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quinta-feira, 16 de abril de 2026

MOURA EM SANTA ENGRÁCIA

Terminou há pouco a missa solene, na Igreja de Santa Engrácia (na Calçada dos Barbadinhos, não no monumento do Campo de Santa Clara), celebrada por D. Rui Valério, Patriarca de Lisboa.

Fui convidado, pelas funções que atualmente desempenho. O momento mais emocionante ocorreu(-me), perto do final. O coro interpretou a Nossa Senhora do Carmo, adaptada, claro está, a Santa Engrácia. Fiquei contente por uma pessoa vir ter comigo, por saber que sou de Moura. E mais contente fiquei por saber que o autor de Nossa Senhora do Carmo era/é o Maestro José Coelho.


segunda-feira, 6 de abril de 2026

ARTE ISLÂMICA EM MOURA

Há temas recorrentes... Este "persegue-me" há quatro décadas. Houve uma primeira publicação em 1994. Dei o assunto por encerrado. Até que, há cerca de 15 anos, duas plaquinhas em osso relançaram o assunto. Não havia uma arqueta do final do período islâmico, havia duas! E com a mesma representação geométrica. E, aposto eu!, são coisas de produção local.

Que fazer?, para recordar uma pergunta "clássica". Recomeçar. Uma vez e outra. De momento, as plaquinhas estão no Instituto José de Figueiredo, em Lisboa, para análise de pigmentos. Não se esperam grandes surpresas, mas é o procedimento canónico. Depois retomaremos (o José Gonçalo, a Vanessa Gaspar e eu) um manuscrito que está meio e publicaremos o estudo. Edição bilingue português/inglês da MULTICULTI. Quando? Lá para o outono. Deste ano...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

COLHOADA

É uma das minhas expressões "locais" (Moura e arredores) preferida. Toda a gente (homens e mulheres, novos e velhos) a usa e toda a gente a pode e deve usar.
A palavra é colhoada = conversa aborrecida e longa; tema desinteressante. Tenho uma amiga que foi dar aulas para Moura nos anos 80 e ficou chocadíssima quando um aluno adolescente proferiu a palavra à frente dela.
É palavra que só uso lá, para evitar confusões e mal-entendidos.
Contextos possíveis:
"valente colhoada";
"grande colhoada";
"pregou-lhe uma colhoada"
"tal não tá a colhoada" (esta foi-me dita por uma familiar próxima, quando eu tinha funções autárquicas e tive de atender na rua, longamente, um munícipe);
Ou, de alguém especialmente maçador:
"é grande colhoativo"
Coisas de Moura 💛💛💛


domingo, 15 de fevereiro de 2026

RÁDIO SAUDADE - ÚLTIMA EMISSÃO

Decidi, há semanas, que a emissão nº. 100 do programa Rádio Saudade seria o derradeiro. Será hoje, pelas 12 horas, o encerramento.

Nunca tive a certeza que o programa tivesse audiência. Em todo o caso, diverti-em bastante com o trabalho de pesquisa e com a redação dos textos. E mantive-me fiel a um princípio: alternar portugueses com estrangeiros. Ao todo os anglo-saxónicos tiveram direito a nove programas. Aqui não dominaram.

Quem por aqui andou ao longo de mais de dois anos (desde janeiro de 2024)?

José Coelho / Amália Rodrigues / Nuccia Bongiovanni / Alberto Ribeiro / Pink Martini / Arucivetus / Dolores Duran / Heróis do Mar / Pérez Prado / Lucília do Carmo / Luís Rendall / Ary dos Santos / Dick Farney / O conjunto de Oliveira Muge / Celia Cruz / Zeca Afonso / Milva / Carlos Ramos / Gal Costa / Luís Piçarra / Anna Magnani / Francisco José / Los Panchos / Frederico de Freitas / Dorival Caymmi / Raffaella Carrá / Trio Guadiana / António Machin / João Maria Tudela / Charles Trenet / Fátima Bravo / Diblo Dibala / Tristão da Silva / Peggy Lee / Duo Ouro Negro / Gilbert Bécaud / Adriano Correia de Oliveira / Os tubarões / Os titãs / Nicola di Bari / Tony de Matos / Cesária Évora / José Mário Branco / Georges Brassens / Luís Cília / Jacques Brel / Ruy de Mascarenhas / Doris Day / Banda do Casaco / João Gilberto / Carlos do Carmo / The Specials / Max / António Molina / Manuel de Almeida / Beatles / Tomás Alcaide / Carlos Paredes / Nat King Cole / Manolo Escobar / Marco Paulo / Peret / António Variações / Ella Fitzgerald / Trio Odemira / Frank Sinatra / Alfredo Marceneiro / Mamonas Assassinas / Quarteto 1111 / Toumani Diabaté / Beatriz da Conceição / Ennio Morricone / Conjunto de António Mafra / Dalida / Alcindo Carvalho / El Cabrero / Cabo Verde / Alberto Janes / Madalena Iglésias / Edith Piaf / Fausto / Renata Tebaldi / Tonicha / Demis Roussos / Carlos Paião / Juliette Greco / Artur Garcia / Nino Rota / Fernando Maurício / Maysa / Maria Clara / Rachid Taha / Natércia Barreto / Giuseppe di Stefano / Maria de Lurdes Resende / Sidney Bechet / Grupo Coral da Casa do Povo de Serpa / Américo Gomes.

