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terça-feira, 27 de agosto de 2024

VINHO OU NÃO VINHO, EIS A QUESTÃO...

Ouço dizer isto há muito tempo.
Pode ser que um dia se saiba (toda) a verdade...
Pelo sim, pelo não, há marcas que () não compro.

Isto está no site da Rádio Campanário:

sábado, 11 de março de 2023

O VIGÉSIMO PREMIADO E OS TANGUISTAS QUE VENDIAM A TORRE DE BELÉM

Eram histórias clássicas dos meus tempos de infância: ou se queria vender um bilhete da taluda que estava premiado e que o vendeor não tinha tempo para levantar mas que cedia por uma valor muito mais baixo (imensa gente caía na esparrela) ou aparecia, com regularidade, um incauto que "comprava" a Torre de Belém ou o Castelo de S. Jorge.

Agora é a sério. Que uma muralha possa estar incorporada numa propriedade particular é possível, bem entendido. Que se escarrapache uma pancarta na própria muralha é o cúmulo da desfaçatez.


sábado, 7 de janeiro de 2023

A FACE SÍNICA DAS EMPRESAS

Quando reparo em novas casas comerciais - por norma aqui nas imediações - e constato que o nome é meio bizarro dou comigo a pensar "isto é coisa da empresa na hora...". Por norma, os nomes elaborados, como A Pousada da Sexta Felicidade, O templo do ganso selvagem ou Montanha de Neve Dragão de Jade, evocam de imediato a China.

Esse barroquismo oriental tem agora um sério e divertido rival: https://justica.gov.pt/Servicos/Empresa-na-Hora.

Alguns exemplos de nomes disponíveis, para quem quiser arrancar com um negócio:
ALFABETO SIDERAL
APLAUSOS DRAPEADOS
DOUTRINA APRAZÍVEL
FAÇANHA VENERÁVEL
FALÉSIA CARISMÁTICA
GÉNESE VANTAJOSA
GOMOS OPULENTOS
MOLÉCULA ABASTADA
NEURÓNIO CINTILANTE
QUADRILÁTERO FRUTADO
SEREIAS INTRÉPIDAS
etc.

É o algoritmo? É. Mas é um algoritmo sínico e criativo.

quinta-feira, 28 de julho de 2022

PEDRO MOREIRA NA PRESIDÊNCIA DA EGEAC

A imagem de cima é a mais recente (2022), a de baixo evidentemente a mais antiga (1999). Entre a exposição de Tânger e a inauguração do Museu do Tesouro Real passaram 23 anos. Uma bagatela...

Da Comissão dos Descobrimentos, Pedro Moreira passou para a EGEAC, daí para o Turismo de Lisboa. Regressa agora à EGEAC, para um merecido lugar de topo.

Capacidade de trabalho, pragmatismo, conhecimento e seriedade, eis o novo presidente. Toda a sorte do mundo, Pedro.






sábado, 13 de novembro de 2021

PARABÉNS JOÃO LUÍS / BILORES - QUEIJO ARTESANAL

Querido amigo João Luís Baixinho Costa, um prémio a nível nacional não é uma coisa qualquer.

O mérito e o reconhecimento a quem o tem. A quem se esforça, a quem trabalha e procura (e consegue) ir mais além. Um abraço de parabéns para ti, para a tua família e para a tua equipa.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

A (POUCA) AUTORIDADE DA CONCORRÊNCIA

Lê-se e quase não se acredita. Só 2,7% das multas aplicadas pela Autoridade da Concorrência foram efetivamente pagas. Porquê? Isso não é explicada na notícia, mas não é difícil imaginar que as grandes empresas (ahhh, o mundo beatífico das grandes empresas...) se socorram de todos os meios técnico-legais e de todos os artifícios e de toda a complexidade do juridiquês para não pagarem.

2,7% não é um número, é um ato de troça.




sábado, 21 de novembro de 2020

MOURA - 21.11.1987

Faz hoje 33 anos que o Moura defrontou o Porto, na 3ª. eliminatória da Taça de Portugal. O Moura Atlético perdeu e o campeão europeu de então seguiu em frente. Fui dar com esta fotografia num dos acasos da net. Na fotografia vemos Tomislav Ivić (1933–2011) com Pinto da Costa. Ivić cometeu a invulgar proeza de ter sido campeão em cinco países diferentes. Nem Mourinho.

