMEROS E EM TEMPO DE BALANÇO
Com o projeto quase terminado, chega a altura dos balanços.
Acessos ao site www.duartedarmas.com: 43.500
Descarregamentos gratuitos do livro a partir do site: 8.500
Visualizações do filme em https://www.youtube.com/watch?v=5OZoMTDVFUA: 2.270
Um projeto duro e trabalhoso. Mas que me deu prazer fazer. O passar do tempo dá-nos a precisa medida de que há coisas que não voltaremos a concretizar.
terça-feira, 2 de maio de 2023
EM MINHA DEFESA
Há palavras que se gastam com tanto uso. E que, depois, deixam de fazer sentido. Uma das mais absurdamente gastas é, nos últimos, tempos, a palavra icónico (e seus derivados).
Usei pouco as palavras ícone (dez vezes), icónico (uma vez) e icónica (duas vezes) ao longo que quase 15 anos, em mais de 7350 textos. É pouco e é demasiado. Acabo de rever textos e cortei isto para menos de metade.
Curiosamente, a palavra ícone foi usada mais a propósito, e há mais de uma década.
Um ícone a sério (o Cristo Redentor), de Andrei Rublev, de inícios do século XV:
terça-feira, 28 de fevereiro de 2023
NORTHWEST TERRITORIES & YUKON TERRITORY
sexta-feira, 30 de dezembro de 2022
2022: 12 MOMENTOS
Fecha-se 2022. Um ano à volta do Panteão Nacional e de vários projetos pessoais. Escolhi uma dúzia de momentos, marcadamente profissionais. Uma média de um por mês, mas sem ter todos os meses marcados.
Aqui vão alguns momentos:
Fevereiro
Em torno de al-Mutâmide. Regresso ao passado islâmico.
SÁBADO, 5 DE FEVEREIRO DE 2022
AL-MUTÂMIDE
Março
Apresentação do projeto Duarte Darmas "en petit comité". Foi o começo da conclusão de um trabalho que começou a ser esquiçado há quase 20 anos...
DOMINGO, 27 DE MARÇO DE 2022
O SR. DUARTE DARMAS - APRESENTAÇÃO PRIVADA
Foi uma ante-estreia. No sábado à tarde, de modo festivo e ante uma reduzida plateia (cerca de uma dezena de assistentes), foi feita a primeira apresentação de "Duarte Darmas - do cálamo ao drone". A apresentação pública será, assim o espero e depois de limadas algumas arestas, no final de abril ou início de maio.
Etiquetas: livros e leituras
Abril
Celebrando o Dia da Voz e de Santa Engrácia. Que são o mesmo: 16 de abril.
SÁBADO, 16 DE ABRIL DE 2022
VOZ E SANTA ENGRÁCIA
E o dia foi.
200 pessoas encheram a nave do Panteão. Celebrou-se o Dia da Voz. Que é também o Dia de Santa Engrácia. Assim nos juntamos ao Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Com o Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento, com Nany Lima, com Teresinha Landeiro. E com os músicos que os acompanharam.
Um momento em torno de três formas de Património musical e vocal que já são de toda a Humanidade: Cante Alentejano, Morna e Fado. Algo que não teria sido possível sem a solidária colaboração do Museu do Fado, nem sem o apoio da Embaixada de Cabo Verde, do Centro Cultural Cabo Verde e da Câmara Municipal de Serpa. E da Lisbon Cruise Port.
Maio
Recordando os 20 anos do Museu Islâmico (20 anos???). Iria participar no Festival Islâmico, mas o sr. covid não mo permitiu.
Festejei, no final do mês, a atribuição do Prémio Vilalva à recuperação da Sé do Funchal.
QUINTA-FEIRA, 19 DE MAIO DE 2022
MUSEU ISLÂMICO: 20 ANOS EM DEBATE
E assim se passaram 20 anos. E mais alguns meses, em boa verdade. Foi um processo longo, iniciado em finais da década de 80. Tomei conta dele em 1991. Foram 10 anos de luta até se chegar a dezembro de 2001, quando o museu foi inaugurado. Uma caminhada recordada ontem à tarde, no âmbito do Dia Internacional dos Museus. Com o prazer da companhia de João Paulo Ramôa, de Cláudio Torres e de José Alberto Alegria. Stardust memories em cheio.
Uma parte do meu percurso pessoal começava a encerrar-se ali. Em 2002 comecei lentamente a regressar a Moura.
