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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

GREVE GERAL

A pichagem da GREVE GERAL, fotografada às 18:01 de dia 4 de dezembro, remete para as letras do cartaz da primeira greve geral, a de 12.2.1982 (foi no meu primeiro ano de faculdade e lembro-me bem do impacto que teve...).

Vivam os direitos dos trabalhadores.

terça-feira, 16 de setembro de 2025

E A FEIRA FOI(-SE)

Dois pontos prévios a este texto:

Escrevo-o sem estar aziado (podia ser assim se houvesse motivo para qualquer tipo de inveja; ora, tal não sucede nem há motivo para isso)

O que aqui escrevo não se dirige nem tem por alvo os trabalhadores da Câmara Municipal de Moura. Mas sim os políticos que estão à frente da autarquia.

Posto isto, vamos aos factos:

O executivo camarário do PS/Moura matou a feira de setembro e já a enterrou.

Fazer da feira uma sucessão de artistas (45.000 euros mais IVA para os Xutos é andar com o dinheiro ao pontapé) é um disparate e um programa preguiçoso. Contratam-se os artistas e acabou-se.

A feira do artesanato é quase uma inexistência.

A feira tradicional morreu, por incapacidade para a reinventar.

O concurso de petiscos desapareceu (nunca percebi porquê...) e com ele se foi uma das formas de estimular a presença das coletividades, das associações etc.

Havia quatro tasquinhas vazias. Algo que nunca aconteceu até 2017... E só havia mais tasquinhas ocupadas porque os restaurantes marcaram presença na feira.

Nota de ironia: uma vez, ainda era vereador, fui criticado (aconteceu-me algumas vezes!) por pessoas da sede do concelho que achavam que as coletividades "das freguesias" não tinham nada que estar presentes na feira de Moura, porque esta se realizava na sede do concelho. Um argumento sem pés nem cabeça, a que nunca dei valor nem me passou pela cabeça seguir. Pois bem, este ano, se não fossem as comissões de festas de Amareleja, de Safara, de Santo Aleixo, de Santo Amador e do Sobral da Adiça mais tasquinhas ficariam por ocupar.


segunda-feira, 4 de agosto de 2025

TRABALHADORES, EIS O FUTURO...

A imagem anda pela net. Diz muito do que são as intenções do patronato mais retrógrado. E diz muito do que são as intenções do Governo.

Vale a pena ler, na íntegra, os textos de Ana Sá Lopes e de Ricardo Paes Mamede, no "Público".

Escreve a primeira:

O regresso da peste grisalha e o coro indignado da amamentação
Como se o Governo não estivesse já a ser bastante bondoso com as organizações empresariais – facilitando mais nos contratos a prazo e banco de horas, por exemplo – vem agora a CIP pedir que seja legalizado o direito a despedir os velhos. Ou mais velhos, vá lá. É uma forma alternativa de combate à “peste grisalha”. Como o Expresso noticiou, a CIP quer poder despedir quem quiser com o argumento da “renovação do quadro das empresas”. Os direitos dos trabalhadores com mais anos de casa ou mais idade são atirados ao lixo. A renovação pela renovação, e não a estratégia, tornou-se um mantra nos nossos dias. Se o Governo ceder aos patrões, podemos dizer que finalmente atingimos a excelência da sociedade americana – zero direitos laborais.


Diz o segundo:

Trabalhadores descartáveis como modelo de desenvolvimento
Os mesmos que se dizem defensores da juventude e garantem querer combater a dualização do mercado de trabalho (ou seja, a diferença de direitos entre trabalhadores sujeitos a diferentes regimes contratuais) vêm agora propor medidas que agravam a precariedade precisamente entre os mais jovens. Entre 2015 e 2024, a taxa de contratos temporários entre menores de 25 anos baixou de 67,6% para 53,3%; com as medidas agora propostas é de esperar que os valores voltem a aumentar.


Ou seja, nem para velhos nem para novos. É mais para quem pode.

Junto uma imagem de Léon Blum (1872-1950). Um progressista ao qual, enquanto trabalhador, me sinto reconhecido. tivessem outros um décimo da categoria de homens como Léon Blum.


domingo, 20 de abril de 2025

TRUMP, SARA BONGIORNI E NÓS

Uma jornalista e a sua família tentaram, há cerca de duas décadas, viver sem usar produtos fabricados na China. A "aventura" está contada num livro. No final, houve muitas entrevistas e muitas declarações. Numa delas, Sara Bongiorni rematou, dizendo:

WERTHEIMER: Did you decide at the end of the year that you were still going to boycott China? Did you move on? 

Ms. BONGIORNI: Well in the end we had to find a way to come to terms with the world as it is. We couldn't live like this forever. I mean it really did become an all-consuming project. So we found a middle ground at the end, and yes, we do buy things from China again.

