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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

EQUUS - JÚLIO POMAR NO PANTEÃO NACIONAL

A inauguração foi ontem. A exposição ficará patente ao público até final de dezembro. Para 2027 já há programação.

Equus? Sim.

Reproduzo o texto que a Isabel Inácio e eu escrevemos para a entrada da exposição:

Equus ferus caballus é o nome científico do cavalo domesticado, mas no Panteão Nacional, a palavra Equus soará também a eco. Neste monumento, onde o som reverbera por 16 segundos, os cavalos de Júlio Pomar (1926-2018) encontram o seu refúgio numa exposição que celebra o centenário do nascimento do pintor. 

Imagens de cavalos ocupam a sala de exposições temporárias do monumento, representando diferentes fases da obra de Júlio Pomar: de um D. Quixote, de 1959, ao tríptico Tropel, de 1989, incluindo algumas Tauromaquias da década de 60. Do passado ao presente, da discrição cromática dos primeiros anos para os tons feéricos de Tropel, os cavalos de Júlio Pomar são terrenos e reais (mesmo os de D. Quixote). Nem Pégasos nem Hipogrifos. Nem Sleipnir, o cavalo de oito patas. Ainda assim, ao olharmos estas obras são as palavras de Natália Correia que (nos) são evocadas: “Teus poros exalam o fumo / Do lar dos deuses de onde vieste / Rompante de espuma e de lume / És sol quadrúpede um mar equestre?”. Esta exposição é uma homenagem a um dos maiores pintores portugueses, fruto de uma parceria entre a Culturgest e o Panteão Nacional.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

EQUUS - DENTRO DE UMA SEMANA

Aposta do Panteão Nacional para o outono, e no centenário do nascimento de Júlio Pomar. A partir da obra TROPEL escolhemos cerca de dezena e meia de outras peças. Não foi fácil desenvolver este projeto, a partir da baias tão estreitas. Depois, tivemos a ajuda de dois colecionadores particulares. Um golpe de sorte, que permitiu localizar cerca de uma dezena de desenhos/estudos inéditos que estiveram na base do TROPEL.

O compromisso não foi fácil, nem isento de dúvidas. O tema acabou por ser EQUUS. De cavalos e de ecos (16 segundos de reverberação na nave central do Panteão), numa quase homofonia.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

PANTEÃO SENSÍVEL

Foi um dos projetos mais bonitos desenvolvidos pelo monumento nos últimos anos. O objetivo é tornar o Panteão sensorial e sensível. E acessível a todos. A começar por aqueles que o podem sentir, sem o verem fisicamente.
Um desafio importante e decisivo.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

INÊS D'OREY

Foi uma escolha declaradamente pessoal. Refiro-me ao convite feito a Inês d'Orey para fotografar o Panteão Nacional. Quase parece contraditório que uma artista por vezes tão despojadamente "nipónica" seja desafiada a abordar o barroco e o neo-barroco do monumento.

O interesse da proposta está aí. E acredito num grande resultado final.


quarta-feira, 1 de abril de 2026

LUSTRO EM SANTA ENGRÁCIA

Faz hoje cinco anos que iniciei as minhas funções como diretor do Panteão Nacional. Um lustro. Creio que só os 50+ sabem o que é um lustro, ou um quintal, ou uma grosa.

Ao longo destes cinco anos, o foco esteve na atividade, no programação, na investigação, na procura de soluções para reabilitação do monumento. Não me cabe nem quero fazer qualquer auto-avaliação.

Posso dizer que, do ponto de vista pessoal, têm sido anos bons. O balanço há-de fazer-se depois.

quinta-feira, 12 de março de 2026

PANTEÃO NACIONAL - MODOS DE VER

A inauguração foi ontem, ao fim da tarde.

Uma recolha longa de imagens, que pode ser vista até final de junho.

Aqui reproduzo o texto de abertura da exposição:

O título da exposição evoca, e apenas isso, uma conhecida obra de John Berger. Não são as perspetivas ideológicas da Arte que aqui nos motivam. Mas sim, de forma muito explícita, os vários modos como o Panteão tem sido olhado.

