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segunda-feira, 10 de novembro de 2025

OS ECOS DELES

Uma publicação digital promoveu uma sessão com os candidatos à Presidência da República. Decidiram também quem são os que são candidatos. António Filipe e Catarina Martins ficaram de fora.

Eles dão eco a quem querem. Estamos entendidos com quem se entendem.



quinta-feira, 7 de agosto de 2025

O ACIDENTE

Um acidente ocorrido ontem, perto de Moura, foi filmado por uma câmara de televisão colocada numa propriedade privada e, quase de seguida, disponibilizada nas redes sociais da rádio local. Hoje de manhã, o vídeo somava quase 2.000.000 de visualizações. Permito-me duvidar que seja esse o acontecimento mais importante ocorrido no meu concelho nas últimas décadas. Mas duvido que haja outro tão divulgado.

Questionei, na página da rádio, o seguinte: "Há vantagem em divulgar estas imagens? Ou pertinência informativa?". A pergunta motivou mais de 100 reações. Li meia dúzia, e reagi a duas.

E estou convencido que não, que não há qualquer pertinência informativa. Há apenas o peep-show (sim, eu também vi, porque consulto a rádio local todos os dias) e uma lógica de correiodamanhização por parte dos consumidore. Isto não serve para sensibilizar, nem para alertar, nem para nada. Poderá servir - se as imagens forem validadas - para efeitos de perícia. Nada mais.





quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

XIMALANGA vs. DaMILANO

A entrevista trouxe-me à memória uma narrativa de um amigo. Que me contou o que aconteceu antes, durante e depois de um combate de luta livre em Luanda (1962? 1963?). Iam defrontar-se Ximalanga e DaMilano. Tudo combinadíssimo.

O espetáculo gerou enorme curiosidade. Havia mais interessados que lugares disponíveis. Esse meu amigo, que era militar, assistiu aos primeiros combates (reais, não combinados), entre os fãs de Ximalanga e os adeptos de DaMilano. Uma cena de pancadaria medonha. Lá dentro, a luta livre foi a palhaçada que se esperava. À saída, a refrega tinha terminado. A baiúca que servia de bilheteira tinha desaparecido, varrida pela fúria dos espectadores sem bilhete. Havia também umas cabeças partidas.

Aqui é o mesmo. Há uma luta combinada. Os danos colaterais ficam do lado de fora. Também quem elege um chalado como Milei esperava o quê?... E se o elegeram, imagino a saturação que o eleitorado tinha dos outros...




quarta-feira, 7 de agosto de 2024

MIJAÍN LÓPEZ

É cubano e ganhou, pela quinta vez consecutiva, a medalha de ouro em luta greco-romana. O feito, único na história dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, mereceu uma discretíssima atenção dos órgãos de propaganda do capitalismo (aka comunicação social).

Em 2020, Mijaín López dedicou a sua vitória a Fidel Castro. Será essa a explicação?

quinta-feira, 25 de julho de 2024

VOLTA À PORTUGAL

Já lá vai o tempo, muito distante, em que seguia, com afinco, as reportagens de Carlos Miranda ("A Bola") nas Voltas: a de França e de Portugal. Não percebo nada, mas nada mesmo, de ciclismo, mas a forma como ele escrevia fazia daquelas provas a coisa mais fascinante do mundo. "A Bola" tinha então pequenas caixas nas reportagens - não sei se ainda tem - intituladas "hoje jogo eu" ou "hoje corro eu", preenchidas com deliciosas notas do quotidiano (a da pernoita no bordel, a da pescada cozida, a do stripper negro etc. etc.), que me ensinaram a tentar escrever de forma sintética ou a contar as coisas de forma curta.

