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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

AUTÁRQUICAS 2025: DIA 9 DA CAMPANHA

2.200.000 euros + IVA em música, palcos e foguetes (entre final de 2021 e até à última feira de setembro). Chocalhos e rabolêros como se diz na nossa terra.

Quase tudo em Moura. Ou como diz um amigo, "parece que o concelho de Moura começa no Brenhas e termina na Atalaia Magra..."

Uma política de festa, quando a capacidade para fazer mais e melhor não existe.

É este o caminho?...

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

SIM POR SAFARA! SIM POR SANTO ALEIXO DA RESTAURAÇÃO!

Ontem houve referendo em duas freguesias do concelho de Moura. Sim ou não à reposição das freguesias.

Copio os resultados da minha amiga Antónia Baião:
Sto.Aleixo
SIM - 319 votos
NÃO - 8 votos

Safara
SIM - 130 votos
NÃO - 59 votos
Vence o SIM com 449 votos. O NÃO teve 67 votos.

Em St.Aleixo votaram 328 eleitores, 58% dos inscritos (564).
Em Safara votam 190 eleitores, 23% dos inscritos (801).

O dado relevante é que o SIM obteve 87% dos votos. Em Santo Aleixo, a percentagem chega mesmo aos 97,5%. Uma vitória que é, antes de mais, das duas freguesias.

Contas feitas, é mais que claro que há condições para reverter um processo de união muito mal construído.

A CDU tem tido um percurso coerente ao longo de todo este processo. O caminho do PS tem sido marcado por ziguezagues permanentes, por falta de clareza e por falta de coragem. Algo que importa frisar agora.


segunda-feira, 23 de agosto de 2021

SAFARA E SANTO ALEIXO - A LISTA

Divulgando e dando voz à lista da CDU em Safara e em Santo Aleixo. A diferença de um futuro com esperança.

Para um futuro diferente, no dia 26 de setembro.


sábado, 7 de dezembro de 2019

DUAS OU TRÊS COISAS SOBRE A CONTENDA

Teve lugar, ontem, a abertura da Feira da Vinha e do Vinho. Não fui à Amareleja, mas uma amiga relatou no facebook um momento da intervenção de Ceia da Silva, responsável do turismo da região sobre a Contenda. Terá afirmado algo como "parabéns pela aposta na Contenda, que esteve décadas ao abandono e foi recuperada nestes dois últimos anos". Conheço-o há uns bons anos, aprecio muito o trabalho que tem feito pelo turismo alentejano e não o tenho como pessoa ligeira, desonesta ou de má fé. Ao ler esta espantosa afirmação concluí "foi deliberadamente mal informado e convenceram-no que tinha havido mesmo um abandono e que houve um milagre das rosas nos dois últimos anos". Há quem, não produzindo trabalho, inventa factos. Recordo rapidamente duas ou três coisas recentes:

1. Se houve abandono, não foi por parte da Câmara Municipal de Moura, mas sim das entidades que geriram a Contenda décadas a fio;

2. A Câmara de Moura está à frente dos destinos da Contenda há cerca de 10 nos e foi com os executivos autárquicos da CDU que um lento trabalho de recuperação da Contenda começou. Recordo a fantástica afirmação de Pita Ameixa em janeiro de 2009: "A questão da Contenda não é uma questão dramática, antes pelo contrário, abre-se aqui uma janela de oportunidades para o concelho de Moura (...)". Em causa estava o futuro de 11 trabalhadores, que ficavam "pendurados". E que a Câmara de Moura decidiu, e bem, integrar. Ou seja, primeiríssima questão, não abandonámos os trabalhadores. Que foram e são uma mais-valia para a Contenda. Sem eles, e sem a colaboração de outros trabalhadores da Câmara, muitas coisas teriam ficado pelo caminho.

3. Era necessário tirar da Contenda uma problemática vacada. Havia um efetivo com animais doentes, que não pertencia à Câmara de Moura e que era permanente fonte de problemas. O enredo sobre "a quem pertence a vacada?" já me deu para várias folhas de narrativa. A vacada saiu em 2016. Foi um problema cuja resolução não abandonámos.

4. Era necessário criar condições de trabalho para que a empresa municipal laborasse em pleno. Adaptou-se uma antiga escola primária, em Santo Aleixo da Restauração, e aí se instalou a sede da empresa, em 2014. Também aqui não houve abandono de coisa alguma.

