Mostrar mensagens com a etiqueta desenho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta desenho. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

MOURA EM 1510: OS DESENHOS DE DUARTE DARMAS

Sexta será dia de (mais um) regresso à pátria de origem. Desta vez para, na Taberna do Liberato, retomar um tema que me é caro: o das leituras do urbanismo antigo. O que é se pode reconhecer passados 500 anos? Que modificações houve? Que permanências se podem constatar?

E tudo isto em dois dos meus lugares de eleição: a Mouraria e a Taberna do Liberato. Um e outro são Património. 

terça-feira, 23 de setembro de 2025

LUÍSA CORREIA PEREIRA

E está tudo a postos. Inauguração amanhã à tarde. Uma enorme surpresa (para mim) a descoberta da obra de Luísa Correia Pereira. 

Em outubro haverá algumas iniciativas de grande impacto. Em novembro haverá novidades. Em dezembro haverá surpresas.

O ano corre bem, felizmente.


sábado, 7 de junho de 2025

PODER E CULTURA

É mais ou menos isto.

sexta-feira, 18 de abril de 2025

PÁSCOA Ω: CRUCIFICAÇÃO

De alfa para ómega. Mais um desenho de Moita Macedo.

Do Evangelho segundo S. Mateus:

Morte de Jesus (Mc 15,33-41; Lc 23,44-49; Jo 19,25.28-30) – 45A partir do meio-diafizeram-se trevas sobre toda a terra, até às três horas da tardeg46Pelas três horas da tarde, Jesus bradou com voz forte, dizendo: «Elí, Elí, lemá sabakhtáni?»isto é, «Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?»h47Alguns dos que ali estavam, ao ouvirem isto, diziam: «Está a chamar por Elias». 48E um deles foi imediatamente a correr apanhar uma esponja e, depois de a embeber em vinagre, pô-la numa cana e dava-lhe de beberi49Os outros, porém, diziam: «Deixa! Vejamos se Elias o vem salvar». 50Mas Jesus, bradando de novo com voz forte, entregou o espíritoj.

51Entãoo véu do templo rasgou-se em dois, de alto a baixo; a terra tremeu e as rochas fenderam-se. 52Os sepulcros abriram-se e muitos corpos de santos que já tinham adormecido ressuscitaram 53e, saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesusl, entraram na cidade santa e apareceram a muitosm54O centurião e os que com ele guardavam Jesus, ao verem o terramoto e o que estava a acontecer, ficaram cheios de medo e disseram: «Ele era verdadeiramente Filho de Deus!».


quinta-feira, 17 de abril de 2025

PÁSCOA Α: ÚLTIMA CEIA

A última ceia é um tema pouco frequente na obra de Moita Macedo. Um trabalho fantástico, que já esteve em exposição na Sé de Lisboa. Este, e outro desenho de temática pascal, foram-me oferecidos há uns 40 anos. Têm lugar especial lá em casa.

Do Evangelho segundo S. Marcos:

A ceia do Senhor (Mt 26,20-29; Lc 22,14-23; Jo 13,2.21-26; 1Cor 11,23-25) – 17Ao cair da tarde, chegou com os Doze. 18E, enquanto estavam reclinados à mesa e comiam, Jesus disse: «Amen vos digo: um de vós, que come comigo[4], me há de entregar». 19Começaram a entristecer-se e a dizer-lhe, um após outro: «Não sou eu, pois não?». 20Mas Ele disse-lhes: «É um dos Doze, o que põe comigo a mão no prato[5]21Porque o Filho do Homem parte, tal como está escrito acerca dele, mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem é entregue! Melhor seria para esse homem não ter nascido».

22Enquanto eles comiam, tomou um pão e, pronunciando a bênção, partiu-o, deu-lho e disse: «Tomai, este é o meu corpo». 

23Tomando, então, um cálice e dando graças, deu-lho e todos beberam dele. 24E disse-lhes: «Este é o meu sangue da aliança[6], derramado em favor de muitos[7]25Amen vos digo: não mais beberei do fruto da videira, até àquele dia em que o hei de beber, novo, no reino de Deus».


quarta-feira, 19 de março de 2025

XADREZ E DIPLOMACIA

A recente conversa Putin/Trump sobre a Ucrânia, que desandou para um possível jogo de hóquei sobre o gelo entre russos e americanos trouxe-me à memória um episódio ocorrido no século XI e relatado por al-Marrakushi, na "História dos Almóadas". Ante o avanço de Afonso VI sobre o sul, Ibn Amar desafiou-o para uma partida de xadrez. Afonso VI, hesitava... Sigamos a tradução de António Borges Coelho, em "Portugal na Espanha Árabe":

Como a recordação do xadrez obsessionava o príncipe, consultou os seus favoritos sobre as condições que Ibn Amar queria impor-lhe.

