A referência surge logo no início do Génesis (1:25,26): “E fez Deus as feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom. E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra”.
Um pouco do Éden é-nos devolvido, a partir de dia 24 de junho, num dos nossos jardins. A cerâmica de António Vasconcelos Lapa, com serpentes, répteis e animais exóticos remete-nos para esse paraíso perdido que todos procuramos. Sugestões gaudianas? Assim parece. Citações da Arte Nova? Também. Mas em primeiro lugar e sem a tentação da lisonja fácil, uma obra original, marcada pela cor e pela surpresa.
O verão, que agora começa, vai ser pontuado de seres que espreitam por entre o arvoredo. O cenário de inspiração romântica do Jardim Dr. Santiago é o sítio ideal para albergar as criações de António Vasconcelos Lapa. Sigamos o verão. E descubramos a Arte que ele alberga.
Texto para a exposição de António Vasconcelos Lapa. Durante todo o verão, no Jardim Dr. Santiago, em Moura.