5. Era necessário requalificar a zona de caça da Contenda. Fomos buscar gente qualificada e foram dadas indicações claras sobre o que se pretendia: qualidade, prestígio, diálogo com entidades nacionais e internacionais. Em setembro de 2017 fui, em nome da Contenda, receber um prémio do Clube Português de Monteiros, atribuído à melhor mancha mista do ano. Se tivesse havido abandono, esse reconhecimento não teria existido.

Não sei, portanto, que coisas disseram ao meu amigo Ceia da Silva. Apostámos, entre 2009 e 2017, na Contenda. Resolvemos e inovámos. É preciso e é possível fazer mais e melhor? É possível fazer diferente? Ótimo, faça-se. Em vez de dizer e de anunciar, dia sim dia não, faça-se.


quinta-feira, 15 de agosto de 2019

BIBLIOGRAFIA MOURENSE: UM REGISTO PESSOAL: 8/13

Oitava publicação sobre temas concelhios: uma abordagem monográfica e fotográfica a Santo Aleixo. A ideia surgira muitos anos antes e foi avançando, de forma um pouco improvisada. Escolheram-se pessoas emblemáticas da aldeia. O Alberto Frias foi fotografando, eu ia fazendo entrevistas. Entre dúvidas, avanços e recuos, o esquema inicialmente pensado foi abandonado. Não haveria entrevistas - porque muito desiguais -, mas sim um texto "memorialista". O mais importante eram as fotografias. O lançamento, em agosto de 2010, foi completamente festivo. Com sessão de autógrafos e tudo, e uma bicha de pessoas, espraiando-se pelo adro da igreja.

Uns anos depois, uma pessoa veio falar comigo. Estava a fazer um livro sobre a sua aldeia. Comentou "mas não quero fazer um livro como o seu de Santo Aleixo, é muito maçudo". Ganhou o meu respeito. Se há coisa que gosto é de clareza e frontalidade. Por muito que, naquele momento, tenha, por várias vezes, engolido em seco.

Este livro deixou-me marcas. Estando fora do concelho, lembro-me, com muita frequência, de sítios, de pessoas e de situações. Santo Aleixo tem lugar permanente nesses momentos. É, desde 1973, "um daqueles sítios".

Santo Aleixo da Restauração
Autores: Alberto Frias e Santiago Macias
Formato - 23 x 21
Nº de páginas - 80
Ano de edição - 2010
Classificação CDU - 978-972-8192-43-3

segunda-feira, 11 de março de 2019

CRÓNICAS OLISIPONENSES - XXVI

"Alto lá", que este prédio não estava aqui ontem. Havia, às 10:09:55 (diz o telemóvel), no enfiamento da Rua da Alfândega, um novo arranha-céus. Não era. Era "apenas" o MSC BELLISSIMA na sua viagem inaugural. Dando uso ao novo terminal de cruzeiros e mostrando, com espavento, os seus 315 metros de comprimento. Capacidade? 4500 passageiros. Cabem lá dentro a Amareleja, Safara e Santo Aleixo. E ainda sobram uns lugarinhos.

Na ida para a Rua de S. João da Praça vi-o de relance. À vida, percorri com vagar o Terreiro do Trigo, lembrando-me de António Gedeão:

A catedral de Burgos tem trinta metros de altura
e as pupilas dos meus olhos dois milímetros de abertura.
Olha a catedral de Burgos com trinta metros de altura!


domingo, 2 de dezembro de 2018

REGRESSO A SANTO ALEIXO

Há muitos meses que não ía a Santo Aleixo. Regressei ontem, por ocasião de uma data especial.

Tenho ido ao meu concelho espaçadamente. Como se impunha, depois de anos tão intensos. Recomeço agora a regressar. Espaçadamente, como é natural. Com um prazer renovado e diferente. Foi assim na passada semana. É assim nesta, e assim será na próxima. Num ritmo tranquilo, e por entre o convívio com amigos. Como ontem aconteceu. Dou-me agora conta que, ao longo dos anos, se estabelecem mais relações de amizade e de proximidade do que esperaria. Uma boa surpresa, nestes tempos mais virados a interesses imediatos.

domingo, 27 de agosto de 2017

A CUSTÓDIA (IN)VISÍVEL


Que fazer com este Património? Foi ontem exibida, por pouco tempo, a célebre custódia de Santo Aleixo. Sobre esta peça circulavam as mais desencontradas e, por vezes, quase delirantes hipóteses. O seu paradeiro foi, durante muito tempo, motivo para especulação.

