Mais uma imagem para a coleção das "máscaras urbanas". De novo em Moura, numa ruinha fácil de identificar.
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
quinta-feira, 16 de julho de 2026
RECORDANDO 2016
Estávamos no inverno de 2016 e não havia Comissão de Festas. Era preciso encontrar uma solução e "promover" uma Comissão.
Fomos falar com antigos festeiros. Primeira reação "nem pensar". O que é mais que compreensível. Depois houve reuniões e mais reuniões. O que se pedia? Trabalho (ainda por cima à borla...) e a Câmara estaria na "dobra", a apoiar. Futebolisticamente, ao jeito de um "libero".
Não poderia ser, em caso algum, a Câmara a organizar a Festa. Nunca!
Foram semanas de intenso esforço. Deles e da equipa camarária. E a Festa fez-se e foi fantástica.
Nunca esqueci nem esquecerei aquele extraordinário grupo.
quinta-feira, 16 de abril de 2026
MOURA EM SANTA ENGRÁCIA
Terminou há pouco a missa solene, na Igreja de Santa Engrácia (na Calçada dos Barbadinhos, não no monumento do Campo de Santa Clara), celebrada por D. Rui Valério, Patriarca de Lisboa.
Fui convidado, pelas funções que atualmente desempenho. O momento mais emocionante ocorreu(-me), perto do final. O coro interpretou a Nossa Senhora do Carmo, adaptada, claro está, a Santa Engrácia. Fiquei contente por uma pessoa vir ter comigo, por saber que sou de Moura. E mais contente fiquei por saber que o autor de Nossa Senhora do Carmo era/é o Maestro José Coelho.
segunda-feira, 6 de abril de 2026
ARTE ISLÂMICA EM MOURA
Há temas recorrentes... Este "persegue-me" há quatro décadas. Houve uma primeira publicação em 1994. Dei o assunto por encerrado. Até que, há cerca de 15 anos, duas plaquinhas em osso relançaram o assunto. Não havia uma arqueta do final do período islâmico, havia duas! E com a mesma representação geométrica. E, aposto eu!, são coisas de produção local.
Que fazer?, para recordar uma pergunta "clássica". Recomeçar. Uma vez e outra. De momento, as plaquinhas estão no Instituto José de Figueiredo, em Lisboa, para análise de pigmentos. Não se esperam grandes surpresas, mas é o procedimento canónico. Depois retomaremos (o José Gonçalo, a Vanessa Gaspar e eu) um manuscrito que está meio e publicaremos o estudo. Edição bilingue português/inglês da MULTICULTI. Quando? Lá para o outono. Deste ano...
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
COLHOADA
domingo, 15 de fevereiro de 2026
RÁDIO SAUDADE - ÚLTIMA EMISSÃO
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
MOURA EM 1510: OS DESENHOS DE DUARTE DARMAS
Sexta será dia de (mais um) regresso à pátria de origem. Desta vez para, na Taberna do Liberato, retomar um tema que me é caro: o das leituras do urbanismo antigo. O que é se pode reconhecer passados 500 anos? Que modificações houve? Que permanências se podem constatar?
E tudo isto em dois dos meus lugares de eleição: a Mouraria e a Taberna do Liberato. Um e outro são Património.
quinta-feira, 16 de outubro de 2025
ARTE ISLÂMICA EM MOURA
Edifício na Estrada de Barrancos, em Moura.
Arcos ultrapassados numa platibanda? Nunca em tal tinha reparado. Quem me chamou a atenção para isto foi o José Gonçalo.
Um certo toque orientalista, em construção do século XX.
domingo, 12 de outubro de 2025
A ARDÓSIA
O meu amigo José Leonel Camacho disse que tinha uma ardósia que me pertencera e que tinha encontrado algures. Lia-se na madeira SANTIAGO. Achei um pouco estranho mas, ainda assim, plausível. Santiago era, em tempo, um nome próprio raro. Eu andei na "escola paga" (não vale a pena tentar explicar, porque é um conceito algo bizarro para os mais novos) e tive um ardósia. No outro dia ofereceu-me a ardósia. Confirmei a suspeita. Tinha pertencido ao meu primo Santiago José Perfeito Pascoalinho, falecido em janeiro de 2008. Dois Santiagos em Moura, em tempos que já lá vão... A ardósia terá perto de 75 anos.
