
segunda-feira, 4 de julho de 2011
CAMPO MAIOR: tic TAC toe

domingo, 3 de julho de 2011
BEJA - IMAGENS DA CIDADE ANTIGA
Painel 1 - A cidade de Pax Iulia
Jorge Alarcão (Universidade de Coimbra): Enigmas da cidade de Beja
Maria da Conceição Lopes (Universidade de Coimbra)
José d’Encarnação (Universidade de Coimbra)
Tomás Cordero Ruiz (Instituto de Arqueologia de Mérida)
Dia 13 (tarde)
Painel 2 - Da Antiguidade à Reconquista
Santiago Macias (Universidade de Coimbra/CAM)
Fernando Branco Correia (Universidade de Évora)
Hermenegildo Fernandes (Universidade de Lisboa)
Stéphane Boissellier (Université de Poitiers)
Dia 14 (manhã)
Painel 3 - O património arqueológico na imagem da cidade
Miguel Alba Calzado (Consórcio de Mérida)
Joaquim Caetano (MNAA-IMC)
Eugénio Castro Caldas
Cláudio Torres (CAM): Musealizando o futuro
Dia 14 (tarde)
Visita às escavações arqueológicas
Coordenação científica:
Maria da Conceição Lopes (Universidade de Coimbra - CEAUCP/CAM)
Santiago Macias (Investigador do Programa Ciência 2008 da FCT - CEAUCP/CAM)
O local do encontro e o programa definitivo (incluindo a lista de entidades que o irão apoiar) serão disponibilizados em breve.
A entrada será livre e não carecerá de inscrição prévia.
sábado, 2 de julho de 2011
CAMPO MAIOR: TIC tac toe
sexta-feira, 1 de julho de 2011
SANTO AMADOR, O ÚLTIMO PORTO DO ARDILA
quarta-feira, 29 de junho de 2011
SECRETÁRIA DE ESTADO DO TURISMO
terça-feira, 28 de junho de 2011
AS YOU LIKE IT

And all the men and women merely players:
They have their exits and their entrances;
And one man in his time plays many parts,
His acts being seven ages. At first the infant,
Mewling and puking in the nurse's arms.
And then the whining school-boy, with his satchel
And shining morning face, creeping like snail
Unwillingly to school. And then the lover,
Sighing like furnace, with a woeful ballad
Made to his mistress' eyebrow. Then a soldier,
Full of strange oaths and bearded like the pard,
Jealous in honour, sudden and quick in quarrel,
Seeking the bubble reputation
Even in the cannon's mouth. And then the justice,
In fair round belly with good capon lined,
With eyes severe and beard of formal cut,
Full of wise saws and modern instances;
And so he plays his part. The sixth age shifts
Into the lean and slipper'd pantaloon,
With spectacles on nose and pouch on side,
His youthful hose, well saved, a world too wide
For his shrunk shank; and his big manly voice,
Turning again toward childish treble, pipes
And whistles in his sound. Last scene of all,
That ends this strange eventful history,
Is second childishness and mere oblivion,
Sans teeth, sans eyes, sans taste, sans everything.

Uma pintura conhecida, de De Chirico e um fotograma celebérrimo, do filme Morangos Silvestres, do sonho de Isak Borg. Servem-me para enquadrar uma passagem de uma peça de William Shakespeare, que fazia parte do meu livro de inglês do 11º ano e que tem a ver com a passagem do tempo. Pertence à peça As you like it, escrita por volta de 1600. No monólogo, Jacques, raio de coincidência, resume a vida de um homem a sete fases.
A parte engraçada, uma das poucas neste dia, foi a procura de uma tradução portuguesa. Vai de Do jeito que você gosta até Como quiserdes. São títulos que exprimem conceitos bem diferentes. Mas quem disse que tudo tem de ser linear?
segunda-feira, 27 de junho de 2011
SEKOU TOURÉ
Isso fez-me recordar uma passagem do primeiro volume do seu O tempo e o espaço em que vivi (pp. 233-234):
Sekou surpreendeu-me. Fez um gesto amistoso e informou que podia como jornalista contar com toda a ajuda do seu Governo no desenvolvimento da minha reportagem. Depois, esclareceu que veria com simpatia a vinda para a Guiné dos meus companheiros do "Santa Maria"; (...) Percebi então que me recebera antes do início de uma reunião da Comissão Política. O cenário e o à vontade traduziam, afinal, uma deferência.
(...) Muitos anos depois, quando os crimes da ditadura guineense eram comentados pelos mass media, imagens daquela manhã no Palácio Presidencial de Conakry ganhavam nitidez na memória. Senti sempre dificuldade em perceber os mecanismos da transformação do I Sekou Touré, o sindicalista revolucionário e marxizante, o autor do famoso 'Não' a De Gaulle, o admirador entusiasta de Fidel Castro, no II Sekou Touré, o caudilho primário e cruel cujos últimos anos de governo ficaram assinalados por banhos de sangue. Daqueles 18 membros da Comissão Política do seu partido, antigos coompanheiros de luta, creio que somente um, Dialo Sayfoullah, então presidente da Assembleia Nacional, não foi assassinado a mando de Sekou. Morreu antes, em consequência de um cancro.
Dois homens incompatíveis viveram na fundação do primeiro estado da antiga África Ocidental Francesa que conquistou a independência. O segundo negou o primeiro.