O pelado que vemos na fotografia esteve em uso até 2006. Ficou depois sem uso continuado. Seria negociado, uma década mais tarde, com a SONAE, que ali instalou uma unidade comercial.




sexta-feira, 6 de novembro de 2020

O ORIENTE, UM DIA...

Ao preparar para edição, hoje de manhã, um texto de um académico espanhol, professor de economia, dei com uma informação espantosa, que desconhecia. A empresa mais antiga do mundo não tem 200, 400 ou 500 anos. KONGO GUMI era o nome de uma empresa japonesa, do ramo da construção, fundada em 578 d.C., e que esteve na passe da mesma família durante 14 séculos. Soçobrou à especulação imobiliária e a investimentos insensatos, tendo sido vendida já no decorrer deste século.

Não é caso único. O Nishiyama Onsen Keiunkan é um hotel termal japonês que funciona desde o ano 705 do nosso calendário. E de entre as 10 empresas mais antigas no mundo, 8 são japonesas. Esta perenidade e sentido do tempo longo ajuda a explicar outras coisas e o poder do Oriente, certo?


 

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

DUARTE DARMAS: O 18º. APOIO

Enquanto prossegue a "saga" da recolha de imagens (vamos em 85%) vão ainda chegando apoios ao projeto. Como este, que surge de forma inesperada. Uma parceria logística, que se revela importante para concretizar milhares de quilómetros em constantes idas e vindas:

Adolfo Teles Lda.
Av. de Badajoz
Posto BP de Elvas

Obrigado, em nome da MULTICULTI!

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

LUTA ECONÓMICA E AMBIENTAL

Os pescadores prestam, e até agora ninguém explicou a razão contrária, um serviço ao Ambiente. E são dinamizadores da atividade económica. Então, qual é que é o problema? E porque carga de água estão a ser penalizados?

É nestas alturas que os poderes políticos e públicos têm de vir à linha da frente. Ou isso dá muito transtorno?

segunda-feira, 22 de junho de 2020

PREOCUPAÇÃO

Já há semanas tinha acontecido. Andámos a vaguear por Vila Real de Santo António, até encontrarmos, com pouco fortuna, um sítio para jantar. Hoje, a cena repetiu-se. Depois de quase desistir de tentar jantar, em Elvas, acabei por ter a fortuna de, ao acaso, encontrar um bom sítio, o "Acontece".

Só me ocorre uma palavra: preocupação. Por mais que me digam que vai tudo ficar bem, não creio que isso vá acontecer. Soluções miraculosas não há. O caminho vai ser muito difícil e muito lento. Para mal de todos nós.

sábado, 20 de junho de 2020

UM POUCO DISCRETO CONVITE À REBALDARIA

Escreve Daniel Oliveira no Expresso:

"A paciência acabou esta semana, quando se confirmou que entidades sediadas ou com filiais em paraísos fiscais fora da UE podem concorrer sem qualquer restrição aos apoios extraordinários do Governo. Fogem a pagar os impostos cá, mas têm direito a usar os impostos dos de cá. Com prioridade sobre muitos cidadãos desesperados. 
As perdas fiscais de milhares de milhões anuais não são uma fatalidade, resultam de cumplicidade. Com assinatura: PS, PSD, CDS e IL. E a conveniente ausência do Chega. Fossem uns tostões para beneficiários do RSI e Ventura gritaria presente. Já para aborrecer quem lhe paga...".

É raro que esteja tão de acordo com Daniel Oliveira como hoje. A verdade é que só o PCP, os Verdes, o Livre e o BE estiveram contra esta inacreditável medida. Os nossos impostos vão financiar quem foge aos impostos. Nem o D. Corleone se lembraria de tal coisa.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

AZEITE ANGÉLICA - A NOVIDADE QUE NÃO É NOVIDADE

É uma bela notícia que, felizmente, não traz nada de novo. Gonçalo Rosa da Silva e o seu Azeite Angélica têm presença regular em grandes prémios internacionais. Assim se premeia o esforço, o mérito e a qualidade.

Uma grande notícia para o Gonçalo e para Moura. Se bem recordo, a primeira medalha de ouro que ganhou neste certame foi em 2015.