Ao final da tarde, depois da procissão, a custódia foi colocada no altar e, sob vigilância policial, ali ficou durante alguns momentos.

Depois de cumprimentar o pároco e, enquanto regressava ao ponto onde iria ter com amigos, não pude deixar de me colocar um conjunto de questões:

Que fazer com este Património?
Quem deve guardar estas peças?
Podem as mesmas estar à guarda de particulares, com inexistentes condições de segurança? Sinceramente, não me parece que devam...
Onde deverão ser expostas?
Em que condições?

São questões que não são fáceis de resolver. Exigem debate, estudo e conhecimento. Há sempre, aqui e além, quem escreva sobre Património e patrimonialização sem ter a mais pequena ideia do que se significa o conceito.  O atrevimento da ignorância, contudo, não chega...

Quanto mais o tempo passa, mais se me sedimenta a ideia que a valorização do Património é não só uma questão de cidadania, mas sobretudo faz parte de um todo que não podemos dissociar do desenvolvimento.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

E AGORA, A TOMINA


LUZ E COR EM SANTO ALEIXO

No território de Moura fazia-se, em plena época dos califas de Córdova (920-1031), a mineração da prata, atividade que, segundo al-Razi (século X), era praticada no sítio de Totalica, onde haveria "uma minera de mui boa prata e mui branca". Essa mina era explorada em segredo pelos seus habitantes.
O local em causa ficava, por certo, perto da ribeira de Toutalga, não sendo de excluir que o sítio possa coincidir com o de Santo Aleixo da Restauração. O brilho dos metais, em especial o da tão procurada prata, ficou no espírito de todos, ao longo dos séculos.
Santo Aleixo ganha ainda mais luz e mais cor e mais brilho nestes dias das Festas da Tomina. Uma vibração mediterrânica passa pelas ruas, de forma intensa, durante o dias da festa. Festas religiosas e momentos profanos. O que se leva ao alto é aquilo a que se dá valor. O que se considera único. Tal como nos andores de tradição oriental, onde a noiva é levada ao alto, Nossa Senhora é transportada num andor com baldaquino. A solenidade da procissão, ao som ritmado da filarmónica, rapidamente dá lugar a outras celebrações.
Há luz e há cor em permanência. Regressa, em todo o seu esplendor, uma aldeia antiga e orgulhosa. Habituada a resisitir e a vencer todas as dificuldades, o combate que mantemos na aldeia é o da restauração da esperança e da permanente construção do futuro.
A Câmara Municipal de Moura saúda as Festas da Tomina e felicita a Comissão pelo empenho, dinâmica e entusiasmo que, no seguimento da tradição, pôs no programa deste ano. Aí estaremos, no final de agosto. Porque a Festa é dos santo-aleixenses e é de todos.

Santiago Augusto Ferreira Macias
Presidente da Câmara Municipal de Moura

Texto redigido para o livro das festas. Começam hoje. E vão até dia 29.
Fotografia de Diamantina Nunes.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

UMA CASA NA ALDEIA

Eu Sou do Tamanho do que Vejo


Da minha aldeia veio quanto da terra se pode ver no Universo... 
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer 
Porque eu sou do tamanho do que vejo 
E não, do tamanho da minha altura... 
Nas cidades a vida é mais pequena 
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro. 

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave, 
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu, 
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar, 
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver. 

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema VII" 


A recente abertura da Casa da Aldeia, em Santo Aleixo, levou-me direitinho ao bucolismo de Alberto Caeiro. Com uma quase certeza: sem gente, o futuro é uma miragem.

Soube bem aquela tarde e ver o cuidado posto naquele projeto.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

UM BRUNO BARBEY SANTO-ALEIXENSE

Na realidade, não é um Bruno Barbey (n. 1941), mas vários. Este bonito e colorido trabalho em torno das mãos, feito por alunos da Escola Básica de Santo Aleixo da Restauração, levou-me direitinho a uma conhecida imagem de um fotógrafo que percorreu Marrocos de lés-a-lés.

De Santo Aleixo a Essaouira é só um passinho.


CÂMARA ABERTA Nº 10 - DIA 4

Dia 4 da Câmara Aberta
Início: 8:16
Fim: 18:20
Foram 41 h. 36 min. de contactos intensos e de "revisão da matéria dada". Obras, intervenções e presença. Um pouco por toda a parte, com a convicção de sempre. Os resultados continuarão a surgir.