Quando ouço babacas afirmarem, em debates televisivos, que vão restringir as importações da China, estão a falar de qu??

https://www.npr.org/2007/07/18/12056295/life-without-goods-made-in-china-a-challenge


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

XIMALANGA vs. DaMILANO

A entrevista trouxe-me à memória uma narrativa de um amigo. Que me contou o que aconteceu antes, durante e depois de um combate de luta livre em Luanda (1962? 1963?). Iam defrontar-se Ximalanga e DaMilano. Tudo combinadíssimo.

O espetáculo gerou enorme curiosidade. Havia mais interessados que lugares disponíveis. Esse meu amigo, que era militar, assistiu aos primeiros combates (reais, não combinados), entre os fãs de Ximalanga e os adeptos de DaMilano. Uma cena de pancadaria medonha. Lá dentro, a luta livre foi a palhaçada que se esperava. À saída, a refrega tinha terminado. A baiúca que servia de bilheteira tinha desaparecido, varrida pela fúria dos espectadores sem bilhete. Havia também umas cabeças partidas.

Aqui é o mesmo. Há uma luta combinada. Os danos colaterais ficam do lado de fora. Também quem elege um chalado como Milei esperava o quê?... E se o elegeram, imagino a saturação que o eleitorado tinha dos outros...




quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

RAMAL DE SUESTE - 35 ANOS SE PASSARAM

No dia 31 de dezembro de 1989 terminou o transporte ferroviário de passageiros para Moura.

Nos últimos tempos, a frequência de automotoras diminuira e o número de passageiros caira. O número de carros particulares tinha subido muito e em vez de duas horas e meia de trajeto, ida e volta, gastava-se menos uma hora. As automotoras eram, em segunda classe, desconfortáveis (toda a gente se lembra dos célebres bancos em sumapau) e cheirava a gasóleo dentro da carruagem. O Governo, a CP, o Estado, estavam-se/estão-se marimbando para estas longínquas paragens. O desinvestimento foi evidente, a qualidade do serviço era uma desgraça e a linha fechou.

O edifício em si teve, depois, uma longa história, que terminou com a sua cedência à autarquia. Mas isso será tema para outra conversa, um destes dias.

Do ponto de vista pessoal, e defensor que sou dos transportes públicos, continuei a usar o comboio. Ainda este mês, numa só semana, fui a Braga uma vez e outra ao Porto. Para Moura é que não deverei voltar a fazer o trajeto dessa forma.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

SALAZAR, O PETRÓLEO E BORGES

O excerto é de uma recente e importante entrevista de Rui Vilar. O episódio sobre Salazar é sobejamente conhecido. Oliveira Salazar era, na sua profunda tacanhez, uma personalidade de contornos borgesianos. Era o homem que estava convencido que era possível parar o tempo. Que era possível deter a marcha do tempo e manter o mundo na sua ruralidade imóvel. A história do petróleo é disso exemplo. Mas há muitas outras.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

ERA UMA VEZ UM BURRO QUE...

... quando estava quase a habituar-se a não comer, morreu à fome.

A Argentina tem 53% de pobres e os custos sociais da política económica da criatura não têm medida. O que (já) não me espanta? A sabujice que vai pela comunicação social.

terça-feira, 15 de outubro de 2024

SÍLABA GENTIL

Sim, a loja existe.

E sem, tem este nome.

Palpita-me que é de imigrantes. Até pelo erro no painel.

Mas SÍLABA GENTIL é mesmo fora de série.




segunda-feira, 14 de outubro de 2024

PAÍS DE POETAS

A montra da Florista O Jardim, na Rua Cândido dos Reis, em Sines, tem poemas. De Al Berto, de Luiza Neto Jorge, de Matilde Rosa Araújo... Isto de sermos um país de poetas evoca-me sempre uma cena (a ideia era boa, a cena é fraquinha, como todo o enredo) de um filme português do início da década de 70, onde vemos poemas nas papeleiras.

Aqui, na florist, é bem melhor. Se a loja estivesse aberta, tinha comprado flores. Juro.




domingo, 1 de setembro de 2024

A REGRA DEVERIA SER ESSA...

A regra devia ser essa. O apoio do Estado, ainda que ao próprio Estado (a CGD é um banco do Estado, ainda que alguns prefiram dizer "banco de capitais públicos"), deve ser devolvido. Porque o apoio do Estado representa o de todos nós, contribuintes. A Caixa Geral de Depósitos recuperou da muito difícil situação em que se encontrava e pôde concluir há dias o reembolso de 2.500.000.000 de euros injetados pelo Estado.

O facto da Caixa ser gerida por Paulo Macedo não é indiferente a tudo isto. Mas essa é a outra parte da história.





terça-feira, 27 de agosto de 2024

VINHO OU NÃO VINHO, EIS A QUESTÃO...

Ouço dizer isto há muito tempo.
Pode ser que um dia se saiba (toda) a verdade...
Pelo sim, pelo não, há marcas que () não compro.