Pequenas coisas que fazem os dias grandes.
quarta-feira, 8 de outubro de 2025
AUTÁRQUICAS 2025: DIA 9 DA CAMPANHA
2.200.000 euros + IVA em música, palcos e foguetes (entre final de 2021 e até à última feira de setembro). Chocalhos e rabolêros como se diz na nossa terra.
Quase tudo em Moura. Ou como diz um amigo, "parece que o concelho de Moura começa no Brenhas e termina na Atalaia Magra..."
Uma política de festa, quando a capacidade para fazer mais e melhor não existe.
É este o caminho?...
quinta-feira, 14 de agosto de 2025
CASTELO DE MOURA, 1989
Imagem da alcáçova do castelo, no verão de 1989.
O espaço estava ainda dividido entre a parte que pertencia ao Município e uma propriedade particular. Ainda existia o que restava do armazém da Água Castello. A intervenção arqueológica no lado esquerdo arrancou em 2003. Os livros que daí resultaram estão disponíveis em https://santiagomacias.org/publi.php?livros
domingo, 20 de julho de 2025
FESTA 56
Foi a festa 56, desde que este modelo foi posto em prática. Falhei três, duas por razões profissionais (1993 e 1997) a outra porque houve o covid (2020).
A Festa aconteceu e foi ótima. Os dias parecem-me sempre curtos...
quinta-feira, 17 de julho de 2025
FESTA NA FESTA
Embora continue a "estranhar" uma corrida no sábado à noite - a tradição sempre foi no domingo - esta é uma parte firme nas Festas de Moura. Não consigo precisar quando terei assistido à primeira noturna num domingo de Festa. Arriscaria dizer que entre 1970 e 1972. Um dos cavaleiros era, isso estou certo, o alentejano José Maldonado Cortes (n. 1938).
Sábado lá estarei.
quarta-feira, 16 de julho de 2025
FESTA 2025
As festas da padroeira da minha terra começam hoje. Hoje é dia de Nossa Senhora do Carmo. O rumo a partir do final da semana está traçado.
Fazendo contas assim largas só em entre 2025 e 2028 é que terei "limitações de tempo", em estar ou não estar... Isto passa/passou depressa.
domingo, 13 de julho de 2025
OS LUSÍADAS, EM MOURA
quinta-feira, 10 de julho de 2025
O CONDE D'AGUILAR

sexta-feira, 4 de julho de 2025
GERACANTE (25)
25 porque é a vigésima quinta iniciativa - entre coisas mais formais e menos formais - que tem lugar no Panteão Nacional neste ano de 2025. É sempre um prazer receber a Orquestra Geração e os grupos corais infantis (neste caso Moura e Ourique). A partir das 18h.
Depois há concertos nos dias 6, 13 e 16. Depois isto acalma um pouco até setembro. Mas há Lawrence Weiner (instalação) e há Pedro Inácio (fotografia)
quinta-feira, 26 de junho de 2025
MOURA - UMA MEMÓRIA DO DUQUE DE OSUNA (1707)
Das Memórias Paroquiais de 1758: “para a parte do Carmo tem outra grande torre o castello. E levantando-se no ar metade da torre com as minas que lhe fizerão, cahio sobre a metade que tinha ficado fixa, couza que este povo atribuhe a prodigio da imperatriz do Carmo, porque cahindo fora do muro deyxaria o convento todo arrazado” (…)”.
A fratura é bem visível nesta fotografia antiga. Os danos foram causados por altura do cerco do Duque de Osuna, em 1707. Data dessa altura uma certa "brecha do jardim".
quinta-feira, 1 de maio de 2025
VIVA SALAZAR???