Inauguração do CONTINENTE BOM DIA

Inauguração da época balnear "tire aqui uma fotografia com a gente, sr. Presidente"

Colour Party (a "minha" é em setembro)

Tomada de posse de novos funcionários

Obras de pavimentação junto ao Sobral da Adiça

Obra da Ribeira da Perna Seca

Reunião com a Junta de Freguesia do Sobral da Adiça

Reparação na EM 536 concluída

Explicando o projeto para o campo de futebol de Safara

quinta-feira, 1 de junho de 2017

CÂMARA ABERTA Nº 10 - DIA 3

Dia 3 da Câmara Aberta
Início: 9:40
Fim: 18:20
(total 31 h. 32 min.)

Mais Câmara Aberta em torno do território. Mais obras e mais questões em debate. Encontros marcados e outros informais e em cima da hora. Andámos pelos terrenos de Santo Aleixo, Safara e Santo Amador. Momento alto? A reunião de câmara em pleno Monte do Pintador, muito perto do centro geográfico do concelho. Tema principal em debate? A questão da Rede Natura e os constrangimentos à atividade agrícola.

Visita à Escola de Santo Aleixo

Reunião na sede da Herdade da Contenda

Reunião com a Comissão de Festas da Tomina: problemas e soluções

Rua da Bicada: parceria com a Junta de Freguesia

Obra na entrada de Santo Aleixo

Visita à Escola de Safara

Igreja de Safara - reabilitação no bom caminho

Reunião com os autarcas de Safara e de Santo Aleixo

Igreja de Santo Amador reabilitada

Reunião de Câmara

Entrada de Santo Amador - obra em fase de arranque

domingo, 20 de novembro de 2016

CONTENDA COM CONTENDA

Duas ou três coisas sobre a Contenda:

1. Em 2009, um Ministério da Agricultura em pânico quase atirou a Herdade da Contenda para cima da Câmara Municipal de Moura. Passaram-se cenas pouco edificantes, umas que vale a pena recordar (ver aqui), outras que um dia serão contadas;
2. De então para cá, foi posto em prática um duro plano de trabalho, centrado na (re)credibilização do nome da Contenda e na necessidade de garantir o futuro financeiro da empresa;
3. Foi necessário elaborar planos e, no caso da Zona de Caça Nacional, submetê-los à tutela;
4. Estabeleceram-se regras para a venda da madeira, lançaram-se projetos tendo em vista um aproveitamento turístico em colaboração com operadores privados;
5. Clarificou-se e resolveu-se a questão da permanência dos bovinos pertencentes ao Estado na Herdade;

A questão da caça continua a ser motivo de interesse e, sempre, tópico para alguma celeuma. Em relação a isso, as orientações e as opções são claras: rigor, profissionalismo, seriedade, procura de parceiros credíveis. A "interferência" do poder político termina aí. Não haverá cedências ao populismo e à demagogia. Não facilitaremos. Por muito que isso custe a alguns.

Escultura de Diana (1780) por Jean-Antoine Houdon (1741-1828)
Museu Calouste Gulbenkian

CONTENDA SEM CONTENDA

Regresso à Contenda, para a primeira montaria desta época de caça. Não houve "contenda", porque toda a gente esteve de acordo com o assinalável sucesso da montaria. O número de peças abatidas aproximou-se das 150, foram ocupadas as 60 portas e tudo decorreu da melhor maneira possível. O trabalho realizado na Herdade da Contenda consolida-se e ganha prestígio. Um caçador veio da Suiça, porque numa viagem de avião a pessoa que estava ao seu lado lhe falou na Contenda. Não sabia da existência de tal sítio. Ao chegar a Berna telefonou para Santo Aleixo da Restauração. No dia 19 lá esteve.

A manhã estava fria e luminosa. Um dia bonito e pouco silencioso. A calma da paisagem era entrecortada, com regularidade, pelos tiros das armas. A jornada foi, contudo, marcado por um vago sentimento que, melhor que eu, Charles Baudelaire definiu.


Spleen : Quand le ciel bas et lourd pèse comme un couvercle

Quand le ciel bas et lourd pèse comme un couvercle
Sur l'esprit gémissant en proie aux longs ennuis,
Et que de l'horizon embrassant tout le cercle
Il nous verse un jour noir plus triste que les nuits ;

Quand la terre est changée en un cachot humide,
Où l'Espérance, comme une chauve-souris,
S'en va battant les murs de son aile timide
Et se cognant la tête à des plafonds pourris ;

Quand la pluie étalant ses immenses traînées
D'une vaste prison imite les barreaux,
Et qu'un peuple muet d'infâmes araignées
Vient tendre ses filets au fond de nos cerveaux,

Des cloches tout à coup sautent avec furie
Et lancent vers le ciel un affreux hurlement,
Ainsi que des esprits errants et sans patrie
Qui se mettent à geindre opiniâtrement.

