terça-feira, 5 de abril de 2011

AMBIENTASSONS

É uma sensação estranha, quando nos comunicam o desaparecimento de alguém que nos fazia companhia com regularidade. Mesmo sem haver um conhecimento pessoal. O DJ Nuno Miguel fazia-me companhia, todos os sábados, a partir das 7 da manhã com um programa original e inteligente. Os sons mais modernos combinavam-se com a música do Hawai, do Líbano ou do Brasil. Descobri o seu programa com entusiasmo, há cerca de um ano (v. aqui). Tornei-me ouvinte assíduo.
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Nuno Miguel partiu hoje, cedo demais.
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ARQUEOLOGIA MODERNA

Quando falei em arqueologia moderna a uma colega de um museu brasileiro ela pensou que se tratasse de um congresso sobre as modernas perspetivas do trabalho em arqueologia. Na realidade, a arqueologia do período moderno é, no outro lado do Atlântico, mais conhecida como arqueologia história (por contraposição à pré-histórica).
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Ora bem, é no Congresso Internacional de Arqueologia Moderna Novos e Velhos Mundos que irei estar a partir de 5ª feira. Para apresentar, no sábado, uma comunicação, em conjunto com Vanessa Gaspar sobre o Castelo de Moura: arqueologia de um espaço militar em época moderna. Será apresentada uma síntese destes anos de trabalho e uma proposta de explicação para o que sucedeu na alcáçova entre os séculos XVII e XX.
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Aqui fica o elenco da Comissão Organizadora, que fez trabalho de respeito:
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André Teixeira, coord. (CHAM | FCSH-UNL)
Élvio Sousa (C.M.Machico | CHAM)
Inês Pinto Coelho (CHAM)
Isabel Cristina Fernandes (C.M.Palmela)
José Bettencourt (CHAM)
Patrícia Carvalho (CHAM)
Paulo Dórdio Gomes (ACE Baixo Sabor | CITCEM)
Severino Rodrigues (C.M.Cascais)
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Site do congresso:
http://cham.fcsh.unl.pt/congressointernacionalarqueologiamoderna.html
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segunda-feira, 4 de abril de 2011

BIBLIOTECAS MUNICIPAIS - 25 ANOS DEPOIS

O blogue Açúcar Amarelo (v. aqui) veio hoje recordar-nos que passaram 25 anos desde o dia em que a Secretária de Estado da Cultura Teresa Patrício Gouveia fez publicar, no DR, um decreto "criando as condições necessárias para o estabelecimento de uma política nacional de Leitura Pública, através da implantação e funcionamento regular e eficaz de uma rede de bibliotecas municipais."
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No dia em que assumi a chefia da divisão cultural da Câmara de Moura (25.9.1986) já tinha preparado um plano de remodelação da Biblioteca Municipal. Passei dias a fio, nesses tempos bárbaros sem net nem telemóveis, até localizar a Dra. Maria José Moura, coordenadora do grupo de trabalho e então bibliotecária da reitoria da Universidade de Lisboa. Falar com ela foi o primeiro passo. Nos meses seguintes o programa de intervenção foi aprofundado, alicerçado no projeto de arquitetura de Maria Teresa Ribeiro. A nossa candidatura seria entregue em maio de 1987. Soubémos, algum tempo depois, que Moura integrava o primeiro grupo de sete municípios que, a sul, iria ter apoio.
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A inauguração da primeira fase da ampliação (primeira e última, uma vez que o projeto inicial nunca chegou a ser executado) teve lugar no dia 24 de junho de 1991.
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O sucesso da rede de bibliotecas municipais é, hoje, um dos maiores sucessos culturais do pós-25 de abril. Está solidamente ancorado numa rede de equipamentos onde a componente de recursos humanos joga um papel essencial. Curiosamente, e para que conste, a mais sólida aposta nesta rede partiu de um governo de direita (PSD). Quem menos nela tem apostado é este governo, crismado de socialista.
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Provavelmente, porque as bibliotecas encerram ao domingo. Um dia mais adequado, como sabeis, para se fazerem exames e se estudar inglês técnico.
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E não, esta não é a biblioteca de Moura. É o Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro. Uma das mais fantásticas bibliotecas onde entrei. A fotografia é de Cláudio Lara.