- É coisa pouca, responderam. - Se ganhares, terás o xadrez mais formoso que um rei pode possuir. Se perderes, que pode pedir um adversário teu que um rei como tu não possa cumprir? E se exigir uma coisa impossível, não estamos nós prontos a pormo-nos do teu lado para o fazer entrar na razão?

Insistiram com tanto êxito que Afonso mandou vir Ibn Amar com o seu xadrez e disse-lhe que aceitava as suas condições.

(...) Ibn Amar era um tal jogador que ninguém lhe podia ganhar no Andaluz. E ante os olhos dos seus adversários bateu completamente o seu adversário. Quando o resultado da partida não ofereceu dúvidas, Ibn Amar disse:

- Ganehi o que tínhamos combinado?

- Sem dúvida. O que pedes?

- Que saias desta terra e entres na tua.

(...)

Exigiu, no entanto, que naquele ano pagassem o dobro do tributo ordinário.

Uma história exemplar. Que vemos repetida, com outros contornos.

A imagem é das "Cantigas de Santa Maria"


domingo, 19 de janeiro de 2025

GUARDI

A exposição sobre Veneza foi bonita. E tinha sons: pássaros e sinos... E tinha Guardi, uma das minha primeiras paixões pictóricas. No meio de tanto azul e de tanta gôndola, o melhor foi este "Capricho com arco romano em ruínas e templo circular", um desenho vibrante e de traço frenético que pertence ao Museu Calouste Gulbenkian. Um desenho atual e moderno.

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

O VESÚVIO, SINICAMENTE

Foi há uns meses, em Estremoz. Aproximei-me do painel de azulejos com a certeza de ser uma paisagem oriental. Isto deve ser no Japão, ou em Macau, talvez... Não era, era em Itália. A legenda diz apenas "Painel de azulejos. Paisagem com Vesúvio. Séc. XX". Um Vesúvio de contornos sínicos.

Lembrei-me daquela vez em que fui com o Cláudio ao Além-Rio, ao cerrinho da antena, mais precisamente. Era um fim de tarde brumoso e o sol estava a pôr-se. "Já viste esta sucessão de sombras nos cerros?, assim a perder de vista", disse-me ele. "Parece uma estampa japonesa". Parecia mesmo! Memórias de outros tempos, em Mértola, que às vezes me parecem quase irreais.


sábado, 2 de novembro de 2024

GOSTAR DE PINTURA

As recentes idas a exposições onde a pintura está no centro do que se apresenta, tem acentuado o meu gosto pela pintura e pelo desenho. Em especial, porque tenho uma triste incapacidade crónica para desenhar e para pintar. A quem devo esse gosto? A algumas das aulas de História da Arte, a professores como Cláudio Torres e Manuel Rio-Carvalho. Aos absolutamente maravilhosos programas televisivos de Edwin Mullins. Ao contacto pessoal com Rogério Ribeiro e com Moita Macedo. A uma exposição de João Penalva, há já uns bons anos. A uma ida a Madrid, para uma antológica de Velázquez. A coisas assim.

Reparo a frustração tentando fotografar. Os registos de ontem à noite são um contributo para mais um livrinho.


segunda-feira, 28 de outubro de 2024

EL WILLIAM KLEIN

Há algum tempo que não via uma exposição com o prazer com que me cruzei com as imagens e os sons de  "O mundo inteiro é um palco". Uma evocação da obra de William Klein (1926-2022). O catálogo será lido mais tarde. Para já, fica a obra notável de um homem que passou pelo foto-jornalismo, pelo cinema, pela publicidade, pela pintura, pelo desenho...

O seu interesse pela vanguarda soviética (em baixo) terá tido reflexos numa obra de 1952 (em cima)? Parece-me que sim, mas eu não sou crítico de arte...


quarta-feira, 16 de outubro de 2024

SARDINHAS - A VISÃO DOS MAIS NOVOS

Os nossos vizinhos mais novos aqui do lado - EB1 - JI de Santa Clara - vieram fazer uma visita ao Panteão e depois recriaram as sardinhas. Quando as professoras nos mandaram fotografias pensámos "isto não pode ficar por aqui; eles têm de expôr os trabalhos no monumento". E assim se fez, para contentamento de todos.

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

LAWRENCE WEINER

O nome de Lawrence Weiner  (1942-2021) foi tema de uma conversa, ao final da manhã de hoje. Arte visual, palavras e a linha do Equador. Há conversas que se sabe como começaram. Ver-se-á como acabam.

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

JOÃO HOGAN, ALGO QUE JAMAIS TEM FIM

É a sexta exposição que organizamos, na sala de exposições, desde abril de 2021 no Panteão Nacional. Antes houve:

Artur Pastor - o Povo no Panteão

Panteão & Pantheon

O mar e o Mediterrâneo na obra de Sophia de Mello Breyner Andresen

Natureza morta - fotografias de José Manuel Rodrigues

Fausto Giaccone - o Povo no Panteão

Agora é a vez de João Hogan. Consolida-se, assim, a parceria com a Culturgest.

