A inauguração foi ontem. A exposição ficará patente ao público até final de dezembro. Para 2027 já há programação.
Equus? Sim.
Reproduzo o texto que a Isabel Inácio e eu escrevemos para a entrada da exposição:
A inauguração foi ontem. A exposição ficará patente ao público até final de dezembro. Para 2027 já há programação.
Equus? Sim.
Reproduzo o texto que a Isabel Inácio e eu escrevemos para a entrada da exposição:
Aposta do Panteão Nacional para o outono, e no centenário do nascimento de Júlio Pomar. A partir da obra TROPEL escolhemos cerca de dezena e meia de outras peças. Não foi fácil desenvolver este projeto, a partir da baias tão estreitas. Depois, tivemos a ajuda de dois colecionadores particulares. Um golpe de sorte, que permitiu localizar cerca de uma dezena de desenhos/estudos inéditos que estiveram na base do TROPEL.
O compromisso não foi fácil, nem isento de dúvidas. O tema acabou por ser EQUUS. De cavalos e de ecos (16 segundos de reverberação na nave central do Panteão), numa quase homofonia.
Foi uma escolha declaradamente pessoal. Refiro-me ao convite feito a Inês d'Orey para fotografar o Panteão Nacional. Quase parece contraditório que uma artista por vezes tão despojadamente "nipónica" seja desafiada a abordar o barroco e o neo-barroco do monumento.
O interesse da proposta está aí. E acredito num grande resultado final.
Faz hoje cinco anos que iniciei as minhas funções como diretor do Panteão Nacional. Um lustro. Creio que só os 50+ sabem o que é um lustro, ou um quintal, ou uma grosa.
Ao longo destes cinco anos, o foco esteve na atividade, no programação, na investigação, na procura de soluções para reabilitação do monumento. Não me cabe nem quero fazer qualquer auto-avaliação.
Posso dizer que, do ponto de vista pessoal, têm sido anos bons. O balanço há-de fazer-se depois.
A inauguração foi ontem, ao fim da tarde.
Uma recolha longa de imagens, que pode ser vista até final de junho.
Aqui reproduzo o texto de abertura da exposição:
O título da exposição evoca, e apenas isso, uma conhecida obra de John Berger. Não são as perspetivas ideológicas da Arte que aqui nos motivam. Mas sim, de forma muito explícita, os vários modos como o Panteão tem sido olhado.
A parte central da exposição mostra todas as propostas de remate do monumento que, ao longo dos séculos XIX e XX, foram sendo traçadas. São imagens de um panteão que, verdadeiramente, nunca existiu.
“Panteão Nacional – modos de ver” propõe um percurso marcado por uma deliberada diversidade. Abrange os registos mais antigos do monumento (telas, painéis de azulejos...), as representações do Panteão na publicidade, as perspetivas que gerou em artistas contemporâneos ou os momentos históricos de que foi protagonista. A banda desenhada, a televisão, os discos, aproximam o monumento dos “media” dos nossos dias.
“Panteão Nacional – modos de ver” não é uma monografia sob a forma de imagens. Nem apresenta uma narrativa histórica. É antes um convite à descoberta das diferentes representações que o monumento tem motivado. É também um desafio aos visitantes, que podem, a partir daqui, criar o seu próprio modo de ver o Panteão.
Cinco gessos, pouco vistos pelo público, estarão em exposição durante um mês, no coro baixo do Panteão Nacional.
Será o momento para revisitar estas obras de Anatole Calmels (1822-1906) e de Soares dos Reis (1847-1889), dois nomes de grande destaque na nossa escultura do século XIX.
Ainda aqui estou... No blogue, no "exílio" lisboeta, em atividades diversas, na direção do monumento. A fotografia é de Daniel Rocha, para o "Público", e é da reportagem que Lucinda Canelas veio fazer ao Panteão Nacional, em 2021. Ainda aqui estou, quando às vezes me vaticinavam vida curta no Panteão. 4 anos e 9 meses cumpridos.
