segunda-feira, 5 de outubro de 2026
TAPEÇARIAS
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
EQUUS - DENTRO DE UMA SEMANA
Aposta do Panteão Nacional para o outono, e no centenário do nascimento de Júlio Pomar. A partir da obra TROPEL escolhemos cerca de dezena e meia de outras peças. Não foi fácil desenvolver este projeto, a partir da baias tão estreitas. Depois, tivemos a ajuda de dois colecionadores particulares. Um golpe de sorte, que permitiu localizar cerca de uma dezena de desenhos/estudos inéditos que estiveram na base do TROPEL.
O compromisso não foi fácil, nem isento de dúvidas. O tema acabou por ser EQUUS. De cavalos e de ecos (16 segundos de reverberação na nave central do Panteão), numa quase homofonia.
sábado, 1 de agosto de 2026
VIEIRA PORTUENSE EM ROMA
Numa pesquisa de imagens no MATRIZPIX encontrei este desenho de Vieira Portuense (1765-1805). A datação coincide com a sua estada em Roma. Representa, seguramente, a Piramide di Caio Cestio, monumento funerário do século I a.C.. Benditos tempos estes, em que nos é permitido fazer investigação onde e como nos apetece. E em que temos o prazer de rever sítios que merecem ser vistos.
Número de Inventário: 81868.71 DIG |
Tipo de Espécime: Digital (DIG) |
Instituição / Proprietário: Museu Nacional de Arte Antiga |
Número de Inventário do Objecto: 824/70 Des |
Categoria: Desenho |
Denominação / Título: Fólio com um esquisso - Álbum de Desenhos |
Datação: 1789 dC - 1793 dC |
Dimensões: 26,3 x 19 cm |
Autoria / Produção: Vieira Portuense, Francisco (1765-1805) |
Informação Técnica: Desenho a lápis e a tinta sobre papel |
Fotógrafo: Luísa Oliveira, 2024 |
Copyright: © DGPC |
segunda-feira, 25 de maio de 2026
SARDINHAS 2026
É uma das iniciativa das EGEAC - Lisboa Cultura de que mais gosto. Estre concurso das sardinhas tem um sucesso impressionante - e à escala global (3.128 propostas de 66 países).
As (cinco) vencedoras deste anos são, todas elas, excecionais. Mas, de entre as cinco, a minha preferência vai para o azulejo, de Martín Narciso.
sábado, 16 de maio de 2026
JOÃO ABEL MANTA
Dir-se-ia eterno. É-o, de certo modo. João Abel Manta (1928-2026) foi/é uma figura mais marcante do que a rapidez das coisas permite que se entenda. Foi o mais importante e comprometido desenhador da Revolução.
Este desenho, de 1972, está mais atual que nunca. A eternidade é isso.
sábado, 2 de maio de 2026
O DESPOVOAMENTO DO "INTERIOR": DO SÉCULO XVI ATÉ AOS NOSSOS DIAS
A cópia (melhor dizendo, o rascunho) do Livro das Fortalezas de Duarte Darmas está na Biblioteca Nacional de Espanha. Está classificado como manuscrito MSS/9241 e pode ser consultado online: https://bnedigital.bne.es/bd/es/viewer?id=bf5fbebc-a7d6-4e49-9bb8-a9edcb68bbc3 . Foi o que fiz ontem à tarde, cotejando informações "laterais".
Uma das notas mais curiosas reporta-se à fortaleza de Portelo, no concelho de Montalegre. Anota Duarte Darmas o abandono do sítio (nem o alcaide ali vivia...):
"Alcayde nom no vy por que achey a fortaleza soo sem ningem".
Portelo faz fronteira com Espanha. Ficava a 370 quilómetros da capital do reino. Em 2011 a freguesia de Padornelos tinha 124 habitantes. O abandono é antigo.
Ver fotografia atual do sítio em:
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
MOURA EM 1510: OS DESENHOS DE DUARTE DARMAS
Sexta será dia de (mais um) regresso à pátria de origem. Desta vez para, na Taberna do Liberato, retomar um tema que me é caro: o das leituras do urbanismo antigo. O que é se pode reconhecer passados 500 anos? Que modificações houve? Que permanências se podem constatar?