domingo, 26 de junho de 2011
NÃO SERÁ MELHOR FECHAR O PAÍS?
Documento feito, à revelia da Refer, pelo anterior Governo do PS deixa a rede ferroviária circunscrita basicamente ao eixo Braga-Faro, Beira Alta e Beira Baixa. Restantes linhas seriam amputadas ou desapareceriam.
O documento foi apresentado à troika como uma medida eficaz de redução da despesa pública, uma vez que tem um forte impacto simultâneo nas contas da Refer e da CP. Na primeira empresa reduz custos de manutenção e de exploração e na segunda permite-lhe acabar com o serviço regional onde este é mais deficitário (embora nalgumas linhas a abater exista um significativo tráfego de mercadorias). - fim de citação
Embora nalgumas linhas a abater exista um significativo tráfego de mercadorias? Ora, ora, não macem com detalhes, por favor! E começa a parecer evidente que a Solução Final para acabar, de vez, com a despesa, é mesmo fechar o País.
PARIS, JE T'AIME
No final da história Carol conclui: ça c’était le moment ou j’ai commencé à aimer Paris et le moment que j’ai senti que Paris m’aimait aussi.
Talvez a minha amiga Luísa tenha concluído o mesmo, por estes dias.
sábado, 25 de junho de 2011
TUNÍSIA IX: CENAS DA VIDA QUOTIDIANA NO HOTEL AMILCAR
Os motivos de diversão sucederam-se:
Primeiro chegou um saudita numa limusine. Ainda eu mal acabara de preencher o boletim do check-in quando ouço um berro desesperado. O saudita estava de mãos na cabeça: tinham-lhe mostrado o preço do quarto do hotel (se bem recordo qualquer coisa à volta de 30 euros). O empregado do hotel olhava, alternadamente e espantadíssimo, para a cara do saudita e para a limusine parada à porta.
Depois entrou a mulher do saudita, de niqab, a quem ele obrigou a sentar-se de frente para uma parede e de costas para o resto da sala. Durante os dias seguintes, a cena repetiu-se, e a pobre infeliz foi obrigada a tomar as refeições nos mesmos preparos.
Mais tarde, ao abrir a janela do quarto, constatei que o hotel e a praia eram só para turistas: um gradeamento vedava o acesso dos indígenas ao areal (v. imagem de baixo). Pelo menos a alguns. Na noite seguinte, ao chegarmos ao hotel fora de horas quase chocámos no lobby com uma senhora alemã na casa dos 60 que beijava furiosamente (é esse o termo) um moço tunisino que não teria mais que uns 16 anos e que, visivelmente, não sabia muito bem como atuar.
Mas o punch-line estava reservado para a última noite, quando fomos convidados para assistir a um espetáculo junto à piscina. Que deve ter sido muito interessante, pelo menos para conheça a língua alemã. Apercebemo-nos então que éramos os únicos não-alemães no hotel, tomado de assalto por aquelas excursões que vão fazer férias à Tunísia sem chegar a ver a Tunísia. O entertainer tunisino, que cantava e dizia piadas em alemão, fez um enorme sucesso.


Amílcar Barca (c. 270 a.C - 228 a.C.) - general cartaginês, pai de Aníbal.
DESIGN GRÁFICO
Ia a caminho de Moura quando, em Pias, deparei com uma daquelas enormes viaturas de feira onde se lia Walter Dias. Não queria chegar atrasado às comemorações do Feriado Municipal e não parei para tirar uma fotografia (a imagem que se apresenta está na net). Mas não pude deixar de me impressionar com a audácia do empresário Valter Dias pelo descarado copianço ao grafismo da Walt Disney.
Comentei depois com um designer gráfico esta façanha de Valter Dias. Ela já conhecia o logo e rematou, entre gargalhadas, com um "é lindo, lindo!". Não é por nada, mas também acho.