O LIXO, OS ECONOMISTAS E A ECONOMIA

Quando, depois das eleições autárquicas de 2005, tivémos uma reunião de distribuição de pelouros o José Maria informou-me (acho que foi isso, mais que um pedido de opinião): "ficas com o urbanismo, o gabinete de estudos e projetos, os fundos comunitários e o apoio ao desenvolvimento e as atividades económicas".
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Exatamente o que conviria a alguém que fez todos os graus académicos em História.
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Meses mais tarde, e à conversa com um conhecidíssimo jornalista português da área económica, confessei os meus receios, rematando com o desabafo não percebo nada de economia. O jornalista sorriu largamente e esclareceu-me deixe lá, os economistas também não...
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Já não é só a definição que me foi transmitida por um colega de liceu, hoje banqueiro: um economista é aquela pessoa que leva seis meses a elaborar um modelo e outros seis a explicar porque é que o modelo falhou. Não é só isso, não. Faltou perspetiva política e faltou coragem em muitos momentos recentes da nossa vida política.
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Que os centros de decisão não estão dentro de portas é mais que evidente (os mercados, a Fitch, a S&P etc etc) Que a AR se torna, a este nível, de uma aflitiva irrelevância é outra evidência. Que tantos e tão reputados economistas e gestores não tiveram a capacidade ou a corgaem política da decisão (e é aí que bate o ponto) é, ainda, outra evidência.
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Sinto-me tentado a dar razão ao jornalista. E, ao fim e ao cabo, creio que não me saí assim tão mal nas minhas funções. Seguindo um conselho básico do meu amigo banqueiro: antes de usares os manuais e as receitas, usa o bom-senso. Em 2013 terá lugar um balanço. E será publicado um livro com o título A minha aventura na República Autárquica.
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Os do rating dizem que estamos quase no lixo. O gráfico da nossa economia deve ser mais ou menos isto...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

3º FAUR: ENTRE ALFA E OMEGA

E eis que chega ao fim o 3º FAUR, realizado este ano no Recife. Foi interessante ter apresentado uma panorâmica da arqueologia islâmica em Portugal, tal como foi estimulante poder mostrar os primeiros resultados das escavações no castelo de Moura, bem como voltar a recordar que há um projeto há 30 anos em curso em Mértola.
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O próximo encontro ainda não tem lugar definido. Mas o aspeto mais significativo talvez tenha sido o começo da preparação de um projeto mais amplo, que envolve quatro universidades europeias, duas americanas e uma africana.
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Continuamos empenhados, no CEAUCP/CAM, em trazer valor acrescentado às investigações. E em diversificar campos de atuação. E em inovar e em internacionalizar. Tudo isso ao mesmo tempo.
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quarta-feira, 30 de março de 2011

O TAXISTA, O TUBARÃO E OS POLÍTICOS

Os avisos sobre os riscos de banho de mar estão por toda a parte. Há tubarões. Em todos os sítios? Não. Nos rios há jacarés.
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Perguntei a um taxista se tinha havido ataques recentemente. Riu baixinho e disse que não. Textualmente: "O último ataque aqui no Recife foi há três anos. O tubarão pegou um político. O gosto era tão ruim que os tubarões não atacaram mais".
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O ressentimento em relação à classe política é sério. Não falo apenas dos taxistas, um grupo peculiar e com um padrão de comportamento que parece não se alterar nas diversas latitudes e longitudes do planeta.
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Os comentários sobre corrupção são violentos. Muito mais, mas mesmo muito mais que em Portugal.
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segunda-feira, 28 de março de 2011