Começa a Volta 2024. Acho o traçado um pouco estranho, ou desconexo. Razões haverá. E, como digo, não gosto de falar do que desconheço.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

HOJE, NA RENASCENÇA

De casa aos estúdios da Renascença é um pulinho (350 metros...). Uma estreia, para mim. Conversa à volta do livro "Património à solta", de Maria Cardeira da Silva (NOVA /FCSH), com a autora e o jornalista José Pedro Frazão. Passa hoje à noite, no programa "Da capa à contracapa".




segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

A ARGENTINA? ISSO AGORA JÁ NÃO INTERESSA...

A Argentina foi "interessante" por uns dias. Não interessava a substância, mas as chaladices que Miliei ia dizendo dia-sim, dia-sim. Agora, o país está ao rubro, Milei teve de deixar cair o seu querido pacote legislativo, a inflação disparou e o caos está instalado. Em países onde há comunicação social, o assunto é notícia. Onde não há, não é.


quinta-feira, 22 de junho de 2023

GRANDE REPORTAGEM: MUSEU DAS DESCOBERTAS

Hoje e amanhã, no final do "Jornal da Noite", haverá "Grande Reportagem" sobre o Museu das Descobertas ou Museu dos Descobrimentos. Um projeto que capotou por variadíssimas razões. Quando estive na Câmara de Lisboa, entre abril de 2018 e dezembro de 2019, tive esse dossiê em mãos. A partir de determinada altura, percebi que não iria em frente. E não foi.

Quando a jornalista Amélia Moura Ramos me contactou, no início, a minha surpresa foi enorme. Queriam falar comigo no âmbito de um programa (este) a propósito do projeto do museu. Serão pequenos excertos dessa conversa que irão para o ar hoje e/ou amanhã.


segunda-feira, 19 de junho de 2023

NO CORAÇÃO DA TERRA

A autora da fotografia é a historiadora Maryelle Bertrand (1948-2007). Deu-ma quando, no meio de uma "devaneio jornalístico" fiz um trabalho para a "Grande Reportagem" (publicada no nº. 69, de dezembro de 1996).

Contei com a ajuda da Teresa de Castro Martínez, que tinha familiares em Benalúa de Guadix e me conduziu, durante aqueles dias, pelas grutas da região.

Guadix era/é zona de "habitats troglodíticos" (um nome pouco simpático), muitos deles hoje convertidos em hotéis. Um dos pedreiros que trabalhava nestas estruturas dizia-me que Guadix podia ser a St. Tropez das Cavernas...

A Maryelle fez a sua tese sobre este tema. A fotografia é de um sítio já desaparecido: o Cortijo del Conejo de Fonelas, 10 kms. a norte de Guadix. Era a sumptuosa entrada da gruta onde morava um proprietário da região.

A Grande Reportagem encerrou há muitos anos.

Maryelle Bertrand faleceu prematuramente.

A Teresa emigrou para a Australia, onde foi trabalhar nos arquivos de uma comunidade beneditina.

O António Cunha, companheiro de viagem, continua a fotografar.

Não voltei a Benalúa.



 

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

HOJE...

... as notícias da atualidade pátria só me evocam este autorretrato de Robert Mapplethorpe. Melhores dias virão. Espero...

domingo, 21 de agosto de 2022

JOÃO XXI OU XII OU XI?

O jornal SOL anuncia, em tom dramático, que a Caixa vai ser despejada. E diz que "Costa despeja Macedo da João XII". Contudo, a edição impressa garante que a Caixa vai mesmo sair é da João XI. E mais, que o Ministério das Finanças não sairá do Terreiro do Espaço. Um manancial de criatividade, numa "notícia" falha de rigor...

Já agora:

João XXI - Papa entre 1276 e 1277

João XII - Papa entre 955 e 964

João XI - Papa entre 931 e 935

domingo, 31 de julho de 2022

COISAS QUE A GENTE GOSTA DE LER, ANTES DE ATACAR AGOSTO

A entrevista de Magalhães e Silva é interessante, por nos dar uma imagem dos corredores do poder a partir de dentro. Vale a pena a leitura de uma ponta à outra.