Foi esse comentário de um mourense nas redes sociais que me chamou a atenção. Viva Salazar!, alguém escreveu. Viva Salazar! Claro que viva. Viva Salazar, o que lançou toda uma juventude para o braseiro das guerras em África. Viva Salazar!, sobre quem pesa a morte de 10 mil militares portugueses, que pereceram nessas guerras, “mortos ao serviço da Pátria”. Viva Salazar!, o da PIDE, o dos campos de concentração do Tarrafal e de S. Nicolau. Viva Salazar!, o que prendeu dezenas de milhares de pessoas por razões políticas. O que cortou vidas, que expulsou do Ensino Superior gente distinta, que mandou matar pessoas às mãos cheias (os entusiastas de Salazar saberão quem foram Catarina Eufémia, Bento Gonçalves, Humberto Delgado, José Dias Coelho?). Viva Salazar!, o melífluo que chegou a catedrático sem ter defendido uma tese de doutoramento. Viva Salazar!, o que empurrou para a emigração em França cerca de um milhão de portugueses. Viva Salazar!, o que empurrou os nossos compatriotas para os “bidonvilles”. Viva Salazar!, o tacanho, que promoveu e manteve a Censura, a tal que proibia jornais, livros, filmes e peças de teatro. Viva Salazar!, pois claro. Viva a taxa de analfabetismo de 26% em 1971 (3% em 2021). Viva a Educação do fascismo, em que o Ensino Superior era só para alguns: 49.500 estudantes no Ensino Superior em 1971 (433.000 em 2021). Viva a taxa de mortalidade infantil de 52 por mil em 1971 (4 por mil em 2021). Viva Salazar!, o que deixou um país atrasado e sem infraestruturas. Viva Salazar, mais a taxa de cobertura de esgotos de 17% em 1971 (86 % em 2021). E mais a taxa de cobertura de rede de águas ao domicílio, que era de 40% em 1971 (96% em 2021). Viva Salazar!, e todos estes exemplos do país atrasado e sem condições que nos deixou. Viva Salazar!, mais uma Saúde que era pior, mas muito pior!, do que é hoje. Viva Salazar!, mais um Portugal em que havia 94 médicos por 100.000 habitantes (564 por 100.000 habitantes em 2021). Viva Salazar!, cujo regime garantia, em 1971, 66 anos de esperança de vida (82 anos em 2021). Viva Salazar!, pois claro! Tantas razões que há para celebrar o regime fascista, não é verdade? Ah, mas havia respeito e era tudo gente séria! Então não era... Podemos começar pelo escândalos de pedofilia nos anos 60. E podemos continuar com a promiscuidade entre empresas e Estado. Com a “pequena” diferença que era tudo abafado e trabalhado às escondidas. Viva Salazar? Repito o que já aqui escrevi: poderia falar no número de gimnodesportivos, na prática desportiva, nos equipamentos culturais, no ensino da música, na investigação científica, na qualidade das publicações universitárias, no papel do poder autárquico desde 1974. Poderia falar, e detalhar, a melhoria das condições de vida das pessoas.
A Democracia é isto: as pessoas poderem dize disparates sem sentido como “Viva Salazar”. E uma pessoa poder escrever o que entende sem ir parar a Caxias, ao Aljube, a Peniche ou ao Tarrafal. Perceberam, caros saudosistas?
Fotografia (Alfredo Cunha): Amadora, antes do 25 de abril
Crónica em "A Planície"
sexta-feira, 21 de março de 2025
STVDIA HISTORICA & ARCHAEOLOGICA – OSSA ISLAMICA
Vou deixar de fazer "promessas" quanto a prazos de edição. Este livrinho/brochura já vai com quatro (!) anos de atraso. Nem mais nem menos. Bom, acho que "é desta". Publicação a três, sobre peças em osso do período islâmico do Castelo de Moura.
Ossos há muitos, mas há duas "arquinhas" que continuam a merecer atenção e um estudo mais aprofundado.