UM PRITZKER PARA A AMARELEJA

Há coisas que se fazem com enorme prazer. Como interromper a preparação das intervenções a fazer para o 3º Forum Luso-Brasileiro de Arqueologia Urbana para, anonima e discretamente, me juntar ao coro de felicitações ao arq. Eduardo Souto Moura.
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Eduardo Souto Moura (n. 1952) acaba de ganhar o Pritzker. Que é, nem mais menos que o mais prestigiado galardão da arquitetura a nível mundial. Souto Moura é autor, entre muitos outros projetos de grande classe, do Estádio Municipal de Braga. O mais original e extraordinário campo de futebol do planeta.
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Mas é, também, o autor do projeto para as piscinas da Amareleja. Recordo, com toda a clareza, a simplicidade com que nos expôs, ao amigo Manuel Ramalho, Rafael (que tivera a iniciativa do contacto) e a mim, o que tencionava fazer, durante um almoço no Bomba.
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Estas coisas divertem-me imenso, sabiam? É que vêm demonstrar que estamos a recorrer a quem devemos, às pessoas mais qualificadas e às que são capazes de apresentarem as melhores soluções.
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A Amareleja merece que o projeto das piscinas seja elaborado por quem de melhor temos, a nível de arquitetura, à face do planeta. A Câmara tem estado sozinha nessa luta. Nada que nos incomode, diga-se de passagem.
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O projeto das piscinas da Amareleja prosseguirá, bem entendido, com a participação qualificada do arq. Eduardo Souto Moura.
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O TERROR DOS COLEGAS

É melhor fazer já referência a este fait-divers, para não coincidir com o Dia das Mentiras.
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Uma das notícias do domingo desportivo por estas bandas - com repetições emais repetições em todos os canais televisivos - é o centésimo golo conseguido por Rogério Ceni (n. 1973), guarda-redes do S. Paulo. Foi no jogo contra o Corinthians (v. aqui). Um livre marcado com mestria, que deu a vitória à sua equipa.
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Cem golos? Há muito bom ponta-de-lança que não chega lá perto...
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domingo, 27 de março de 2011

THE BRIGHT SIDE OF LIFE...

E mais um final de filme, para nos ajudar a enquadrar estes dias, com um pouco de humor negro à mistura. São os derradeiros momentos de A vida de Brian, realizado pelos Monty Python em 1979. O homem que fora confundido com Jesus acaba na cruz cantando always look on the bright side of life. Pois, nesta altura não nos resta muito mais (há minutos, a Sky News anunciava, como se um facto consumado se tratasse, que Portugal está à beira do pedido de ajuda externa).
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sábado, 26 de março de 2011

O FMI, ESSA CONHECIDA INSTITUIÇÃO DE BENEFICÊNCIA...


O estilo e as palavras de Passos Coelho não enganam. Debaixo daquela vã vaidade não há nada. Nada, ouviram?

sexta-feira, 25 de março de 2011

CANÇÃO PARA OS HOMENS DE INGLATERRA

Homens de Inglaterra, porquê lavrar
Para os senhores que vos derrubam?
Porquê tecer com esforço e cuidado
As ricas roupas que vestem os vossos tiranos?

Porquê alimentar, e vestir, e proteger,
Do berço até à sepultura,
Aqueles ingratos zângãos que
Exauririam o vosso suor como beberiam também o vosso sangue?

Porquê, Abelhas de Inglaterra, forjar
Tantas armas, grilhetas e chicotes
Se esses zângãos sem ferrão podem destruir
O produto forçado da vossa labuta?

Será que tendes lazer, conforto, calma,
Abrigo, comida, o doce bálsamo do amor?
O que é então que comprais tão caro
Com a vossa dor e com o vosso medo?