O Museu Islâmico foi uma pequena saga, feita de enorme esforço e da dedicação de muita gente. As coisas eram assim e já não são assim. Porque tudo muda.
TERÇA-FEIRA, 31 DE MAIO DE 2022
PRÉMIO VILALVA PARA RESTAURO DA SÉ DO FUNCHAL
O anúncio foi feito há pouco. O prémio foi atribuído com toda a justiça. E com toda a unânime convicção.
O trabalho de conservação e restauro efectuado no âmbito desta recuperação prolonga a arte mudéjar no tempo. A arte mudéjar da ilha da Madeira inscreve-se numa tradição que mergulha as suas raízes na arte islâmica andaluz e que teve ampla difusão peninsular. A sofisticação das laçarias em madeira”, tipicamente mudéjar, está ali representada em todo o seu esplendor.
Júri do prémio: António Lamas (que preside), Raquel Henriques da Silva, Gonçalo Byrne, Luís Ribeiro, Santiago Macias (o deste blogue) e Rui Vieira Nery.
Etiquetas: património
Junho
O mês 6 também teve coisas a dobrar: a 21 teve lugar o lançamento do catálogo "Pantheon & Panteão" e a 24, um dia inesquecível, saiu a entrevista que o "Diário do Alentejo" me fez.
DOMINGO, 19 DE JUNHO DE 2022
PANTHEON & PANTEÃO
Depois de amanhã, dia 21, às 18:30, apresentação do catálogo da exposição preparada pelos dois monumentos, o parisiense e o lisboeta. A exposição faz parte da Temporada Cruzada Portugal-França.
É uma edição da DGPC e do Panteão Nacional, que contou com o generoso apoio de uma empresa, a URIOS.
Entrada livre.
SEXTA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2022
PERFIL: ENTREVISTA AO "DIÁRIO DO ALENTEJO"
Sai hoje no "Diário do Alentejo" este perfil. A longa conversa foi resumida de forma excelente, pela Júlia Serrão. Só não falámos do "cruzeiro" a Alcoutim, em setembro de 1983...
Sinto-me fielmente retratado neste trabalho.
https://diariodoalentejo.pt/pt/Default.aspx
Agosto
No final de agosto, "vejo-me" em Vila Franca de Xira. Foi enorme prazer e um tremendo privilégio ter podido participar naquele projeto.
DOMINGO, 28 DE AGOSTO DE 2022
VILA FRANCA DE XIRA - ENTRE O MALI E A SÍRIA
Várias vezes me lembrei da cor da arquitetura de Luis Barragán (1902-1988), ao visitar a exposição A família humana, organizada por Jorge Calado. As imagens têm rodado com regularidade e esta é, segundo creio, a última série de fotografias. Fui surpreendido com a exibição de duas imagens minhas: uma feita na Síria, outra no Mali. Faço companhia a nomes como Willy Ronis, José Manuel Rodrigues, Kees Scherer ou Claude Jacoby. Um privilégio raro. E, num certo sentido, divertido.
Setembro
Não pude estar presente, na sessão da Fundação Calouste Gulbenkian, mas o meu texto de homenagem está no livro.
QUINTA-FEIRA, 15 DE SETEMBRO DE 2022
MARIA JOSÉ MOURA - INOVAR COM DETERMINAÇÃO
O colóquio de homenagem tem lugar hoje. É bom vermos que os exemplos de dedicação, determinação e competência não são esquecidos.
Razões de ordem pessoal levam-me a não poder responder favoravelmente ao convite que recebi. Espero poder adquirir depois o livro que vai ser editado. Enviei, em tempos, um curto testemunho, que não sei se chegou a tempo de ser incluído:
MARIA JOSÉ MOURA
No dia 3 de abril de 1986, um simples despacho de Teresa Patrício Gouveia, Secretária de Estado da Cultura, criava condições a instalação de uma rede de bibliotecas municipais. Era preciso alguém que capitaneasse o projeto. O grupo de trabalho que então se constituiu era coordenado por Maria José Moura, uma veterana bibliotecária, que foi a alma do que se seguiu. E o que se seguiu foi uma verdadeira revolução cultural. Era preciso rigor administrativo, mas muito mais que isso. Era imprescindível criatividade e energia, dentro das baias da legislação. Maria José Moura fez da teoria prática. À mistura com uma fervorosa crença na capacidade da juventude.
