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segunda-feira, 30 de março de 2026

KITABU UMDATI

O título completo é KITABU UMDATI TTABIB FI MARIFATI NNABAT LIKULLI LABIB. Terminou, há horas, de forma "miraculosa" a procura desta obra, cujo fundamental 3º. volume estava dado como esgotado e que acabei por comprar numa livraria de Madrid, onde terá passado desapercebido...

Volto a 1994 e às estadas no (já desaparecido) Hotel Eurobecquer, em Granada. Regresso aos tratados de botânica, mas agora por causa da toponímia. E afinal, o livro não era de autor anónimo, nem teve como autor Ibn Butlan, como sustentava Ahmed Ait Belaid. O autor é o sevilhano Abu l-Hayr al-Ishbili...


segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

MOURA EM 1510: OS DESENHOS DE DUARTE DARMAS

Sexta será dia de (mais um) regresso à pátria de origem. Desta vez para, na Taberna do Liberato, retomar um tema que me é caro: o das leituras do urbanismo antigo. O que é se pode reconhecer passados 500 anos? Que modificações houve? Que permanências se podem constatar?

E tudo isto em dois dos meus lugares de eleição: a Mouraria e a Taberna do Liberato. Um e outro são Património. 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

TOMARA QUE CHOVA

"Atrás de nós os assentos de betão iam-se enchendo compactamente. à frente, para lá da trincheira, a areia da arena estava cilindrada a preceito, muito amarela. Parecia um pouco empapada pela chuva, mas estava seca ao sol e firme e lisa".

Este excerto, e as páginas que se lhe seguem, são, verdadeiramente, a parte de que gosto do "O sol nasce sempre" (1926), de E. Hemingway (1899-1961). O resto do livro soa-me bastante irritante.

Falámos de Hemingway ontem à noite, por causa dos touros, da boémia e de Cuba. Quando regressei a casa, com um novo guarda-chuva na mão, só pensei "tomara que chova".


terça-feira, 2 de dezembro de 2025

NO LIVRO SOBRE O PARTIDO DOS FACHOS

Uma amiga da Coimbra telefona-me "então és citado no livro sobre o partido dos fachos?". Pois não fazia a mínima ideia. Mandou-me um fotografia. O texto tem um par de incorreções (y como no?, diz-se em Espanha...), a começar pelo facto de a pessoa que migrou para o Chega ter sido "assessora dos vereadores". Nunca foi tal. Dava apoio administrativo a quem secretariava as reuniões de câmara. Algo de muito diferente.

"não gostou da gestão do sucessor, Santiago Macias", leio no livro. Fiquei feliz com o desgosto.

"Por dentro do Chega" é um livro de Miguel Carvalho. Para ser lido dentro de dias.

domingo, 23 de novembro de 2025

A VIAGEM DE GARRETT

Uma sessão notável, de Victor Caetano, com dramaturgia de Gisela Cañamero. Almeida Garrett andou pelo coro baixo do Panteão Nacional. Entre as Viagens na minha terra e Shakespeare se construiu um percurso original.

Última sessão no próximo domingo.


quarta-feira, 12 de novembro de 2025

DE LOURES PARA O PANTEÃO

A autora deste desenho chama-se Sara Cardoso. É um dos 19 exemplares que compõem o catálogo "Panteão, um olhar". Um edição do Panteão Nacional / Museus e Monumentos de Portugal que resultou da exposição desses trabalhos. Que foram um projeto do Clube de Línguas do Agrupamento de Escolas 4 de outubro, de Loures.

O catálogo contou com a inspiradíssima produção gráfica de Miguel Brás.

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

FICCIONES

Saí hoje da sala de aula, a B302 na torre B..., com um estranho sentimento de incerteza. Questões metodológicas em torno da análise de um texto de Abd Wahid al-Marrakushi tinham levado a conversa para longe. A criação de realidade paralelas levou-me a aconselhar a leitura de Jorge Luis Borges (1899-1986), em especial do pequeno texto "Tlön, Uqbar, Orbis Tertius".

O que mais me causa estranheza é a queda (a pique) dos hábitos de leitura. Algo está errado.




sexta-feira, 5 de setembro de 2025

PORQUE SOU COMUNISTA

A sessão de apresentação foi na Casa do Alentejo. Sala a abarrotar. Quem comentou o livro, com o brilhantismo habitual, foi José Pacheco Pereira. Uma apresentação em contraditório, que foi muito estimulante.