Ver - https://bestoliveoils.com

domingo, 29 de março de 2020

O BEATÍFICO MUNDO DOS PRIVADOS: PADARIA PORTUGUESA

Não tenho qualquer pequena (ou grande) raiva esquerdista contra a iniciativa privada. Ao contrário, valorizo as iniciativas empresariais. "Agradeço" é que paguem os impostos em Portugal e que não me preguem sermões sobre a portugalidade.

Dito isto, pareceu-me interessante, de início, o conceito da padaria portuguesa. Passei pelos estabelecimentos um par de vezes. Não achei o serviço nada de especial, na lógica fast-food de cafés e pastéis de nata. E não gosto de tratamentos impessoais.

Deixei de entrar nas padarias, depois de uma entrevista ao líder da empresa, onde li coisas como:

Criamos um espírito de equipa que vale muito mais do que a remuneração base.

Fazemos investimento a sério nas pessoas: uma vez por ano juntamos todos os trabalhadores num arraial de verão e fechamos as lojas mais cedo.

Cada vez que nasce um bebé, oferecemos um creme e um babygrow e escrevo um postal de aniversário personalizado a cada um dos trabalhadores.

Lembrei-me de uma conversa tida, há uns anos, com o diretor de um museu nacional, que pediu apoio mecenático a uma determinada empresa. A qual respondeu que todos os anos dava um capaz no Natal às aldeias SOS. A lógica é a mesma. E explica muito coisa portuguesa. Padaria ou não.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

RITUAL DA FEIRA

Não estou em Moura, durante todo um ano e por junto, mais de 15 a 20 dias. Se tanto. Mas fico com a ideia de não partir nunca. O poema diz coisas diferentes, mas é o título que é muito bonito.

Nesta feira cumpriu-se mais um pequeno ritual. Têm sempre a simpatia deste convite. Fotografia e imperial. Correspondo sempre. Foi pena o dr. António Costa não ter querido provar a MAGANA. Sempre ajudava os moços a promover a excelente cerveja artesanal que fazem. Eu também dou uma ajuda, mas bolas!, eu não sou primeiro-ministro...


Na véspera de não partir nunca

Na véspera de não partir nunca 
Ao menos não há que arrumar malas 
Nem que fazer planos em papel, 
Com acompanhamento involuntário de esquecimentos, 
Para o partir ainda livre do dia seguinte. 
Não há que fazer nada 
Na véspera de não partir nunca. 
Grande sossego de já não haver sequer de que ter sossego! 
Grande tranqüilidade a que nem sabe encolher ombros 
Por isto tudo, ter pensado o tudo 
É o ter chegado deliberadamente a nada. 
Grande alegria de não ter precisão de ser alegre, 
Como uma oportunidade virada do avesso. 
Há quantas vezes vivo 
A vida vegetativa do pensamento! 
Todos os dias sine linea 
Sossego, sim, sossego... 
Grande tranqüilidade... 
Que repouso, depois de tantas viagens, físicas e psíquicas! 
Que prazer olhar para as malas fítando como para nada! 
Dormita, alma, dormita! 
Aproveita, dormita! 
Dormita! 
É pouco o tempo que tens! Dormita! 
É a véspera de não partir nunca!


Álvaro de Campos

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

ÁGUA CASTELLO - ANO 120

A Água Castello voltou a mudar de mãos. A empresa já não tem o impacto social que, em tempos, teve, na nossa terra. As dezenas de funcionários que ali labutavam todos os dias resumem-se, agora, a um pequeno grupo de trabalho. A marca continua, ainda assim, a ser um símbolo forte da terra. Nos últimos anos, e por conjugação do interesse que sempre tive neste tipo de contactos, como pela disponibilidade de Jorge Henriques e de Nuno Colaço, houve uma clara aproximação entre a autarquia e a empresa. Daí resultaram uma ativa colaboração da Água Castello na exposição"Água - património de Moura" (2015) e a edição da "Valsa da Água Castello" (2016).

Do ponto de vista do cliente, espero que a água mantenha as suas características e aquela identidade masculina. A finna nunca me encheu as medidas. Percebo as razões, nomeadamente a procura de novos mercados e de novos clientes, como Jorge Henriques detidamente me explicou, mas "aquilo" não é para mim.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

PRÉMIO VILALVA: CERIMÓNIA DE ENTREGA

Há momentos felizes, nos nossos percursos. A entrega do Prémio Maria Tereza e Vasco Vilalva, recentemente ocorrida, foi um desses momentos. A importância da reabilitação da Cerâmica Antiga de Coimbra foi importante tanto do ponto de vista arquitetónico e patrimonial como no que toca à rentabilidade do projeto.