Isto está no site da Rádio Campanário:

quarta-feira, 21 de agosto de 2024

NA TRAVESSA DO MEIO

Almoço, com frequência, num pequeno restaurante na Rua do Paraíso. Fica a 150 metros de Panteão. O percurso é feito sempre pela Travessa do Meio. As casas são antigas, mas a vizinhança do bairro é cada vez em menor número, empurrada pelo "alojamento local". Tenho reparado que os estendais que resistem são, quase sempre, nos pisos superiores... Não será por muito tempo mais, suspeito. Em Alfama não há crianças e, em breve, não haverá velhos.

A fotografia foi feita às 13:30 de ontem. Há três anúncios de vendas de casas, num curtíssimo troço de rua. Segundo o site idealista há quase 12.000 casas à venda em Lisboa. Resta saber para quem...


terça-feira, 6 de agosto de 2024

UM EMPRESÁRIO DE MOURA NAS ASAS DA TAP

Vi a referência hoje, nas redes sociais, e fiquei supreso com a notícia e contente, ao mesmo tempo.

O meu amigo João Cortez conseguiu, com mérito e trabalho, chegar aos menus da classe executiva da TAP. Associou-se aos melhores chefs e ganhou uma maior dimensão. De certeza que não foi fácil e que implicou perseverança e capacidade para executar.

Uma visita à página do Grupo Cortez no facebook dá para perceber o que é ter inciativa: https://www.facebook.com/ServicosNauticosePescas

Boa sorte e (ainda) maiores sucessos no futuro.

sábado, 17 de fevereiro de 2024

O MARAVILHOSO MUNDO LIBERAL

E ainda só passaram dois meses...


segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

AMERICAN DRIM

É um pequeno clip de um filme com 54 anos. Frederick Wiseman, o seu realizador, tinh, na altura 40. O filme é uma denúncia do sistema social do american drim.

Bem entendido que hoje, com todos os ratos brancos da burocracia dos érre-gê-pê-dês à espreita, este filme não seria hoje possível. Benditos os "bárbaros tempos" em que se faziam filmes assim.

"Hospital" data de 1970. Passou aqui pelo blogue há 10 anos.


quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

JÁ SÓ FALTAM 229 ANOS...

Há muitos anos (1980? 1981?), na sede da ANA, vi a maqueta do Aeroporto de Rio Frio. Em quatro décadas houve uma tremenda capacidade de indecidir. As recentes notícias sobre os astronómicos lucros da ANA - v. aqui - deixam(-me) a convicção de que "isto" não vai avançar. Daqui a 229 anos vamos todos estar na inauguração. Bora lá?


quarta-feira, 22 de novembro de 2023

CAMA QUENTE

Homenagem aos mineiros do Chile
que dormem, singelo,
pelo sistema de "a cama quente"


Na mina trabalha-se por turnos.
Quando se volta, nem se tiram os coturnos.

Bebido o café negro e trincado o casqueiro,
joga-se o corpo ao sono, mas primeiro,

enxota-se o camarada da cama ainda quente,
que não há camas, no Chile, pra toda a gente.

Do calor que sobrou o nosso se acrescenta
pra dar calor ao próximo que entra.

Vós, que dormis em camas, como reis,
tantas horas por dia, não sabeis

como é bom dormir ao calor de um irmão
que saiu ao nitrato ou ao carvão

e despertar ao abanão (é o contrato!)
de um que chega do carvão ou do nitrato!

É este sistema, minha gente,
que se chama no Chile "a cama quente"...

Não precisamos de evocar o Chile ou este poema de O'Neill. O Chile veio para cá. Publicação no "Jornal de Notícias":

quinta-feira, 27 de julho de 2023

... PELOS INCÓMODOS CAUSADOS - CADAVRE EXQUIS EM ENTRECAMPOS

O acordo foi conseguido às 18 horas. O caos permaneceu durante várias horas.

Cheguei a uma estação de comboios às 20:11 (terça-feira). O das 20:27 era dado como suprimido. O próximo seria às 20:47, depois passou para as 20:53, depois apareceu, sem aviso prévio, às 21:12.

Os altifalantes iam transmitindo comunicações desconexas, ora em português, ora em inglês. Um comboio cuja supressão se anunciara, surgiu um minuto depois. O insólito repetiu-se, um par de vezes. Outro, cuja entrada na estação se garantia, não dava sinais de vida. Algo que também se repetiu. Uma louca cena surrealista que se prolongou durante uma hora. Não sei quanto vezes ouvi dizer "pedimos desculpa pelos incómodos causados". Um certo espírito David Lynch pairou por ali.

Tenho as maiores reservas quanto a este género de greves. Não por ser por elas afetado, ainda que de forma esporádica. Os mais prejudicados são os que integram as classes D e E da escala económica. Na terça-feira, 70 ou 80% dos que esperavam na plataforma eram imigrantes africanos ou portugueses de origem africana. Eram pessoas de ar cansado e roupas modestas. Gente moída por horas a fio de trabalho. Aguardavam, resignadamente. Duvido que tivessem grandes "ímpetos solidários".