A parte central da exposição mostra todas as propostas de remate do monumento que, ao longo dos séculos XIX e XX, foram sendo traçadas. São imagens de um panteão que, verdadeiramente, nunca existiu.

“Panteão Nacional – modos de ver” propõe um percurso marcado por uma deliberada diversidade. Abrange os registos mais antigos do monumento (telas, painéis de azulejos...), as representações do Panteão na publicidade, as perspetivas que gerou em artistas contemporâneos ou os momentos históricos de que foi protagonista. A banda desenhada, a televisão, os discos, aproximam o monumento dos “media” dos nossos dias.

“Panteão Nacional – modos de ver” não é uma monografia sob a forma de imagens. Nem apresenta uma narrativa histórica. É antes um convite à descoberta das diferentes representações que o monumento tem motivado. É também um desafio aos visitantes, que podem, a partir daqui, criar o seu próprio modo de ver o Panteão.

sábado, 7 de março de 2026

AMÁLIA POR THURSTON HOPKINS

De ontem até ao início do verão. Amália Rodrigues estará presente no Panteão através de uma dezena de excecionais fotografias de Thurston Hopkins (1913-2014). Foram descobertas há cerca de 20 anos por Jorge Calado. Ao rever a coleção da Culturgest desenhou-se-me a pergunta "e porque não expô-las todas de uma só vez?". É isso que agora acontece, até ao arranque do verão.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

ANATOLE CALMELS & SOARES DOS REIS

Cinco gessos, pouco vistos pelo público, estarão em exposição durante um mês, no coro baixo do Panteão Nacional.

Será o momento para revisitar estas obras de Anatole Calmels (1822-1906) e de Soares dos Reis (1847-1889), dois nomes de grande destaque na nossa escultura do século XIX.


sábado, 10 de janeiro de 2026

AINDA AQUI ESTOU

Ainda aqui estou... No blogue, no "exílio" lisboeta, em atividades diversas, na direção do monumento. A fotografia é de Daniel Rocha, para o "Público", e é da reportagem que Lucinda Canelas veio fazer ao Panteão Nacional, em 2021. Ainda aqui estou, quando às vezes me vaticinavam vida curta no Panteão. 4 anos e 9 meses cumpridos.

A maior parte da carreira já lá vai. Não me posso (nem quero, nem devo) queixar do percurso. Dentro de quatro anos passarei para outra fase.

De momento, termino o relatório de 2025 e preparo o ano de 2026: livros (cerca de uma dezena), exposições (seis ou sete, depende de que coisas que não controlo), concertos (doze, para já), produção de materiais para invisuais, conferências e colóquios. E mais umas cartas na manga.

sábado, 20 de dezembro de 2025

UNITED COLORS OF PANTEÃO

Assim se encerra a programação de "um ano complexo". Foram dezenas de iniciativas (concertos, poesia, livros, exposições, lançamento de novos conteúdos...). Que remataram ontem à noite, com um concerto do Saint Dominic's Gospel Choir. Lotação esgotada para um grande momento musical.

A Lisboa Cultura decidiu propor-nos que o ciclo de concertos de Natal tivesse lugar no Panteao Nacional. Proposta aceite e ideia que suscitou entusiasmo na equipa. 


sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

A MÁQUINA DO MUNDO

Um momento extraordinário e uma das excelentes surpresas do ano. Na (creio que não muito  conhecida) Casa do Parlamento está uma exposição / instalação sonora de Daniel Schvetz. A Máquina do Mundo, Ptolomeu, Camões, sons gravados no cosmos pela NASA e as composições originais do próprio Daniel Schvetz, tudo devidamente enquadrado com um pouco de História da Ciência. Uma conceção originalíssima e de grande efeito.

À saída, e antes de entrar para o 773 e continuar o dia - que está a ser intenso - liguei ao Daniel para o felicitar e para lhe dizer "pois é, com a cúpula e os círculos e os sons, e Camões, isto tem mesmo de ir para o Panteao".

2026 começa a estar curto...