O futuro constrói-se a partir do passado. Isso ficou bem claro. O futuro nos dará razão.

quarta-feira, 26 de junho de 2019

PRÉMIO MARIA TEREZA E VASCO VILALVA - 2.7.2019

A cerimónia de entrega é na próxima terça-feira, em Coimbra. Uma justa distinção para um projeto marcado pela qualidade e pela persistência.

Ida e vinda, em passo rápido, à cidade do Mondego.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

MOURA - HOJE NO "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Traz o "Diário de Notícias" de hoje uma importante reportagem sobre Moura. É um trabalho ponderado (tirando aquela de terem "batizado" o mercado municipal com um nome que não tem), claro e bem feito. Não faço comentários sobre o conteúdo e sobre as coisas que aí se dizem. Mas que são muito interessantes e relevantes, lá isso são. E tanta coisa que explicam... 


quinta-feira, 13 de setembro de 2018

A DATA DA FEIRA DE SETEMBRO E A FESTA DO “AVANTE!”

Com regularidade, com mais regularidade do que imaginaria, fui ouvindo ao longo dos anos a pergunta “então, a feira de setembro este ano mudou de data por causa da Festa do “Avante!”? Lá explicava, com mais ou menos detalhe a existência de um regulamento municipal, que a data não tinha a ver com a festa do jornal etc. etc. Não tenho a certeza de ter sido bem sucedido em todas as minhas explicações. Deixo aqui algumas perguntas e respostas, que creio poderão esclarecer quem ainda tiver dúvidas:

1. Desde quando é que a feira de setembro tem esta data, ou seja, abrindo oficialmente na segunda sexta-feira de setembro?
A feira de setembro tem esta data desde final dos anos 80, salvo erro desde 1988. Foi aprovado um regulamento municipal determinando essa altura do mês. Durante trinta anos (e com três presidentes CDU e dois PS), nunca esse princípio foi alterado. Nunca essa mudança foi proposta.

2. Porque é que a data “cai” nesse fim de semana e não noutro?
Há uma explicação concreta e que se prende com o declínio por que a feira – com dias fixos (8, 9 e 10 de setembro) – então passava. Que sucedia? Quando o dia 8 era numa segunda ou numa terça-feira, só esse dia efetivamente era de feira. Quando se chegava ao dia 10, o recinto estava deserto. E recorde-se que nessa altura não havia pavilhões nem infraestruturas como as que hoje existem. Urgia colocar a feira entre sexta e domingo. Como fazer então? No primeiro fim de semana de setembro eram as festas de Safara, no terceiro as do Sobral. Ficava “disponível” o segundo fim de semana, durante o qual também não havia (razão adicional) outras feiras nas imediações. Para evitar situações como a deste ano especificou-se no regulamento municipal que a feira seria no “segundo fim de semana contado pela segunda sexta-feira”. Nada mais claro, nada mais simples. E se conheço com tanto detalhe esta matéria é porque em 1988 era Chefe da Divisão Socio-Cultural da Câmara de Moura e participei ativamente neste processo.

3. O que é que a Feira de Moura tem a ver com a Festa do “Avante!”?
A data da nossa feira nada tem a ver com a Festa do “Avante!”, como é mais que evidente. Nunca se procurou qualquer esquema para permitir aos mourenses estarem nas duas iniciativas. De resto, passaram pela autarquia, entre 1989 e 1997, dois presidentes socialistas que nunca questionaram a data da feira. É, pois, necessária muita imaginação para engendrar como explicação para a data da feira o tempo de realização da Festa do “Avante!”…

4. Porque é que a feira este ano coincidiu com a primeira sexta-feira do mês?
A feira de setembro começou este ano, oficialmente, no dia 7, porque a Câmara de Moura cometeu uma ilegalidade e optou por não cumprir um dos seus regulamentos.

5. Pode mudar-se a data da feira?
A data da feira pode ser mudada. Basta para tal que se cumpram os procedimentos (aprovação pela Câmara Municipal e pela Assembleia Municipal). Ora isso não aconteceu.

Os factos são estes. As opiniões, a que todos temos direito, são outra coisa.

Crónica publicada hoje, em "A Planície"