domingo, 20 de setembro de 2026
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
EQUUS - DENTRO DE UMA SEMANA
Aposta do Panteão Nacional para o outono, e no centenário do nascimento de Júlio Pomar. A partir da obra TROPEL escolhemos cerca de dezena e meia de outras peças. Não foi fácil desenvolver este projeto, a partir da baias tão estreitas. Depois, tivemos a ajuda de dois colecionadores particulares. Um golpe de sorte, que permitiu localizar cerca de uma dezena de desenhos/estudos inéditos que estiveram na base do TROPEL.
O compromisso não foi fácil, nem isento de dúvidas. O tema acabou por ser EQUUS. De cavalos e de ecos (16 segundos de reverberação na nave central do Panteão), numa quase homofonia.
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
TERESA GANCEDO
quarta-feira, 8 de julho de 2026
POUSÃO, AINDA E SEMPRE
Nunca tinha visto este pequeno óleo sobre cartão. Não tenho dele qualquer memória. Vi-o, há dias, no Museu Nacional de Arte Contemporânea. A vida curta de Henrique Pousão (1859-1884) não permitiu mais do que uma produção não muito extensa, que nos dá uma ideia da sua genialidade, cortada pela doença.
Esta imagem é de Capri, mas podia ser de qualquer outro sítio no Mediterrâneo.
Como escreveu Raquel Henriques da Silva: registem-se os estudos para Casas brancas de Capri, imobilizando os volumes mediterrânicos sobre os valores ‘dissonantes’ da atmosfera e da vegetação cujas sombras materializam uma espessa luz colorida, segundo a poética pessoal que o pintor desenvolveria na obra final.
segunda-feira, 6 de julho de 2026
TROPEL
Começa julho. E prepara-se setembro, que agosto é mês que "não conta". Depois do desgaste de "Modos de ver", o verão irá acabar com Equus, os ecos da obra de Júlio Pomar. Estudos e obras terminadas. Entradas de toiros, corridas e bandarilheiros. Hoje esses temas já não são tema... Há que recuperá-los.
segunda-feira, 8 de junho de 2026
SANTIAGO CUBIDES
quinta-feira, 7 de maio de 2026
O CHIC-NIC
· Que um jardim público seja privatizado, ainda que por umas horas, para usufruto de uns quantos;
· Que o acesso ao local seja, por isso, limitado;
· Que o evento tenha financiamento público (75.000 euros), daí resultando que o que a todos pertence só para alguns reverta;
· Que não haja um mínimo de sensibilidade social e se passe ao lado dos problemas do mundo real (numa cidade, a capital, de está de pernas para o ar);
sexta-feira, 24 de abril de 2026
EQUUS
O cavalo (Natália Correia)
Teus poros exalam o fumo
Do lar dos deuses de onde vieste.
Rompante de espuma e de lume
És sol quadrúpede ou mar equestre?
Desfilando derramas o ouro
Do teu rio inacabável,
Desmedido relâmpago louro
De um deus equídeo possante e frágil.
Tudo existiu para que fosses
No contraluz desta madrugada
Mitológica proporção perfeita
Em purpúrea bruma recortada.
Pois que te é divino mister
Humanos olhos extasiar
A dúvida é só perceber
Se vieste do sol ou do mar.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
QUASE NATAL
Ocasião para recordar esta obra de Diego Rivera (1886-1957).
Simbolismo, tradição e fé. Há obras (Rivera) e sítios (México) onde toda a criatividade é possível.
domingo, 14 de dezembro de 2025
ANDRÉ CHENIER
Figura trágica da Revolução Francesa, André Chénier (1762–1794) foi imortalizado numa tela de Charles Louis Müller (1815–1892) e pela ópera, com o seu nome, de Umberto Giordano (1867–1948), composta em 1896.
Nunca tinha assistido a uma representação de Andrea Chénier. Aconteceu ontem. Com duas portentosas interpretações da búlgara Sonya Yoncheva e do polaco Piotr Beczała.
sábado, 13 de dezembro de 2025
quinta-feira, 27 de novembro de 2025
CAMÕES
Dar visibilidade a uma peça quase "invisível". A tapeçaria encontra-se, normalmente, numa zona de acesso restrito de Caixa Geral de Depósitos. Vai agora ser vista, no Panteão Nacional, por milhares de pessoas (estimamos entre 30 a 35.000). Celebremos Camões e celebremos a Arte de José de Guimarães.
terça-feira, 4 de novembro de 2025
REVIVER O PASSADO NO LUMIAR
Rever episódios ocorridos há 45 anos... Algo que não me passaria pela cabeça há uns tempos. Foi ontem, num estúdio televisivo algures no Lumiar, onde fui entrevistado. Um passeio pela memória, pela carreira no cinema que não aconteceu, por um documentário que ficou 33 anos por concluir, pela mais difícil das minhas exposições, por muita coisa que aconteceu e que recordei com gosto.