Para ver até dia 1 de dezembro.

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

JOÃO ABEL MANTA

Há uma grande exposição sobre João Abel Manta no Palácio Anjos, no concelho de Oeiras. Um artista menos conhecido por cá do que devia. A exposição está muito bem montada, com textos curtos e legíveis (!).

Jamias se dissociará o seu percurso artístico do contributoi que nos deu em 1975/75. Inolvidável, porque genial.

Espantou-me que não houvesse uma só referência, por curta que fosse ao JAM/arquiteto. Tem obra e muito boa, e também ela muito gráfica. Como se pode ver pelo projeto (com Manuel Botelho) para a Caixa Geral de Depósitos, em Mafra.


quinta-feira, 22 de agosto de 2024

COMEÇA O CAMPEONATO, COMEÇA A AVALANCHE

Subitamente, não há como escapar. Entrevistas e flash-entrevistas, piadas e contra-piadas na redes sociais, horas e horas de "debates" nos canais televisivos, notícias e artigos de opinião, claques agressivas e polícias plantados à espera do pior, e um circo à volta dos estádios. O que é um jogo muito bonito torna-se uma avalanche opressiva. Tomará já o verão.

segunda-feira, 1 de julho de 2024

HÁ SARDINHAS NO PANTEÃO!

Como surgiu a ideia? De uma forma simples. Fomos buscar a todas as sardinhas dos concursos promovidos pela EGEAC as que tinham como tema o Panteão, ou onde era dado destaque ao monumento. Assim chegámos a cerca de três dezenas de sardinhas. Não chega a ser um cabaz, mas é muita sardinha. E são bonitas, por sinal.

Até outubro, as sardinhas dão um outro modo de ver o monumento.

quinta-feira, 16 de maio de 2024

NA TERRA COMO NO CÉU

O peso e o valor da geometria. Entrelaçados geométricos no pavimento do futuro Museu do Romantismo e no travejamento do Convento de Santa Clara, no Funchal. As memórias do mudejarismo que aqui nos faltam, estão presentes na Madeira.


terça-feira, 9 de abril de 2024

CORO DOS EMPREGADOS DA CÂMARA

É tão vazia a nossa vida,

é tão inútil a nossa vida
que a gente veste de escuro
como se andasse de luto.
Ao menos se alguém morresse
e esse alguém fosse um de nós
e esse um de nós fosse eu…


… O Sol andando lá fora,
fazendo lume nos vidros,
chegando carros ao largo
com gente que vem de fora
(quem será que vem de fora?)
e a gente pràqui fechados
na penumbra das paredes,
curvados pràs secretárias
fazendo letra bonita.

Fazendo letra bonita
e o vento andando lá fora,
rumorejando nas árvores,
levando nuvens pelo céu,
trazendo um grito da rua
(quem seria que gritou?)
e a gente pràqui fechados
na penumbra das paredes,
curvados pràs secretárias
fazendo letra bonita,
enchendo impressos, impressos,
livros, livros, folhas soltas,
carimbando, pondo selos,
bocejando, bocejando,
bocejando.
Manuel da Fonseca


sexta-feira, 5 de abril de 2024

ÁLVARO FIALHO EM ENTRECAMPOS

Eram 22:50 e ia de saída do restaurante. É sítio onde fui "um par de vezes". Subitamente, olhei para um conjunto de quadros. Que me são mais que familiares. Mas nunca tinha reparado na serigrafia do lado direito. "É uma homenagem a Zeca Afonso", esclareceu o dono do restaurante. "Não me leve a mal", esclareci, "mas é uma serigrafia feita pela Câmara de Moura, em 1987. O tema é a feira". E adiantei, para o amigo com quem fui jantar, o nome dos três promotores da iniciativa (edição de livro e publicação da serigrafia): Matos Pereira, António Galvão e Jorge Pelica.

Álvaro Fialho, presente num restaurante em Entrecampos.




sexta-feira, 8 de março de 2024

AINDA A LENDA DA MOURA SALÚQUIA

Recebi, há dias, um email de um professor da Universidade de Massachussets interessado na Lenda da Moura Salúquia. Quando nasceu a lenda?

Na verdade, não sei dizer. Uma certeza apenas: em meados do século XVII a história "já circulava". No livro de Brás Pereira (de 1642), conservado na Biblioteca Nacional (e que copia/recria a obra de Duarte Darmas), vemos uma mulher, aparentemente ensanguentada, na base de uma torre. É a alcaidessa, sem dúvida. Recordo também que, num dos livros da Chancelaria de D. Afonso III, há um texto apócrifo que alude expressamente à lenda. É uma "acrescento" tardio e de justificação. Um processo de construção da memória muito interessante, em todo o caso.