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

CAMÕES

Dar visibilidade a uma peça quase "invisível". A tapeçaria encontra-se, normalmente, numa zona de acesso restrito de Caixa Geral de Depósitos. Vai agora ser vista, no Panteão Nacional, por milhares de pessoas (estimamos entre 30 a 35.000). Celebremos Camões e celebremos a Arte de José de Guimarães.

domingo, 23 de novembro de 2025

A VIAGEM DE GARRETT

Uma sessão notável, de Victor Caetano, com dramaturgia de Gisela Cañamero. Almeida Garrett andou pelo coro baixo do Panteão Nacional. Entre as Viagens na minha terra e Shakespeare se construiu um percurso original.

Última sessão no próximo domingo.


quarta-feira, 12 de novembro de 2025

DE LOURES PARA O PANTEÃO

A autora deste desenho chama-se Sara Cardoso. É um dos 19 exemplares que compõem o catálogo "Panteão, um olhar". Um edição do Panteão Nacional / Museus e Monumentos de Portugal que resultou da exposição desses trabalhos. Que foram um projeto do Clube de Línguas do Agrupamento de Escolas 4 de outubro, de Loures.

O catálogo contou com a inspiradíssima produção gráfica de Miguel Brás.

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

DIA DE MUERTOS / DIA DOS MORTOS

A partir de amanhã, no Panteão Nacional. E só até dia 9 de novembro. Dois altares da cultura mexicana homenageando duas figuras populares de Portugal e do México: Amália Rodrigues e Cantinflas.

Trabalho a três: Embaixada do México, Fundação Amália Rodrigues e Panteão Nacional.

sábado, 27 de setembro de 2025

JOÃO DE DEUS

Um excelente final de tarde, em São Bartolomeu de Messines.

Apresentação do livro sobre a vida e obra de João de Deus, edição conjunta da Imprensa Nacional e do Panteão Nacional. Um belo trabalho de José Alberto Quaresma. Com intervenções do autor, de Cláudio Garrudo (da Imprensa Nacional) e de Rosa Palma (Presidente da Câmara Municipal de Silves). Coube-me a apresentação do livro e fazer uma pequena reportagem fotográfica.

terça-feira, 23 de setembro de 2025

LUÍSA CORREIA PEREIRA

E está tudo a postos. Inauguração amanhã à tarde. Uma enorme surpresa (para mim) a descoberta da obra de Luísa Correia Pereira. 

Em outubro haverá algumas iniciativas de grande impacto. Em novembro haverá novidades. Em dezembro haverá surpresas.

O ano corre bem, felizmente.


domingo, 7 de setembro de 2025

MEDALHA DE INAUGURAÇÃO: O MEU MOMENTO "GUERRA DA GÁLIA"...

Está-se a preparar uma exposição e vai-se à procura da medalha da inauguração. Que é coisa que não existe no monumento. Fez-me lembrar o livro do Astérix em que Júlio César pede que lhe tragam uma recordação da Guerra da Gália.

Vai daí comprei, por um preço decente, uma medalha no Ebay. Farei dela doação dentro de meses, formalmente e com auto de entrega, à Museus e Monumentos de Portugal. 





domingo, 31 de agosto de 2025

PEREGRINATIO

Achei que "mandar pelo correio" não fazia muito sentido. Vai daí... decidi-me por uma pequena "peregrinação" pelos terrenos da margem esquerda do Guadiana, para entregar pessoalmente, aos grupos corais, os pequenos catálogos que resultaram da celebração do 10º. aniversário do Cante Alentejano como Património da Humanidade.

Pias, no sábado.

Amareleja, no domingo.

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

PELO CAMPO DE SANTA CLARA - VARIAÇÕES SOBRE O PANTONE 1807

A preparação de um livro sobre o território em volta do Panteão Nacional (de que não sou o autor, nem nada que se pareça) obrigou-me a vestir a roupagem de fotógrafo. Uma passagem pelos palácios das grandes famílias de tempos idos (Lavradio, Condes de Resende, Barbacena, Sinel de Cordes...), mais os Conventos (Desagravo, S. Francisco Xavier) e a descoberta de novas perspetivas e de novas cores. Na esquina da Calçada dos Cesteiros com o Campo de Santa Clara há um "português suave" que parece projeto de António Reis Camelo.

E mais acima está esta paleta de vermelhos, variações sobre o pantone 1807 (será?).