Ficarei a aguardar o resultado com redobrado interesse.
terça-feira, 30 de setembro de 2025
ÚLTIMA FESTA DO CONCELHO
Ontem, foi dia de ir à Póvoa de S. Miguel. É a última das festas religiosas do concelho. Foi-me recordado, várias vezes, que nunca falho a ida à festa da Póvoa. É quase verdade. Desde 2005 não terei ido uma ou duas vezes.
S. Miguel Arcanjo derrotando Satanás - Guido Reni (1635)
sábado, 20 de setembro de 2025
O BARBEIRO NEGRO DO SUEZ
"Mergulhado" no orientalismo (e na digitalização de milhares de imagens... algum dia seria) dei com esta pintura de Léon Bonnat (1833-1922), pintada no Suez, em 1876. Léon Bonnat tinha um registo académico, mas aqui tem uma abordagem que é tudo menos convencional. E que é uma bela pintura.
Não consegui localizar o quadro. As informações são contraditórias. Aparentemente, estará num museu privado, nos Estados Unidos.
sexta-feira, 12 de setembro de 2025
PINTURA CAIROTA
"Guardas à porta do túmulo" é uma pintura orientalista que está na National Gallery of Ireland. O seu autor é Jean-Léon Gérôme (1824-1904) que conheceu bem o Levante Mediterrânico. Ao ver o quadro não pude deixar de me lembrar de um belo filme de Sérgio Tréfaut, "A cidade dos mortos". E não pude deixar de me interrogar sobre o início do uso habitacional dos jazigos no Cairo.
quarta-feira, 20 de agosto de 2025
GAILEARAÍ NÁISIÚNTA
Gailearaí Náisiúnta é o nome, em gaélico, da galeria nacional de Arte da Irlanda. Um excelente museu e uma viagem importante pela arte europeia. Parte da coleção foi construída já no século XX, quando a Irlanda não navegava propriamente num mar de prosperidade. Em Portugal não fizemos nada disso. Tivémos Salazar, nada mais. E a palavra cosmopolitismo passou a ser proibida despois de 1926.
Chamou-me a atenção este quadro de telhados na Checoslováquia, pintado no início da década de 20 por Mary Swanzy (1882-1978). O expressionismo, que curoiosamente não vi associado ao nome da pintora, mostrava-se. Antes de ler a legenda pensei que fosse um trabalho de um artista alemão...
sexta-feira, 6 de junho de 2025
ARCO 25
sábado, 31 de maio de 2025
CECI N'EST PAS UN PANTHÉON
Até dia 31 de agosto. Imagens e o meu texto para a exposição:
LAWRENCE WEINER NO PANTEÃO NACIONAL
Ceci n’est pas un Panthéon, seríamos tentados a dizer ante a profusão de palavras na obra de Lawrence Weiner, que se abre aos nossos olhos.
As palavras na pintura, como na aludida obra de René Magritte, não são coisa recente. Numa célebre “Anunciação”, pintada por Simone Martini e Lippo Memmi cerca de 1330, lemos as palavras do anjo “Ave Maria, gratia plena, dominus tecum”. Não sendo novidade, não são também frequentes. Assumem valor de auxiliar de narrativa em Roy Lichtenstein e ganham caráter panfletário em obras como “Alabama”, de Robert Indiana. Contudo, só com Lawrence Weiner a linguagem está no centro da produção artística. O próprio dizia que o seu trabalho era a linguagem, mais os materiais que lhe dizem respeito.
Era, por isso difícil, encontrar melhor cenário do que o ambiente barroco do Panteão Nacional para este “Around the world”. Pela escala monumental do edifício e da obra de Lawrence Weiner, pelo que representam alguns dos navegadores aqui homenageados, pela cúpula celeste que nos domina. O Equador e a Viagem são temas próximos a muitos dos que aqui se encontram.
Na narrativa “Embaixadas em Bizâncio”, Liutprando de Cremona descreve, em meados do século X, como o imperador Constantino Porfirogeneta se fazia elevar à cúpula do palácio, tornando-se a presença da Deus na Terra. Não é esse o nosso espaço. Nem sequer, sendo este um espaço mortuário, “a cúpula imensa dum sepulcro enorme” do poema de Antônio Castro Alves. A nossa cúpula é terrena e viva e fica maior, melhor e mais próxima do mundo com a obra de Lawrence Weiner.
Santiago Macias
Diretor do Panteão Nacional
quarta-feira, 7 de maio de 2025
PASCOAL VILHETE
Não gostei nada da exposição, mas esta pintura é fantástica. Intitula-se "Tragédia do Marquês de Mântua" ou ""Tchiloly" e é obra d Pascoal Viana de Sousa Almeida Viegas Lopes Vilhete ("Canarim"), são-tomense, nascido em 1894 e falecido nos anos 70.
O quadro tem legenda explicativa, numa lógica de ex-voto.