- Et de longs corbillards, sans tambours ni musique,
Défilent lentement dans mon âme ; l'Espoir,
Vaincu, pleure, et l'Angoisse atroce, despotique,
Sur mon crâne incliné plante son drapeau noir.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

A ALDEIA DE SANTO ALEIXO

De entre as responsabilidades culturais de uma autarquia destaca-se esta: o estudo e a divulgação da memória coletiva. Temos, em Moura, insistido numa política que dá primazia a questões estruturais em detrimento daquilo que as circunstâncias ditam. Ou querem ditar. Por isso editámos este A aldeia de Santo Aleixo - viagem ao passado de um povo da raia. Arlindo Manuel Caldeira é um historiador que conhece, em detalhe, as regras do ofício. A invulgar competência com que geriu a informação de que dispunha não me surpreendeu. A declaração de amor que fez à aldeia, à família e aos amigos foi o grande momento da sessão de lançamento do livro.

Livro escrito em torno da imagem de uma aldeia de fronteira e da forma como isso marcou o passado do sítio A aldeia de Santo Aleixo - viagem ao passado de um povo da raia é uma obra que nos enche de orgulho. Outras edições se seguirão. Porque dos princípios não abdicamos. 

sábado, 27 de agosto de 2016

QUANDO O MATADOR ANTONIO FERRERA ESTEVE EM SANTO ALEIXO

Antes do simpático almoço com a Comissão de Festas da Tomina andei pelo pavilhão olhando os cartazes das comissões de festas e das corridas de touros de outrora. Não pude deixar de reparar neste. Faz hoje 26 anos apresentava-se em Santo Aleixo da Restauração aquele que era denominado como "o mais jovem toureiro do mundo". Na verdade, Antonio Ferrera tinha então 12 anos e não 11, mas esse é um detalhe sem relevo.

Assisti a uma faena dele, em março de 2011, em Olivença. O touro Mosquetero, da ganadaria Gracigrande, foi indultado.

Viva Antonio Ferrera! Viva Santo Aleixo da Restauração!


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

TOMINA 2016


DIAS DE REGRESSO

Fora da aldeia, longe da aldeia e longe do mundo, fica o Convento da Tomina, num sítio onde a Fé casou com o isolamento. O convento foi erigido entre brenhas e penhascos – em sítio áspero e fragoso, diz um texto antigo -, longe de tudo e fora do mundo. Não deixa de impressionar a tenacidade dos que levaram a cabo tal empresa e habitaram o convento durante alguns séculos. A Tomina é hoje uma quase miragem. Mas é a Senhora da Tomina que dá o nome à principal festa religiosa da aldeia.

Nestes dias que agora vamos viver, a quietude é quebrada e revive uma Santo Aleixo antiga e telúrica. Terra antiga, orgulhosa e independente,  a aldeia vive dentro e fora de portas. Há muitos expatriados (margem sul do Tejo, Suiça, Deus sabe onde estão todos os que não tiveram condições para ficar...) e por isso a Festa é organizada tanto pelos que estão em Santo Aleixo, como pelos que vivem fora. Uma forma destes regressarem mais vezes ao sítio onde nasceram e que nunca esquecerão.

Nestes dias de paz e de reecontro, Santo Aleixo vive com mais intensidade o presente e o passado. Mas a aldeia precisa, nos tempos que tem pela frente, de mais que recordações. Para garantir o futuro e se manter assim, eterna, firme, garbosa e bonita. Essa é uma preocupação de todos nós, mesmo em dias de festa.

A Câmara Municipal de Moura saúda as Festas da Tomina e felicita a Comissão pelo empenho, dinâmica e entusiasmo que, no seguimento da tradição, pôs nas celebrações deste ano. Aí estaremos entre a manhã de dia 26 e a madrugada de dia 31. Porque a Festa é dos santo-aleixenses e de todos.

Santiago Augusto Ferreira Macias
Presidente da Câmara Municipal de Moura

Santo Aleixo  da Restauração, 6 de agosto de 2016

Texto para o livro das Festas de Santo Aleixo (começam amanhã). Fotografia de Zambrano Gomes.