Mostrar mensagens com a etiqueta escultura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta escultura. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

ANATOLE CALMELS & SOARES DOS REIS

Cinco gessos, pouco vistos pelo público, estarão em exposição durante um mês, no coro baixo do Panteão Nacional.

Será o momento para revisitar estas obras de Anatole Calmels (1822-1906) e de Soares dos Reis (1847-1889), dois nomes de grande destaque na nossa escultura do século XIX.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

FRANCISCO SIMÕES (1946-2026)

"Já disse 37 vezes que é do Partido Comunista", comentou-me, ao ouvido, um amigo que assistia a uma palestra de Francisco Simões. Na qual ele recordava a amizade e a cumplicidade artística com um pintor, já falecido. "Exagerado... só disse isso quatro vezes", respondi-lhe.

No fim, apresentei-me a Francisco Simões. Conhecia e admirava a sua obra. Desafiei-o a passar pelo Panteão. Já não irá, com muita pena minha, embora tenhamos uma obra sua em exposição a partir de 5 de março.

Passo, com muita regularidade, pela estação de metro do Campo Pequeno. O grande protagonismo do sítio está nas obras de Francisco Simões. Vou recordar-me disso logo, ao fim da tarde.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

MERCOLEDÌ DI LERENO

A iniciativa da Embaixada de Itália recupera a memória das sessões de outrora, realizadas naquele mesmo local (o fantástico Palácio dos Condes de Pombeiro) e dinamizadas por Domingos Caldas Barbosa (Lereno Selinuntino).

Ao longo de seis quartas-feiras assim foi. Os convidados são "desafiados" a participar ativamente. Ontem (a quarta foi à terça, excecionalmente) coube-me "atuar". Apresentei uma obra quase esquecida do escultor italiano Quirino Ruggeri, que se encontra numa ilha tropical e que deve ser uma das últimas obras mussolinianas ainda existentes.














quarta-feira, 17 de setembro de 2025

PRÉMIO VILALVA 2025 PARA O MACAM

O Prémio Vilalva deste ano foi atribuído ao MACAM - Museud e Arte Contemporânea Armando Martins. O MACAM é um projeto invulgar no nosso meio.

Tive o prazer de integrar um júri presidido pelo Prof. António Lamas e integrado também por Gonçalo Byrne, Raquel Henriques da Silva e Rui Nery.

Cito, da nota difundida pela Fundação Caloutse Gulbenkian:
O júri, presidido por António Lamas, referiu na ata que se trata de “uma das mais importantes edificações palacianas lisboetas de meados do século XVIII, época de grande dinamismo construtivo e de revalorização da Rua da Junqueira como eixo entre a cidade e o Palácio Real, instalado, depois do terramoto de 1755, na Real Barraca da Ajuda. Ao longo do século XX, o vasto edifício foi, na quase totalidade da sua área, ocupado por instituições escolares, a mais duradoura das quais, a Escola Secundária Rainha Dona Amélia.”
O palácio foi intervencionado pela Metro Urbe, dirigida pelos arquitetos João Pedras e Hélder da Silva Cordeiro, que criaram, ainda segundo o júri, um equilíbrio cativante entre a salvaguarda e restauro patrimoniais e as exigências estruturais, funcionais e estéticas dos novos equipamentos.

Veja-se a nota completa em:

https://gulbenkian.pt/noticias/macam-vence-premio-vilalva-2025/












Heavy metal stack of five, de Angela Bulloch, está no terraço do MACAM.

terça-feira, 10 de junho de 2025

E É CAPAZ DE SER MESMO A MELHOR OPÇÃO

O trabalho de Kiluanji Kia Henda é uma obra de arte a todos os títulos notável.

Esta localização não me parece nada má. O sítio é muito visitado e tem enorme visibilidade. Depois de chumbado - nunca percebi lá muito bem as razões... - o anterior sítio, esta parece-me uma boa solução. A menos que se enverede agora por uma daquelas lusitaníssimas querelas sobre isto e mais aquilo e coisa nenhuma.

Vantagem adicional: acabar com o football park e outras coisas do género, sempre tão ao lusitaníssimo hábito de "barraquizar" tudo o que é espaço público.


quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

NOSSA SENHORA DO CARMO NO PANTEÃO NACIONAL

Há uma imagem de Nossa Senhora do Carmo na bonita exposição que logo, ao fim da tarde, é inaugurada no Panteão Nacional. Provém da Igreja Matriz de Sines. É uma peça dos séculos XVII/XVIII.

Fiquei contente de ver uma Nossa Senhora do Carmo, que é a Padroeira da minha terra, na exposição. Há sítios que nunca se esquecerão.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

MUNCH BARCELENSE

Ao deambular pela cidade do Cávado dei com esta estátua, intitulada A peregrina. Os contornos são munchianos, assim me pareceu. A permanente surpresa da Arte.


domingo, 15 de setembro de 2024

AS TRÊS FACES DE SALÚQUIA

A peça escultórica está na antiga Rua da Assaboeira, em Moura. Foi uma oferta do artista plástico Luís Camacho (1956-2024) à sua terra natal. Homenageia Salúquia, a mítica alcaideça dos tempos da Reconquista. Os motivos são solares e lunares, sobre o mármore do Alentejo. As palavras são de Almutâmide e de Luís de Camões.