Na última emissão, ouviremos:
António Machín - Dos gardénias
El Cabrero - Amor mío
Nossa Senhora do Carmo - Grupo Coral do Ateneu Mourense

O indicativo que abria e encerrava o programa era um excerto de "Andalucía", do cubano Ernesto Lecuona, numa interpretação dos Pink Martini.



 




segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

MOURA EM 1510: OS DESENHOS DE DUARTE DARMAS

Sexta será dia de (mais um) regresso à pátria de origem. Desta vez para, na Taberna do Liberato, retomar um tema que me é caro: o das leituras do urbanismo antigo. O que é se pode reconhecer passados 500 anos? Que modificações houve? Que permanências se podem constatar?

E tudo isto em dois dos meus lugares de eleição: a Mouraria e a Taberna do Liberato. Um e outro são Património. 

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

ARTE ISLÂMICA EM MOURA

Edifício na Estrada de Barrancos, em Moura.

Arcos ultrapassados numa platibanda? Nunca em tal tinha reparado. Quem me chamou a atenção para isto foi o José Gonçalo.

Um certo toque orientalista, em construção do século XX.


domingo, 12 de outubro de 2025

A ARDÓSIA

O meu amigo José Leonel Camacho disse que tinha uma ardósia que me pertencera e que tinha encontrado algures. Lia-se na madeira SANTIAGO. Achei um pouco estranho mas, ainda assim, plausível. Santiago era, em tempo, um nome próprio raro. Eu andei na "escola paga" (não vale a pena tentar explicar, porque é um conceito algo bizarro para os mais novos) e tive um ardósia. No outro dia ofereceu-me a ardósia. Confirmei a suspeita. Tinha pertencido ao meu primo Santiago José Perfeito Pascoalinho, falecido em janeiro de 2008. Dois Santiagos em Moura, em tempos que já lá vão... A ardósia terá perto de 75 anos.

Pequenas coisas que fazem os dias grandes.

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

AUTÁRQUICAS 2025: DIA 9 DA CAMPANHA

2.200.000 euros + IVA em música, palcos e foguetes (entre final de 2021 e até à última feira de setembro). Chocalhos e rabolêros como se diz na nossa terra.

Quase tudo em Moura. Ou como diz um amigo, "parece que o concelho de Moura começa no Brenhas e termina na Atalaia Magra..."

Uma política de festa, quando a capacidade para fazer mais e melhor não existe.

É este o caminho?...

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

CASTELO DE MOURA, 1989

Imagem da alcáçova do castelo, no verão de 1989.

O espaço estava ainda dividido entre a parte que pertencia ao Município e uma propriedade particular. Ainda existia o que restava do armazém da Água Castello. A intervenção arqueológica no lado esquerdo arrancou em 2003. Os livros que daí resultaram estão disponíveis em https://santiagomacias.org/publi.php?livros

domingo, 20 de julho de 2025

FESTA 56

Foi a festa 56, desde que este modelo foi posto em prática. Falhei três, duas por razões profissionais (1993 e 1997) a outra porque houve o covid (2020).

A Festa aconteceu e foi ótima. Os dias parecem-me sempre curtos...

quinta-feira, 17 de julho de 2025

FESTA NA FESTA

Embora continue a "estranhar" uma corrida no sábado à noite - a tradição sempre foi no domingo - esta é uma parte firme nas Festas de Moura. Não consigo precisar quando terei assistido à primeira noturna num domingo de Festa. Arriscaria dizer que entre 1970 e 1972. Um dos cavaleiros era, isso estou certo, o alentejano José Maldonado Cortes (n. 1938).

Sábado lá estarei.


quarta-feira, 16 de julho de 2025

FESTA 2025

As festas da padroeira da minha terra começam hoje. Hoje é dia de Nossa Senhora do Carmo. O rumo a partir do final da semana está traçado.