O livro está muito bem escrito. Comecemos por aí, que é logo um bom princípio. E tem boas ideias e não é nenhum missal. O que é outro bom princípio. Leitura em fim de semana vermelho.

domingo, 31 de agosto de 2025

PEREGRINATIO

Achei que "mandar pelo correio" não fazia muito sentido. Vai daí... decidi-me por uma pequena "peregrinação" pelos terrenos da margem esquerda do Guadiana, para entregar pessoalmente, aos grupos corais, os pequenos catálogos que resultaram da celebração do 10º. aniversário do Cante Alentejano como Património da Humanidade.

Pias, no sábado.

Amareleja, no domingo.

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

CGD: PATRIMÓNIO ARQUITETÓNICO

O livro foi apresentado ao público em maio do ano passado. São mais de 400 páginas. Um pequeno excerto está disponível em:

https://www.cgd.pt/Institucional/Patrimonio-Historico-CGD/Noticias/Documents/CGD-Patrimonio-Arquitetonico.pdf

Sempre dá "para ter uma ideia".



sexta-feira, 22 de agosto de 2025

PELO CAMPO DE SANTA CLARA - VARIAÇÕES SOBRE O PANTONE 1807

A preparação de um livro sobre o território em volta do Panteão Nacional (de que não sou o autor, nem nada que se pareça) obrigou-me a vestir a roupagem de fotógrafo. Uma passagem pelos palácios das grandes famílias de tempos idos (Lavradio, Condes de Resende, Barbacena, Sinel de Cordes...), mais os Conventos (Desagravo, S. Francisco Xavier) e a descoberta de novas perspetivas e de novas cores. Na esquina da Calçada dos Cesteiros com o Campo de Santa Clara há um "português suave" que parece projeto de António Reis Camelo.

E mais acima está esta paleta de vermelhos, variações sobre o pantone 1807 (será?).



quinta-feira, 21 de agosto de 2025

CASTELO DE MOURA: ESCAVAÇÕES ARQUEOLÓGICAS

Esta publicação tem uma história pouco linear. Há cerca de 15 anos, achámos que seria boa ideia editar uma primeira memória das escavações no Castelo de Moura. Planeou-se o livro em dois volumes: texto e apêndice de imagens.

Afogado em trabalho na vereação, consegui gizar e dirigir o planeamento dos dois volumes. As imagens (desenhos, fotografias, plantas etc.) estavam disponíveis. O índice do livro estava decidido. Solução de "emergência"? Imprimir primeiro os anexos. Três anos (3!) demoraria a redação do texto. Tudo acertado com as imagens, num jogo arriscado de correspondências: as citações teriam de ser sequenciais, nada de citar primeiro a imagem 14 e depois a 12...

Entretanto, havia mais informação pertinente disponível. Como todos os dados de suporte (elementos descritivos, unidades estratigráficas etc.) que não valia a pena imprimir, por serem demasiado extensos, iriam ser incluídos num CD apenso ao volume I, anexou-se aí tudo o que faltava.

Conclusão da edição? 2016.

No final, bateu tudo certo. Um trabalho duro e literalmente irrepetível. Explico sempre aos meus alunos este processo repetindo no final "não tentem fazer isto em casa!"


quinta-feira, 14 de agosto de 2025

CASTELO DE MOURA, 1989

Imagem da alcáçova do castelo, no verão de 1989.

O espaço estava ainda dividido entre a parte que pertencia ao Município e uma propriedade particular. Ainda existia o que restava do armazém da Água Castello. A intervenção arqueológica no lado esquerdo arrancou em 2003. Os livros que daí resultaram estão disponíveis em https://santiagomacias.org/publi.php?livros

domingo, 3 de agosto de 2025

O TESOURO DO TRIÂNGULO DE FOGO

Era esse o título do segundo de quatro livrinhos de aventuras. Foram-me oferecidos algures por 1971 ou 1972. A segunda aventura passava-se na Irlanda. Durante muitos anos tive curiosidade de conhecer algumas das paisagens ali descritas. Depois de cinco dias entre Galway e Dublin fiquei ainda com mais vontade de repetir o percurso dos primos Jan (holandês) e Maria (portuguesa). E de repetir os tratos nos outros três países: Finlândia, Itália e... Portugal. Uma pequena saga que saiu da inspiração de Monique e de Jacques Wolgensinger.


domingo, 13 de julho de 2025

OS LUSÍADAS, EM MOURA

Tinha de copiar um texto, para uma publicação em curso, num projeto em curso há décadas e que deverá estar concluído em 2026.

