Promessa cumprida. Tinha dito a uma amiga que iria procurar a bobina original do filme sobre Moita Macedo, rodado em super-8. Corresponde ao projeto de montagem inicial (tem a pista de som - ver seta azul -, colocada pelo Centro de Cooperação Técnica), que foi depois retocado em 2013. Ao ver os primeiros frames, à transparência, à maneira antiga, dei-me conta que há material inédito de interesse documental. Há histórias que nunca acabam...
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
domingo, 28 de dezembro de 2025
KEN LOACH SOBRE "THE OLD OAK" (e algo mais)
terça-feira, 9 de dezembro de 2025
O BANDO DOS QUATRO
Eram uma vez um francês, um italiano, um norte-americano e um iraniano. Parece o começo de uma daquelas anedotas, mas não é. Estes quatro senhores são os únicos que ganharam os mais prestigiados prémios do Cinema: Leão de Ouro (Veneza), Urso de Ouro (Berlim) e Palma de Ouro (Cannes). Quando e com que filmes?
Henri-Georges Clouzot (1907-1977):
Manon (1949) - Veneza
O salário do medo (1953) - Berlim e Cannes
Michelangelo Antonioni (1912-2007)
A noite (1961) - Berlim
Deserto vermelho (1964) - Veneza
História de um fotógrafo (1967) - Cannes
Robert Altman (1925-2006)
M.A.S.H. (1970) - Cannes
Bufallo Bill e os índios (1976) - Berlim
Short cuts (1983) - Veneza
Jafar Panahi (n. 1960)
O círculo (2000) - Veneza
Taxi (2015) - Berlim
Foi só um acidente (2025) - Cannes
Pela parte que me toca, sou um convicto altmaniano! Embora "Foi só um acidente", ontem visto, seja poderoso.
domingo, 9 de novembro de 2025
TRÊS FRASES SOBRE A ÓPERA
terça-feira, 4 de novembro de 2025
REVIVER O PASSADO NO LUMIAR
Rever episódios ocorridos há 45 anos... Algo que não me passaria pela cabeça há uns tempos. Foi ontem, num estúdio televisivo algures no Lumiar, onde fui entrevistado. Um passeio pela memória, pela carreira no cinema que não aconteceu, por um documentário que ficou 33 anos por concluir, pela mais difícil das minhas exposições, por muita coisa que aconteceu e que recordei com gosto.
Ficarei a aguardar o resultado com redobrado interesse.
sábado, 25 de outubro de 2025
ÁGUA MÃE
A notícia é de há pouco: o filme Água mãe, de Hiroatsu Suzuki e de Rossana Torres, ganhou o Prémio da Competição Portuguesa no DocLisboa. Viva!
Por motivos pessoais não pude ver, mas verei.
sexta-feira, 24 de outubro de 2025
RECORDANDO EISENSTEIN
quarta-feira, 13 de agosto de 2025
A MOURA ENCANTADA
O filme foi rodado em 1984. Tinha por título "A moura encantada" e foi dirigido por Manuel Costa e Silva (1938 –1999). O autor do argumento foi António Borges Coelho. Do filme não reza(rá) a História. Mas tem curiosidades, como Vitorino em versão príncipe árabe.
Acompanhei as filmagens em Noudar, no verão de 1984. Ao digitalizar os milhare de negativos que há lá por casa vou tendo surpresas. Com esta "reportagem" feita na altura.
sexta-feira, 18 de julho de 2025
CINEMA
Há muitos anos falaram-me neste livro. Que data do início da década de 60. Há mais de 60 anos, portanto. Não é só a queda do número de espetadores, hoje atraídos por outro tipo de oferta (mea culpa...). É também a menor importância do cinema enquanto Arte (a sétima) e, passe a expressão, o chavascal em que a ida ao cinema se tornou, entre as hediondas pipocas e os refrigerantes. Resta-nos o NIMAS e a Cinemateca. Dois oásis que vão sobrevivendo.
Nunca li o livro de John Spraos. Mas tenho agora vontade de o fazer.
terça-feira, 24 de junho de 2025
RODAGEM
Isto tem andado agitado. Por dentro e por fora. Por iniciativas nossas e de outros. Programas televisivos (dois), mais uma reportagem a caminho e ontem, para compor o ramalhete, uma cena de uma longa-metragem. Corte de trânsito, polícias, o que é costume em dias assim.
Gosto da agitação. Pode parecer contraditório com um cemitério, mas não é.
domingo, 8 de junho de 2025
TARDES DE SOLEDAD
quarta-feira, 21 de maio de 2025
CHEGAR A CASA - 10 ANOS DEPOIS
quarta-feira, 2 de abril de 2025
https://jorgemurteira.pt
Aqui se divulga / publicita / apoia o site de um amigo que é, também um excelente documentarista.
Vale a pena ver a carreira de alguém que continua a ter imensos projetos para concretizar. Vai haver tempo para isso! E talento.
domingo, 30 de março de 2025
SILENCIO EN LA HABANA
segunda-feira, 17 de março de 2025
HENRIQUE MEDINA EM HOLLYWOOD
Foi um pintor muito académico e muito convencional, que conheceu assinalável sucesso nos anos 40 e 50 de século XX. Chamou-se Henrique Medina (1901-1988) e jaz hoje no esquecimento. Destacou-se como retratista. Numa vida passada entre muitos países, há um aspeto curioso a sublinhar, o da sua colaboração com o cinema, em Hollywood. É dele o retrato de Greer Garson que está no filme Mrs. Parkington (que não vi), tal como é dele uma das peças principais do filme O retrato de Dorian Gray, de Albert Lewin (esse vi, e é uma obra bastante razoável, com algumas pretensões).
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025
O TAL PARTIDO E A BALBÚRDIA NO OESTE
terça-feira, 11 de fevereiro de 2025
THE FATHER...
segunda-feira, 27 de janeiro de 2025
NÓS estamos aqui
O filme de Walter Salles é poderosíssimo. Impecavelmente filmado e montado. Com um lote de interpretações de grande qualidade. Talvez daqui a uns anos o vejamos como "datado". Por agora, é um filme necessário.
Recordo as lamentáveis palavras da criatura Bolsonaro no impeachment de Dilma Rousseff (assisti em direto, e assim não esquecerei...)
“Nesse dia de glória para o povo brasileiro, tem um nome que entrará para a história nessa data pela forma como conduziu os trabalhos dessa Casa. Parabéns presidente Eduardo Cunha. Perderam em 64, perderam agora em 2016. Pela família e pela inocência das crianças em sala de aula, que o PT nunca teve. Contra o comunismo, pela nossa liberdade, contra o Foro de São Paulo, pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff. Pelo Exército de Caxias, pelas nossas Forças Armadas, por um Brasil acima de tudo e por Deus acima de todos, o meu voto é sim.”...
É por causa de frases destas que a patada de Cantona ganha dimensões poéticas.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2025
quinta-feira, 16 de janeiro de 2025
DAVID LYNCH (1946-2025)
Hollywood não gostava dele.
Tanto pior para Hollywood.
David Lynch foi um dos mais inovadores e estranhos cineastas do século XX. Há quase 20 aos que não rodava um filme de fundo, depois da viagem que "Inland empire" é. O meu preferido? Blue Velvet, seguido de Lost Highway. Tenho a sensação de que Lynch será (re)descoberto algures no futuro.