O grão que semeais, colhe-o outro;
A riqueza que encontrais, fica outro com ela;
As roupas que teceis, outro as veste;
As armas que forjais, as usa outro.

Semeai grão, — mas não deixeis que nenhum tirano o colha;
Encontrai riqueza, — não deixeis nenhum impostor acumulá-la;
Tecei roupas, — não deixeis nenhum ocioso usá-las;
Forjai armas, — a usar em vossa defesa.

Recolhei às vossas caves, buracos e cubículos;
Nas mansões que embelezais, outro lá vive.
Porquê sacudir as grilhetas que forjastes? Vedes
O aço que temperastes brilhar sobre vós.

Com o arado e a pá, e a enxada e o tear,
Cavai a vossa sepultura e construí o vosso túmulo,
E tecei a vossa mortalha, até que a bela
Inglaterra seja o vosso sepulcro.

Percy B. Shelley, in "A Máscara da Anarquia seguido de cinco poemas de 1819" & etc, 2008

trad. Célia Henriques e Eduarda Dionísio

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O poema data de 1819 e foi motivado pelo massacre de Peterloo. Faz hoje 200 anos que Percy Shelley (1792-1822) foi expulso de Oxford, por ter escrito um panfleto intitulado A necessidade do ateísmo.

CALIMERO

It's an injustice, it is. It's unfair, they are big and I am small.

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Há uma coisa que nunca se faz. Mas nunca, mesmo: comentar fora, e em tom de azedume, o que se passa dentro de casa. Por mais calimeros que nos sintamos... Nas universidades domingueiras não devem ensinar estas coisas.

STOP AND GO

E daqui até 4 de Abril o ritmo do blogue pode ser marcado por alguma irregularidade, o que me poderá levar a não respeitar a frequência diária e a programação estabelecida.
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A "culpa" é do III Forum Luso-Brasileiro de Arqueologia Urbana, onde estarei presente como investigador da Universidade de Coimbra. E onde andarei à volta da arqueologia islâmica em Portugal e de uma intervenção sobre o papel (passado, presente e futuro) da arqueologia na reabilitação do castelo de Moura e, em especial, da sua alcáçova.
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Este projeto, desenvolvido em conjunto com Vanessa Gaspar, dará um livro, lá para o final do ano.
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A MANIA DAS GRANDEZAS

Foi muito comentada a decisão da Câmara de Moura não devolver IRS. Como frequentemente sucede, não faltaram as comparações com as autarquias A, B e C, as quais, essas sim, gerem bem e onde o leite e o mel corre, como nas colinas de Terra Prometida.
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As Câmaras CDU não devolvem IRS porque têm dificuldades, como quase todas as outras, e porque não embarcam/não embarcamos neste chico-espertismo do Ministério das Finanças.
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Não resisto a deixar aqui uma listagem de 44 autarquias que, mesmo estando fortemente endividadas, devolvem IRS. Apraz-me registar que, a sul, resistimos mais à demagogia:
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ALCANENA

5,00 %

2010-11-30 09:22:25

ALFANDEGA DA FE

5,00 %

2010-10-04 15:43:55

ALPIARÇA

5,00 %

2010-10-25 09:58:02

ARMAMAR

2,00 %

2010-10-01 15:18:13

AVEIRO

4,50 %

2010-11-30 01:30:33

CALHETA (AÇORES)