Cada "copista" tem de assinar e colocar data e local. "Pode ser Moura?", perguntei ao coordenador da obra. Claro que podia, num livro onde 98 ou 99% dos sítios "são Lisboa". Moura on my mind, cantarolei para mim mesmo...

quarta-feira, 25 de junho de 2025

CANTO IX - ESTROFE 77

Fui desafiado a participar num projeto que se tem vindo a desenvolver, ao longo de décadas, e que agora se aproxima do fim. Cada participante (há Presidentes da República, cientistas, escritores, diplomatas e até um diretor de panteão...) deverá copiar, à mão, uma estrofe dos "Lusíadas". Escolhi esta, do Canto IX:

"Todas de correr cansam, Ninfa pura,
Rendendo-se à vontade do inimigo,
Tu só de mi só foges na espessura?
Quem te disse que eu era o que te sigo?
Se to tem dito já aquela ventura,
Que em toda a parte sempre anda comigo,
Ó não na creias, porque eu, quando a cria,
Mil vezes cada hora me mentia."

Os desafios improváveis são sempre os melhores.


terça-feira, 27 de maio de 2025

MULHERES NA REFORMA AGRÁRIA

Amanhã à noite será o momento de estar em Moura, na Feira do Livro. Irei apresentar este livro "Mulheres do Sul", da autoria de Ana Benedita. Um testemunho essencial e uma recolha de dados que vai ser importante para fazer a História de um momento único e decisivo na nossa História do século XX.




sexta-feira, 21 de março de 2025

STVDIA HISTORICA & ARCHAEOLOGICA – OSSA ISLAMICA

Vou deixar de fazer "promessas" quanto a prazos de edição. Este livrinho/brochura já vai com quatro (!) anos de atraso. Nem mais nem menos. Bom, acho que "é desta". Publicação a três, sobre peças em osso do período islâmico do Castelo de Moura.

Ossos há muitos, mas há duas "arquinhas" que continuam a merecer atenção e um estudo mais aprofundado.


domingo, 9 de fevereiro de 2025

TRANSLITERAÇÕES: DE BROCKELMANN À "ARABICA"...

O tema é recorrente. Como transliterar corretamente o alifato? Que norma utilizar? Que fonte tipográfica é compatível? Mais difícil, qual a fonte disponível no word?

A fonte que uso é a jahgbub, uma variante da Times New Roman, creditada ao orientalista norueguês Knut Sigurdson Vikør (n. 1952).

Um trabalho em vias de conclusão lançou-me, de novo, neste transe... Decidi que a única forma de compatibilizar o word e uma transliteração viável era seguir as normas da revista "Arabica". Não me agrada nada, mesmo nada, a solução para a consoante . Manias minhas... O trabalho prossegue. Mesmo penando.


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

ROMA, DEPOIS DE MÉRTOLA

Passei ontem parte da noite vendo folhas de contacto, de negativos 35mm. Começa agora a sério a preparação do 11º. livrinho da série. Uns foram em co-autoria, outros a solo, e a listagem é esta:

Mértola Chefchaouen (2001), com António Cunha (fotos) e Cláudio Torres.
Síria (2005)
Mar do meio (2009)
Moura Bissau (2010)
Mosaicos de Mértola (2011)
Alcaria dos Javazes (2012), em conjunto com colegas da C.M.M.
Casas do Sul (2013), com Manuel Passinhas da Palma e Miguel Rego.
Mesquitas (2019)
Bolama (2021)
Mértola (2023)

Roma passa por muitos sítios: Jerash, Pittsburgh, Minas de S. Domingos, Mértola, Leptis Magna, Haïdra, Mérida, Roma (vá lá...). O livro será em português e em latim. Data de conclusão: 2026.