E tudo isto em dois dos meus lugares de eleição: a Mouraria e a Taberna do Liberato. Um e outro são Património.
terça-feira, 23 de setembro de 2025
LUÍSA CORREIA PEREIRA
E está tudo a postos. Inauguração amanhã à tarde. Uma enorme surpresa (para mim) a descoberta da obra de Luísa Correia Pereira.
Em outubro haverá algumas iniciativas de grande impacto. Em novembro haverá novidades. Em dezembro haverá surpresas.
O ano corre bem, felizmente.
sábado, 7 de junho de 2025
sexta-feira, 18 de abril de 2025
PÁSCOA Ω: CRUCIFICAÇÃO
De alfa para ómega. Mais um desenho de Moita Macedo.
Do Evangelho segundo S. Mateus:
Morte de Jesus (Mc 15,33-41; Lc 23,44-49; Jo 19,25.28-30) – 45A partir do meio-diaf fizeram-se trevas sobre toda a terra, até às três horas da tardeg. 46Pelas três horas da tarde, Jesus bradou com voz forte, dizendo: «Elí, Elí, lemá sabakhtáni?», isto é, «Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?»h. 47Alguns dos que ali estavam, ao ouvirem isto, diziam: «Está a chamar por Elias». 48E um deles foi imediatamente a correr apanhar uma esponja e, depois de a embeber em vinagre, pô-la numa cana e dava-lhe de beberi. 49Os outros, porém, diziam: «Deixa! Vejamos se Elias o vem salvar». 50Mas Jesus, bradando de novo com voz forte, entregou o espíritoj.
51Entãok o véu do templo rasgou-se em dois, de alto a baixo; a terra tremeu e as rochas fenderam-se. 52Os sepulcros abriram-se e muitos corpos de santos que já tinham adormecido ressuscitaram 53e, saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesusl, entraram na cidade santa e apareceram a muitosm. 54O centurião e os que com ele guardavam Jesus, ao verem o terramoto e o que estava a acontecer, ficaram cheios de medo e disseram: «Ele era verdadeiramente Filho de Deus!».
quinta-feira, 17 de abril de 2025
PÁSCOA Α: ÚLTIMA CEIA
A última ceia é um tema pouco frequente na obra de Moita Macedo. Um trabalho fantástico, que já esteve em exposição na Sé de Lisboa. Este, e outro desenho de temática pascal, foram-me oferecidos há uns 40 anos. Têm lugar especial lá em casa.
Do Evangelho segundo S. Marcos:
A ceia do Senhor (Mt 26,20-29; Lc 22,14-23; Jo 13,2.21-26; 1Cor 11,23-25) – 17Ao cair da tarde, chegou com os Doze. 18E, enquanto estavam reclinados à mesa e comiam, Jesus disse: «Amen vos digo: um de vós, que come comigo[4], me há de entregar». 19Começaram a entristecer-se e a dizer-lhe, um após outro: «Não sou eu, pois não?». 20Mas Ele disse-lhes: «É um dos Doze, o que põe comigo a mão no prato[5]. 21Porque o Filho do Homem parte, tal como está escrito acerca dele, mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem é entregue! Melhor seria para esse homem não ter nascido».
22Enquanto eles comiam, tomou um pão e, pronunciando a bênção, partiu-o, deu-lho e disse: «Tomai, este é o meu corpo».
23Tomando, então, um cálice e dando graças, deu-lho e todos beberam dele. 24E disse-lhes: «Este é o meu sangue da aliança[6], derramado em favor de muitos[7]. 25Amen vos digo: não mais beberei do fruto da videira, até àquele dia em que o hei de beber, novo, no reino de Deus».
quarta-feira, 19 de março de 2025
XADREZ E DIPLOMACIA
A recente conversa Putin/Trump sobre a Ucrânia, que desandou para um possível jogo de hóquei sobre o gelo entre russos e americanos trouxe-me à memória um episódio ocorrido no século XI e relatado por al-Marrakushi, na "História dos Almóadas". Ante o avanço de Afonso VI sobre o sul, Ibn Amar desafiou-o para uma partida de xadrez. Afonso VI, hesitava... Sigamos a tradução de António Borges Coelho, em "Portugal na Espanha Árabe":
Como a recordação do xadrez obsessionava o príncipe, consultou os seus favoritos sobre as condições que Ibn Amar queria impor-lhe.