Data de inauguração da escultura? Abril de 1988. Vai a caminho das quatro décadas.


terça-feira, 3 de setembro de 2024

IBN SAID E A VIRGEM DOS MARINHEIROS

Esta expressiva e inovadora imagem da Virgem Maria é a Madonna dei Marinai. Encontra-se na localidade de Santa Teresa Gallura, no extremo norte da costa da Sardenha, junto ao Estreito de Bonifácio, canal de separação com a Córsega.

É muito curiosa esta ligação entre a Madonna e os marinheiros. Na costa algarvia, havia, no período islâmico, a Igreja do Corvo (Kanisat al-Gurab). Num texto do século XIII, de Ibn Said al-Maghribi, associava esta igreja aos navegadores, dizendo que ela era famosa entre as gentes do mar.


sábado, 20 de janeiro de 2024

LXIV - CRÓNICAS OLISIPONENSES: SETE RIOS

Primeiro, foi o desatino da mudança do nome das estações:
Palhavã > Praça de Espanha
Sete Rios > Jardim Zoológico
Rotunda > Marquês de Pombal
Socorro> Martim Moniz
Saímos do metro no Jardim Zoológico, mas continuamos a apanhar o comboio em Sete Rios...
Uma escultura de José Aurélio, já com um quarto de século assinala a estação da CP. Os rios lá estão e a imponência do obelisco não deixa que ninguém se perca.
Constatação: as esculturas de José Aurélio não são fáceis de fotografar...


sexta-feira, 27 de outubro de 2023

E POR FALAR EM PRIMITIVOS PORTUGUESES...

... aqui se recorda a figura de São Teotónio (1082-1162), que foi o primeiro santo da Igreja portuguesa. O quadro que o representa está no Museu Nacional de Arte Antiga. Uma estátua de São Teotónio, da autoria de Leopoldo de Almeida, está no Panteão Nacional.
















segunda-feira, 9 de outubro de 2023

MÁSCARA N°. 14: LONDRES

Uma porta de uma casa do povo Igbo.
Nigéria, século XX (British Museum).

Uma porta-máscara numa cultura onde as máscaras estão presentes.


sexta-feira, 25 de agosto de 2023

VERÃO AZUL: YVES KLEIN

Quase poderíamos chamar-lhe "o homem que reinventou o azul". Yves Klein teve uma vida breve (1928-1962) e intensa. Reinterpretou obras, como esta Nike de Samotrácia, que está no Reina Sofia, e foi ousado. E criou direito a um azul que é só seu (cf. infra).



quarta-feira, 19 de julho de 2023

GETTING TO KNOW MR. MOITA MACEDO

Dá-me jeito picar o título original de um livro de Graham Greene para explicar o que se passou ontem à tarde, em Loures.

O livro é sobre a história de uma amizade. A sessão de ontem resultou do cruzamento de várias amizades. O final da tarde foi preenchido com várias intervenções: a de José Fanha, que leu poemas, a de Francisco Simões, que falou da amizade, fraternidade e camaradagem com Moita Macedo; a minha, sobre a feitura de um filme, que tem muito a ver com amizade; a de Joaquim Caetano, pedagógica e informada, e que enquadrou a produção artística de Moita Macedo no seu tempo.

Em pano de fundo esteve o empenhado e incansável trabalho de Paulo Macedo para divulgar a obra do seu pai, de forma digna e sempre com exposições e livros com qualidade.

Dezenas de pessoas encheram a Galeria Municipal de Loures. E ajudaram a que um bonito final de tarde ganhasse outra luz.


segunda-feira, 10 de julho de 2023

VIVA O ROCK IN RIO FEBRAS

Foi, até agora, o melhor momento do verão. A organização do Rock in Rio obrigou um pequeno festival local, denominado Rock in Rio Febras a mudar de nome. Golias contra David. Com concorrência desleal pelo meio. Um toque de comédia burlesca nestes dias. Leia-se o comunicado da organização:

Comunicamos (com um enorme sorriso de orgulho) que uma atenta, responsável e conceituada sociedade de advogados da capital, nos notificou, em representação da ROCK WORLD LISBOA, S.A., entidade organizadora do Rock in Rio Lisboa (sim, esse mesmo), de que teve conhecimento do sucesso do Rock in rio febras de 2022, e da organização da edição de 2023, e teme a confusão que a semelhança entre a designação dos dois eventos pode provocar no cidadão incauto. Acusam-nos ainda de “concorrência desleal” (não é piada). Desta forma, foi-nos veementemente sugerido que alterássemos o nome do festival, sob pena de sermos alvo de ação legal.
Começamos por pedir desculpa a todos aqueles que possam ter ficado baralhados por esta infeliz situação, apesar da óbvia diferença entre os dois eventos – um tem uma alegria contagiante, uma parte solidária, e as melhores bandas e DJ’s do Mundo; o outro acontece em Lisboa. Se por acaso cobrássemos bilhete, certamente nos disponibilizaríamos para devolver a quantia paga.
Em segundo lugar, após consultarmos a nossa vasta equipa de qualificados especialistas, jurídicos e não só, que acompanha a organização deste evento, e imbuídos do nosso espírito característico “make peace, not war”, ou em português, “queremos lá saber do nome!”, decidimos aceder ao pedido que nos foi tão vigorosamente feito.
Assim, vimos anunciar que o festival de Rock que se realiza nas margens do Rio Febras será, de hoje em diante, denominado “Rock no Rio Febras”. Ou talvez “Rock near (but not “in”) Rio Febras”. Quiçá “Rock around Rio Febras”. Ainda há alguma indecisão, mas asseguramos o nosso público de que estamos a trabalhar no assunto com a seriedade que o momento exige.
Por fim, resta-nos ressalvar que qualquer indício de alguma figura de estilo potencialmente identificado neste comunicado é acidental.

O Rock in Rio Febras tem entrada livre. Inteligentemente, a organização obriga a que haja reserva, uma vez que as notícias criaram um solidário movimento de "eu vou".

https://www.facebook.com/rockinriofebras

segunda-feira, 20 de março de 2023

LEOPOLDO DE ALMEIDA E ANTÓNIO DUARTE NA BOBADELA

No centro interpretativo da Bobadela (Oliveira do Hospital), o jovem e simpático colega João Cid Brito perguntou-me se já tinha visitado o Museu Dr. António Saraiva Simões. Não tinha, mas ele informou-me que havia peças em gesso de Leopoldo de Almeida e de António Duarte, idênticas às que estão no Panteão. De facto assim é, e eu não tinha a mínima ideia que as estátuas lá tinham ido parar. Embora, a história da "deslocação" seja uma trama 100% lusitana.

Presentes as quatro imagens da nave central (S. Teotónio, Santo António, São João de Deus e São de Brito) e mais as três da entrada (Santo Condestável, Santa Isabel e Santa Engrácia). Com pouca leitura e pouca escala, mas lá estão.

domingo, 5 de fevereiro de 2023

O CALIFA AFICIONADO

Reli, há dias, excertos do Roudh el-Kartas (O jardim das folhas), escrito em Fez, por volta de 1325, por Abou Mohammed Salah ben Abd el-Halim. Pensava que este episódio estava apenas narrado na Histoire des Almohades de El-Merrakechi, mas não. Na página 346 do Roudh el-Kartas leio isto: "Em 620 (= 1224 d.C.) o emir dos muçulmanos, Youssef, morreu em Marrocos acidentalmente; foi atingido pelos cornos de uma vaca e morreu subitamente; era um grande amante de touros e de cavalos, e mandava vir touros da Andaluzia para os soltar na sua herdade, em Marrocos. Uma noite, ao sair para os ver, estava a cavalo no meio deles, quando uma vaca furiosa rompeu pelo meio, vindo-o atingir mortalmente. Isto teve lugar no sábado 12 do mês de Dhu al-Hijja, ano de 620 ( 6 de janeiro de 1224)".

Não sei de quando é esta ficha. Talvez de 1999 ou de 2000. A edição (rara) é a de Auguste Beaumier e consultei-a no Instituto do Mundo Árabe. Anotei a cota N594, o que quer dizer que o livro pertence ao Fonds Ninard, importante doação do Dr. Bernard Ninard, biólogo que viveu em Marrocos.



Representação do massacre dos franciscanos em Marrocos, ocorrido em 1220. Esta peça está em exposição no Palácio Nacional de Mafra. De pé, com coroa, está o califa al-Mustansir, que passou para a nossa tradição como o Miramolim.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

MEMORIAL DA ESCRAVATURA

Há coisas que, em Portugal, nunca perceberei.

Decidiu-se, e bem, que haveria um memorial sobre a escravatura.

Foi decidido que haveria um concurso para escolher o melhor projeto.

Ganhou o concurso o artista angolano Kiluanji Kia Henda. A instalação proposta, em torno das plantações de açúcar (e do sofrimento nelas vivido), parece interessante.

Depois nada. O processo parou. Aguardemos que a plantação nasça.


terça-feira, 25 de outubro de 2022

RAISPARTA O RÓBERINDIANA

Não há pachorra...

A "culpa" é de Robert Indiana e do seu LOVE. Agora, não há sítio nenhum (e aqui na Lusitânia somos especialistas em imitações) onde não tenhamos letras em grande formato e em três dimensões. Fatalmente, "a coisa" chegou às autarquias. Não dão sossego aos munícipes, é o que é.


terça-feira, 11 de outubro de 2022

NO CHÃO DA AVENIDA DE BERNA, ENTRE OLDENBURG E SEGAL

Um casaco perdido no alcatrão da Avenida de Berna trouxe-me à memória as soft sculptures de Claes Oldenburg ou, talvez, alguns fragmentos de George Segal. Todo o quotidiano tem o seu toque de pop art.