Só a conheci depois desse processo ter arrancado. Tive a perceção que algo de único se iria passar. A minha perceção ficou, felizmente, muito aquém da realidade futura. No dia em que comecei a trabalhar na Câmara de Moura (em setembro de 1986) estava decidido a avançar para uma remodelação da Biblioteca Municipal. Passei dias a fio, nesses tempos bárbaros sem internet nem telemóveis, até localizar Maria José Moura, então bibliotecária da reitoria da Universidade de Lisboa. Falar com ela foi o primeiro passo. O segundo, e decisivo, foi ter-nos explicado, com detalhe, o âmbito do projeto. De uma remodelação conduziu-nos, firmemente - “isto faz-se assim, perceberam?” -, para uma intervenção mais profunda e radical. A nossa candidatura seria entregue em maio de 1987. Soubémos, algum tempo depois, que Moura integrava o primeiro grupo de sete municípios que, a sul, iria ter apoio. O contrato seria depois assinado e as obras iniciadas já em 1989.
No dia em que partiu, a sua missão estava bem cumprida. Nunca, até ao fim, a vi deixar de acreditar nas bibliotecas, na capacidade das novas gerações, na decisiva importância da presença da Cultura na vida dos cidadãos. Tal como nunca deixou de acreditar e de evocar o Alentejo onde quis ficar para sempre.
A Maria José Moura devo as primeiras e algumas das mais importantes lições da minha carreira de funcionário público. Mais importante, e é isso que se deve reter, o País deve imenso, ainda que possa não o saber, a Maria José Moura.
Santiago Macias
Historiador
Outubro
Mesmo no início do ano letivo, na conterência de abertura das Jornadas Internacionais da Idade Média pude apresentar a releitura dos espaços urbanos desenhados por Duarte Darmas. Parece obsessão, mas não é...
SEXTA-FEIRA, 7 DE OUTUBRO DE 2022
CASTELO DE VIDE, EM MODO DE ABERTURA
As Jornadas de Castelo de Vide deram-me a oportunidade de divulgar um projeto que agora finalizo. Coube-me a conferência de abertura (Duarte Darmas – desenhador do rei e construtor da imagem do Portugal raiano). Um momento francamente bom, revisitando outro Alentejo. Embora não tenha deixado de pensar "convidado para fazer este género de aberturas? estás a ficar velho, é o que é...".
Etiquetas: alentejo, investigaçãooutubro 6 cdvide
Novembro
Dia 10 - abriu a exposição "Thalassa! Thalassa! O mar e o Mediterrâneo na obra de Sophia de Mello Breyner Andresen". Ad augusta per angusta.
SEXTA-FEIRA, 11 DE NOVEMBRO DE 2022
DE ONTEM PARA DOMINGO...
Arranca, no próximo domingo, o 2º. ciclo de concertos "Música no Panteão", que se irá prolongar até julho de 2023.
O ciclo é dirigido pelo Prof. Paulo Amorim. Os concertos têm o apoio da Antena 2.
Entretanto, e para não se perder velocidade, abriu ontem ao público a exposição "Thalassa! Thalassa! O mar e o Mediterrâneo na obra de Sophia de Mello Breyner Andresen". 30 obras da coleção da CULTURGEST e 27 poemas de Sophia. Até 30 de abril de 2023.
Ver - https://www.panteaonacional.gov.pt/
Dezembro
Fecha-se o ano com a apresentação de um livro. Que resultou de uma iniciativa conjunta do Artis - Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras de Lisboa e do Panteão Nacional.
QUINTA-FEIRA, 22 DE DEZEMBRO DE 2022
A PROPÓSITO DE MULHERES MECENAS
E o livro saiu. Em edição da CALEIDOSCÓPIO, e com o apoio mecenático do Banco Carregosa, da Fundação Gaudium Magnum e da Caixa Geral de Depósitos. E, bem entendido, com o patrocínio da própria DGPC. Ad augusta per angusta...
O colóquio teve lugar em novembro de 2021. Este compromisso está concluído. Foi a terceira publicação do ano. Em 2023 outras haverá.
De cima para baixo:
O livro;
Maria João Neto, alma deste projeto;
Hermenegildo Fernandes, Vítor Serrão e o autor do blogue, com a roupa militantemente desalinhadas.
Fotografias - Arlindo Homem / DGPC
















