- É coisa pouca, responderam. - Se ganhares, terás o xadrez mais formoso que um rei pode possuir. Se perderes, que pode pedir um adversário teu que um rei como tu não possa cumprir? E se exigir uma coisa impossível, não estamos nós prontos a pormo-nos do teu lado para o fazer entrar na razão?
Insistiram com tanto êxito que Afonso mandou vir Ibn Amar com o seu xadrez e disse-lhe que aceitava as suas condições.
(...) Ibn Amar era um tal jogador que ninguém lhe podia ganhar no Andaluz. E ante os olhos dos seus adversários bateu completamente o seu adversário. Quando o resultado da partida não ofereceu dúvidas, Ibn Amar disse:
- Ganehi o que tínhamos combinado?
- Sem dúvida. O que pedes?
- Que saias desta terra e entres na tua.
(...)
Exigiu, no entanto, que naquele ano pagassem o dobro do tributo ordinário.
Uma história exemplar. Que vemos repetida, com outros contornos.
A imagem é das "Cantigas de Santa Maria"
domingo, 19 de janeiro de 2025
GUARDI
A exposição sobre Veneza foi bonita. E tinha sons: pássaros e sinos... E tinha Guardi, uma das minha primeiras paixões pictóricas. No meio de tanto azul e de tanta gôndola, o melhor foi este "Capricho com arco romano em ruínas e templo circular", um desenho vibrante e de traço frenético que pertence ao Museu Calouste Gulbenkian. Um desenho atual e moderno.
sexta-feira, 8 de novembro de 2024
O VESÚVIO, SINICAMENTE
sábado, 2 de novembro de 2024
GOSTAR DE PINTURA
segunda-feira, 28 de outubro de 2024
EL WILLIAM KLEIN
Há algum tempo que não via uma exposição com o prazer com que me cruzei com as imagens e os sons de "O mundo inteiro é um palco". Uma evocação da obra de William Klein (1926-2022). O catálogo será lido mais tarde. Para já, fica a obra notável de um homem que passou pelo foto-jornalismo, pelo cinema, pela publicidade, pela pintura, pelo desenho...
O seu interesse pela vanguarda soviética (em baixo) terá tido reflexos numa obra de 1952 (em cima)? Parece-me que sim, mas eu não sou crítico de arte...
quarta-feira, 16 de outubro de 2024
SARDINHAS - A VISÃO DOS MAIS NOVOS
quinta-feira, 10 de outubro de 2024
LAWRENCE WEINER
segunda-feira, 9 de setembro de 2024
JOÃO HOGAN, ALGO QUE JAMAIS TEM FIM
É a sexta exposição que organizamos, na sala de exposições, desde abril de 2021 no Panteão Nacional. Antes houve:
Artur Pastor - o Povo no Panteão
Panteão & Pantheon
O mar e o Mediterrâneo na obra de Sophia de Mello Breyner Andresen
Natureza morta - fotografias de José Manuel Rodrigues
Fausto Giaccone - o Povo no Panteão
Agora é a vez de João Hogan. Consolida-se, assim, a parceria com a Culturgest.
Para ver até dia 1 de dezembro.
segunda-feira, 2 de setembro de 2024
JOÃO ABEL MANTA
Há uma grande exposição sobre João Abel Manta no Palácio Anjos, no concelho de Oeiras. Um artista menos conhecido por cá do que devia. A exposição está muito bem montada, com textos curtos e legíveis (!).
Jamias se dissociará o seu percurso artístico do contributoi que nos deu em 1975/75. Inolvidável, porque genial.
Espantou-me que não houvesse uma só referência, por curta que fosse ao JAM/arquiteto. Tem obra e muito boa, e também ela muito gráfica. Como se pode ver pelo projeto (com Manuel Botelho) para a Caixa Geral de Depósitos, em Mafra.