quinta-feira, 23 de junho de 2011
BIBLIOTECA DE MOURA (24.6.1991) / BIBLIOTECA DE MÉRTOLA (24.6.2011)
Desse percurso, curto e intenso, tenho boas e más recordações. A melhor de todas foi, sem dúvida, o processo de renovação da Biblioteca Municipal.
No dia em que assumi a chefia da divisão cultural da Câmara de Moura (25.9.1986) já tinha preparada uma ideia do que poderia ser a remodelação da Biblioteca Municipal. Passei dias a fio, nesses tempos bárbaros sem net nem telemóveis, até localizar a Dra. Maria José Moura, coordenadora do grupo de trabalho e então bibliotecária da reitoria da Universidade de Lisboa. Falar com ela foi o primeiro passo. Nos meses seguintes o programa de intervenção foi-se aprofundando, com a participação renitente do sr. João da Mouca, que preferia um programa mais discreto, e alicerçado no projeto de arquitetura de Maria Teresa Ribeiro. A nossa candidatura seria entregue em maio de 1987. Soubémos, algum tempo depois, que Moura integrava o primeiro grupo de sete municípios que, a sul, iria ter apoio. O contrato seria depois assinado e as obras iniciadas já em 1989.
A entrada em funções de um novo executivo camarário, no final desse ano, implicou mudanças substanciais de orientação na área da cultura. 1990 foi difícil e atribulado. À medida que o tempo avançava dei-me conta que a autarquia não se revia no projeto nem estava minimamente interessada no desenvolvimento das suas fases seguintes. A inauguração, ocorrida em 24 de Junho de 1991, foi o momento final da minha participação, nessa altura já só indireta, nesta história.
Percurso diferente teve a Biblioteca de Mértola. Inugurada no dia 24 de junho de 1992, teve depois um projeto de ampliação que conheceu um percurso conturbadíssimo. Vencidas algumas arqueológicas faltas de pragmatismo esta obra camarária está, finalmente, concluída. O edifício da antiga cadeia tem agora mais espaço, novo mobiliário e um estilo colorido. Não tenho dúvidas que o público, em especial o mais jovem, vai aderir.
O dia de amanhã será de festa para a cultura, na vila de Mértola. Razões suplementares para celebração terá a equipa residente da Biblioteca Municipal. São quatro: a Isabel, a Fernanda, o Marcos e a Manuela. Poucos mas bons.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
GEOGRAFIA FÍSICA: O VENTRE
"O menino da sua mãe"
No plaino abandonado
Que a morta brisa aquece,
De balas traspassado
- Duas, de lado a lado -,
Jaz morto, e arrefece.
Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.
Tão jovem! Que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
"O menino da sua mãe".
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lhe a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... Deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
"Que volte cedo, e bem!"
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto, e apodrece,
O menino da sua mãe.
Nesta peregrinação pelo corpo - quase só feminino - alguém me disse "falta o ventre". Não o ventre num sentido estritamente sensual, mas o ventre materno. Admitamos que sim. Daí também o sentido da imagem e das palavras. O retrato da mulher grávida (La donna gravida) foi pintado por Rafael por volta de 1505. Está hoje no Palazzo Pitti. A este tema, pouco habitual na época, juntam-se a palavras de Fernando Pessoa. Que nos trazem uma imagem a posteriori. Do tempo que não regressa e da esperança perdida.
Ver:
http://www.uffizi.firenze.it/palazzopitti/
terça-feira, 21 de junho de 2011
POR TEU LIVRE PENSAMENTO

Do site do Público:
O júri do festival distinguiu a campanha “Mugshot”, lançada em Maio e inspirada no livro “Por Teu Livre Pensamento”, do fotógrafo João Pina, que marca os 30 anos da Amnistia Internacional em Portugal. Nos outdoors e anúncios, a agência usou fotografias reais de verdadeiros presos políticos, retiradas do arquivo da PIDE.
Parabéns aos autores, e um abraço ao meu amigo Carlos Coutinho. Por teu livre pensamento é a primeira estrofe do poema Abandono, de David Mourão-Ferreira. Musicado por Alain Oulman tornou-se conhecido como Fado Peniche (v. aqui).
A ver:
http://www.joao-pina.com/
http://www.canneslions.com/
segunda-feira, 20 de junho de 2011
TEMPO DE BARBÁRIE E LUTA
D. JOSÉ POLICARPO
Onde é que os sindicatos andam, quando as pessoas precisam deles?
domingo, 19 de junho de 2011
CHULOS
Quase no final do terceiro ato, o coro canta, no momento em que a corrida de touros está prestes a começar:
Et puis saluons au passage les hardis chulos! Bravo! Viva! Gloire au courage! Voici les hardis chulos!
Consegui conter-me e rir baixinho, mesmo ante a surpresa da pessoa ao meu lado, quando vi a legendagem (que também está no programa): Saudemos a passagem dos corajosos chulos! Vejam os chulos corajosos!
Ó diabo! É que chulo designa, em castelhano, os moços de espadas. Pelo que teria sido mais aconselhável algo como "saudemos os corajosos moços de espadas! vejam os moços de espadas corajosos". CHULOS é que não!
sexta-feira, 17 de junho de 2011
CARMEN
A cena foi filmada na Puerta de Córdoba, na cidade de Carmona. Um sítio espetacular, encaixado no meio de penhascos. O filme, rodado em 1984 por Francesco Rosi, foi um assinalável sucesso de público. Vi-o no cinema Londres. Amanhã recordarei, no S. Carlos, essa tarde. Sem a companhia do amigo que então me acompanhou, ocupados por estes dias com atividades pouco salutares...
De um tema se passa a outro. E aproveito o balanço para render homenagem, et pour cause, a um dos meus matadores preferidos, Sebastian Castella, francês e tudo. O ritmo do capote é operático.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
RAILROAD TRAIN

As oito chaminés da fábrica de gás
O PAPILLON, ESSA PODEROSA ARMA POLÍTICA