Gostei, em especial, desta passagem.


sábado, 2 de julho de 2022

AÇO INFORMATIVO

Vi/ouvi, há dias, uma peça na RTP 1, onde se afirmava, com convicção, que a Ucrânia é um dos principais produtores de aço mundial. À luz dessa afirmação, a condenável destruição de siderurgias ganhou outra leitura.

Vejamos os números:

Top 10 de produtores de aço — milhões de tons (Mt) em 2021:

  1. China — 1,032.8 (53% do total)
  2. Índia — 118.1
  3. Japão — 96.3
  4. Estados Unidos — 86.0
  5. Rússia — 76.0 (estimativa)
  6. Coreia do Sul — 70.6
  7. Turquia — 40.4
  8. Alemanha — 40.1
  9. Brasil — 36.0
  10. Irão — 28.5 (estimated)
Depois, Itália, Taiwan e Vietname.
Ucrânia - 14º., produz 1,09% do aço mundial...
China, Índia e Japão produzem 64% do aço.



quinta-feira, 30 de junho de 2022

AINDA A SÉ DE LISBOA...

Novo e esclarecedor artigo de Lucinda Canelas no "Público" sobre o longo processo da Sé de Lisboa. Está na altura, conforme sustento nas declarações que prestei à jornalista, de encerrar este processo.

https://www.publico.pt/2022/06/30/culturaipsilon/noticia/relatorio-lnec-recomenda-novo-reforco-arco-lisboa-obriga-ajustes-projecto-2011864


segunda-feira, 27 de junho de 2022

MELILLA, VERGONHA DE TODOS NÓS

O mais extraordinário é que a comunicação social portuguesa ponha aspas na palavra massacre. Foi um massacre sórdido e cego. A fronteira do império tem um custo cada vez mais alto.

Em 1965, Robert Indiana usou a linguagem pop para combater pelos direitos civis nos Estados Unidos. E agora, quem toma, nas artes, essa luta?



sábado, 25 de junho de 2022

MAPUTO QUE NÃO É MAPUTO...

Ao escrever-se em título que este crime aconteceu em Maputo (não em Moçambique, não na região de Maputo, mas em Maputo, que é a capital do País) está a orientar-se, à partida, a leitura que a notícia vai ter.

"Vejam bem, se isto é em Maputo, como será longe da capital?", dirá qualquer leitor menos avisado. E há tantos...

Para aumentar a confusão, coloca-se uma fotografia da Catedral de Santo António da Polana, que fica numa das zonas mais elitistas de Maputo.


sexta-feira, 24 de junho de 2022

PERFIL: ENTREVISTA AO "DIÁRIO DO ALENTEJO"

Sai hoje no "Diário do Alentejo" este perfil. A longa conversa foi resumida de forma excelente, pela Júlia Serrão. Só não falámos do "cruzeiro" a Alcoutim, em setembro de 1983...

Sinto-me fielmente retratado neste trabalho.

https://diariodoalentejo.pt/pt/Default.aspx




terça-feira, 14 de junho de 2022

AINDA A FUNÇÃO PÚBLICA - II

Adoro títulos capciosos. O texto tem muito pouco a ver com o título e os licenciados do Estado não têm direito a nenhum prémio salarial.



sexta-feira, 1 de outubro de 2021

VERDADES INCONVENIENTES

         Na tarde de domingo, dia 26, recebi um telefonema de um órgão de comunicação nacional. Queriam saber se estava disponível para comentar os resultados das eleições em Moura. A minha interlocutora era uma senhora que estivera presente num almoço para onde eu tinha sido convidado. Foi há uns dois anos, no Estoril. Uma coisa um pouco Graham Greene. Ou RTP2, como diz um amigo meu. Pressenti no telefonema a curiosidade na tentação fascista que supostamente pairava por Moura... Disse que sim, que me ligassem depois das 22. Ligaram, mas ainda não havia resultados. Voltaram mais tarde, às 23:39, quando os números eram evidentes. Haveria uma entrevista em direto e, imaginava eu, texto publicado.