Fazendo contas assim largas só em entre 2025 e 2028 é que terei "limitações de tempo", em estar ou não estar... Isto passa/passou depressa.

domingo, 13 de julho de 2025

OS LUSÍADAS, EM MOURA

Tinha de copiar um texto, para uma publicação em curso, num projeto em curso há décadas e que deverá estar concluído em 2026.

Cada "copista" tem de assinar e colocar data e local. "Pode ser Moura?", perguntei ao coordenador da obra. Claro que podia, num livro onde 98 ou 99% dos sítios "são Lisboa". Moura on my mind, cantarolei para mim mesmo...

quinta-feira, 10 de julho de 2025

O CONDE D'AGUILAR

Momento onírico-mágico...
No outro dia sonhei que estava  assistir a um espetáculo de magia do Conde de Aguilar. Há condes de Aguilar em Espanha, mas este ilusionista não era conde. Chamava-se Saul Fernandes de Aguilar (1909-1988) e teve grande notoriedade nas décadas de 40, 50 e 60. Vi-o atuar numa feira em Moura (1970 ou 1971) e todo aquele estilo e cerimonial me causou viva impressão. O Conde d'Aguilar atuava com um ar distante e sobranceiro (ou se é conde ou não se é, que diabo...), fazendo os truques mais improváveis.

Esperei que aparecesse na feira de setembro seguinte, mas não... Aquela vez foi a única, para mim.


Homenagem ao Conde de Aguilar, ilusionista

conde da guarda
conde da foz
conde de foulques de maillé
conde da folgosa
conde de fijó
conde da ervideira
conde de castro marim
conde castro
conde de castelo mendo
conde de castelo melhor
conde de castelo branco
conde de casteja
conde de carnide
conde de caminha
conde de cabral
conde de botelho
conde da borralha
conde do bonfim
conde de bonfils
 conde de bobone
conde de belmonte
conde de barcelona
conde da barca
conde da bahia
conde da azarujinha
conde de avilez
conde de ávila e bolama
conde dos arcos
conda das antas
conde do ameal
conde de alvor
conde de alvellos
conde do alto-mearim
conde de almeida araújo
conde de almarjão
conde de almada
conde das alcáçovas
conde de albuquerque
)conde de aguilar(
conde de águeda

Alexandre O'Neill (1979)

sexta-feira, 4 de julho de 2025

GERACANTE (25)

25 porque é a vigésima quinta iniciativa - entre coisas mais formais e menos formais - que tem lugar no Panteão Nacional neste ano de 2025. É sempre um prazer receber a Orquestra Geração e os grupos corais infantis (neste caso Moura e Ourique). A partir das 18h.

Depois há concertos nos dias 6, 13 e 16. Depois isto acalma um pouco até setembro. Mas há Lawrence Weiner (instalação) e há Pedro Inácio (fotografia)



quinta-feira, 26 de junho de 2025

MOURA - UMA MEMÓRIA DO DUQUE DE OSUNA (1707)

Das Memórias Paroquiais de 1758: “para a parte do Carmo tem outra grande torre o castello. E levantando-se no ar metade da torre com as minas que lhe fizerão, cahio sobre a metade que tinha ficado fixa, couza que este povo atribuhe a prodigio da imperatriz do Carmo, porque cahindo fora do muro deyxaria o convento todo arrazado” (…)”.

A fratura é bem visível nesta fotografia antiga. Os danos foram causados por altura do cerco do Duque de Osuna, em 1707. Data dessa altura uma certa "brecha do jardim".


quinta-feira, 1 de maio de 2025

VIVA SALAZAR???