5,00 %

2010-11-16 11:28:07

CANTANHEDE

5,00 %

2010-11-30 10:54:31

ENTRONCAMENTO

5,00 %

2010-10-04 14:00:18

ESTARREJA

5,00 %

2010-12-30 16:14:02

FARO

5,00 %

2010-11-29 09:55:17

FIGUEIRA DA FOZ

5,00 %

2010-11-30 17:14:56

FUNCHAL

5,00 %

2010-10-04 15:26:55

FUNDÃO

5,00 %

2010-12-23 16:33:00

GOUVEIA

5,00 %

2010-11-29 15:13:47

ILHAVO

5,00 %

2010-10-18 09:27:31

LAMEGO

5,00 %

2010-11-29 11:52:47

LOURINHÃ

5,00 %

2010-10-19 10:11:06

MACEDO DE CAVALEIROS

5,00 %

2010-10-21 15:14:11

MANGUALDE

4,00 %

2010-10-18 16:43:10

MARCO DE CANAVESES

5,00 %

2010-09-29 09:52:14

MELGAÇO

5,00 %

2010-11-08 15:51:08

MESÃO FRIO

5,00 %

2010-09-29 17:13:31

MIRANDELA

5,00 %

2010-12-21 15:05:05

MOIMENTA DA BEIRA

5,00 %

2010-12-03 14:49:14

MONDIM DE BASTO

5,00 %

2011-02-09 00:00:00

MONTEMOR-O-VELHO

5,00 %

2010-10-29 14:56:43

NELAS

5,00 %

2010-09-27 09:25:02

OLHÃO

5,00 %

2010-11-30 19:44:34

OLIVEIRA DE AZEMEIS

5,00 %

2010-10-29 15:54:09

PAÇOS DE FERREIRA

5,00 %

2010-11-23 12:20:48

PENAMACOR

5,00 %

2010-11-12 09:54:13

PORTALEGRE

5,00 %

2010-11-04 15:44:19

SOURE

5,00 %

2010-11-29 12:24:23

TABUAÇO

5,00 %

2010-10-29 09:30:02

TORRE DE MONCORVO

5,00 %

2010-09-07 11:11:29

TORRES NOVAS

4,00 %

2010-11-15 10:19:22

TRANCOSO

4,00 %

2010-12-30 18:00:36

TROFA

5,00 %

2010-10-01 11:24:06

VALE DE CAMBRA

5,00 %

2010-12-10 17:06:07

VALENÇA

5,00 %

2010-11-30 19:14:27

VALONGO

5,00 %

2010-11-30 10:00:58

VILA FRANCA DO CAMPO

5,00 %

2010-12-14 10:18:42

VILA NOVA DE POIARES

5,00 %

2010-09-29 14:42:14

VOUZELA

5,00 %

2010-10-04 09:55:18


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Lista das autarquias fortemente endividadas:

http://www.portalautarquico.pt/PortalAutarquico/ResourceLink.aspx?ResourceName=ExcedemEL_2008_2009.pdf

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A situação é caricata e faz lembrar um pouco La folie des grandeurs um filme francês do início dos anos 70, com Louis de Funès e Yves Montand. Da obra, de Gérard Oury, não reza a história, mas recordo um gag genial: o ministro D. Salluste de Bazan, que Funès representava, não permitia que o seu criado Blaze/Yves Montand o suplantasse, nem mesmo em altura. O que obrigava o pobre servidor a andar acocorado. A mania das grandezas tem sempre efeitos trágicos...

ANA PAULA AMENDOEIRA

A Comissão Nacional Portuguesa do ICOMOS tem, desde quinta-feira, um novo presidente. Uma presidenta, melhor dizendo. Trata-se de Ana Paula Amendoeira, licenciada em História e mestra em Património Cultural. É um cargo que lhe assenta magnificamante, até porque a Paula está mesmo a concluir o doutoramento na Sorbonne, com uma tese na área do Património.
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Em todo o caso, e porque me reservo o direito de ser escandalosamente parcial, a Paula está aqui no blogue porque somos amigos há 30 anos e porque tenho a certeza do seu sucesso neste cargo.
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Há 30 anos a Paula foi fotografada assim pelo José Manuel Rodrigues (Prémio Pessoa 1999). Esta imagem converter-se-ia em perenidade na carreira do José.

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A Comissão Nacional Portuguesa (ICOMOS-Portugal) existe desde os inícios dos anos 80. A sua primeira Assembleia Geral teve lugar em Março de 1983.