A maior parte da carreira já lá vai. Não me posso (nem quero, nem devo) queixar do percurso. Dentro de quatro anos passarei para outra fase.
De momento, termino o relatório de 2025 e preparo o ano de 2026: livros (cerca de uma dezena), exposições (seis ou sete, depende de que coisas que não controlo), concertos (doze, para já), produção de materiais para invisuais, conferências e colóquios. E mais umas cartas na manga.
Assim se encerra a programação de "um ano complexo". Foram dezenas de iniciativas (concertos, poesia, livros, exposições, lançamento de novos conteúdos...). Que remataram ontem à noite, com um concerto do Saint Dominic's Gospel Choir. Lotação esgotada para um grande momento musical.
A Lisboa Cultura decidiu propor-nos que o ciclo de concertos de Natal tivesse lugar no Panteao Nacional. Proposta aceite e ideia que suscitou entusiasmo na equipa.
Dar visibilidade a uma peça quase "invisível". A tapeçaria encontra-se, normalmente, numa zona de acesso restrito de Caixa Geral de Depósitos. Vai agora ser vista, no Panteão Nacional, por milhares de pessoas (estimamos entre 30 a 35.000). Celebremos Camões e celebremos a Arte de José de Guimarães.
Uma sessão notável, de Victor Caetano, com dramaturgia de Gisela Cañamero. Almeida Garrett andou pelo coro baixo do Panteão Nacional. Entre as Viagens na minha terra e Shakespeare se construiu um percurso original.
Última sessão no próximo domingo.
A autora deste desenho chama-se Sara Cardoso. É um dos 19 exemplares que compõem o catálogo "Panteão, um olhar". Um edição do Panteão Nacional / Museus e Monumentos de Portugal que resultou da exposição desses trabalhos. Que foram um projeto do Clube de Línguas do Agrupamento de Escolas 4 de outubro, de Loures.
O catálogo contou com a inspiradíssima produção gráfica de Miguel Brás.
A partir de amanhã, no Panteão Nacional. E só até dia 9 de novembro. Dois altares da cultura mexicana homenageando duas figuras populares de Portugal e do México: Amália Rodrigues e Cantinflas.
Trabalho a três: Embaixada do México, Fundação Amália Rodrigues e Panteão Nacional.
Um excelente final de tarde, em São Bartolomeu de Messines.
Apresentação do livro sobre a vida e obra de João de Deus, edição conjunta da Imprensa Nacional e do Panteão Nacional. Um belo trabalho de José Alberto Quaresma. Com intervenções do autor, de Cláudio Garrudo (da Imprensa Nacional) e de Rosa Palma (Presidente da Câmara Municipal de Silves). Coube-me a apresentação do livro e fazer uma pequena reportagem fotográfica.
E está tudo a postos. Inauguração amanhã à tarde. Uma enorme surpresa (para mim) a descoberta da obra de Luísa Correia Pereira.
Em outubro haverá algumas iniciativas de grande impacto. Em novembro haverá novidades. Em dezembro haverá surpresas.
O ano corre bem, felizmente.
Achei que "mandar pelo correio" não fazia muito sentido. Vai daí... decidi-me por uma pequena "peregrinação" pelos terrenos da margem esquerda do Guadiana, para entregar pessoalmente, aos grupos corais, os pequenos catálogos que resultaram da celebração do 10º. aniversário do Cante Alentejano como Património da Humanidade.
Pias, no sábado.
Amareleja, no domingo.
A preparação de um livro sobre o território em volta do Panteão Nacional (de que não sou o autor, nem nada que se pareça) obrigou-me a vestir a roupagem de fotógrafo. Uma passagem pelos palácios das grandes famílias de tempos idos (Lavradio, Condes de Resende, Barbacena, Sinel de Cordes...), mais os Conventos (Desagravo, S. Francisco Xavier) e a descoberta de novas perspetivas e de novas cores. Na esquina da Calçada dos Cesteiros com o Campo de Santa Clara há um "português suave" que parece projeto de António Reis Camelo.
E mais acima está esta paleta de vermelhos, variações sobre o pantone 1807 (será?).