Foi esse comentário de um mourense nas redes sociais que me chamou a atenção. Viva Salazar!, alguém escreveu. Viva Salazar! Claro que viva. Viva Salazar, o que lançou toda uma juventude para o braseiro das guerras em África. Viva Salazar!, sobre quem pesa a morte de 10 mil militares portugueses, que pereceram nessas guerras, “mortos ao serviço da Pátria”. Viva Salazar!, o da PIDE, o dos campos de concentração do Tarrafal e de S. Nicolau. Viva Salazar!, o que prendeu dezenas de milhares de pessoas por razões políticas. O que cortou vidas, que expulsou do Ensino Superior gente distinta, que mandou matar pessoas às mãos cheias (os entusiastas de Salazar saberão quem foram Catarina Eufémia, Bento Gonçalves, Humberto Delgado, José Dias Coelho?). Viva Salazar!, o melífluo que chegou a catedrático sem ter defendido uma tese de doutoramento. Viva Salazar!, o que empurrou para a emigração em França cerca de um milhão de portugueses. Viva Salazar!, o que empurrou os nossos compatriotas para os “bidonvilles”. Viva Salazar!, o tacanho, que promoveu e manteve a Censura, a tal que proibia jornais, livros, filmes e peças de teatro. Viva Salazar!, pois claro. Viva a taxa de analfabetismo de 26% em 1971 (3% em 2021). Viva a Educação do fascismo, em que o Ensino Superior era só para alguns: 49.500 estudantes no Ensino Superior em 1971 (433.000 em 2021). Viva a taxa de mortalidade infantil de 52 por mil em 1971 (4 por mil em 2021). Viva Salazar!, o que deixou um país atrasado e sem infraestruturas. Viva Salazar, mais a taxa de cobertura de esgotos de 17% em 1971 (86 % em 2021). E mais a taxa de cobertura de rede de águas ao domicílio, que era de 40% em 1971 (96% em 2021). Viva Salazar!, e todos estes exemplos do país atrasado e sem condições que nos deixou. Viva Salazar!, mais uma Saúde que era pior, mas muito pior!, do que é hoje. Viva Salazar!, mais um Portugal em que havia 94 médicos por 100.000 habitantes (564 por 100.000 habitantes em 2021). Viva Salazar!, cujo regime garantia, em 1971, 66 anos de esperança de vida (82 anos em 2021). Viva Salazar!, pois claro! Tantas razões que há para celebrar o regime fascista, não é verdade? Ah, mas havia respeito e era tudo gente séria! Então não era... Podemos começar pelo escândalos de pedofilia nos anos 60. E podemos continuar com a promiscuidade entre empresas e Estado. Com a “pequena” diferença que era tudo abafado e trabalhado às escondidas. Viva Salazar? Repito o que já aqui escrevi: poderia falar no número de gimnodesportivos, na prática desportiva, nos equipamentos culturais, no ensino da música, na investigação científica, na qualidade das publicações universitárias, no papel do poder autárquico desde 1974. Poderia falar, e detalhar, a melhoria das condições de vida das pessoas.

 

A Democracia é isto: as pessoas poderem dize disparates sem sentido como “Viva Salazar”. E uma pessoa poder escrever o que entende sem ir parar a Caxias, ao Aljube, a Peniche ou ao Tarrafal. Perceberam, caros saudosistas?


Fotografia (Alfredo Cunha): Amadora, antes do 25 de abril

Crónica em "A Planície"


sexta-feira, 21 de março de 2025

STVDIA HISTORICA & ARCHAEOLOGICA – OSSA ISLAMICA

Vou deixar de fazer "promessas" quanto a prazos de edição. Este livrinho/brochura já vai com quatro (!) anos de atraso. Nem mais nem menos. Bom, acho que "é desta". Publicação a três, sobre peças em osso do período islâmico do Castelo de Moura.

Ossos há muitos, mas há duas "arquinhas" que continuam a merecer atenção e um estudo mais aprofundado.


segunda-feira, 10 de março de 2025

STARDUST MEMORIES Nº 81: A TABERNA DO LIBERATO

Deve ter aqui entrado pela primeira vez no outono de 2005. Foi o começo de muitas idas e, mais importante, o começo da amizade com o Jorge e com a Alice. Recordo, em particular, a fuga para lá, ao final da noite de 29 de setembro de 2013. E um programa feito em direto pela TSF em 12 de janeiro de 2016. E uma visita do Presidente da República em 22 de abril de 2016.

O sítio, tal como aqui o vemos, tinha um ambiente muito especial. O Jorge fazia/faz por isso. Numa das minhas primeiras "visitas" virou-se para mim (enquanto na televisão passava um documentário sobre a vida selvagem), com um ar muito pensativo, teve esta tirada: "desculpe lá, o meu amigo é vereador e deve saber destas coisas; quantas leiras de coentros serão precisas para fazer um petisco com a orelha daquele elefante?". Apanhado de surpresa, desmanchei-me a rir. O resto da taberna fez o mesmo.

Foi também ali que, aos poucos, me fui reaproximando de Moura. Para sempre.



sábado, 8 de março de 2025

SOLTEIROS CONTRA CASADOS

Há (havia?) uma cópia desta fotografia lá por casa. Apareceu reproduzida na página do facebook da Taberna do Liberato. Não sei o ano exato, mas foi seguramente em 1970 ou 1971. Dos presentes na fotografia estão entre nós, salvo erro, apenas um ou dois.

Tenho uma imagem muito nítida desse jogo, em que os casados (estes) jogavam "à Atlético" e os solteiros equipavam à Desportivo de Beja. Os solteiros fizeram dos mais velhos gato-sapato e ganharam 4-1.

A fotografia foi tirada, claro, no Campo Maria Vitória (vê-se, ao fundo, a Escola do Fojo), onde hoje está o Continente.