         A primeira pergunta foi sobre o Chega. Respondi que não comentava isso, preferindo sublinhar o avanço da CDU e o crescimento em votos e em percentagem. Não foi suficiente? Não foi, mas ficou claro que temos André. O bom.

         A partir daí, resolvi dizer o que me ia na alma:

Que em Portugal não há interior; há apenas zonas afastadas do litoral (em Moura estamos a duas horas de carro da capital do País);

Que não é com tangas como a devolução da taxa variável do IRS que fixamos população (quem diabo se muda de Setúbal para Serpa para ganhar mais 300 euros por ano?...);

Que precisamos do Poder Central em matérias decisivas e que o investimento nas zonas de baixa densidade (adoro o tecocratês...) não se compadece com iniciativas piedosas e inúteis como a Unidade de Missão para a Valorização do Interior;

Que não vale encher isto de internet, fibra ótica e wifi e depois fechar escolas, postos da GNR, correios e serviços de saúde. Não há taxa variável do IRS que compense isto;

Que não precisamos de descentralizações de competências que não interessam a ninguém, fingindo o Governo que está a dar “poder” às autarquias (para quem possa estar distraído, recordaria que o Poder se ganha, não se partilha assim);

Que é um discurso perigoso afirmar-se que é vantajoso para as autarquias estarem perto de quem governa (um atestado de menoridade passado aos autarcas e o tapete estendido à bajulação do Terreiro do Paço, uma longa tradição na História de Portugal);

Que a votação em partidos extremistas e fascizantes não representa a adoção de nenhum programa político, mas sim a reação de Howard Beale no filme “Network”: “I'm as mad as hell, and I'm not going to take this anymore!” (“estou chateado como o caraças e não aguento mais isto”, em tradução livre). As pessoas estão cansadas e muitos políticos tradicionais afastaram-se das bases. A demagogia fascista assenta como uma luva nesta fúria;

Que discursos alternativos, como o do Partido Comunista, são afastados pela comunicação social, chegando-se ao ponto de ser o único partido a não ser entrevistado em matérias de interesse nacional e de não haver um único militante do PCP a comentar política nas televisões;

Que é preciso coragem e proximidade por parte do Governo em relação aos territórios mais desfavorecidos;

Que o resultado do PCP nas autárquicas tem, em geral, a ver com o desaparecimento do proletariado tradicional. Com a certeza de que nos saberemos reinventar e que em Moura há uma alternativa a uma gestão que, desde 2017, tem sido uma perfeita nulidade. É por esse caminho, o de uma renovada qualidade, que iremos.

Sem surpresa minha, passei em direto, mas não há transcrição das declarações ou uma simples citação nesse conhecido órgão de comunicação. Para a próxima, falo da Monica Bellucci. Devo ter mais sorte.

Crónica em "A Planície"

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

UMA QUESTÃO DE ÉTICA

Quando, no início do meu mandato 2013/17, fui buscar uma jovem jornalista à Planície ía caindo o Carmo e a Trindade. Que era uma confusão, como é isto pode ser, servir duas entidades etc. Claro que não foi isso que aconteceu, ao trabalhar numa entidade (a Câmara) deixou a outra (o jornal local).

Vem isto a propósito de um curioso lapso hoje ocorrido na página do facebook da Câmara Municipal de Moura. Na qual se noticiava uma candidatura a uma junta de freguesia do concelho. Clarifico que são, neste caso, irrelevantes o nome do candidato, a sua força política e a junta à qual se apresenta. O que aqui importa é a balbúrdia que, manifestamente, parece existir. O responsável pelo gabinete de informação camarário esqueceu-se que o era e voltou às lides jornalísticas? Ou há algo mais que isso? É que há aqui qualquer coisa que não bate certo. À mulher de César não basta parecer honesta, tem de ser honesta...

Nem quero imaginar o que se diria se uma coisa destas tivesse acontecido em mandatos anteriores. Ou estarei a exagerar?